Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Equilíbrio
Lixo Zero: quarentena é um bom momento para rever hábitos e integrar o movimento mundial

Terça, 24/3/2020 9:50.
Divulgação

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O movimento Lixo Zero, que existe em Balneário Camboriú há alguns anos e é comandando pelo Instituto Eco Cidadão, lançou um Guia de Quarentena: são três materiais distintos, sendo duas cartilhas e um folder de reflexão com o objetivo de incentivar o público a seguir as propostas do movimento que acontece em todo o Brasil e tem como objetivo o máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos.

A coordenadora do Instituto Eco Cidadão, Luciana Andréa, explica que o movimento Lixo Zero Brasil reuniu todos os representantes de mais de 100 cidades do país, técnicos, engenheiros sanitaristas, ambientais e membros de outros países, como o especialista em gestão lixo zero na Itália, Enzo Vergalito, em grandes debates num grupo de WhatsApp para juntos buscarem e aprenderem as melhores práticas do que vem sendo realizado no Brasil e em outros países.

“Diante de estudos que falam sobre a permanência do vírus por até nove dias em determinadas superfícies e preocupados também com quem faz esta gestão (os catadores e agentes de limpeza) estamos divulgando algumas das recomendações e elaboramos uma cartilha de quarentena sustentável e boas práticas Lixo Zero para este período”, diz.

Luciana disse que muitas pessoas estão procurando informações para saber de que forma agir pensando no Lixo Zero, neste período crítico.

“Estou me colocando também à disposição para pessoas que tiverem dúvidas ou quiserem alguma dica sobre armazenamento, separação de recicláveis, como fazer compostagem em casa, etc. Podem me procurar pelo WhatsApp ((47) 99997-8889) e irei orientar”, acrescenta.

Preocupação com os catadores

A coordenadora lembra que há muita preocupação no atual momento com os catadores de recicláveis, não só por contaminação (já que estão manuseando resíduos), mas também pela questão econômica.

“Eles dependem diretamente dos recicláveis. A coleta seletiva hoje ainda passa em Balneário Camboriú e encaminha para a cooperativa, no entanto nós ainda temos uma cooperativa com cinco ou seis pessoas em Balneário Camboriú e acredito que não tenham 50 cooperados nas outras duas cooperativas de Camboriú, mas nós temos mais de 600 catadores nas ruas, que dependem exclusivamente dos resíduos, dos recicláveis”, destaca.

Pensando nisso, Luciana pede que a comunidade armazene os recicláveis limpos, seco, em casa pelo período de nove dias no mínimo (para tirar o efeito do vírus/descontaminando o material) para então entregar na coleta seletiva ou diretamente para os catadores.

“Vai ser um problema gigantesco a questão econômica deles, que dependem exclusivamente disso. A Associação Brasileira de Engenharia (ABES), sugeriu que os catadores recebam uma bolsa-auxílio nesse período, mas Santa Catarina e Balneário Camboriú não se pronunciaram sobre, e nós precisamos pensar neles (nos catadores), sim”, completa.

No caso das residências que possuem pessoas com Coronavírus, Luciana pede que as famílias informem isso (que é material contaminado) nos sacos de resíduos, para então ser destinado de outra forma e assim não colocando os catadores em risco.


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Lixo Zero: quarentena é um bom momento para rever hábitos e integrar o movimento mundial

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Terça, 24/3/2020 9:50.

O movimento Lixo Zero, que existe em Balneário Camboriú há alguns anos e é comandando pelo Instituto Eco Cidadão, lançou um Guia de Quarentena: são três materiais distintos, sendo duas cartilhas e um folder de reflexão com o objetivo de incentivar o público a seguir as propostas do movimento que acontece em todo o Brasil e tem como objetivo o máximo aproveitamento e correto encaminhamento dos resíduos recicláveis e orgânicos.

A coordenadora do Instituto Eco Cidadão, Luciana Andréa, explica que o movimento Lixo Zero Brasil reuniu todos os representantes de mais de 100 cidades do país, técnicos, engenheiros sanitaristas, ambientais e membros de outros países, como o especialista em gestão lixo zero na Itália, Enzo Vergalito, em grandes debates num grupo de WhatsApp para juntos buscarem e aprenderem as melhores práticas do que vem sendo realizado no Brasil e em outros países.

“Diante de estudos que falam sobre a permanência do vírus por até nove dias em determinadas superfícies e preocupados também com quem faz esta gestão (os catadores e agentes de limpeza) estamos divulgando algumas das recomendações e elaboramos uma cartilha de quarentena sustentável e boas práticas Lixo Zero para este período”, diz.

Luciana disse que muitas pessoas estão procurando informações para saber de que forma agir pensando no Lixo Zero, neste período crítico.

“Estou me colocando também à disposição para pessoas que tiverem dúvidas ou quiserem alguma dica sobre armazenamento, separação de recicláveis, como fazer compostagem em casa, etc. Podem me procurar pelo WhatsApp ((47) 99997-8889) e irei orientar”, acrescenta.

Preocupação com os catadores

A coordenadora lembra que há muita preocupação no atual momento com os catadores de recicláveis, não só por contaminação (já que estão manuseando resíduos), mas também pela questão econômica.

“Eles dependem diretamente dos recicláveis. A coleta seletiva hoje ainda passa em Balneário Camboriú e encaminha para a cooperativa, no entanto nós ainda temos uma cooperativa com cinco ou seis pessoas em Balneário Camboriú e acredito que não tenham 50 cooperados nas outras duas cooperativas de Camboriú, mas nós temos mais de 600 catadores nas ruas, que dependem exclusivamente dos resíduos, dos recicláveis”, destaca.

Pensando nisso, Luciana pede que a comunidade armazene os recicláveis limpos, seco, em casa pelo período de nove dias no mínimo (para tirar o efeito do vírus/descontaminando o material) para então entregar na coleta seletiva ou diretamente para os catadores.

“Vai ser um problema gigantesco a questão econômica deles, que dependem exclusivamente disso. A Associação Brasileira de Engenharia (ABES), sugeriu que os catadores recebam uma bolsa-auxílio nesse período, mas Santa Catarina e Balneário Camboriú não se pronunciaram sobre, e nós precisamos pensar neles (nos catadores), sim”, completa.

No caso das residências que possuem pessoas com Coronavírus, Luciana pede que as famílias informem isso (que é material contaminado) nos sacos de resíduos, para então ser destinado de outra forma e assim não colocando os catadores em risco.


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