Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esportes
F-1 tenta ser pop com Netflix, novas regras e estreantes

Quarta, 13/3/2019 13:39.

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JULIANNE CERASOLI (UOL/FOLHAPRESS)

Renovação é o tema da temporada de 2019 da Fórmula 1: entre os pilotos, mais da metade ou estão de casa nova, ou são estreantes; nos carros, mudanças aerodinâmicas buscam facilitar as ultrapassagens e movimentar mais as provas; nas regras, agora quem fizer a volta mais rápida também marca ponto; e, de quebra, a categoria tenta conquistar novos públicos se lançando no Netflix.

A série "F1: Dirigir para Viver", lançada na semana passada, dá acesso sem precedentes aos bastidores das equipes e tem sido bem recebida pelo público em geral. A série faz parte da tática da Liberty Media, que assumiu o controle da F-1 no começo de 2017, de atrair uma audiência mais jovem. Tanto que, nos últimos dois anos, a categoria foi o campeonato que mais cresceu em seguidores nas mídias sociais no mundo, reflexo de anos com plataformas digitais negligenciadas.

Mas o acesso maior a vídeos e aos bastidores não é a única diferença para esta temporada da Fórmula 1. Entre outras mudanças, chama a atenção a dança das cadeiras entre pilotos. Onze dos 20 competidores do grid ou trocaram de equipe ou são estreantes.

As mudanças que chamam mais a atenção são a ida de Charles Leclerc, em sua segunda temporada e com apenas 21 anos, para a Ferrari, e a troca de Daniel Ricciardo da Red Bull pela Renault.

Ainda entre os ponteiros, Pierre Gasly ficou com a vaga de Ricciardo na Red Bull, e as maiores mudanças aconteceram do meio para o fim do pelotão: há dois pilotos de volta ao grid -Daniil Kvyat, pela Toro Rosso, e Robert Kubica, pela Williams-; Kimi Raikkonen retornou para o time em que começou a carreira, hoje Alfa Romeo; Lance Stroll trocou a Williams pela Force India; e Carlos Sainz saiu da Renault e foi para a McLaren

Há ainda quatro pilotos fazendo sua primeira temporada na F-1. Os três primeiros colocados do campeonato de Fórmula 2 do ano passado conseguiram vagas na principal categoria do automobilismo mundial. O campeão, George Russell, britânico de 21 anos e que é membro do programa da Mercedes, foi para a Williams. Já o badalado Lando Norris, também britânico, de 19 anos, ganhou o posto de titular da McLaren, com que tinha ligação nas categorias de base.

Alexander Albon, terceiro na F-2 ano passado, tem uma história um pouco diferente: nascido e criado na Inglaterra, mas correndo pela Tailândia, país de sua mãe, ele estava acertado para ir para a Fórmula E quando foi chamado de volta ao programa da Red Bull, do qual fora demitido anos antes.

E o quarto piloto que faz sua primeira temporada na F-1 é Antonio Giovinazzi, ex-piloto de testes da Ferrari. Ele será o primeiro italiano no grid desde que Vitantonio Liuzzi e Jarno Trulli deixaram a categoria, em 2011.

Os novos nomes na F-1 dizem respeito tantos aos pilotos quanto às equipes. Mas não estranhe se você ouvir os nomes Racing Point ou Alfa Romeo na transmissão do GP da Austrália. Não são equipes novas, mas times que ganharam nova nomeclanturas. A Racing Point é a ex-Force India, comprada por Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll. E a segunda é a Sauber, cujo novo nome vem da forte associação com a Ferrari.

Há novidades ainda nas regras e, consequentemente, nos carros da categoria. As asas dianteiras foram as que mais mudaram e agora estão bem mais simplificadas e um pouco maiores. Isso visa deixar o ar menos turbulento para o carro que vem atrás e, assim, facilitar as ultrapassagens. O mesmo princípio simplificou os dutos de freio e tornou as asas traseiras mais altas e largas.

Um resultado direto dessa mudança de dimensões é o aumento do poder da asa traseira móvel, que ganha 25% em eficiência. Para evitar que as ultrapassagens fiquem fáceis demais em alguns circuitos, contudo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) vai diminuir o comprimento das zonas em que o DRS pode ser ativado.

Outras mudanças são o aumento da quantidade de combustível permitido, para permitir que os carros forcem mais ao longo da corrida, e a distribuição de um ponto para quem fizer a volta mais rápida -contando que o piloto termine dentro do top 10. Além disso, os pilotos ganharam uma "folga" em relação ao peso mínimo do conjunto carro + piloto.

O calendário, contudo, segue inalterado: a temporada começa neste final de semana, em Melbourne, na Austrália, e termina no primeiro final de semana de dezembro, em Abu Dhabi.


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F-1 tenta ser pop com Netflix, novas regras e estreantes

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Quarta, 13/3/2019 13:39.

JULIANNE CERASOLI (UOL/FOLHAPRESS)

Renovação é o tema da temporada de 2019 da Fórmula 1: entre os pilotos, mais da metade ou estão de casa nova, ou são estreantes; nos carros, mudanças aerodinâmicas buscam facilitar as ultrapassagens e movimentar mais as provas; nas regras, agora quem fizer a volta mais rápida também marca ponto; e, de quebra, a categoria tenta conquistar novos públicos se lançando no Netflix.

A série "F1: Dirigir para Viver", lançada na semana passada, dá acesso sem precedentes aos bastidores das equipes e tem sido bem recebida pelo público em geral. A série faz parte da tática da Liberty Media, que assumiu o controle da F-1 no começo de 2017, de atrair uma audiência mais jovem. Tanto que, nos últimos dois anos, a categoria foi o campeonato que mais cresceu em seguidores nas mídias sociais no mundo, reflexo de anos com plataformas digitais negligenciadas.

Mas o acesso maior a vídeos e aos bastidores não é a única diferença para esta temporada da Fórmula 1. Entre outras mudanças, chama a atenção a dança das cadeiras entre pilotos. Onze dos 20 competidores do grid ou trocaram de equipe ou são estreantes.

As mudanças que chamam mais a atenção são a ida de Charles Leclerc, em sua segunda temporada e com apenas 21 anos, para a Ferrari, e a troca de Daniel Ricciardo da Red Bull pela Renault.

Ainda entre os ponteiros, Pierre Gasly ficou com a vaga de Ricciardo na Red Bull, e as maiores mudanças aconteceram do meio para o fim do pelotão: há dois pilotos de volta ao grid -Daniil Kvyat, pela Toro Rosso, e Robert Kubica, pela Williams-; Kimi Raikkonen retornou para o time em que começou a carreira, hoje Alfa Romeo; Lance Stroll trocou a Williams pela Force India; e Carlos Sainz saiu da Renault e foi para a McLaren

Há ainda quatro pilotos fazendo sua primeira temporada na F-1. Os três primeiros colocados do campeonato de Fórmula 2 do ano passado conseguiram vagas na principal categoria do automobilismo mundial. O campeão, George Russell, britânico de 21 anos e que é membro do programa da Mercedes, foi para a Williams. Já o badalado Lando Norris, também britânico, de 19 anos, ganhou o posto de titular da McLaren, com que tinha ligação nas categorias de base.

Alexander Albon, terceiro na F-2 ano passado, tem uma história um pouco diferente: nascido e criado na Inglaterra, mas correndo pela Tailândia, país de sua mãe, ele estava acertado para ir para a Fórmula E quando foi chamado de volta ao programa da Red Bull, do qual fora demitido anos antes.

E o quarto piloto que faz sua primeira temporada na F-1 é Antonio Giovinazzi, ex-piloto de testes da Ferrari. Ele será o primeiro italiano no grid desde que Vitantonio Liuzzi e Jarno Trulli deixaram a categoria, em 2011.

Os novos nomes na F-1 dizem respeito tantos aos pilotos quanto às equipes. Mas não estranhe se você ouvir os nomes Racing Point ou Alfa Romeo na transmissão do GP da Austrália. Não são equipes novas, mas times que ganharam nova nomeclanturas. A Racing Point é a ex-Force India, comprada por Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll. E a segunda é a Sauber, cujo novo nome vem da forte associação com a Ferrari.

Há novidades ainda nas regras e, consequentemente, nos carros da categoria. As asas dianteiras foram as que mais mudaram e agora estão bem mais simplificadas e um pouco maiores. Isso visa deixar o ar menos turbulento para o carro que vem atrás e, assim, facilitar as ultrapassagens. O mesmo princípio simplificou os dutos de freio e tornou as asas traseiras mais altas e largas.

Um resultado direto dessa mudança de dimensões é o aumento do poder da asa traseira móvel, que ganha 25% em eficiência. Para evitar que as ultrapassagens fiquem fáceis demais em alguns circuitos, contudo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) vai diminuir o comprimento das zonas em que o DRS pode ser ativado.

Outras mudanças são o aumento da quantidade de combustível permitido, para permitir que os carros forcem mais ao longo da corrida, e a distribuição de um ponto para quem fizer a volta mais rápida -contando que o piloto termine dentro do top 10. Além disso, os pilotos ganharam uma "folga" em relação ao peso mínimo do conjunto carro + piloto.

O calendário, contudo, segue inalterado: a temporada começa neste final de semana, em Melbourne, na Austrália, e termina no primeiro final de semana de dezembro, em Abu Dhabi.


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