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Cobrinha, 7 anos: tri mundial, tri brasileiro e penta catarinense de jiu jitsu
Divulgação
Cobrinha e seu pai-treinador.

Quinta, 21/2/2019 15:14.

Com apenas 7 anos, Felipe Gabriel Mafra (Cobrinha) vem colecionando títulos e troféus de jiu jitsu em todos os níveis, mas o último, que venceu domingo (17), o PanKids, na Califórnia, foi o mais difícil de todos.

Este é o maior campeonato do mundo para crianças. Reuniu mais de três mil lutadores de todo o mundo, entre 6 a 15 anos e Cobrinha lutou na categoria faixa amarela até 30,5k. Na final derrotou um norte-americano. Ele tem apoio da Fundação Municipal de Esportes.

O pai e professor do campeão, Dedei Mafra, concorda que esta foi a conquista mais ‘suada’. “Valorizou muito por isso, nunca em toda trajetória de mais de 50 lutas, ele teve uma luta como esta. Venceu por apenas duas vantagens faltando menos de 10 segundos”, disse.

Cobrinha é o primeiro atleta de Balneário Camboriú a conquistar esta medalha e além desse título, ele é dono de outros dois mundiais: o Mundial de Jiu Jitsu esportivo e o World Pro em Abu Dhabi ano passado.

A conquista ‘rendeu’ nas redes, onde todos elogiam o garoto que retornou nesta quarta-feira (20) dos Estados Unidos. “Ele olha o celular, mas não tem vaidade, eu achei sensacional e a participação dele no Mundial, movimentou demais a cidade pela importância do evento e também pelas ações solidárias que realizamos a fim de levá-lo aos EUA, já que o custo sendo muito alto, não tínhamos condições financeiras”, contou Dedei Mafra.

A reportagem conversou com o pai/treinador para saber como é a vida desse menino campeão, que já cumpre agenda de atleta profissional.

Filho e sobrinho de peixe

“Ele começou a praticar porque o tio dele é o ex-lutador do UFC, Leonardo Macarrão. Eu abri uma academia com meu irmão (Instituto Leonardo Macarrão) e desde os 2 anos ele já ficava comigo ali no tatame. Fomos vendo que ele tinha talento e aos 5 anos quando ele ganhou o primeiro mundial, vimos que ia dar certo…”

A carreira

“Ele compete desde os 4 anos e eu como pai e professor procuro não impor responsabilidade sobre ele, mesmo sabendo que os títulos dele são de grande importância, não imponho para ele a questão competitiva por saber que ele tem apenas 7 anos”.

Rotina de atleta

“Ele estuda no 2o.ano do CEM Ariribá, tem as horas de diversão como toda criança, mas já tem uma rotina de atleta, porque faz dois treinos por dia, treina musculação para prevenir lesões, articulações e para isso ele tem acompanhamento de um dos melhores do país, Waldemar Guimarães e Franciele Guimarães, que são os preparadores físicos dele, tem acompanhamento do nutricionista Mateus Silvestre, ele tem uma equipe, estrutura de atleta de alto rendimento. Mas os horários livres são respeitados, ele fica à vontade para brincar na rua, reunir-se com os amigos, fazer o que gosta”.

O futuro

“Com esses títulos que ele vem conquistando com 7 anos, normalmente o atleta conquista quando tem 14...então a ideia é estruturar ele para lutar como profissional mesmo, se ele quiser. Se lá na frente, quando tiver mais idade, quiser parar, fazer outra coisa, isso será respeitado, porque mesmo sendo o pai, o professor, conhecendo o talento dele, eu quero que ele seja feliz antes de qualquer outra coisa”.

Agenda do ano

“Ele tem competições de grande importância esse ano. Em junho, Brasileiro de Jiu Jitsu em São Paulo; em julho, Mundial de Jiu Jitsu esportivo em São Paulo (neste campeonato ele já é bicampeão); em agosto, Kids International de Jiu Jitsu em Las Vegas (EUA); em setembro, Argentina Open; em outubro, Chile Open. E em todos estes meses tem campeonato catarinense no qual ele já é pentacampeão e três vezes campeão do ranking geral para crianças”.

Jiu Jitsu não é violento

“O jiu jitsu ainda é tido como esporte violento, mas como eu vivencio isso, meu foco maior é nas crianças, vejo que esse conceito está mudando, hoje os pais perdem o receio de colocar o filho para praticar um esporte violento já na primeira aula. Hoje a análise é outra: primeiro vem a questão dos valores que agrega, da disciplina, da humildade até do auto controle e o sedentarismo, mal do século, os pais vêem isso na primeira aula. Por isso o jiu jitsu é chamado de arte suave, com técnica, sem violência, você consegue sobressair sobre seu oponente, com técnica de defesa pessoal, o jiu jitsu já ultrapassou essa época de marginalização que teve do esporte. Hoje é mais usado como uma ferramenta de complementação da educação da criança”. 

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Cobrinha, 7 anos: tri mundial, tri brasileiro e penta catarinense de jiu jitsu

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Cobrinha e seu pai-treinador.
Cobrinha e seu pai-treinador.

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Quinta, 21/2/2019 15:14.

Com apenas 7 anos, Felipe Gabriel Mafra (Cobrinha) vem colecionando títulos e troféus de jiu jitsu em todos os níveis, mas o último, que venceu domingo (17), o PanKids, na Califórnia, foi o mais difícil de todos.

Este é o maior campeonato do mundo para crianças. Reuniu mais de três mil lutadores de todo o mundo, entre 6 a 15 anos e Cobrinha lutou na categoria faixa amarela até 30,5k. Na final derrotou um norte-americano. Ele tem apoio da Fundação Municipal de Esportes.

O pai e professor do campeão, Dedei Mafra, concorda que esta foi a conquista mais ‘suada’. “Valorizou muito por isso, nunca em toda trajetória de mais de 50 lutas, ele teve uma luta como esta. Venceu por apenas duas vantagens faltando menos de 10 segundos”, disse.

Cobrinha é o primeiro atleta de Balneário Camboriú a conquistar esta medalha e além desse título, ele é dono de outros dois mundiais: o Mundial de Jiu Jitsu esportivo e o World Pro em Abu Dhabi ano passado.

A conquista ‘rendeu’ nas redes, onde todos elogiam o garoto que retornou nesta quarta-feira (20) dos Estados Unidos. “Ele olha o celular, mas não tem vaidade, eu achei sensacional e a participação dele no Mundial, movimentou demais a cidade pela importância do evento e também pelas ações solidárias que realizamos a fim de levá-lo aos EUA, já que o custo sendo muito alto, não tínhamos condições financeiras”, contou Dedei Mafra.

A reportagem conversou com o pai/treinador para saber como é a vida desse menino campeão, que já cumpre agenda de atleta profissional.

Filho e sobrinho de peixe

“Ele começou a praticar porque o tio dele é o ex-lutador do UFC, Leonardo Macarrão. Eu abri uma academia com meu irmão (Instituto Leonardo Macarrão) e desde os 2 anos ele já ficava comigo ali no tatame. Fomos vendo que ele tinha talento e aos 5 anos quando ele ganhou o primeiro mundial, vimos que ia dar certo…”

A carreira

“Ele compete desde os 4 anos e eu como pai e professor procuro não impor responsabilidade sobre ele, mesmo sabendo que os títulos dele são de grande importância, não imponho para ele a questão competitiva por saber que ele tem apenas 7 anos”.

Rotina de atleta

“Ele estuda no 2o.ano do CEM Ariribá, tem as horas de diversão como toda criança, mas já tem uma rotina de atleta, porque faz dois treinos por dia, treina musculação para prevenir lesões, articulações e para isso ele tem acompanhamento de um dos melhores do país, Waldemar Guimarães e Franciele Guimarães, que são os preparadores físicos dele, tem acompanhamento do nutricionista Mateus Silvestre, ele tem uma equipe, estrutura de atleta de alto rendimento. Mas os horários livres são respeitados, ele fica à vontade para brincar na rua, reunir-se com os amigos, fazer o que gosta”.

O futuro

“Com esses títulos que ele vem conquistando com 7 anos, normalmente o atleta conquista quando tem 14...então a ideia é estruturar ele para lutar como profissional mesmo, se ele quiser. Se lá na frente, quando tiver mais idade, quiser parar, fazer outra coisa, isso será respeitado, porque mesmo sendo o pai, o professor, conhecendo o talento dele, eu quero que ele seja feliz antes de qualquer outra coisa”.

Agenda do ano

“Ele tem competições de grande importância esse ano. Em junho, Brasileiro de Jiu Jitsu em São Paulo; em julho, Mundial de Jiu Jitsu esportivo em São Paulo (neste campeonato ele já é bicampeão); em agosto, Kids International de Jiu Jitsu em Las Vegas (EUA); em setembro, Argentina Open; em outubro, Chile Open. E em todos estes meses tem campeonato catarinense no qual ele já é pentacampeão e três vezes campeão do ranking geral para crianças”.

Jiu Jitsu não é violento

“O jiu jitsu ainda é tido como esporte violento, mas como eu vivencio isso, meu foco maior é nas crianças, vejo que esse conceito está mudando, hoje os pais perdem o receio de colocar o filho para praticar um esporte violento já na primeira aula. Hoje a análise é outra: primeiro vem a questão dos valores que agrega, da disciplina, da humildade até do auto controle e o sedentarismo, mal do século, os pais vêem isso na primeira aula. Por isso o jiu jitsu é chamado de arte suave, com técnica, sem violência, você consegue sobressair sobre seu oponente, com técnica de defesa pessoal, o jiu jitsu já ultrapassou essa época de marginalização que teve do esporte. Hoje é mais usado como uma ferramenta de complementação da educação da criança”. 

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