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Presidente do Banco do Brasil diz que não vai puxar juros para baixo
EBC.
Paulo Caffarelli evitando erros do passado.

Terça, 27/12/2016 13:44.

JULIO WIZIACK E VALDO CRUZ
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou nesta terça-feira (27) que o banco não cometerá erros do passado, quando, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, baixou juros para forçar os demais bancos a reduzirem as taxas cobradas.

"Vamos fazer coisas consistentes. Não vamos liderar a redução de taxas de juros. No passado, [essa política] não foi frutífera, não se mostrou correta", disse Caffarelli durante café com jornalistas. "Não se pode trabalhar com puxadinhos."

A posição é uma sinalização de que o banco, a partir de agora, vai trabalhar para melhorar seus resultados na comparação com seus concorrentes privados. Caffarelli lembrou que o movimento do passado não fez com que os bancos privados acompanhassem os públicos. "Quem define a taxa é o movimento de mercado", afirmou.

O presidente do BB disse, porém, que o banco vai procurar repassar para suas taxas a queda dos juros do Banco Central. Isto atende a um pedido do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que solicitou às instituições financeiras públicas e privadas que se esforcem para reduzir as taxas de juros à medida que a taxa básica dos juros da economia (Selic) é cortada.

Na análise do BB, a economia no próximo ano vai se recuperar em um ritmo mais lento do que o previsto até pela própria instituição. O BB previa um crescimento de PIB em torno de 1,5% para 2017 e agora trabalha com 0,7% de crescimento. Pelo boletim Focus, do Banco Central, o crescimento estimado do PIB será de 0,5%.

Apesar disso, Caffarelli explicou que o banco estará alinhado com a tendência de mercado e, se houver espaço para redução de juros, o BB acompanhará o movimento.

Embora admita que o governo pressiona por uma redução de juros de cartões de crédito, Caffarelli diz que não dá para avaliar neste momento se a taxa cairá à metade, como pretende o governo. "Ela vai cair, quanto o dia a dia é que dirá."

Ainda segundo ele, esse movimento de redução de juros será dosado com a própria estratégia comercial do banco que reforçará seu capital até 2019 com aumento de rentabilidade.

O presidente do BB afirmou que a meta é chegar a janeiro de 2019 com 9,5% de capital de referência, 1,5 ponto percentual a mais do que determina o Banco Central. Para isso, várias medidas foram tomadas.

Houve um programa de reestruturação interna com demissões, fechamentos de agências, entre outras medidas, que resultaram em um corte de custos de R$ 3,1 bilhões somente para 2017. O banco também reduziu de 40% para 25% a distribuição de lucros e admite a possibilidade de vender ativos "que não façam parte de seu negócio principal".

"Hoje nos faz falta os 33% de participação do BB Seguridade", disse Caffarelli. "É uma receita que poderíamos ter nesse momento."

Por isso, a ideia é melhorar a rentabilidade do Banco Votorantim em vez de vender essa participação. Já empresas como Neonergia e Kepler Weber, que têm o BB como sócios, poderiam ser vendidas. "Mas não estão na mesa."

CRÉDITO

A carteira de crédito do banco fechou em R$ 734 bilhões no terceiro trimestre de 2016, caindo à metade em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Caffarelli acredita que isso deve aos efeitos da crise. "Ela dura vinte trimestres. Não é como as anteriores. Entre 2009 e 2010, tivemos 800 empresas em recuperação judicial. Agora são 3.800", disse.

Para ele, a retomada acontecerá mais vagarosamente do que no passado, mas o crédito vai aumentar, especialmente para os projetos de concessão. "Haverá oferta para quem comprovar condições de pagamento." 

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Presidente do Banco do Brasil diz que não vai puxar juros para baixo

EBC.
Paulo Caffarelli evitando erros do passado.
Paulo Caffarelli evitando erros do passado.
Terça, 27/12/2016 13:44.

JULIO WIZIACK E VALDO CRUZ
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, afirmou nesta terça-feira (27) que o banco não cometerá erros do passado, quando, em conjunto com a Caixa Econômica Federal, baixou juros para forçar os demais bancos a reduzirem as taxas cobradas.

"Vamos fazer coisas consistentes. Não vamos liderar a redução de taxas de juros. No passado, [essa política] não foi frutífera, não se mostrou correta", disse Caffarelli durante café com jornalistas. "Não se pode trabalhar com puxadinhos."

A posição é uma sinalização de que o banco, a partir de agora, vai trabalhar para melhorar seus resultados na comparação com seus concorrentes privados. Caffarelli lembrou que o movimento do passado não fez com que os bancos privados acompanhassem os públicos. "Quem define a taxa é o movimento de mercado", afirmou.

O presidente do BB disse, porém, que o banco vai procurar repassar para suas taxas a queda dos juros do Banco Central. Isto atende a um pedido do ministro Henrique Meirelles (Fazenda), que solicitou às instituições financeiras públicas e privadas que se esforcem para reduzir as taxas de juros à medida que a taxa básica dos juros da economia (Selic) é cortada.

Na análise do BB, a economia no próximo ano vai se recuperar em um ritmo mais lento do que o previsto até pela própria instituição. O BB previa um crescimento de PIB em torno de 1,5% para 2017 e agora trabalha com 0,7% de crescimento. Pelo boletim Focus, do Banco Central, o crescimento estimado do PIB será de 0,5%.

Apesar disso, Caffarelli explicou que o banco estará alinhado com a tendência de mercado e, se houver espaço para redução de juros, o BB acompanhará o movimento.

Embora admita que o governo pressiona por uma redução de juros de cartões de crédito, Caffarelli diz que não dá para avaliar neste momento se a taxa cairá à metade, como pretende o governo. "Ela vai cair, quanto o dia a dia é que dirá."

Ainda segundo ele, esse movimento de redução de juros será dosado com a própria estratégia comercial do banco que reforçará seu capital até 2019 com aumento de rentabilidade.

O presidente do BB afirmou que a meta é chegar a janeiro de 2019 com 9,5% de capital de referência, 1,5 ponto percentual a mais do que determina o Banco Central. Para isso, várias medidas foram tomadas.

Houve um programa de reestruturação interna com demissões, fechamentos de agências, entre outras medidas, que resultaram em um corte de custos de R$ 3,1 bilhões somente para 2017. O banco também reduziu de 40% para 25% a distribuição de lucros e admite a possibilidade de vender ativos "que não façam parte de seu negócio principal".

"Hoje nos faz falta os 33% de participação do BB Seguridade", disse Caffarelli. "É uma receita que poderíamos ter nesse momento."

Por isso, a ideia é melhorar a rentabilidade do Banco Votorantim em vez de vender essa participação. Já empresas como Neonergia e Kepler Weber, que têm o BB como sócios, poderiam ser vendidas. "Mas não estão na mesa."

CRÉDITO

A carteira de crédito do banco fechou em R$ 734 bilhões no terceiro trimestre de 2016, caindo à metade em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Caffarelli acredita que isso deve aos efeitos da crise. "Ela dura vinte trimestres. Não é como as anteriores. Entre 2009 e 2010, tivemos 800 empresas em recuperação judicial. Agora são 3.800", disse.

Para ele, a retomada acontecerá mais vagarosamente do que no passado, mas o crédito vai aumentar, especialmente para os projetos de concessão. "Haverá oferta para quem comprovar condições de pagamento." 

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