Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Sob suspeita, Ferrari terá que provar legalidade do motor por 3ª vez no ano

Quarta, 2/5/2018 16:05.
F1.com

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JULIANNE CERASOLI
(UOL/FOLHAPRESS) - A Ferrari terá de comprovar a legalidade de seu motor depois que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pediu que os quatro fornecedores de motor da Fórmula 1 enviem dados para analisar o fluxo energético de cada unidade de potência. Isso porque os rivais levaram aos dirigentes a suspeita de que o motor ferrarista esteja trabalhando com mais energia em suas baterias do que o regulamento prevê.

A suspeita começou quando os rivais observaram a existência de uma aleta na traseira do carro direcionando o ar do escapamento para a asa traseira. Isso geraria ganho aerodinâmico, o que só traria ganhos efetivos caso o fluxo fosse contínuo, ou seja, caso os gases continuassem passando pelo escapamento mesmo quando os pilotos não estivessem acelerando.

A partir daí, começaram as suposições: primeiro, a FIA investigou se o motor da Ferrari estava queimando mais óleo que o normal, mas tudo estava conforme o regulamento. A segunda suspeita era de que esse fluxo contínuo do escapamento vinha do desvio de óleo de outras partes para os cilindros. Novamente, os italianos provaram que seu sistema era legal.

Foi então que a suspeita passou a recair sobre a parte híbrida do motor: o fluxo contínuo seria possível devido a um inteligente sistema que utilizaria mais energia calorífica do que o permitido pelo regulamento, dando mais energia para a bateria. Acredita-se que a reclamação tenha vindo da Mercedes, uma vez que o ex-chefe de motores da Ferrari, Lorenzo Sassi, está trabalhando no time alemão desde abril.

Agora, todos os fornecedores terão de enviar à FIA desenhos detalhados dos sistemas que alimentam as baterias de suas unidades de potência.

No caso de, finalmente, os rivais terem descoberto o segredo da Ferrari, a Federação não costuma mexer em resultados de corridas já realizadas, mas pediria uma revisão do sistema aos italianos.

Mesmo tendo perdido as últimas duas corridas - na China para a Red Bull de Daniel Ricciardo e no Azerbaijão para a Mercedes de Lewis Hamilton -a Ferrari vem se mostrando o carro mais competitivo da temporada, e o grande ganho em relação a 2017 vem no motor, algo que tem ficado claro especialmente nas classificações. Desde o início da era turbo, em 2014, a Mercedes era especialmente forte aos sábados, devido a uma configuração especial que aumentava a potência de seu motor para uma volta lançada. Grande parte do trabalho da Ferrari para superar os alemães, portanto, vinha sendo para desenvolver algo semelhante, e as poles positions nas últimas três provas indicam que os italianos chegaram lá.

Com a vitória em Baku, Lewis Hamilton tirou Sebastian Vettel da liderança do campeonato e agora tem quatro pontos de vantagem para o alemão. A próxima etapa será dia 13 de maio, na Espanha.


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Sob suspeita, Ferrari terá que provar legalidade do motor por 3ª vez no ano

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Quarta, 2/5/2018 16:05.

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(UOL/FOLHAPRESS) - A Ferrari terá de comprovar a legalidade de seu motor depois que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pediu que os quatro fornecedores de motor da Fórmula 1 enviem dados para analisar o fluxo energético de cada unidade de potência. Isso porque os rivais levaram aos dirigentes a suspeita de que o motor ferrarista esteja trabalhando com mais energia em suas baterias do que o regulamento prevê.

A suspeita começou quando os rivais observaram a existência de uma aleta na traseira do carro direcionando o ar do escapamento para a asa traseira. Isso geraria ganho aerodinâmico, o que só traria ganhos efetivos caso o fluxo fosse contínuo, ou seja, caso os gases continuassem passando pelo escapamento mesmo quando os pilotos não estivessem acelerando.

A partir daí, começaram as suposições: primeiro, a FIA investigou se o motor da Ferrari estava queimando mais óleo que o normal, mas tudo estava conforme o regulamento. A segunda suspeita era de que esse fluxo contínuo do escapamento vinha do desvio de óleo de outras partes para os cilindros. Novamente, os italianos provaram que seu sistema era legal.

Foi então que a suspeita passou a recair sobre a parte híbrida do motor: o fluxo contínuo seria possível devido a um inteligente sistema que utilizaria mais energia calorífica do que o permitido pelo regulamento, dando mais energia para a bateria. Acredita-se que a reclamação tenha vindo da Mercedes, uma vez que o ex-chefe de motores da Ferrari, Lorenzo Sassi, está trabalhando no time alemão desde abril.

Agora, todos os fornecedores terão de enviar à FIA desenhos detalhados dos sistemas que alimentam as baterias de suas unidades de potência.

No caso de, finalmente, os rivais terem descoberto o segredo da Ferrari, a Federação não costuma mexer em resultados de corridas já realizadas, mas pediria uma revisão do sistema aos italianos.

Mesmo tendo perdido as últimas duas corridas - na China para a Red Bull de Daniel Ricciardo e no Azerbaijão para a Mercedes de Lewis Hamilton -a Ferrari vem se mostrando o carro mais competitivo da temporada, e o grande ganho em relação a 2017 vem no motor, algo que tem ficado claro especialmente nas classificações. Desde o início da era turbo, em 2014, a Mercedes era especialmente forte aos sábados, devido a uma configuração especial que aumentava a potência de seu motor para uma volta lançada. Grande parte do trabalho da Ferrari para superar os alemães, portanto, vinha sendo para desenvolver algo semelhante, e as poles positions nas últimas três provas indicam que os italianos chegaram lá.

Com a vitória em Baku, Lewis Hamilton tirou Sebastian Vettel da liderança do campeonato e agora tem quatro pontos de vantagem para o alemão. A próxima etapa será dia 13 de maio, na Espanha.


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