Jornal Página 3

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Artigo: Hora de mudar...por Marlise Schneider Cezar

Sexta, 23/12/2016 7:07.

Marlise Schneider Cezar

Não sei porque mas nascimentos sempre me emocionam, me deixam tipo ‘manteiga-derretida’, mole, chorona e talvez por esses sentimentos aflorados é que esse período natalino, em que comemoramos o nascimento do menino Jesus, consegue me deixar feliz e triste ao mesmo tempo.

Feliz porque significa novidade, chegada, doação, entrega, tantas coisas boas e triste porque o cenário à nossa volta está assustador, em todos os níveis e também porque é uma data que remete a muitas lembranças dos natais junto com meus pais, meus avós e tantos outros que já não estão mais por aqui.

Este Natal será diferente. Além de dividir momentos de felicidade e tristeza, estes se desdobrarão em desafios, que são sempre benvindos, mas também trazem aflição. Há mudanças à vista.

Esta é a última edição impressa semanal do Página3, um filho com quase 26 anos, criado com amor, dedicação e trabalho sem fim. A meta de janeiro em diante será fortalecer o Página3 Online e transformar o Página3 impresso em uma edição mensal, que circulará sempre no último sábado de cada mês. É um desafio e dos grandes. Não me refiro ao online, que está andando há 15 anos, foi pioneiro aqui na praia, foi um dos primeiros em Santa Catarina e no país, está cada vez mais firme, com mais leitura e demanda, notícias fresquinhas a todo momento e agora receberá o reforço de toda equipe da redação do impresso. Vai ficar ainda melhor.

Me refiro ao impresso mensal, bem diferente do que escrever um jornal diário ou semanal, como estamos acostumados nestes 25 anos. Na primeira edição do Página3, em 26 de julho de 1991, escrevi um texto com o mesmo título, mas estava me referindo a Balneário Camboriú. Hoje o mesmo título está se referindo ao jornal. As coisas mudam.

Hoje estou dividindo sentimentos com nossos leitores, especialmente aqueles que estão questionando essa mudança, que virou um hábito para muitos, para dizer que esse desafio está mexendo e muito comigo. Afinal de contas, comecei a escrever em jornais em 1972, lá em Porto Alegre, na Cia.Caldas Junior...no tempo da impressão em máquinas de linotipia e desde então foram muitos desafios e mudanças...e alguns até recentes, por exemplo, no início da década de 80, o primeiro contato com a era digital no jornal O Globo, no Rio...mas as laudas continuavam na apuração das matérias, só a transcrição era feita em computadores...

Em 1991 quando nasceu o Página3 eu trabalhava na sucursal do Santa na Galeria Maxim, e mandava as matérias de Balneário Camboriú para Blumenau por telex. Depois da experiência no Rio, parecia que estava andando para trás...Guardo alguns rolos de matéria no telex até hoje...senão meus netos não vão acreditar! Telex? O que é isso? Na redação do Página3 a mesa de luz para diagramar as páginas, depois de recortar as matérias, os títulos, demarcar as fotos, para colar nos espelhos, coordenação motora pura...

Mas foi com o Página3 que entrei de vez na era digital. A edição número 1, na sede da Rua 600, tinha três máquinas de escrever e um computador. Nós escrevíamos as matérias na máquina e o Marzinho transferia elas para o computador...só ele sabia mexer com aquele ‘bicho-de-sete-cabeças’...isso em julho de 1991, não faz tanto tempo!

E assim muitos e muitos outros desafios foram surgindo, o último deles, o celular, hoje se faz entrevistas, matérias, diagramação e se lê reportagens pelo celular. A vida é feita de desafios, é preciso encarar todos eles.

Por isso tudo boto fé. Acredito que este ‘nascimento’ bem na época de final de ano, tem um significado ainda mais especial. Vai nos trazer muito trabalho, preocupação, mas também muitas alegrias e realizações que o futuro há de reservar para todos nós.

Continuamos juntos!

PS – Esta semana um assinante de longa data, que tem 86 anos, ligou para dizer que está triste, mas disposto a mudar seu hábito de ler o Página3 todo o sábado. Não sabe mexer com computador, mas decidiu que vai fazer um curso para aprender e acompanhar o Página3 Online. Uma atitude que acalmou meu coração e reforçou a convicção que estamos no caminho certo!

Marlise Schneider Cezar é jornalista e editora do Página 3

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Artigo: Hora de mudar...por Marlise Schneider Cezar

Sexta, 23/12/2016 7:07.

Marlise Schneider Cezar

Não sei porque mas nascimentos sempre me emocionam, me deixam tipo ‘manteiga-derretida’, mole, chorona e talvez por esses sentimentos aflorados é que esse período natalino, em que comemoramos o nascimento do menino Jesus, consegue me deixar feliz e triste ao mesmo tempo.

Feliz porque significa novidade, chegada, doação, entrega, tantas coisas boas e triste porque o cenário à nossa volta está assustador, em todos os níveis e também porque é uma data que remete a muitas lembranças dos natais junto com meus pais, meus avós e tantos outros que já não estão mais por aqui.

Este Natal será diferente. Além de dividir momentos de felicidade e tristeza, estes se desdobrarão em desafios, que são sempre benvindos, mas também trazem aflição. Há mudanças à vista.

Esta é a última edição impressa semanal do Página3, um filho com quase 26 anos, criado com amor, dedicação e trabalho sem fim. A meta de janeiro em diante será fortalecer o Página3 Online e transformar o Página3 impresso em uma edição mensal, que circulará sempre no último sábado de cada mês. É um desafio e dos grandes. Não me refiro ao online, que está andando há 15 anos, foi pioneiro aqui na praia, foi um dos primeiros em Santa Catarina e no país, está cada vez mais firme, com mais leitura e demanda, notícias fresquinhas a todo momento e agora receberá o reforço de toda equipe da redação do impresso. Vai ficar ainda melhor.

Me refiro ao impresso mensal, bem diferente do que escrever um jornal diário ou semanal, como estamos acostumados nestes 25 anos. Na primeira edição do Página3, em 26 de julho de 1991, escrevi um texto com o mesmo título, mas estava me referindo a Balneário Camboriú. Hoje o mesmo título está se referindo ao jornal. As coisas mudam.

Hoje estou dividindo sentimentos com nossos leitores, especialmente aqueles que estão questionando essa mudança, que virou um hábito para muitos, para dizer que esse desafio está mexendo e muito comigo. Afinal de contas, comecei a escrever em jornais em 1972, lá em Porto Alegre, na Cia.Caldas Junior...no tempo da impressão em máquinas de linotipia e desde então foram muitos desafios e mudanças...e alguns até recentes, por exemplo, no início da década de 80, o primeiro contato com a era digital no jornal O Globo, no Rio...mas as laudas continuavam na apuração das matérias, só a transcrição era feita em computadores...

Em 1991 quando nasceu o Página3 eu trabalhava na sucursal do Santa na Galeria Maxim, e mandava as matérias de Balneário Camboriú para Blumenau por telex. Depois da experiência no Rio, parecia que estava andando para trás...Guardo alguns rolos de matéria no telex até hoje...senão meus netos não vão acreditar! Telex? O que é isso? Na redação do Página3 a mesa de luz para diagramar as páginas, depois de recortar as matérias, os títulos, demarcar as fotos, para colar nos espelhos, coordenação motora pura...

Mas foi com o Página3 que entrei de vez na era digital. A edição número 1, na sede da Rua 600, tinha três máquinas de escrever e um computador. Nós escrevíamos as matérias na máquina e o Marzinho transferia elas para o computador...só ele sabia mexer com aquele ‘bicho-de-sete-cabeças’...isso em julho de 1991, não faz tanto tempo!

E assim muitos e muitos outros desafios foram surgindo, o último deles, o celular, hoje se faz entrevistas, matérias, diagramação e se lê reportagens pelo celular. A vida é feita de desafios, é preciso encarar todos eles.

Por isso tudo boto fé. Acredito que este ‘nascimento’ bem na época de final de ano, tem um significado ainda mais especial. Vai nos trazer muito trabalho, preocupação, mas também muitas alegrias e realizações que o futuro há de reservar para todos nós.

Continuamos juntos!

PS – Esta semana um assinante de longa data, que tem 86 anos, ligou para dizer que está triste, mas disposto a mudar seu hábito de ler o Página3 todo o sábado. Não sabe mexer com computador, mas decidiu que vai fazer um curso para aprender e acompanhar o Página3 Online. Uma atitude que acalmou meu coração e reforçou a convicção que estamos no caminho certo!

Marlise Schneider Cezar é jornalista e editora do Página 3

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