Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Solução para o esporte só acontecerá em abril ou depois

Prefeitura fez uma "gambiarra" para tentar resolver o problema

Quarta, 21/2/2018 7:55.
Arquivo Página 3.

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A prefeitura de Balneário Camboriú lançou ontem edital de chamamento público para selecionar organizações da sociedade civil para programas de treinamento em modalidades esportivas.

Trata-se de uma “gambiarra” para poder contratar professores/técnicos para esportes de alto rendimento e escolinhas esportivas.

Até o ano passado era feito por processo seletivo e o pessoal contratado por período de um ano.

Nesse ano a prefeitura chegou a realizar o seletivo, em janeiro, mas alegou que não poderia contratar da forma usual porque havia extrapolado o limite de despesas com contratação de pessoal.

Com isso, os 120 professores aprovados no seletivo -assim como seus atletas- aguardam uma solução.

A alegação oficial que não foi possível contratar por impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal écontestada porque o município firmou, ainda no governo Edson Piriquito, ajustamento de conduta com o Ministério Público, para reduzir até eliminar a contratação de temporários.

No edital lançado ontem (20), no valor de R$ 2,1 milhões, não consta a previsão para contratar pessoal de limpeza e manutenção dos espaços esportivos e sem eles é quase impossível realizar treinos.

A divulgação do edital gerou novas reclamações porque pelos prazos envolvidos é certo que os professores/técnicos –alguns já estão trabalhando- não receberão salários antes do final de abril.

Dois dias antes do lançamento do edital, dois assessores do prefeito Fabrício (Victor Hugo Domingues, secretário de controle e transparência e Karine Almeida Gomes, secretária da administração), asseguraram que no final de março os salários dos professores seriam pagos.

A alternativa encontrada pela administração é arriscada porque editais como esse deveriam ser precedidos por medidas de apoio para implantação das organizações sociais e capacitação dos seus dirigentes.

Algo semelhante foi realizado pela Fundação Cultural que programou com larga antecedência e executou com sucesso o edital da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/2018).

Diversos esportes que são destaque em Balneário Camboriú sequer são ligados a uma organização social como é o caso do atletismo.

A crise no esporte colocou luz sobre a desorganização que impera em setores do governo municipal que não consegue programar coisas básicas como manutenção de escolas ou contratação de professores.

Essa desorganização afeta diretamente 6.000 praticantes de esportes e professores/treinadores de mais de 30 modalidades esportivas.


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Arquivo Página 3.

Solução para o esporte só acontecerá em abril ou depois

Prefeitura fez uma "gambiarra" para tentar resolver o problema

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Quarta, 21/2/2018 7:55.

A prefeitura de Balneário Camboriú lançou ontem edital de chamamento público para selecionar organizações da sociedade civil para programas de treinamento em modalidades esportivas.

Trata-se de uma “gambiarra” para poder contratar professores/técnicos para esportes de alto rendimento e escolinhas esportivas.

Até o ano passado era feito por processo seletivo e o pessoal contratado por período de um ano.

Nesse ano a prefeitura chegou a realizar o seletivo, em janeiro, mas alegou que não poderia contratar da forma usual porque havia extrapolado o limite de despesas com contratação de pessoal.

Com isso, os 120 professores aprovados no seletivo -assim como seus atletas- aguardam uma solução.

A alegação oficial que não foi possível contratar por impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal écontestada porque o município firmou, ainda no governo Edson Piriquito, ajustamento de conduta com o Ministério Público, para reduzir até eliminar a contratação de temporários.

No edital lançado ontem (20), no valor de R$ 2,1 milhões, não consta a previsão para contratar pessoal de limpeza e manutenção dos espaços esportivos e sem eles é quase impossível realizar treinos.

A divulgação do edital gerou novas reclamações porque pelos prazos envolvidos é certo que os professores/técnicos –alguns já estão trabalhando- não receberão salários antes do final de abril.

Dois dias antes do lançamento do edital, dois assessores do prefeito Fabrício (Victor Hugo Domingues, secretário de controle e transparência e Karine Almeida Gomes, secretária da administração), asseguraram que no final de março os salários dos professores seriam pagos.

A alternativa encontrada pela administração é arriscada porque editais como esse deveriam ser precedidos por medidas de apoio para implantação das organizações sociais e capacitação dos seus dirigentes.

Algo semelhante foi realizado pela Fundação Cultural que programou com larga antecedência e executou com sucesso o edital da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/2018).

Diversos esportes que são destaque em Balneário Camboriú sequer são ligados a uma organização social como é o caso do atletismo.

A crise no esporte colocou luz sobre a desorganização que impera em setores do governo municipal que não consegue programar coisas básicas como manutenção de escolas ou contratação de professores.

Essa desorganização afeta diretamente 6.000 praticantes de esportes e professores/treinadores de mais de 30 modalidades esportivas.


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