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'Na escola era alvo de piadas e insultos', diz Emicida sobre racismo

Sexta, 11/5/2018 9:43.

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O rapper Emicida falou sobre o aniversário da Lei Áurea, comemorado no próximo domingo (13), no "Conversa com Bial" desta quinta-feira (10). O cantor revelou que recebia maus tratos na época da escola quando a importância da data era abordada em sala de aula.

"Na escola, era uma sensação desagradável, já que o protagonismo da nossa história não era nosso nem no dia em que éramos libertados. Era comum sermos alvo de piadas e insultos. Todas aquelas crianças ali, que referências tinham daquilo?", questionou, afirmando ter pesquisado a história por conta própria.

"A princesa [Isabel] recebe todos os louros, mas ela estava ali muito por acaso, não era envolvida com a militância. Descobri que ela tinha verdadeiro afastamento da questão política. É curioso como uma pessoa que estava ali [naquela função] por acaso se torna ícone de um momento tão importante e transforme em seres invisíveis todos esses personagens gigantes que lutaram por tantos anos pela libertação dos negros", analisa.

Apesar de a sociedade parecer longe de se livrar do racismo, Emicida acredita que não se deve desistir do debate. "Esta é uma discussão dolorosa para ambos os lados. É muito importante que a gente converse mais sobre o tema, que a gente saiba conversar".


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Página 3

'Na escola era alvo de piadas e insultos', diz Emicida sobre racismo

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Sexta, 11/5/2018 9:43.

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O rapper Emicida falou sobre o aniversário da Lei Áurea, comemorado no próximo domingo (13), no "Conversa com Bial" desta quinta-feira (10). O cantor revelou que recebia maus tratos na época da escola quando a importância da data era abordada em sala de aula.

"Na escola, era uma sensação desagradável, já que o protagonismo da nossa história não era nosso nem no dia em que éramos libertados. Era comum sermos alvo de piadas e insultos. Todas aquelas crianças ali, que referências tinham daquilo?", questionou, afirmando ter pesquisado a história por conta própria.

"A princesa [Isabel] recebe todos os louros, mas ela estava ali muito por acaso, não era envolvida com a militância. Descobri que ela tinha verdadeiro afastamento da questão política. É curioso como uma pessoa que estava ali [naquela função] por acaso se torna ícone de um momento tão importante e transforme em seres invisíveis todos esses personagens gigantes que lutaram por tantos anos pela libertação dos negros", analisa.

Apesar de a sociedade parecer longe de se livrar do racismo, Emicida acredita que não se deve desistir do debate. "Esta é uma discussão dolorosa para ambos os lados. É muito importante que a gente converse mais sobre o tema, que a gente saiba conversar".


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