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PÁGINA 3 / Esporte
Sem Federer e com muitas lesões, temporada de saibro fica imprevisível

Terça, 27/3/2018 13:03.

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DANIEL E. DE CASTRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Marcada por alguns resultados surpreendentes até agora, a temporada 2018 do tênis promete ser ainda mais imprevisível com a chegada ao saibro europeu.

De abril a junho serão 5.000 pontos em disputa apenas nos quatro torneios mais importantes do período: Masters 1.000 de Monte Carlo, Roma e Madri, além de Roland Garros.

Esperava-se a participação de Roger Federer pelo menos no Grand Slam francês, mas, após perder duas partidas seguidas nos Masters americanos (final em Indian Wells e estreia em Miami), ele disse que repetirá a estratégia de sucesso do ano passado e se poupará para os torneios do segundo semestre.

Há chances consideráveis de o suíço recuperar a posição de número um do ranking mesmo sem entrar em quadra. Isso porque Rafael Nadal defenderá 4.680 pontos nos próximos meses. Na segunda (2), ele aparecerá com apenas 100 de vantagem para Federer, que não terá nenhum desconto até a temporada de grama.

O último torneio de Nadal foi o Aberto da Austrália, em janeiro, quando abandonou partida de quartas de final por causa de um problema muscular na região da coxa. A lesão também tirou o espanhol de Acapulco, Indian Wells e Miami e deixa dúvidas sobre em que condições o tenista estará para defender esse caminhão de pontos, mesmo no piso em que é dominante.

Andy Murray, que fez cirurgia no quadril, planeja seu retorno para os torneios na grama. Novak Djokovic testou nos EUA sua recuperação pós-cirurgia no cotovelo e falhou miseravelmente -derrotas diante de Taro Daniel e Benoit Paire nas estreias em Indian Wells e Miami.

Outro nome com bons resultados no saibro, Stan Wawrinka tenta se recuperar de lesão no joelho e não tem previsão de retorno. Dominic Thiem, com problema no tornozelo, pelo menos está inscrito em Monte Carlo. Marin Cilic e Juan Martín del Potro, os dois melhores do ano depois de Federer, não têm na terra batida sua superfície preferida.

Há pelo menos duas perguntas no ar: 1) como Nadal voltará?; 2) ainda que volte mal, quem será capaz de derrotá-lo no saibro? As respostas ficam para as próximas semanas.


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Página 3

Sem Federer e com muitas lesões, temporada de saibro fica imprevisível

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Terça, 27/3/2018 13:03.

DANIEL E. DE CASTRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Marcada por alguns resultados surpreendentes até agora, a temporada 2018 do tênis promete ser ainda mais imprevisível com a chegada ao saibro europeu.

De abril a junho serão 5.000 pontos em disputa apenas nos quatro torneios mais importantes do período: Masters 1.000 de Monte Carlo, Roma e Madri, além de Roland Garros.

Esperava-se a participação de Roger Federer pelo menos no Grand Slam francês, mas, após perder duas partidas seguidas nos Masters americanos (final em Indian Wells e estreia em Miami), ele disse que repetirá a estratégia de sucesso do ano passado e se poupará para os torneios do segundo semestre.

Há chances consideráveis de o suíço recuperar a posição de número um do ranking mesmo sem entrar em quadra. Isso porque Rafael Nadal defenderá 4.680 pontos nos próximos meses. Na segunda (2), ele aparecerá com apenas 100 de vantagem para Federer, que não terá nenhum desconto até a temporada de grama.

O último torneio de Nadal foi o Aberto da Austrália, em janeiro, quando abandonou partida de quartas de final por causa de um problema muscular na região da coxa. A lesão também tirou o espanhol de Acapulco, Indian Wells e Miami e deixa dúvidas sobre em que condições o tenista estará para defender esse caminhão de pontos, mesmo no piso em que é dominante.

Andy Murray, que fez cirurgia no quadril, planeja seu retorno para os torneios na grama. Novak Djokovic testou nos EUA sua recuperação pós-cirurgia no cotovelo e falhou miseravelmente -derrotas diante de Taro Daniel e Benoit Paire nas estreias em Indian Wells e Miami.

Outro nome com bons resultados no saibro, Stan Wawrinka tenta se recuperar de lesão no joelho e não tem previsão de retorno. Dominic Thiem, com problema no tornozelo, pelo menos está inscrito em Monte Carlo. Marin Cilic e Juan Martín del Potro, os dois melhores do ano depois de Federer, não têm na terra batida sua superfície preferida.

Há pelo menos duas perguntas no ar: 1) como Nadal voltará?; 2) ainda que volte mal, quem será capaz de derrotá-lo no saibro? As respostas ficam para as próximas semanas.


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