Jornal Página 3
Ricciardo revê problemas antigos mesmo após trocar de equipe na F-1
Reprodução

LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS - A temporada de 2018 de Daniel Ricciardo foi muitas vezes associada à palavra azar. Afinal, o australiano teve oito abandonos em 21 provas, a maioria por quebras. No entanto, mesmo tendo abandonado duas das quatro primeiras etapas do ano passado, Ricciardo tinha 37 pontos e até já tinha até uma vitória. Depois de trocar a Red Bull para a Renault, contudo, ele só viu a bandeirada uma vez e tem apenas seis pontos.

É fato que Ricciardo não esperava ter os mesmos resultados da época da Red Bull já neste ano, mas também é verdade que parte da razão para ele ter deixado a ex-equipe era a desconfiança do que aconteceria com o time após a troca do motor Renault para o Honda. E o temor de que a Red Bull perderia terreno não se concretizou: a Honda evoluiu muito ano passado, quando equipava apenas a Toro Rosso, e a Red Bull tem hoje mais pontos do que tinha depois de quatro provas disputadas em 2018 (64 contra 55). Mesmo com o substituto de Ricciardo, Pierre Gasly, não rendendo o esperado.

Ao mesmo tempo, a Renault não evoluiu o tanto que prometeu a Ricciardo. Na verdade, o time tem sofrido com a falta de confiabilidade do motor -o mesmo que deixou o australiano na mão tantas vezes ano passado. Nesta temporada, o time tem apenas 12 pontos, enquanto após quatro etapas no ano passado, os franceses tinham somado 35.

Além dos problemas da Renault, o próprio Ricciardo reconhece que não está rendendo o tanto quanto deveria. Isso porque ele "não tinha noção de quão bons eram os freios da Red Bull" e tem sentido falta do próprio equilíbrio do carro, que geralmente é o que tem a melhor aerodinâmica do grid. Esses dois fatores permitiam que ele entrasse com mais velocidade nas curvas. Mas, tendo de fazer mais correções com o carro mais instável da Renault, isso está custando tempo de volta para o australiano.

"Claro que parte dessa falta de resultados tem a ver comigo tendo que aprender a melhor maneira de pilotar o carro, talvez tentando me livrar dos velhos hábitos. Mas também tem a ver com o acerto do carro e com o fato que eu estou tentando descobrir o que funciona melhor para eu ganhar confiança neste carro."

Para piorar, Ricciardo já vai para o GP da Espanha, dia 12 de maio, sabendo que vai largar três posições atrás do que conseguir na classificação. Isso por conta de uma punição por ter tido uma batida bizarra no último final de semana, no GP do Azerbaijão. Na 31ª volta, o australiano tentou ultrapassar Daniil Kvyat, na luta pela décima posição, mas julgou mal a manobra e acabou escapando na frente do russo, que conseguiu evitá-lo. Tentando voltar logo para a pista, Ricciardo deu ré sem ver que Kvyat estava logo atrás, e os dois abandonaram. "Meu cérebro parou por alguns segundos", disse o australiano, que assinou um contrato para as temporadas 2019 e 2020 com a Renault.


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Ricciardo revê problemas antigos mesmo após trocar de equipe na F-1

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LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS - A temporada de 2018 de Daniel Ricciardo foi muitas vezes associada à palavra azar. Afinal, o australiano teve oito abandonos em 21 provas, a maioria por quebras. No entanto, mesmo tendo abandonado duas das quatro primeiras etapas do ano passado, Ricciardo tinha 37 pontos e até já tinha até uma vitória. Depois de trocar a Red Bull para a Renault, contudo, ele só viu a bandeirada uma vez e tem apenas seis pontos.

É fato que Ricciardo não esperava ter os mesmos resultados da época da Red Bull já neste ano, mas também é verdade que parte da razão para ele ter deixado a ex-equipe era a desconfiança do que aconteceria com o time após a troca do motor Renault para o Honda. E o temor de que a Red Bull perderia terreno não se concretizou: a Honda evoluiu muito ano passado, quando equipava apenas a Toro Rosso, e a Red Bull tem hoje mais pontos do que tinha depois de quatro provas disputadas em 2018 (64 contra 55). Mesmo com o substituto de Ricciardo, Pierre Gasly, não rendendo o esperado.

Ao mesmo tempo, a Renault não evoluiu o tanto que prometeu a Ricciardo. Na verdade, o time tem sofrido com a falta de confiabilidade do motor -o mesmo que deixou o australiano na mão tantas vezes ano passado. Nesta temporada, o time tem apenas 12 pontos, enquanto após quatro etapas no ano passado, os franceses tinham somado 35.

Além dos problemas da Renault, o próprio Ricciardo reconhece que não está rendendo o tanto quanto deveria. Isso porque ele "não tinha noção de quão bons eram os freios da Red Bull" e tem sentido falta do próprio equilíbrio do carro, que geralmente é o que tem a melhor aerodinâmica do grid. Esses dois fatores permitiam que ele entrasse com mais velocidade nas curvas. Mas, tendo de fazer mais correções com o carro mais instável da Renault, isso está custando tempo de volta para o australiano.

"Claro que parte dessa falta de resultados tem a ver comigo tendo que aprender a melhor maneira de pilotar o carro, talvez tentando me livrar dos velhos hábitos. Mas também tem a ver com o acerto do carro e com o fato que eu estou tentando descobrir o que funciona melhor para eu ganhar confiança neste carro."

Para piorar, Ricciardo já vai para o GP da Espanha, dia 12 de maio, sabendo que vai largar três posições atrás do que conseguir na classificação. Isso por conta de uma punição por ter tido uma batida bizarra no último final de semana, no GP do Azerbaijão. Na 31ª volta, o australiano tentou ultrapassar Daniil Kvyat, na luta pela décima posição, mas julgou mal a manobra e acabou escapando na frente do russo, que conseguiu evitá-lo. Tentando voltar logo para a pista, Ricciardo deu ré sem ver que Kvyat estava logo atrás, e os dois abandonaram. "Meu cérebro parou por alguns segundos", disse o australiano, que assinou um contrato para as temporadas 2019 e 2020 com a Renault.