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Gre-Nal é passaporte para Grêmio manter era de reconquistas

Domingo, 11/3/2018 7:38.

JEREMIAS WERNEK
PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - O Grêmio reconquistou o Brasil, voltou a dominar a América do Sul e bateu na trave no Mundial de Clubes. Antes de pensar novamente em ganhar fora, o tricolor tem um desafio para seguir atrás de algo que não tem há oito anos: a hegemonia local. O clássico diante do Internacional, na última rodada da primeira fase do Gaucho, é vital para o plano.

Ganhar o Campeonato Gaúcho é, sim, uma meta do Grêmio.

A filosofia de Renato se baseia em conquistas para garantir reconhecimento. As três taças recentes são mais relevantes que o estadual, sem dúvida, mas retomar o controle "em casa" também motiva. "O jogador fica na história se ganhar títulos. Não adianta jogar bem se não ganhar", disse o treinador em diversas oportunidades.

O último título estadual do Grêmio em 2010, foi sob o comando de Silas. De lá para cá, o Internacional ganhou seis vezes e o Novo Hamburgo surpreendeu no ano passado. O jejum local incomodou muito, mas passou a dor quase nada com as conquistas recentes.

Durante a seca de taças estaduais, o Grêmio passou a diminuir o Estadual. Mas no ano passado, chegou a preservar titulares na Libertadores de olho na semifinal com o "Noia". Apesar da estratégia, acabou eliminado nos pênaltis e amargou a segunda temporada consecutiva fora até a decisão. O título da equipe do Vale dos Sinos amenizou a frustração. Caso o Inter vencesse, chegaria a sétima taça seguida e repetiria uma marca raríssima na história.

Antes da terceira passagem de Renato Gaúcho, o Grêmio acumulava 15 anos sem títulos nacionais. A conquista da Copa do Brasil, em 2001, tinha sido a última grande alegria. No final de 2016 a mesma competição foi vencida contra o Atlético-MG.

No ano passado, o Grêmio aguentou a primeira edição da Libertadores estendida e ganhou uma competição internacional depois de 22 anos.

A maratona de 2017 seguiu com o vice do Mundial de Clubes, em Abu Dhabi, mas seguiu com a recente conquista da Recopa Sul-Americana.

A taça foi obtida outra vez após 21 anos e contra o mesmo adversário.

Agora chegou a vez do Campeonato Gaúcho. Para muitos, a ordem pode até estar invertida. A lógica indicaria crescimento dentro dos limites estaduais, depois nacionais e aí o continente. O Grêmio desafiou de outra forma e muitas vezes justamente por deixar o estadual de lado.

Em 2011, 2013, 2014 e 2016 o tricolor deu ampla prioridade à Libertadores. Escalou times mistos até mesmo em clássico e viu o rival empilhar os títulos. A fase vitoriosa atual se torna aliada contra um Inter que encara o outro lado da moeda. De volta após um histórico rebaixamento e com dificuldades financeiras.

Antes de pensar nas finais, o Grêmio tem o Gre-Nal. Com a vitória do Juventude na quinta-feira, o tricolor não tem vaga garantida nas quartas de final e precisa pontuar no Beira-Rio para ficar livre de resultados paralelos. A reconquista do "quintal de casa" passa por um clássico. E é jogada neste domingo.

Clássico é batismo do Inter após ano para esquecer

2017 foi um ano para esquecer. O Inter conheceu uma competição que jamais tinha visitado: a Série B. E para quebrar este estigma, exorcizar o passado recente, o clássico Gre-Nal é visto como "batismo". O primeiro confronto com um time de Série A com o colorado recolocado no mesmo status.

Diante do Grêmio, o Internacional irá ter total ciência de onde está. Novamente contra um rival de igual grandeza, e longe do rótulo que se impôs durante todo último ano: ser um time de Série B.

Não foi fácil abandonar essa mácula. O Inter penou na segunda divisão, encontrou adversários apenas fechados, teve dificuldades em jogar. Subiu, sem ser campeão, mas conseguiu isso com rodadas de antecedência. Um problema a menos, uma marca que precisa ser apagada.

O início de 2018 mostrou-se promissor. O colorado manteve a base da equipe, um treinador que conhece o grupo e começou bem. É líder do Campeonato Gaúcho, classificado na Copa do Brasil, mas até agora encontrou apenas rivais de divisões e pesos inferiores.

Nos enfrentamentos contra times de Série B, venceu o Juventude, mas perdeu para o Brasil de Pelotas. Não encarou nenhum rival de Série A ainda. Será neste domingo a primeira chance.

Vale lembrar que no ano passado, o único Gre-Nal do ano acabou empatado. Mesmo inferiorizado pela condição que enfrentaria no ano, o colorado buscou a vantagem aberta pelo Grêmio e o duelo ficou no 2 a 2. Como o tricolor não avançou às finais do Gaucho, não houve outro duelo. E o Novo Hamburgo acabou campeão estadual batendo azuis nas semifinais e vermelhos na final.

O "batismo" do Inter para apagar de vez a Série B ocorrerá neste domingo, às 17h (de Brasília), no Beira-Rio. O jogo encerra a primeira fase do Gaucho. 

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Gre-Nal é passaporte para Grêmio manter era de reconquistas

JEREMIAS WERNEK
PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) - O Grêmio reconquistou o Brasil, voltou a dominar a América do Sul e bateu na trave no Mundial de Clubes. Antes de pensar novamente em ganhar fora, o tricolor tem um desafio para seguir atrás de algo que não tem há oito anos: a hegemonia local. O clássico diante do Internacional, na última rodada da primeira fase do Gaucho, é vital para o plano.

Ganhar o Campeonato Gaúcho é, sim, uma meta do Grêmio.

A filosofia de Renato se baseia em conquistas para garantir reconhecimento. As três taças recentes são mais relevantes que o estadual, sem dúvida, mas retomar o controle "em casa" também motiva. "O jogador fica na história se ganhar títulos. Não adianta jogar bem se não ganhar", disse o treinador em diversas oportunidades.

O último título estadual do Grêmio em 2010, foi sob o comando de Silas. De lá para cá, o Internacional ganhou seis vezes e o Novo Hamburgo surpreendeu no ano passado. O jejum local incomodou muito, mas passou a dor quase nada com as conquistas recentes.

Durante a seca de taças estaduais, o Grêmio passou a diminuir o Estadual. Mas no ano passado, chegou a preservar titulares na Libertadores de olho na semifinal com o "Noia". Apesar da estratégia, acabou eliminado nos pênaltis e amargou a segunda temporada consecutiva fora até a decisão. O título da equipe do Vale dos Sinos amenizou a frustração. Caso o Inter vencesse, chegaria a sétima taça seguida e repetiria uma marca raríssima na história.

Antes da terceira passagem de Renato Gaúcho, o Grêmio acumulava 15 anos sem títulos nacionais. A conquista da Copa do Brasil, em 2001, tinha sido a última grande alegria. No final de 2016 a mesma competição foi vencida contra o Atlético-MG.

No ano passado, o Grêmio aguentou a primeira edição da Libertadores estendida e ganhou uma competição internacional depois de 22 anos.

A maratona de 2017 seguiu com o vice do Mundial de Clubes, em Abu Dhabi, mas seguiu com a recente conquista da Recopa Sul-Americana.

A taça foi obtida outra vez após 21 anos e contra o mesmo adversário.

Agora chegou a vez do Campeonato Gaúcho. Para muitos, a ordem pode até estar invertida. A lógica indicaria crescimento dentro dos limites estaduais, depois nacionais e aí o continente. O Grêmio desafiou de outra forma e muitas vezes justamente por deixar o estadual de lado.

Em 2011, 2013, 2014 e 2016 o tricolor deu ampla prioridade à Libertadores. Escalou times mistos até mesmo em clássico e viu o rival empilhar os títulos. A fase vitoriosa atual se torna aliada contra um Inter que encara o outro lado da moeda. De volta após um histórico rebaixamento e com dificuldades financeiras.

Antes de pensar nas finais, o Grêmio tem o Gre-Nal. Com a vitória do Juventude na quinta-feira, o tricolor não tem vaga garantida nas quartas de final e precisa pontuar no Beira-Rio para ficar livre de resultados paralelos. A reconquista do "quintal de casa" passa por um clássico. E é jogada neste domingo.

Clássico é batismo do Inter após ano para esquecer

2017 foi um ano para esquecer. O Inter conheceu uma competição que jamais tinha visitado: a Série B. E para quebrar este estigma, exorcizar o passado recente, o clássico Gre-Nal é visto como "batismo". O primeiro confronto com um time de Série A com o colorado recolocado no mesmo status.

Diante do Grêmio, o Internacional irá ter total ciência de onde está. Novamente contra um rival de igual grandeza, e longe do rótulo que se impôs durante todo último ano: ser um time de Série B.

Não foi fácil abandonar essa mácula. O Inter penou na segunda divisão, encontrou adversários apenas fechados, teve dificuldades em jogar. Subiu, sem ser campeão, mas conseguiu isso com rodadas de antecedência. Um problema a menos, uma marca que precisa ser apagada.

O início de 2018 mostrou-se promissor. O colorado manteve a base da equipe, um treinador que conhece o grupo e começou bem. É líder do Campeonato Gaúcho, classificado na Copa do Brasil, mas até agora encontrou apenas rivais de divisões e pesos inferiores.

Nos enfrentamentos contra times de Série B, venceu o Juventude, mas perdeu para o Brasil de Pelotas. Não encarou nenhum rival de Série A ainda. Será neste domingo a primeira chance.

Vale lembrar que no ano passado, o único Gre-Nal do ano acabou empatado. Mesmo inferiorizado pela condição que enfrentaria no ano, o colorado buscou a vantagem aberta pelo Grêmio e o duelo ficou no 2 a 2. Como o tricolor não avançou às finais do Gaucho, não houve outro duelo. E o Novo Hamburgo acabou campeão estadual batendo azuis nas semifinais e vermelhos na final.

O "batismo" do Inter para apagar de vez a Série B ocorrerá neste domingo, às 17h (de Brasília), no Beira-Rio. O jogo encerra a primeira fase do Gaucho. 

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