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PÁGINA 3 / Esporte
Doping: Rússia banida dos Jogos Olímpicos e outros grandes eventos do esporte por 4 anos

Dirigente russo não vê possibilidade de reverter decisão

Segunda, 9/12/2019 12:30.

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A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) decidiu nesta segunda-feira excluir a Rússia de competições oficiais por quatro anos em consequência da falsificação de dados dos controles entregues à entidade. Com a punição, o país não disputará os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão, e os Jogos de Inverno de Pequim-2022, na China, além de outros grandes eventos esportivos, o que inclui a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Na última segunda-feira, o Comitê de Compliance da Wada, um dos principais painéis da entidade, sugeriu medidas drásticas contra o esporte russo, o que foi aprovado com unanimidade nesta segunda pelo Comitê Executivo, após uma reunião em Lausanne, na Suíça.

"A lista completa de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade) foi aprovada por unanimidade dos 12 membros do Comitê Executivo", declarou o porta-voz James Fitzgerald aos jornalistas presentes na sede da Wada.

Atletas russos que provarem que não fizeram parte do esquema e que estão limpos em exames antidoping poderão competir individualmente sob a bandeira neutra, como aconteceu nos Jogos de Inverno de 2018, disputados em Pyeongchang, na Coreia do Sul. A Rússia tem 21 dias para recorrer da decisão da Wada e o caso pode parar na Corte Arbitral de Esporte (CAS, na sigla em inglês).

A Eurocopa de 2020 não corre perigo de perder São Petersburgo como uma das 12 sedes, pois não está categorizada no grupo de competições restringidas. O mesmo vale para a final da temporada 2020/2021 da Liga dos Campeões da Europa, marcada para a mesma cidade russa em junho de 2021. As duas competições são organizadas pela Uefa.

"Por muito tempo o doping russo prejudicou o esporte limpo. A violação flagrante pelas autoridades russas das condições de restabelecimento da Rusada (Agência Antidoping da Rússia), aprovadas pelo Comitê Executivo em setembro de 2018, exigiu uma resposta robusta. É exatamente isso que foi entregue hoje (segunda-feira). A Rússia teve a oportunidade de colocar sua casa em ordem e voltar a se juntar à comunidade internacional antidoping para o bem de seus atletas e a integridade do esporte, mas optou por continuar na sua posição de fraude e negação. Como resultado, o Comitê Executivo da Wada respondeu nos termos mais fortes possíveis, protegendo o direito dos atletas russos, que podem provar que eles não estavam envolvidos e não se beneficiaram desses atos fraudulentos", afirmou, em uma nota oficial, Craig Reedie, presidente da Wada.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e de Inverno de Pyeongchang-2018, mas deixou nas mãos das federações nacionais a decisão de executar a suspensão. O COI ainda não se pronunciou sobre a decisão da Wada desta segunda-feira, mas já indicou que deve seguir o estipulado pela entidade.

O atletismo russo enfrenta seguidas denúncias de doping desde 2015, quando a modalidade foi suspensa mundialmente após investigações da Wada. A entidade encontrou evidências de casos de doping sistemático no país, contando até com a ajuda de membros do Estado. A investigação se ampliou com denúncias de que trocas de amostras de atletas russos foram recorrentes durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia.

Dirigente russo não vê possibilidade de reverter decisão

Pouco depois do anúncio da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) de banir a Rússia de competições oficiais por quatro anos em consequência da falsificação de dados dos controles entregues à entidade, o presidente da Agência Russa Antidoping (Rusada, na sigla em russo) se pronunciou nesta segunda-feira em Lausanne, na Suíça, onde foi realizada a reunião do Comitê Executivo da Wada. Iouri Ganous acredita que o país não tem "nenhuma chance" de ganhar, caso venha a recorrer da exclusão de Jogos Olímpicos e Mundiais de todas as modalidades.

"Não há nenhuma hipótese de ganhar diante de um tribunal", considerou Ganous, em entrevista coletiva sobre um possível recurso da decisão da Wada na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês). "É uma tragédia para os esportistas honestos. Eles estão com seus direitos limitados".

Atletas russos que provarem que não fizeram parte do esquema e que estão limpos em exames antidoping poderão competir individualmente sob a bandeira neutra, como aconteceu nos Jogos de Inverno de 2018, disputados em Pyeongchang, na Coreia do Sul. A Rússia tem 21 dias para recorrer da decisão da Wada e uma reunião do Conselho da Rusada deverá acontecer no próximo dia 19 para debater essa questão.

O presidente da Federação Russa de Natação, Vladimir Salnikov, declarou que os atletas da modalidade participarão das próximas competições, como os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão. "Irão aos Jogos sem importar a situação. Claro que preferimos que nossos esportistas participem sob a bandeira russa e escutem o hino de seu país. Mas as circunstâncias podem ser outras e ninguém tem o direito de privar os esportistas inocentes de seus sonhos", disse em declarações à agência de notícias russa Ria Novosti.

Serguei Chichkarev, presidente da Federação Russa de Handebol, também garantiu a participação dos atletas da modalidade nos próximos grandes eventos. E prometeu uma "garra a mais" para ganhar o Mundial Feminino, que está sendo realizado no Japão.


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Doping: Rússia banida dos Jogos Olímpicos e outros grandes eventos do esporte por 4 anos

Dirigente russo não vê possibilidade de reverter decisão

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Segunda, 9/12/2019 12:30.

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) decidiu nesta segunda-feira excluir a Rússia de competições oficiais por quatro anos em consequência da falsificação de dados dos controles entregues à entidade. Com a punição, o país não disputará os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão, e os Jogos de Inverno de Pequim-2022, na China, além de outros grandes eventos esportivos, o que inclui a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

Na última segunda-feira, o Comitê de Compliance da Wada, um dos principais painéis da entidade, sugeriu medidas drásticas contra o esporte russo, o que foi aprovado com unanimidade nesta segunda pelo Comitê Executivo, após uma reunião em Lausanne, na Suíça.

"A lista completa de recomendações (de sanções por parte do Comitê de Revisão de Conformidade) foi aprovada por unanimidade dos 12 membros do Comitê Executivo", declarou o porta-voz James Fitzgerald aos jornalistas presentes na sede da Wada.

Atletas russos que provarem que não fizeram parte do esquema e que estão limpos em exames antidoping poderão competir individualmente sob a bandeira neutra, como aconteceu nos Jogos de Inverno de 2018, disputados em Pyeongchang, na Coreia do Sul. A Rússia tem 21 dias para recorrer da decisão da Wada e o caso pode parar na Corte Arbitral de Esporte (CAS, na sigla em inglês).

A Eurocopa de 2020 não corre perigo de perder São Petersburgo como uma das 12 sedes, pois não está categorizada no grupo de competições restringidas. O mesmo vale para a final da temporada 2020/2021 da Liga dos Campeões da Europa, marcada para a mesma cidade russa em junho de 2021. As duas competições são organizadas pela Uefa.

"Por muito tempo o doping russo prejudicou o esporte limpo. A violação flagrante pelas autoridades russas das condições de restabelecimento da Rusada (Agência Antidoping da Rússia), aprovadas pelo Comitê Executivo em setembro de 2018, exigiu uma resposta robusta. É exatamente isso que foi entregue hoje (segunda-feira). A Rússia teve a oportunidade de colocar sua casa em ordem e voltar a se juntar à comunidade internacional antidoping para o bem de seus atletas e a integridade do esporte, mas optou por continuar na sua posição de fraude e negação. Como resultado, o Comitê Executivo da Wada respondeu nos termos mais fortes possíveis, protegendo o direito dos atletas russos, que podem provar que eles não estavam envolvidos e não se beneficiaram desses atos fraudulentos", afirmou, em uma nota oficial, Craig Reedie, presidente da Wada.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e de Inverno de Pyeongchang-2018, mas deixou nas mãos das federações nacionais a decisão de executar a suspensão. O COI ainda não se pronunciou sobre a decisão da Wada desta segunda-feira, mas já indicou que deve seguir o estipulado pela entidade.

O atletismo russo enfrenta seguidas denúncias de doping desde 2015, quando a modalidade foi suspensa mundialmente após investigações da Wada. A entidade encontrou evidências de casos de doping sistemático no país, contando até com a ajuda de membros do Estado. A investigação se ampliou com denúncias de que trocas de amostras de atletas russos foram recorrentes durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia.

Dirigente russo não vê possibilidade de reverter decisão

Pouco depois do anúncio da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) de banir a Rússia de competições oficiais por quatro anos em consequência da falsificação de dados dos controles entregues à entidade, o presidente da Agência Russa Antidoping (Rusada, na sigla em russo) se pronunciou nesta segunda-feira em Lausanne, na Suíça, onde foi realizada a reunião do Comitê Executivo da Wada. Iouri Ganous acredita que o país não tem "nenhuma chance" de ganhar, caso venha a recorrer da exclusão de Jogos Olímpicos e Mundiais de todas as modalidades.

"Não há nenhuma hipótese de ganhar diante de um tribunal", considerou Ganous, em entrevista coletiva sobre um possível recurso da decisão da Wada na Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês). "É uma tragédia para os esportistas honestos. Eles estão com seus direitos limitados".

Atletas russos que provarem que não fizeram parte do esquema e que estão limpos em exames antidoping poderão competir individualmente sob a bandeira neutra, como aconteceu nos Jogos de Inverno de 2018, disputados em Pyeongchang, na Coreia do Sul. A Rússia tem 21 dias para recorrer da decisão da Wada e uma reunião do Conselho da Rusada deverá acontecer no próximo dia 19 para debater essa questão.

O presidente da Federação Russa de Natação, Vladimir Salnikov, declarou que os atletas da modalidade participarão das próximas competições, como os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão. "Irão aos Jogos sem importar a situação. Claro que preferimos que nossos esportistas participem sob a bandeira russa e escutem o hino de seu país. Mas as circunstâncias podem ser outras e ninguém tem o direito de privar os esportistas inocentes de seus sonhos", disse em declarações à agência de notícias russa Ria Novosti.

Serguei Chichkarev, presidente da Federação Russa de Handebol, também garantiu a participação dos atletas da modalidade nos próximos grandes eventos. E prometeu uma "garra a mais" para ganhar o Mundial Feminino, que está sendo realizado no Japão.


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