Jornal Página 3
O futuro da LIC de Balneário Camboriú depende de mudanças
Daniele Sisnandes/Página 3
Bia e Varela, novas perspectivas à frente da Fundação Cultural
Bia e Varela, novas perspectivas à frente da Fundação Cultural

Assim como o resto do país, Balneário sente os reflexos da crise. Mesmo com a conta apertada, o novo governo optou por honrar os pagamentos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), mas já avisou que a coisa será diferente daqui pra frente.

Ao assumir, o novo governo hesitou quanto à LIC. Com o corte de gastos imposto no primeiro trimestre, se cogitou até bloquear os pagamentos dos proponentes selecionados pela antiga gestão. Havia previsão legal para isso, já que a administração Edson Piriquito saiu sem assinar os contratos com os proponentes.

Em alguns municípios do país os novos prefeitos optaram por essa postura. A LIC ainda é uma política de governo, quando o ideal seria que fosse uma política pública, garantida mesmo com mudanças de administração.

Mesmo assim os gestores à frente da Cultura defenderam a importância do investimento e o prefeito Fabrício Oliveira reconsiderou. Agora o plano é arrumar a casa antes de pensar em um novo edital.

Apesar de o edital ser de 2016, a previsão orçamentária ficou para 2017. Essa lacuna no calendário acontecia desde a implantação da LIC e esse é o primeiro ponto que a atual administração pretende mudar.

Projetos em desenvolvimento

A atual diretora da Fundação Cultural, Bia Mattar, era uma das contempladas no edital. Ao ser chamada para o cargo, declinou do projeto. Houve outra desistência e pela primeira vez foram chamados os suplentes.

“A gente adotou a prática da suplência para não devolver o recurso, é um recurso da cultura então vamos aplicá-lo na cultura. Era legítimo, estava previsto no edital”, pontuou.

Especialista em projetos, Bia chegou na FCBC e abraçou a causa da LIC. Os três primeiros meses foram quase uma odisseia, com uma montanha de trabalho e pouco pessoal.

Além da burocracia habitual, o setor teve que se adaptar à Lei dos Convênios, que era de 2014, não estava sendo cobrada até agora. O resultado? Mais papel e mais trabalho, mas pelo menos tudo legal.

O passivo total chegou a 100 projetos com pendências, entre os recém-aprovados e os antigos com problemas como diligências de documentos, casos de retorno de recursos por erros de cálculos até a devolução completa por não cumprimento do objeto.

Tudo atrasou. A FCBC acompanhou caso a caso. Tirou dúvidas, orientou. A assinatura dos contratos começou só no fim de março e sem ter garantias que um dia o dinheiro sairia, muitos proponentes atrasaram o início da execução dos trabalhos. A previsão é que esses projetos contemplados pelo edital do ano passado cheguem às ruas daqui um ano.

A intenção é arrumar o calendário, lançar e assinar contratos no mesmo ano, mas isso deve acontecer só no ano que vem. Em 2017 as coisas serão reorganizadas, portanto nada de LIC este ano.

Plano é mudar o espírito

O diretor da FCBC, George Varela, já mostrou que trabalha e pensa fora da caixa. Ele destacou que é necessário que os proponentes compartilhem desse espírito e mudem a forma de tratar seus projetos para que a própria sociedade aprenda a valorizá-los.

Hoje, a verba de quase R$ 1 milhão destinada à LIC corre risco. O motivo é o resultado de uma equação de descaso: proponentes mal orientados produzem trabalhos sem alcançar o máximo de potencial possível. Com projetos não muito atraentes (com exceções, claro) a divulgação acaba sendo tímida, quase envergonhada.

Varela quer bagunçar essa lógica, quer ir além. Ele defende que os proponentes passem a pensar, desenvolver e acabar seus projetos de forma primorosa, para que eles se vendam sozinhos, conquistem espaços de divulgação, se justifiquem e se tornem orgulho, acabando de vez com os questionamentos sobre a aplicação dos recursos.

Outro ponto é melhorar a divulgação institucional. Cada projeto tem um impacto que movimenta a cadeia produtiva da cultura, do social ao turismo. Isso tudo pode ser considerado e usado a favor da consolidação e permanência da LIC.

O que vem pela frente

Assinatura esse ano dos contratos aprovados ainda pela antiga administração

O último edital da LIC de Balneário contemplou 31 projetos em um total de R$ 918 mil.

A jornalista Helen Francine foi uma das selecionadas e vai realizar um documentário contando a história da Ilha das Cabras e da família do seu Marciano Cavalheiro, que viveu lá.

Helen quer desvendar fatos como o nome, a propriedade da ilha e como foi a vida dos Cavalheiro, inclusive de Ícaro, única pessoa que nasceu na ilha. Ele teve infância pobre, se tornou surfista profissional e hoje é juiz da elite do surf mundial.

A ideia surgiu em 2008 quando Helen entrevistou Ícaro para um trabalho na especialização de Jornalismo Literário. “As crianças nem têm quintal hoje em dia, o Ícaro teve o mar como quintal, e isso se refletiu na trajetória de vida dele”, sublinhou.

Ela vai usar de licença poética para emprestar sua voz à Ilha. Helen planeja fazer até reconstituições com atores e apertará o orçamento para dar conta de encaixar tudo dentro dos R$ 30 mil. Quem tiver registros antigos da Ilha ou histórias pode entrar em contato com a jornalista pelas redes sociais e até se tornar parte do curta.

Orquestra de bateristas

O produtor cultural Dennys Ramos Silva vai trazer uma orquestra de bateristas a Balneário. A BatucAçu quer atrair cerca de 100 músicos para a Praça Almirante Tamandaré, no aniversário da cidade. Ele teve recurso aprovado de R$ 32 mil.

Dennys explica que músicos guias no palco vão comandar a orquestra. As inscrições serão gratuitas e serão abertas em breve. Os organizadores querem incentivar a participação de escolas de músicas e profissionais. “Nosso objetivo é a participação e visualização de Balneário Camboriú como um polo da música na região”, destacou.

Pesquisa também

A arquiteta Débora Mikulski vai receber cerca de R$ 26 mil para desenvolver uma pesquisa para analisar a relação do patrimônio cultural com o turismo. Ela explica que a intenção é apontar se este potencial está sendo bem aproveitado e como potencializá-lo.

Lista de aprovados 2016

Nome
Título
Valor
Bruno Moritz Neto
Imersão
R$ 19.500,00
Bárbara Nicoli Damásio
Espetáculo Infantil "Primeiros Passos, Primeiras Notas"
R$ 11.550,00
Ehiron Pereira
Movimento Rap BC
R$ 22.750,00
Fábio Aurélio Castilho (Ler e Viver)
FECONTHI BC
R$ 30.000,00
Ingrid Cristina Lacerda de Paula
Break Summer Jam
R$ 20.000,00
Douglas Gomes dos Santos
/Cultural (Barra Cultural)
R$ 19.912,00
David Ruan Costa Nunes
Núcleo Corpóreo 5 anos - Formação e Desenvolvimento
R$ 30.000,00
Vitor Gabriel Caetano
Colorindo Bc City
R$ 30.000,00
Associação Moradores Prop Imov Praia Estaleiro Grande
Arte em Movimento
R$ 17.500,00
Gustavo D'Amaral Pereira Granja Russo
Ideia Expressa – Oficinas de Formação
R$ 30.000,00
Débora Mikulski
Análise do Turismo Cultural em Balneário Camboriú
R$ 26.230,00
Luciano Pedro Estevão
Mapeamento dos espaços culturais
R$ 25.000,00
Grupo Escoteiro Leão do Mar - GELMAR SC 048
Grupo Escoteiro Leão do Mar: Desde 1980 em Balneário Camboriú
R$ 30.000,00
Nara Leite Perna
Levantamento do Patrimônio Edificado do Bairro da Barra como Identidade Cultural
R$ 30.000,00
Rafael Gómez Pérez
V Cubamagic e Convidados - Encontro Internacional de Mágica
R$ 45.000,00
Bruna Moreira Pierami
Espetáculo Teatral - Nossa Canção
R$ 29.000,00
Adriana Regina Alcântara
Mostra de Dança de Balneário Camboriú
R$ 51.100,00
Kelli Cristina Batista
Hoje tem circo? Tem sim sinhô
R$ 33.708,12
Dennys Ramos Silva
BatucAçu - Orquestra de baterias
R$ 32.500,00
Joana Kelly da Silva
Joana Soul - Eu já Sabia!
R$ 19.980,00
Edson de Souza Koche Junior
Curta-metragem Asfixia
R$ 60.000,00
Andreza Specart
Gravação do DVD Brincadeirice
R$ 46.383,68
Silvana Peruzzo
I Festival de Cerâmica Vila do Artesanato
R$ 25.700,00
Flavio Fernandes
O Rodar do Engenho
R$ 40.000,00
Deyvid William Kevitz de Melo
Eloá - Lendas Indígenas
R$ 40.000,00
Natália Rodrigues de Alcantara
Amor de Guia para crianças
R$ 18.800,00
Nildo Teixeira de Melo Junior
Sórdidas Estações
R$ 24.850,00
Marcelo Urizar
Uma Linha
R$ 38.213,00
Eliana Ruiz Jimenez
Atobá, o cão-guia
R$ 19.980,00
Helen Francine
De Cobras a Cabras
R$ 29.900,00
Caroline Santos da Silva
Córregos e Lagoas de Balneário Camboriú
R$ 19.500,00


Página 3

O futuro da LIC de Balneário Camboriú depende de mudanças

Daniele Sisnandes/Página 3
Bia e Varela, novas perspectivas à frente da Fundação Cultural
Bia e Varela, novas perspectivas à frente da Fundação Cultural

Assim como o resto do país, Balneário sente os reflexos da crise. Mesmo com a conta apertada, o novo governo optou por honrar os pagamentos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), mas já avisou que a coisa será diferente daqui pra frente.

Ao assumir, o novo governo hesitou quanto à LIC. Com o corte de gastos imposto no primeiro trimestre, se cogitou até bloquear os pagamentos dos proponentes selecionados pela antiga gestão. Havia previsão legal para isso, já que a administração Edson Piriquito saiu sem assinar os contratos com os proponentes.

Em alguns municípios do país os novos prefeitos optaram por essa postura. A LIC ainda é uma política de governo, quando o ideal seria que fosse uma política pública, garantida mesmo com mudanças de administração.

Mesmo assim os gestores à frente da Cultura defenderam a importância do investimento e o prefeito Fabrício Oliveira reconsiderou. Agora o plano é arrumar a casa antes de pensar em um novo edital.

Apesar de o edital ser de 2016, a previsão orçamentária ficou para 2017. Essa lacuna no calendário acontecia desde a implantação da LIC e esse é o primeiro ponto que a atual administração pretende mudar.

Projetos em desenvolvimento

A atual diretora da Fundação Cultural, Bia Mattar, era uma das contempladas no edital. Ao ser chamada para o cargo, declinou do projeto. Houve outra desistência e pela primeira vez foram chamados os suplentes.

“A gente adotou a prática da suplência para não devolver o recurso, é um recurso da cultura então vamos aplicá-lo na cultura. Era legítimo, estava previsto no edital”, pontuou.

Especialista em projetos, Bia chegou na FCBC e abraçou a causa da LIC. Os três primeiros meses foram quase uma odisseia, com uma montanha de trabalho e pouco pessoal.

Além da burocracia habitual, o setor teve que se adaptar à Lei dos Convênios, que era de 2014, não estava sendo cobrada até agora. O resultado? Mais papel e mais trabalho, mas pelo menos tudo legal.

O passivo total chegou a 100 projetos com pendências, entre os recém-aprovados e os antigos com problemas como diligências de documentos, casos de retorno de recursos por erros de cálculos até a devolução completa por não cumprimento do objeto.

Tudo atrasou. A FCBC acompanhou caso a caso. Tirou dúvidas, orientou. A assinatura dos contratos começou só no fim de março e sem ter garantias que um dia o dinheiro sairia, muitos proponentes atrasaram o início da execução dos trabalhos. A previsão é que esses projetos contemplados pelo edital do ano passado cheguem às ruas daqui um ano.

A intenção é arrumar o calendário, lançar e assinar contratos no mesmo ano, mas isso deve acontecer só no ano que vem. Em 2017 as coisas serão reorganizadas, portanto nada de LIC este ano.

Plano é mudar o espírito

O diretor da FCBC, George Varela, já mostrou que trabalha e pensa fora da caixa. Ele destacou que é necessário que os proponentes compartilhem desse espírito e mudem a forma de tratar seus projetos para que a própria sociedade aprenda a valorizá-los.

Hoje, a verba de quase R$ 1 milhão destinada à LIC corre risco. O motivo é o resultado de uma equação de descaso: proponentes mal orientados produzem trabalhos sem alcançar o máximo de potencial possível. Com projetos não muito atraentes (com exceções, claro) a divulgação acaba sendo tímida, quase envergonhada.

Varela quer bagunçar essa lógica, quer ir além. Ele defende que os proponentes passem a pensar, desenvolver e acabar seus projetos de forma primorosa, para que eles se vendam sozinhos, conquistem espaços de divulgação, se justifiquem e se tornem orgulho, acabando de vez com os questionamentos sobre a aplicação dos recursos.

Outro ponto é melhorar a divulgação institucional. Cada projeto tem um impacto que movimenta a cadeia produtiva da cultura, do social ao turismo. Isso tudo pode ser considerado e usado a favor da consolidação e permanência da LIC.

O que vem pela frente

Assinatura esse ano dos contratos aprovados ainda pela antiga administração

O último edital da LIC de Balneário contemplou 31 projetos em um total de R$ 918 mil.

A jornalista Helen Francine foi uma das selecionadas e vai realizar um documentário contando a história da Ilha das Cabras e da família do seu Marciano Cavalheiro, que viveu lá.

Helen quer desvendar fatos como o nome, a propriedade da ilha e como foi a vida dos Cavalheiro, inclusive de Ícaro, única pessoa que nasceu na ilha. Ele teve infância pobre, se tornou surfista profissional e hoje é juiz da elite do surf mundial.

A ideia surgiu em 2008 quando Helen entrevistou Ícaro para um trabalho na especialização de Jornalismo Literário. “As crianças nem têm quintal hoje em dia, o Ícaro teve o mar como quintal, e isso se refletiu na trajetória de vida dele”, sublinhou.

Ela vai usar de licença poética para emprestar sua voz à Ilha. Helen planeja fazer até reconstituições com atores e apertará o orçamento para dar conta de encaixar tudo dentro dos R$ 30 mil. Quem tiver registros antigos da Ilha ou histórias pode entrar em contato com a jornalista pelas redes sociais e até se tornar parte do curta.

Orquestra de bateristas

O produtor cultural Dennys Ramos Silva vai trazer uma orquestra de bateristas a Balneário. A BatucAçu quer atrair cerca de 100 músicos para a Praça Almirante Tamandaré, no aniversário da cidade. Ele teve recurso aprovado de R$ 32 mil.

Dennys explica que músicos guias no palco vão comandar a orquestra. As inscrições serão gratuitas e serão abertas em breve. Os organizadores querem incentivar a participação de escolas de músicas e profissionais. “Nosso objetivo é a participação e visualização de Balneário Camboriú como um polo da música na região”, destacou.

Pesquisa também

A arquiteta Débora Mikulski vai receber cerca de R$ 26 mil para desenvolver uma pesquisa para analisar a relação do patrimônio cultural com o turismo. Ela explica que a intenção é apontar se este potencial está sendo bem aproveitado e como potencializá-lo.

Lista de aprovados 2016

Nome
Título
Valor
Bruno Moritz Neto
Imersão
R$ 19.500,00
Bárbara Nicoli Damásio
Espetáculo Infantil "Primeiros Passos, Primeiras Notas"
R$ 11.550,00
Ehiron Pereira
Movimento Rap BC
R$ 22.750,00
Fábio Aurélio Castilho (Ler e Viver)
FECONTHI BC
R$ 30.000,00
Ingrid Cristina Lacerda de Paula
Break Summer Jam
R$ 20.000,00
Douglas Gomes dos Santos
/Cultural (Barra Cultural)
R$ 19.912,00
David Ruan Costa Nunes
Núcleo Corpóreo 5 anos - Formação e Desenvolvimento
R$ 30.000,00
Vitor Gabriel Caetano
Colorindo Bc City
R$ 30.000,00
Associação Moradores Prop Imov Praia Estaleiro Grande
Arte em Movimento
R$ 17.500,00
Gustavo D'Amaral Pereira Granja Russo
Ideia Expressa – Oficinas de Formação
R$ 30.000,00
Débora Mikulski
Análise do Turismo Cultural em Balneário Camboriú
R$ 26.230,00
Luciano Pedro Estevão
Mapeamento dos espaços culturais
R$ 25.000,00
Grupo Escoteiro Leão do Mar - GELMAR SC 048
Grupo Escoteiro Leão do Mar: Desde 1980 em Balneário Camboriú
R$ 30.000,00
Nara Leite Perna
Levantamento do Patrimônio Edificado do Bairro da Barra como Identidade Cultural
R$ 30.000,00
Rafael Gómez Pérez
V Cubamagic e Convidados - Encontro Internacional de Mágica
R$ 45.000,00
Bruna Moreira Pierami
Espetáculo Teatral - Nossa Canção
R$ 29.000,00
Adriana Regina Alcântara
Mostra de Dança de Balneário Camboriú
R$ 51.100,00
Kelli Cristina Batista
Hoje tem circo? Tem sim sinhô
R$ 33.708,12
Dennys Ramos Silva
BatucAçu - Orquestra de baterias
R$ 32.500,00
Joana Kelly da Silva
Joana Soul - Eu já Sabia!
R$ 19.980,00
Edson de Souza Koche Junior
Curta-metragem Asfixia
R$ 60.000,00
Andreza Specart
Gravação do DVD Brincadeirice
R$ 46.383,68
Silvana Peruzzo
I Festival de Cerâmica Vila do Artesanato
R$ 25.700,00
Flavio Fernandes
O Rodar do Engenho
R$ 40.000,00
Deyvid William Kevitz de Melo
Eloá - Lendas Indígenas
R$ 40.000,00
Natália Rodrigues de Alcantara
Amor de Guia para crianças
R$ 18.800,00
Nildo Teixeira de Melo Junior
Sórdidas Estações
R$ 24.850,00
Marcelo Urizar
Uma Linha
R$ 38.213,00
Eliana Ruiz Jimenez
Atobá, o cão-guia
R$ 19.980,00
Helen Francine
De Cobras a Cabras
R$ 29.900,00
Caroline Santos da Silva
Córregos e Lagoas de Balneário Camboriú
R$ 19.500,00