Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Santos derrota o São Paulo com mais um gol de Gabriel

Segunda, 19/2/2018 7:44.

Publicidade

ALBERTO NOGUEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A estrela de Gabriel, do Santos, brilhou neste domingo (8), no Morumbi, na vitória sobre São Paulo por 1 a 0, em partida da oitava rodada do Campeonato Paulista.

O atacante, depois de 17 meses na Europa e só dois gols marcados, balançou às redes pela terceira vez em três jogos desde seu retorno ao Brasil.

Apagado em sua passagem pela Internazionale, da Itália, e pelo Benfica, de Portugal, Gabriel costuma aparecer em clássicos. Com a camisa do Santos, o atacante marcou 60 gols, 12 contra os rivais da capital. Foram três contra o São Paulo, três ante o Corinthians e seis sobre o Palmeiras.

Isolado e com poucas chances na primeira etapa, o santista foi o responsável por vazar a defesa são-paulina, que havia iniciado a rodada com apenas quatro gols sofridos, a melhor do Paulista.

Com a vitória, o Santos chegou a 14 pontos, na liderança do Grupo D. Já o São Paulo, que vinha de quatro vitórias seguidas -duas pela Copa do Brasil-, permanece com 10 pontos.

Duas horas antes do início da partida já era possível ouvir de dentro do Morumbi os torcedores são-paulinos entoando cantos nos arredores do estádio.

Um presságio de que o apoio não faltaria para reverter a complicada situação recente em clássicos -os jogos entre os quatro grandes do Estado são realizados com torcida única desde abril de 2016, após confronto entre integrantes das torcidas Mancha AlviVerde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, que deixou dezenas de feridos e um morto.

Mas a paciência acabou minutos após o gol santista. Gritos de burro direcionados a Dorival Júnior podiam ser ouvidos nas arquibancadas, que tinham 36.118 pagantes. O melhor público do São Paulo em casa havia sido no empate em 0 a 0 contra o Novorizontino (17.171 pagantes), pela segunda rodada da competição.

As duas equipes iniciaram o duelo como as que mais mantêm a posse de bola na competição. O São Paulo com uma média de 60,7% por partida, e o Santos com 58%, de acordo com o site Footstats.

Como era de se esperar, o time da casa foi quem deu as cartas no início, com mais controle das ações, enquanto que o time visitante, fechado, tentava explorar os contra-ataques.

O técnico santista Jair Ventura disse durante a semana que o segredo para o jogo seria não dar espaços para as trocas de passes do rival, que conta com jogadores muito técnicos, porém sem tanta velocidade, como Nenê, Cueva e Diego Souza. Não foi isso que se viu na prática.

Sem marcar sob pressão, o time esperava o São Paulo chegar com a bola até o meio de campo para começar a diminuir os espaços, marcando com suas linhas bem próximas umas das outras.

Quando tinha a bola nos pés, a equipe santista mostrava calma na troca de passes, ao mesmo tempo que sofria com a falta de criatividade de seu meio campo nas jogadas ofensivas. O meia argentino Vecchio não conseguia dar dinâmica ao time. Com isso, jogadores abusaram das bolas longas para os atacantes.

Do lado do São Paulo, Cueva, Diego Souza e Nene, responsável pela armação da equipe, trocaram passes com muita qualidade e criaram juntos mais jogadas perigosas do que o rival no primeiro tempo.

Diferente do que era esperado, Cueva jogou mais centralizado, e Diego Souza flutuava entre o meio da área e a ponta direita. Numa dessas movimentações, Nenê lançou por cima da defesa santista, e o camisa 9 quase marcou.

O Santos, recuado, assistiu ao adversário jogar em boa parte da primeira etapa.

Já no segundo tempo, em jogada na linha de fundo, Sasha teve calma, levantou a cabeça e rolou para Gabriel, que, da entrada da área, bateu rasteiro e forte no canto direito do goleiro Sidão, aos oito minutos.

O São Paulo, melhor até então, se perdeu com o gol sofrido. Dorival tentou dar um novo ânimo com a entrada de Valdivia no lugar Marcos Guilherme, mas o Santos passou a explorar os contra-ataques. Resultado final: vitória do Santos por 1 a 0.

O clube tricolor volta a jogar na quarta-feira (21) contra o Ituano, em Itu (SP), em partida atrasada da sétima rodada do Campeonato Paulista. Depois, enfrenta a Ferroviária no domingo (25), às 17h

Já o Santos volta a campo no domingo, na Vila Belmiro, contra o Santo André.

SÃO PAULO
Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves, Reinaldo; Jucilei, Petros, Nenê, Cueva (Brenner); Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez). T.: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo, Jean Mota; Alison, Renato (Cittadini), Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Gabriel Barbosa. T.: Jair Ventura

Estádio: Morumbi, em São Paulo
Juiz: Raphael Claus
Público: 36.118 torcedores
Renda: R$ 658.240,01
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Militão (São Paulo); Gabriel, Alison e Arthur Gomes (Santos)
Gols: Gabriel, aos 8min do segundo tempo.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3

Santos derrota o São Paulo com mais um gol de Gabriel

Publicidade

Segunda, 19/2/2018 7:44.

ALBERTO NOGUEIRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A estrela de Gabriel, do Santos, brilhou neste domingo (8), no Morumbi, na vitória sobre São Paulo por 1 a 0, em partida da oitava rodada do Campeonato Paulista.

O atacante, depois de 17 meses na Europa e só dois gols marcados, balançou às redes pela terceira vez em três jogos desde seu retorno ao Brasil.

Apagado em sua passagem pela Internazionale, da Itália, e pelo Benfica, de Portugal, Gabriel costuma aparecer em clássicos. Com a camisa do Santos, o atacante marcou 60 gols, 12 contra os rivais da capital. Foram três contra o São Paulo, três ante o Corinthians e seis sobre o Palmeiras.

Isolado e com poucas chances na primeira etapa, o santista foi o responsável por vazar a defesa são-paulina, que havia iniciado a rodada com apenas quatro gols sofridos, a melhor do Paulista.

Com a vitória, o Santos chegou a 14 pontos, na liderança do Grupo D. Já o São Paulo, que vinha de quatro vitórias seguidas -duas pela Copa do Brasil-, permanece com 10 pontos.

Duas horas antes do início da partida já era possível ouvir de dentro do Morumbi os torcedores são-paulinos entoando cantos nos arredores do estádio.

Um presságio de que o apoio não faltaria para reverter a complicada situação recente em clássicos -os jogos entre os quatro grandes do Estado são realizados com torcida única desde abril de 2016, após confronto entre integrantes das torcidas Mancha AlviVerde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, que deixou dezenas de feridos e um morto.

Mas a paciência acabou minutos após o gol santista. Gritos de burro direcionados a Dorival Júnior podiam ser ouvidos nas arquibancadas, que tinham 36.118 pagantes. O melhor público do São Paulo em casa havia sido no empate em 0 a 0 contra o Novorizontino (17.171 pagantes), pela segunda rodada da competição.

As duas equipes iniciaram o duelo como as que mais mantêm a posse de bola na competição. O São Paulo com uma média de 60,7% por partida, e o Santos com 58%, de acordo com o site Footstats.

Como era de se esperar, o time da casa foi quem deu as cartas no início, com mais controle das ações, enquanto que o time visitante, fechado, tentava explorar os contra-ataques.

O técnico santista Jair Ventura disse durante a semana que o segredo para o jogo seria não dar espaços para as trocas de passes do rival, que conta com jogadores muito técnicos, porém sem tanta velocidade, como Nenê, Cueva e Diego Souza. Não foi isso que se viu na prática.

Sem marcar sob pressão, o time esperava o São Paulo chegar com a bola até o meio de campo para começar a diminuir os espaços, marcando com suas linhas bem próximas umas das outras.

Quando tinha a bola nos pés, a equipe santista mostrava calma na troca de passes, ao mesmo tempo que sofria com a falta de criatividade de seu meio campo nas jogadas ofensivas. O meia argentino Vecchio não conseguia dar dinâmica ao time. Com isso, jogadores abusaram das bolas longas para os atacantes.

Do lado do São Paulo, Cueva, Diego Souza e Nene, responsável pela armação da equipe, trocaram passes com muita qualidade e criaram juntos mais jogadas perigosas do que o rival no primeiro tempo.

Diferente do que era esperado, Cueva jogou mais centralizado, e Diego Souza flutuava entre o meio da área e a ponta direita. Numa dessas movimentações, Nenê lançou por cima da defesa santista, e o camisa 9 quase marcou.

O Santos, recuado, assistiu ao adversário jogar em boa parte da primeira etapa.

Já no segundo tempo, em jogada na linha de fundo, Sasha teve calma, levantou a cabeça e rolou para Gabriel, que, da entrada da área, bateu rasteiro e forte no canto direito do goleiro Sidão, aos oito minutos.

O São Paulo, melhor até então, se perdeu com o gol sofrido. Dorival tentou dar um novo ânimo com a entrada de Valdivia no lugar Marcos Guilherme, mas o Santos passou a explorar os contra-ataques. Resultado final: vitória do Santos por 1 a 0.

O clube tricolor volta a jogar na quarta-feira (21) contra o Ituano, em Itu (SP), em partida atrasada da sétima rodada do Campeonato Paulista. Depois, enfrenta a Ferroviária no domingo (25), às 17h

Já o Santos volta a campo no domingo, na Vila Belmiro, contra o Santo André.

SÃO PAULO
Sidão; Militão, Arboleda, Bruno Alves, Reinaldo; Jucilei, Petros, Nenê, Cueva (Brenner); Marcos Guilherme (Valdívia), Diego Souza (Tréllez). T.: Dorival Júnior

SANTOS
Vanderlei; Daniel Guedes, Luiz Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo, Jean Mota; Alison, Renato (Cittadini), Vecchio; Copete (Guilherme Nunes), Eduardo Sasha (Arthur Gomes), Gabriel Barbosa. T.: Jair Ventura

Estádio: Morumbi, em São Paulo
Juiz: Raphael Claus
Público: 36.118 torcedores
Renda: R$ 658.240,01
Cartões amarelos: Petros, Reinaldo e Militão (São Paulo); Gabriel, Alison e Arthur Gomes (Santos)
Gols: Gabriel, aos 8min do segundo tempo.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade