Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Esporte
Líder após três anos, São Paulo busca regularidade que faltou no passado

Segunda, 6/8/2018 7:08.

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Desde a sétima rodada do Brasileiro de 2015, o São Paulo não aparecia no topo da tabela do campeonato nacional. No ano passado, após a 17ª rodada, o time do Morumbi estava na 16ª posição, brigando para não cair.

Há três anos, o São Paulo acabou a competição na quarta colocação e ficou com uma vaga na Libertadores. Depois disso, esteve bem abaixo da expectativa da torcida.

Em 2018, o técnico são-paulino Diego Aguirre tem dito que não gosta de falar sobre quem são os candidatos ao título. Mas como o clube não ganha nada desde a Sul-Americana de 2012, a pressão por um troféu importante existe.

Aguirre sabe disso e mudou o discurso neste domingo (5), após a vitória por 2 a 1 contra o Vasco no Morumbi, com gols de Rojas e Tréllez. "Estamos na briga. Não falo sobre a liderança porque ainda falta muita coisa", disse.

O técnico do time tricolor afirmou que o São Paulo voltou a ter protagonismo, o que, segundo ele, precisa ter sempre. "Estamos no bom momento, mas precisamos agora trabalhar para continuar".

O bom primeiro turno do São Paulo, que termina daqui a duas rodadas, não é garantia de nada, como disseram os atletas após o jogo. "Sabemos que é algo que pode ser provisório", disse o meia Nenê.

Nas campanhas ruins do clube em 2016 e 2017 havia um fato em comum. O São Paulo não conseguiu ser regular. Oscilou nos dois turnos.
Há dois anos, Edgardo Bauza dirigiu o time no primeiro turno, mas deixou o país para dirigir a Argentina na 18ª rodada do campeonato. A campanha, que era regular, piorou.

Ricardo Gomes assumiu e não conseguiu fazer o time jogar. Durante o returno, o São Paulo ficou 18 rodadas abaixo do 11º lugar. O clube acabou a competição na 10ª posição.

No ano passado, a turbulência maior foi no primeiro turno. O então ídolo Rogério Ceni, que ainda jogava em 2016, era o técnico desde o início da temporada de 2017.

O ex-goleiro, que hoje lidera a Série B no comando do Fortaleza, não resistiu aos maus resultados. A falta de experiência e o excesso de confiança derrubaram o então treinador na 11ª rodada. O time tricolor já estava na zona do rebaixamento, onde ficou, somando toda a competição, por 14 rodadas.

Coube ao treinador Dorival Júnior melhorar o padrão do futebol da equipe no returno. Dentro de campo, o meia Hernanes teve papel primordial para a retomada.

Agora, a boa posição na tabela faz a torcida relembrar os resultados de 2015, quando Juan Carlos Osorio saiu antes do fim do campeonato para dirigir a seleção do México.

Desta vez, a liderança veio após mudanças na direção de futebol e no comando técnico.

No final de 2017, o ex-jogador e ídolo são-paulino Raí assumiu a direção esportiva e trouxe para trabalhar com ele Ricardo Rocha e Lugano.

O executivo, assim que teve oportunidade, escolheu o treinador que ele achava ser o mais indicado para o time. Em março, veio Diego Aguirre.

Com um elenco sem grandes nomes, o técnico uruguaio tem feito, como ele diz, o time atuar com "espírito de luta".

Fora da Copa do Brasil e após sofrer derrota por 1 a 0 em casa para o Colón na Copa Sul-Americana, Aguirre montou contra o Vasco um time que joga só de uma forma: oferece a bola para o adversário e tenta vencer na base de ataques rápidos.

Para Aguirre, o gol da vitória contra os vascaínos, após Nenê e Diego Souza saírem para as entradas de Carneiro e Tréllez, indica que ele consegue mudar o sistema tático.

A equipe tentará manter a ponta no domingo (12), contra o Sport, fora de casa.


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Líder após três anos, São Paulo busca regularidade que faltou no passado

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Segunda, 6/8/2018 7:08.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Desde a sétima rodada do Brasileiro de 2015, o São Paulo não aparecia no topo da tabela do campeonato nacional. No ano passado, após a 17ª rodada, o time do Morumbi estava na 16ª posição, brigando para não cair.

Há três anos, o São Paulo acabou a competição na quarta colocação e ficou com uma vaga na Libertadores. Depois disso, esteve bem abaixo da expectativa da torcida.

Em 2018, o técnico são-paulino Diego Aguirre tem dito que não gosta de falar sobre quem são os candidatos ao título. Mas como o clube não ganha nada desde a Sul-Americana de 2012, a pressão por um troféu importante existe.

Aguirre sabe disso e mudou o discurso neste domingo (5), após a vitória por 2 a 1 contra o Vasco no Morumbi, com gols de Rojas e Tréllez. "Estamos na briga. Não falo sobre a liderança porque ainda falta muita coisa", disse.

O técnico do time tricolor afirmou que o São Paulo voltou a ter protagonismo, o que, segundo ele, precisa ter sempre. "Estamos no bom momento, mas precisamos agora trabalhar para continuar".

O bom primeiro turno do São Paulo, que termina daqui a duas rodadas, não é garantia de nada, como disseram os atletas após o jogo. "Sabemos que é algo que pode ser provisório", disse o meia Nenê.

Nas campanhas ruins do clube em 2016 e 2017 havia um fato em comum. O São Paulo não conseguiu ser regular. Oscilou nos dois turnos.
Há dois anos, Edgardo Bauza dirigiu o time no primeiro turno, mas deixou o país para dirigir a Argentina na 18ª rodada do campeonato. A campanha, que era regular, piorou.

Ricardo Gomes assumiu e não conseguiu fazer o time jogar. Durante o returno, o São Paulo ficou 18 rodadas abaixo do 11º lugar. O clube acabou a competição na 10ª posição.

No ano passado, a turbulência maior foi no primeiro turno. O então ídolo Rogério Ceni, que ainda jogava em 2016, era o técnico desde o início da temporada de 2017.

O ex-goleiro, que hoje lidera a Série B no comando do Fortaleza, não resistiu aos maus resultados. A falta de experiência e o excesso de confiança derrubaram o então treinador na 11ª rodada. O time tricolor já estava na zona do rebaixamento, onde ficou, somando toda a competição, por 14 rodadas.

Coube ao treinador Dorival Júnior melhorar o padrão do futebol da equipe no returno. Dentro de campo, o meia Hernanes teve papel primordial para a retomada.

Agora, a boa posição na tabela faz a torcida relembrar os resultados de 2015, quando Juan Carlos Osorio saiu antes do fim do campeonato para dirigir a seleção do México.

Desta vez, a liderança veio após mudanças na direção de futebol e no comando técnico.

No final de 2017, o ex-jogador e ídolo são-paulino Raí assumiu a direção esportiva e trouxe para trabalhar com ele Ricardo Rocha e Lugano.

O executivo, assim que teve oportunidade, escolheu o treinador que ele achava ser o mais indicado para o time. Em março, veio Diego Aguirre.

Com um elenco sem grandes nomes, o técnico uruguaio tem feito, como ele diz, o time atuar com "espírito de luta".

Fora da Copa do Brasil e após sofrer derrota por 1 a 0 em casa para o Colón na Copa Sul-Americana, Aguirre montou contra o Vasco um time que joga só de uma forma: oferece a bola para o adversário e tenta vencer na base de ataques rápidos.

Para Aguirre, o gol da vitória contra os vascaínos, após Nenê e Diego Souza saírem para as entradas de Carneiro e Tréllez, indica que ele consegue mudar o sistema tático.

A equipe tentará manter a ponta no domingo (12), contra o Sport, fora de casa.


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