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PÁGINA 3 / Fama
Cachorro Grande lança álbum ao vivo de clássicos da carreira

Sexta, 20/4/2018 13:45.
Divulgação

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THALES DE MENEZES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A banda Cachorro Grande lança nesta sexta (20), com show no Sesc Santo Amaro, o primeiro álbum ao vivo de sucessos em seus 18 anos de carreira. Quem não gostar de "Clássicos", o álbum, pode culpar os Rolling Stones.

Explicando: em 2016, o grupo foi convidado para abrir o show dos Stones no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Na época, a Cachorro Grande excursionava para divulgar seu sétimo álbum de estúdio, "Costa do Marfim", marcado por um tanto de psicodelia e som eletrônico que rompia com o rock meio retrô que a banda tocava no início de carreira.

Para um show em estádio, talvez as canções longas e viajando nas do álbum talvez não funcionassem. Daí veio a opção de montar um show retrospectivo de todos os discos lançados. A banda está radicada em São Paulo há 15 anos, mas é gaúcha, então estava jogando em casa. E a plateia recebeu muito bem a apresentação.

"Se a gente tocasse as coisas do 'Costa do Marfim' provavelmente enfrentaria rejeição. Mas com esse repertório conseguimos que o público pedisse bis", lembra o vocalista Beto Bruno em entrevista à Folha. "A galera cantou todas, e a gente nem imaginava que tinha 17 ou 18 músicas na memória das pessoas. São as canções que saíram em clipes."

Logo ao sair do palco já surgiu ideia de gravar o material que tinham acabado de tocar. "Eu olhei para os guris e disse que era preciso registrar esse show. Aquele repertório tinha funcionado no teste mais duro que poderia enfrentar, que era abrir para os Rolling Stones."

A empolgação foi tanta que até a semana seguinte eles discutiram se não era o caso de adiar o próximo álbum de estúdio, no qual já trabalhavam, para gravar o disco ao vivo. Mas mantiveram os planos iniciais e veio o oitavo álbum, "Electromod", no ano passado. No meio da turnê de lançamento, marcaram dois shows para o Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, e neles tocaram as músicas que entraram em "Clássicos".

Fiel às tradições roqueiras, a banda optou por um álbum, que sai em CD e LP duplo, restrito ao registro sonoro, sem o DVD que costumar integrar esse tipo de projeto para a maioria dos artistas. "É o velho disco duplo ao vivo, como nos anos 1970 era feito pelo Deep Purple, pelo Led Zeppelin", conta Beto.

Este é o terceiro trabalho seguido que a banda lança de forma 100% independente. Uma gravadora certamente exigiria da Cachorro Grande o DVD do show, produto mais rentável nos dias atuais. "E a gente quer concorrer com os DVDs que os sertanejos gravam ao vivo? Velho, é uma superprodução absurda, parece Roger Waters", ri o vocalista. "Não temos grana para isso."

Não houve mexidas no estúdio depois que o material foi gravado, a banda apenas tomou a liberdade de escolher entre os dois shows gravados a melhor versão de cada música para entrar no disco. "A maioria foi do primeiro show, porque minha voz estava melhor", explica.

Assim, o que se ouve em "Clássicos" é exatamente o que foi tocado por Beto e seus colegas de palco, Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria). E, além da banda, o convidado especial Samuel Rosa, do Skank, que se junta a eles na faixa "Sinceramente". Amigos desde quando a banda ainda não tinha se mudado para São Paulo, a Cachorro Grande e o Skank têm as trajetórias interligadas por essa música.

Quando o Skank lançou o álbum "Cosmotron", em 2003, os músicos da Cachorro gostaram demais desse disco que tem clara influência de Beatles e Oasis, também dois dos favoritos dos gaúchos. E uma das prediletas era a balada "Dois Rios". Marcelo Gross tinham um esboço de canção que a banda começou a tratar numa linha próxima à sonoridade de "Dois Rios". E esta virou "Sinceramente", grande hit da banda.

"Depois nós encontramos o Samuel e falamos que a música tinha sido inspirada na dele. E um dia o Skank tocou a nossa no Festival Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul", conta Beto. "Foi emocionante, a gente acompanhou pela internet. Então, na hora de gravar essa no show, chamar o Samuel foi muito natural. A música nasceu por inspiração do Skank, e ele cantar com a gente fechou um ciclo."

O REPERTÓRIO DE "CLÁSSICOS"

"Introdução (Interligado)"
"Você Não Sabe o que Perdeu"
"Hey Amigo"
"Conflitos Existenciais"
"Desentoa"
"Deixa Fudê"
"Bom Brasileiro"
"Que Loucura!"
"As Próximas Horas Serão Muito Boas"
"Como Era Bom"
"Roda Gigante"
"Debaixo do Chapéu"
"Velha Amiga"
"Dia Perfeito"
"Sinceramente"
"Lunático"
"Sexperienced"

SHOW DA CACHORRO GRANDE
QUANDO sexta (20), às 21h
ONDE Sesc Santo Amaro, r. Amador Bueno, 505
QUANTO de R$ 9 a R$ 30 (esgotados)


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Página 3
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Cachorro Grande lança álbum ao vivo de clássicos da carreira

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Sexta, 20/4/2018 13:45.

THALES DE MENEZES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A banda Cachorro Grande lança nesta sexta (20), com show no Sesc Santo Amaro, o primeiro álbum ao vivo de sucessos em seus 18 anos de carreira. Quem não gostar de "Clássicos", o álbum, pode culpar os Rolling Stones.

Explicando: em 2016, o grupo foi convidado para abrir o show dos Stones no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Na época, a Cachorro Grande excursionava para divulgar seu sétimo álbum de estúdio, "Costa do Marfim", marcado por um tanto de psicodelia e som eletrônico que rompia com o rock meio retrô que a banda tocava no início de carreira.

Para um show em estádio, talvez as canções longas e viajando nas do álbum talvez não funcionassem. Daí veio a opção de montar um show retrospectivo de todos os discos lançados. A banda está radicada em São Paulo há 15 anos, mas é gaúcha, então estava jogando em casa. E a plateia recebeu muito bem a apresentação.

"Se a gente tocasse as coisas do 'Costa do Marfim' provavelmente enfrentaria rejeição. Mas com esse repertório conseguimos que o público pedisse bis", lembra o vocalista Beto Bruno em entrevista à Folha. "A galera cantou todas, e a gente nem imaginava que tinha 17 ou 18 músicas na memória das pessoas. São as canções que saíram em clipes."

Logo ao sair do palco já surgiu ideia de gravar o material que tinham acabado de tocar. "Eu olhei para os guris e disse que era preciso registrar esse show. Aquele repertório tinha funcionado no teste mais duro que poderia enfrentar, que era abrir para os Rolling Stones."

A empolgação foi tanta que até a semana seguinte eles discutiram se não era o caso de adiar o próximo álbum de estúdio, no qual já trabalhavam, para gravar o disco ao vivo. Mas mantiveram os planos iniciais e veio o oitavo álbum, "Electromod", no ano passado. No meio da turnê de lançamento, marcaram dois shows para o Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, e neles tocaram as músicas que entraram em "Clássicos".

Fiel às tradições roqueiras, a banda optou por um álbum, que sai em CD e LP duplo, restrito ao registro sonoro, sem o DVD que costumar integrar esse tipo de projeto para a maioria dos artistas. "É o velho disco duplo ao vivo, como nos anos 1970 era feito pelo Deep Purple, pelo Led Zeppelin", conta Beto.

Este é o terceiro trabalho seguido que a banda lança de forma 100% independente. Uma gravadora certamente exigiria da Cachorro Grande o DVD do show, produto mais rentável nos dias atuais. "E a gente quer concorrer com os DVDs que os sertanejos gravam ao vivo? Velho, é uma superprodução absurda, parece Roger Waters", ri o vocalista. "Não temos grana para isso."

Não houve mexidas no estúdio depois que o material foi gravado, a banda apenas tomou a liberdade de escolher entre os dois shows gravados a melhor versão de cada música para entrar no disco. "A maioria foi do primeiro show, porque minha voz estava melhor", explica.

Assim, o que se ouve em "Clássicos" é exatamente o que foi tocado por Beto e seus colegas de palco, Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria). E, além da banda, o convidado especial Samuel Rosa, do Skank, que se junta a eles na faixa "Sinceramente". Amigos desde quando a banda ainda não tinha se mudado para São Paulo, a Cachorro Grande e o Skank têm as trajetórias interligadas por essa música.

Quando o Skank lançou o álbum "Cosmotron", em 2003, os músicos da Cachorro gostaram demais desse disco que tem clara influência de Beatles e Oasis, também dois dos favoritos dos gaúchos. E uma das prediletas era a balada "Dois Rios". Marcelo Gross tinham um esboço de canção que a banda começou a tratar numa linha próxima à sonoridade de "Dois Rios". E esta virou "Sinceramente", grande hit da banda.

"Depois nós encontramos o Samuel e falamos que a música tinha sido inspirada na dele. E um dia o Skank tocou a nossa no Festival Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul", conta Beto. "Foi emocionante, a gente acompanhou pela internet. Então, na hora de gravar essa no show, chamar o Samuel foi muito natural. A música nasceu por inspiração do Skank, e ele cantar com a gente fechou um ciclo."

O REPERTÓRIO DE "CLÁSSICOS"

"Introdução (Interligado)"
"Você Não Sabe o que Perdeu"
"Hey Amigo"
"Conflitos Existenciais"
"Desentoa"
"Deixa Fudê"
"Bom Brasileiro"
"Que Loucura!"
"As Próximas Horas Serão Muito Boas"
"Como Era Bom"
"Roda Gigante"
"Debaixo do Chapéu"
"Velha Amiga"
"Dia Perfeito"
"Sinceramente"
"Lunático"
"Sexperienced"

SHOW DA CACHORRO GRANDE
QUANDO sexta (20), às 21h
ONDE Sesc Santo Amaro, r. Amador Bueno, 505
QUANTO de R$ 9 a R$ 30 (esgotados)


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