Jornal Página 3
Especial: inovar e empreender são as apostas do momento

Por Daniele dos Reis

A economia não vive seus melhores dias. O desemprego está em crescimento e a crise está apertando o cerco. Contudo, mesmo em meio a esse cenário delicado, tem muita gente que está apostando tudo em sair da zona de conforto e empreender, dar asas à novidade e não só criar novas formas de trabalho, como inspirar tantos outros a fazer o mesmo. O Página 3 fez um pequeno apanhado desse movimento que tem como foco inovar, se renovar para garantir espaço no mercado de trabalho e (re)aprender a colaborar, acompanhe.

Em Balneário, assim como no resto do país, a dura realidade do desemprego avança. Para ter uma ideia, os três primeiros meses de 2016 tiveram um saldo preocupante. Foram fechadas 1.120 vagas entre janeiro e março, o que equivale a quatro vezes mais do que o mesmo período do ano passado e do retrasado.

Porém, se por um lado falta colocação no mercado, tem muita gente buscando abrir o próprio negócio. Conforme dados da Junta Comercial de Santa Catarina, foram constituídas no primeiro trimestre deste ano quase 700 novas empresas na cidade - são cerca de 100 negócios a mais do que o mesmo período do ano passado, isso sem nem considerar todos aqueles que ainda estão na informalidade.

 

Os diferenciais do empreendedorismo

Ter o próprio negócio pode ser o sonho para muita gente, porém alguns fatores fazem toda a diferença. O Sebrae esclarece que para ser um empreendedor é necessário estar sempre em busca de oportunidades através do planejamento, de iniciativas, procedimentos, correr riscos calçados, medir qualidade e eficiência, sem esquecer das metas e de aproveitar bem as redes de contato.

O coordenador regional do Sebrae/SC na Foz do Itajaí, Alcides Claudio Sgrott Filho explica que antes de enfrentar o mercado se deve estudá-lo até ter 100% de conhecimento do que se tem na mão. Depois de reunir o recurso, fazer um plano de negócio e se registrar com ajuda de um contador.

Mas o trabalho só começa aí. Ele lembra que é essencial aprender ferramentas de gestão de caixa, a parte gerencial e administrativa e estar sempre focado na melhoria do processo e no plano de marketing para saber de qual forma vai se colocar no mercado. Os passos não são poucos e nem podem parar no meio do caminho para quem quer conquistar seu lugar ao sol.

Tire as dúvidas

O coordenador destaca a importância de buscar orientação e conhecer o mercado antes de abrir o próprio negócio. Na região, é possível encontrar esse apoio no Sebrae de Itajaí, que fica na Rua Brusque.

Nesse primeiro atendimento, que é de graça e nem precisa de agendamento, o futuro empreendedor recebe as orientações sobre mercado, modelos de negócio e como avaliar o nicho em que quer entrar. “Alertamos as pessoas que antes de investir, nos procurem, porque ninguém está por aí para perder recursos”, lembra Alcides.

Para saber mais

O Sebrae oferece materiais e até cursos via www.sebrae.com.br. O primeiro atendimento na sede do Sebrae é gratuito. Para quem quiser o acompanhamento de um dos consultores regionais do Sebrae, pode entrar em contato pelo 3360-1400 e consultar valores.

 

Iniciativas locais que deram certo

 

Pães para unir e partilhar


Leo Baggio, Luciana Altmann e Veni Mattos

O Padeiro chegou ao mercado em outubro de 2015 com produções artesanais criativas e com foco na felicidade de quem produz e recebe os produtos. Criada pela dupla Léo Baggio e Veni Mattos, um chef de cozinha e um advogado, respectivamente, a micro padaria virtual conta desde janeiro com jornalista Luciana Altmann na produção de geleias e antepastos.

Tudo começou com a padaria virtual, que recebe encomendas pela internet. As entregas são feitas nas sextas-feiras, nos endereços dos clientes. Além de diversos tipos de pães, a micro padaria trouxe o conceito da fornada semanal, que é um kit composto com dois tipos de pães, uma geleia ou pasta salgada e um bolo ou doce.

“A ideia central é levar para a casa das pessoas mais que comida de qualidade, mas um momento, uma surpresa, pois tudo é preparado com muito carinho, pensando nos mínimos detalhes”, destaca Luciana.

Apesar de ter nascido virtual, O Padeiro buscou se aproximar ainda mais dos clientes e agora faz parte da Feira da Cultura Alimentar, aos sábados, na Praça da Cultura, atrás do Atlântico Shopping.

"Quando foi criada a marca esse logo foi visto como um projeto que complementa a ideia que vai além de fazer e vender pães, mas de levar essa ideia da partilha, da união, de reunir as pessoas e as famílias em torno da mesa para celebrar a vida".

E a resposta foi imediata. “Estamos na feira desde o dia 9, e está sendo uma surpresa muito boa esse contato direto com o público, uma vez que somos uma micro padaria virtual, sentíamos a necessidade desse contato mais próximo. Percebemos que é uma forma muito rica para ir aperfeiçoando os nossos produtos e, também, percebendo produtos que as pessoas gostariam que implementássemos. É uma troca muito especial que acontece”, conta a jornalista.

Para conhecer mais e fazer encomendas acesse www.opadeiroartisan.com ou pelo WhatsApp (47) 9940-3010.

 

Livros feitos a facão

Trabalhar com o que se ama nem sempre é fácil, mas é recompensador. Para o psicólogo Daniel Rosa dos Santos, 44, o que começou como uma maneira de publicar seus escritos, se tornou uma forma de publicar outros autores. A Butecanis Editora Cabocla produz em formato artesanal e de cartonaria.

Depois de quatro anos, o empreendedor desenvolveu sua própria técnica, baseada no slogan “feito a facão”, que faz referência ao processo mais rústico.

“Cada livro é impresso, cortado, costurado, tem as capas coladas, tudo artesanalmente”, conta.

As tiragens são pequenas e os exemplares são vendidos entre R$ 10 e 25, dependendo do material usado.

“Não é o que se chamaria de um “bom negócio”, mas trabalhar com cultura no Brasil é assim, a gente faz mais porque gosta do que pelo lucro, e pelo menos tem sobrado algum pra investir e ampliar a produção, já não empatamos nem perdemos, apesar de pouco, temos lucro”, comemora.

Sediada em Camboriú, na casa de Daniel, a Butecanis ainda é pouco reconhecida pelo setor cultural da região, por outro lado os negócios estão em franca expansão fora daqui, como no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, onde acontece a maioria das vendas.

“Como as encomendas estão aumentando muito, estou estudando a maneira de ampliar a produção sem perder a característica artesanal, mas que também seja viável financeiramente. Por enquanto, sem parceiros”, revela.

Para saber mais acesse aqui.

 

Realidade virtual made in BC

A Rilix, empresa de Balneário especializada em jogos digitais com realidade virtual, é outro exemplo de sucesso graças à união de uma boa ideia, conhecimento e ousadia. A empresa chegou ao mercado em 2014 com um investimento de R$ 100 mil e encerrou o ano passado com um faturamento perto dos R$ 4,5 milhões, graças ao sucesso do Rilix Coaster, um simulador de montanha russa com realidade virtual, que já está em parques e shoppings de todo o país.

A ideia do Rilix Coaster surgiu quando a tecnologia da realidade virtual começou a ser explorada, em 2013. Lennon Romano Bisolo, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento e um dos sócios proprietários, cursava mestrado e convidou o primo e hoje sócio Franco Gonçalves para ajudar a desenvolver um simulador de asa delta. Após muita pesquisa, a dupla chegou ao simulador de montanha russa.

Mesmo com dificuldade inicial para entrar no mercado, a empresa apostou nas feiras e começou a ter boas respostas. Atualmente são 22 colaboradores, mas direta e indiretamente a Rilix já gerou mais de 500 novos empregos e 40 novos empreendedores. 

Apesar da crise, Lennon acredita que o momento pode ser favorável quando se trata de uma ideia inovadora que pode ser transformada em um modelo de negócio sustentável. De acordo com os relatos dos clientes, os custos do equipamento são revertidos com o aluguel do simulador. O Rilix Coaster custa entre R$ 45mil e R$ 75mil, conforme o modelo.

Segundo Lennon, agora a empresa vai encarar novos saltos. “Recentemente também iniciamos o processo de expansão ao mercado internacional com a comercialização e entrega de equipamentos para países como Equador, Peru, Bolívia, Estados Unidos, Canadá, Arábia Saudita, Emirados Árabes, França, Cingapura e Filipinas”, conclui.

Conheça a empresa aqui.

 

Uniinova está caçando boas ideias


Equipe Uniinova com as incubadas Plasma e Ocean Drop

O Núcleo de Inovação Tecnológica da Univali, o Uniinova, existe desde 2009, mas há dois anos passou por uma reestruturação e hoje dá suporte a pessoas com uma ideia de negócio em potencial.

De acordo com o coordenador, Odilo Schwade Junior, o Núcleo trabalha atualmente em duas frentes principais: na área de inovação e propriedade intelectual e com a Incubadora Tecnológica Empresarial, que ajuda empresas nos primeiros momentos de sua vida.

Odilo explica que o Uniinova busca negócios inovadores. “Tem muita gente com boas ideias, mas falta execução. Aquilo de ter uma ideia milionária, mas não saber como executar”, comenta.

Se for considerada uma ideia com potencial, ela pode ser pré-incubada, que é a primeira fase e dura seis meses. Nesse tempo é avaliado se a iniciativa tem retorno para o mercado. Na segunda fase, são 18 meses para que ela seja desenvolvida, mas a intenção é que a empresa comece a caminhar com as próprias pernas o quanto antes.

Já passaram pela Uniinova, por exemplo, a Marithimu’s, especializada em frutos do mar em conserva, o Minha Casa Mais Bonita, e-commerce de móveis, Ocean Drop, empresa que lançou cápsulas de microalgas ricas em nutrientes, entre outros.

Edital aberto

Para quem tem uma boa ideia e precisa de suporte, a incubadora abriu essa semana um edital de seleção de ideias de negócio inovadoras. Qualquer pessoa da região da AMFRI e Balneário Camboriú pode se inscrever. Entre os critérios para seleção estão potencial de crescimento, de execução, e do impacto no desenvolvimento regional e social da região.

Para saber mais clique aqui ou ligue 3341-7742.

 

Bazar Itinerante: moda, cultura e criatividade

Feiras são mesmo locais movidos à criatividade. O Bazar Itinerante é um desses exemplos e vira e mexe reúne pela região representantes da economia criativa, um segmento em ebulição, sempre à procura de um local para compartilhar.

A história começou na forma de um bazar de trocar entre amigos, no quintal da casa da produtora cultural Naira Demarchi em parceria com Marthina Hanemann. Desde então a iniciativa passou por várias cidades e abriu espaço para muitas marcas novas mostrarem que é possível investir em uma forma de economia consciente.

“É muito mais do que comprar um produto, é comprar uma ideia, participar da produção daquilo, virar amigo de quem está fazendo, é mais do que só uma economia”, explica Monike Furtado, uma das produtoras culturais por trás do Bazar.

Em cada nova edição é feita uma curadoria para seleção dos expositores, sempre baseada em três vertentes: moda autoral, artesanal e moda sustentável. São selecionados cerca de 25 expositores por Bazar, geralmente produtores que já estão em atividade na rede, mas nem sempre possuem um ponto de venda físico. Some a essa profusão de criativos muita música e exposições e o caldeirão cultural está completo.

A próxima e 18ª parada será no Balneário Shopping, nos dias 21 e 22 de maio. “Estamos fazendo uma curadoria mais artística, mais autoral, porque queremos trazer esse choque positivo em relação ao consumo e produção, fazer essa conexão entre o produtor, o produto e o consumidor”, finaliza Monike.

Mais aqui

 

Soluções pensando no amanhã

O desenvolvimento sustentável também vem motivando a criação de novos negócios, com inovação e eficiência sempre pensando no amanhã. Em Balneário Camboriú, a Encaminhe Certo é um exemplo de empresa com esse conceito.

A iniciativa veio do engenheiro de produção, Átila Reis, 33, especialista em projetos de Baixo Carbono. “Depois de visitar o maior parque de reciclagem do mundo na Suécia e ter conhecido o papa do Zero Waste Pål Mårtensson e coordenador do parque, voltei para o Brasil com muita vontade e determinação em criar uma empresa de gestão de resíduos sólidos. Chegando ao Brasil, fiz uma pesquisa em todo Brasil da logística do lixo, o resultado foi assustador, não tinha destino correto para os resíduos, então surgiu o nome Encaminhe Certo”, conta Átila.

Hoje a empresa traz soluções tecnológicas e práticas para o melhor uso de recursos naturais, favorecendo o cliente e principalmente o meio ambiente. Através de diagnóstico, a Encaminhe Certo aponta medidas a serem aplicadas para alcançar as metas estabelecidas. Entre os serviços estão: placas fotovoltaicas, jardins verticais e até créditos de carbono.

De acordo com o diretor, o grande desafio é ter apoio do governo em incentivar o desenvolvimento sustentável, reduzindo os impostos e abrindo linhas de créditos com juros subsidiado, já que dependendo do projeto, uma empresa tem que desembolsar um valor considerável para ter uma estrutura sustentável e com retorno garantido, com uma produção mais limpa.

“Com incentivo do governo teríamos mais empresas aderindo aos serviços. Como falei, todos ganham, um exemplo é a prefeitura que terá menos serviço, pois uma empresa que tem gestão de resíduos envia a maior parte para reciclagem (aumentando a vida útil do aterro sanitário), o orgânico vira adubo, resultado dessa operação são ruas mais limpas (sem carro de lixo jorrando chorume na cidade), o aterro com mais vida útil e uma empresa limpa”, ressalta.

Para tentar conscientizar cada vez mais a sociedade, a própria empresa promove palestras na região com referências em sustentabilidade.

Mais aqui.

 

Entrevista: “O lixo não existe, ele é só algo fora do lugar”

O engenheiro ambiental Fábio Vaccaro de Carvalho, 26 anos, é o guardião, como ele mesmo diz, do Espaço Rural Panaceia, local no interior de Camboriú regularizado para gerenciar até 15 toneladas de resíduos orgânicos por mês.

Desde a infância ele vivenciou a cultura da compostagem e da horta em casa. A relação com o meio ambiente só se fortaleceu com o tempo, do escotismo até ingressar na engenharia ambiental na Univali. Foi na universidade que ele encontrou parceiros e inspiradores. Dos professores que até hoje o auxiliam, aos projetos que ajudam a fortalecer uma rede colaborativa e com foco na inovação.

Desde outubro do ano passado o Espaço atende os supermercados Meschke, recolhendo o material orgânico que é descartado pelo estabelecimento, e transformando em um adubo rico em nutrientes. A intenção é divulgar a iniciativa para que outros grandes geradores de resíduos, como os mercados, se adequem ao Plano de Gestão de Resíduos e deem a destinação correta aos resíduos orgânicos.

Foto: Slimpic

JP3 - Como o Espaço Panaceia nasceu?

Sinto que o Panaceia foi criado em 2008, no momento em que eu entrei em contato com a permacultura, uma metodologia de design pra planejar espaços e ambientes, tanto rurais como urbanos. Mas ele realmente iniciou a partir da troca de ideias entre um amigo, que é “coaching”, e eu. Procuramos então um espaço e, em 2012, descobrimos o sítio em Camboríu. Considero o Diego Trevisan um co-fundador do Panaceia. Minha família também participou do processo.

Em 2014 iniciamos as pesquisas no Panaceia. Já vínhamos debatendo a compostagem em nível regional e até nacional. Então começamos alguns experimentos, buscando verduras em sacolões, sem cobrar pelo serviço. Nós tínhamos uma logística diária e conseguíamos, inclusive, reutilizar esses alimentos para consumo próprio, pois, na verdade, o lixo não existe, ele é só algo fora do lugar. Hoje atuamos na produção de mudas nativas para comercialização, além de oferecermos serviços de gerenciamento de lixo zero. Também atuamos com projetos de educação ambiental, visitas técnicas no Espaço Panaceia, iniciativas artísticas e ecoturismo.


Fábio, o guardião da Panaceia - Foto Nova Oikos

JP3 - Vocês trabalham com parceiros?

Temos parceiros nas universidades, diretamente com professores, que sempre nos apoiam e nos auxiliam esclarecendo dúvidas, como o Laboratório de Educação Ambiental (LEA), o projeto de governança Sustenta-Habilidade, o projeto Jardins Comestíveis e o Educação para a Transformação.

Desde o início da minha formação sempre atuei junto a ONGs, então a questão de parceiros é muito forte, pois acreditamos no potencial de cada um e no valor das trocas e das dinâmicas em grupo.

Hoje trabalhamos com algumas entidades da nossa área, em Camboriú, como o Instituto LouvaDeus, Nova Oikos, Morro do Espinhal, Vale do Encano, Reserva Axtyanax, Reserva Mirante e a Agropecuária Campos. Com o projeto Compostart, que trabalha hortas comunitárias e compostagem. Também atuamos com associações de moradores.

JP3 - Quais os principais desafios para construir o espaço e trazer o conceito para a região?

O principal desafio hoje é o investimento inicial. Ele é alto, tem um retorno lento e não vai gerar grandes lucros. Felizmente tenho a possibilidade de gerenciar esse planejamento.

Esse desafio se estende para nossa cultura e educação. Nosso foco é a sensibilização, pois o projeto, muitas vezes, acaba sendo mal interpretado. Então buscamos desconstruir a ideia de que somos utópicos, para mostrar que é possível projetar isso em uma realidade palpável. Desenvolvemos muitas tecnologias, que poderão ser apropriadas por outros projetos, através da troca de informações.

Infelizmente, a cultura geral e o capitalismo geram uma consciência voltada apenas para a geração de lucros, ignorando a cadeia produtiva e o ciclo de vida pros produtos e serviços. Observamos pouca evolução de 2010 para cá, desde que foi aprovada a Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Tudo está muito restrito e pouco divulgado.

JP3 - Como vocês buscam novos clientes?

A conquista de novos clientes se baseia na sensibilização da importância de gestionar os resíduos e também através da legislação, que tem pressionado os grandes geradores a terem e a cumprirem seus Planos de Gestão de Resíduos. O resíduo deve ser destinado corretamente e somente o rejeito deve ser encaminhado ao aterro, apesar de que hoje nosso rejeito utilizamos na bio construção. Hoje existe muito material reciclável e muito resíduo orgânico que poderiam ser reaproveitados.

Foto: Michele Torinelli

JP3 - Como é o processo de destinação?

O primeiro passo é mostrar a importância do nosso serviço ao estabelecimento. Depois, explicamos a logística do trabalho, que consiste em no abastecimento de bombonas, com o material já passado por triagem interna, sem nada que não seja orgânico. Nós fazemos o transporte dessas bombonas de duas a três vezes por semana, de acordo com a demanda. O valor do serviço é cobrado por quilo.

Quando chega ao Panaceia, esse material é neutralizado e inoculado, depois disso é oxigenado ao ser revirado as leiras. Depois de um período longo, ele é transformado em adubo, que é peneirado e pode ser utilizado em horas orgânicas. Nossa proposta é ensacar esse adubo para a comercialização, a partir do próximo semestre. 


Quarta, 4/5/2016 11:22.


Fale Conosco - Anuncie neste site - Normas de Uso
© Desenvolvido por Pagina 3

Endereco: Rua 2448, 360 - Balneario Camboriu - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br