Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Entrevista
Página 3 Entrevista: Gui Franzói, músico catarinense, lança música nova

Quinta, 24/9/2020 18:27.
Fotos: Fernanda Dapper

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Renata Rutes
O músico catarinense Gui Franzói, de 31 anos, já acumula 13 anos de carreira. Com um álbum lançado em 2018, ele acaba de divulgar em todas as plataformas digitais, nesta quinta-feira (24), uma nova música, Brilho de Sol. O single foi produzido por Giba Moojen, conhecido produtor catarinense, e está sendo lançado em uma parceria inédita entre Giba e Rick Bonadio, importante empresário musical, responsável também pela carreira de Vitor Kley.

Brilho de Sol marca uma nova fase na carreira de Gui, que é formado em Música pela Univali, e investe agora em uma sonoridade mais pop. Ele conversou com a reportagem
do Página 3 e contou um pouco de sua história e o que espera conquistar com esse novo trabalho. Confira:

.

JP3: Como você começou na música? Quais foram as suas principais influências?

Gui Franzói: Comecei como a maioria das pessoas começam, desde criança, por influência dos meus pais e avós. Minha mãe ouvia muita música em casa, era rádio tocando músicas populares o dia inteiro. Os meus avós, tanto por parte de mãe como parte de pai, tocavam instrumentos. Não tem nenhum músico profissional na família, mas todos sempre gostaram muito de música. Depois veio a adolescência, comecei a conhecer outros tipos de som, tocar com os amigos, aquela vontade de montar as primeiras bandas de garagem, e aí não parei mais.

JP3: De lá pra cá, o que mudou?

Gui Franzói: De lá pra cá, a brincadeira foi ficando cada vez mais séria. O que acabou começando como um hobby, se tornou profissão. Desde 2007, eu trabalho exclusivamente com música, tocando na noite aqui no litoral catarinense, nos barzinhos, eventos, casamentos. Fiz a faculdade de Música, licenciatura em Música na Univali, o que me possibilita trabalhar com Educação Musical em dois colégios. Lancei um álbum de músicas próprias em 2018, e agora estou lançando esse novo single. Penso por um bom tempo trabalhar mais com singles, no máximo lançar um ep, tudo mais na forma digital, pois vejo que poucas pessoas ainda ouvem CD, a maioria dos carros, computadores, nem vêm com leitor. O universo digital realmente está tomando conta, o futuro é esse. Mas tenho muita vontade de gravar um LP, um ‘discão’ com músicas minhas, isso está na lista com certeza.

JP3: O cenário da música catarinense tem se destacado, principalmente na região, tendo como dois representantes Vitor Kley e Armandinho (porém, ambos são gaúchos). Isso te incentiva de alguma forma? Como vê o espaço que o Brasil está dando para os talentos de SC?

Gui Franzói: Com certeza! Eu acho que a música catarinense nunca esteve tão bem representada no cenário autoral como agora. Temos grandes artistas compondo, fazendo músicas maravilhosas, mas sinto que ainda falta um artista genuinamente catarinense, que seja daqui mesmo, que vai mostrar para o mundo qual é a música de Santa Catarina. Assim como a gente ouve a Ivete Sangalo que representa a Bahia, que faz sucesso nacional e carrega a cultura do local, o sotaque, a característica do regionalismo, acho que falta isso de SC. O Armandinho e o Vitor Kley moram aqui, mas são gaúchos, na verdade, mas com certeza mostraram para o Brasil que existe SC, que existe Itajaí, Balneário Camboriú, que o nosso Estado não é feito só da capital, que temos grandes artistas.

JP3: Como surgiu a oportunidade de produzir ‘Brilho de Sol’ com o Giba Moojen e consequentemente ter o lançamento da música junto do Rick Bonadio? O que isso representa pra você?

Gui Franzói: Essa parceria do Giba Moojen com o Rick Bonadio é inédita e é mais uma prova de como eles [os grandes eixos, São Paulo, Rio de Janeiro] estão interessados em conhecer a música que é feita no Sul, ao ponto de abrirem essa oportunidade e romperem essa barreira que sempre tivemos com as outras regiões do país, principalmente os grandes centros. O Rick Bonadio dispensa comentários, né? Ele é um grande produtor e empresário do ramo, já lançou grandes nomes como Charlie Brown, o próprio Vitor Kley. Ter essa oportunidade de lançar uma música, apesar de não ser diretamente com o Midas (gravadora do Rick) e sim uma parceria do GEAR Music, que é o selo do Giba, com o Rick Bonadio, com certeza é um marco bem importante para a música de SC. Conheço o Giba há bastante tempo, fomos colegas de faculdade e sempre fui um grande fã, quando falei com ele para produzir a música ele me recebeu super bem, ficou muito contente em poder estar me ajudando, e ficou um resultado muito interessante e legal.

JP3: O que o público pode esperar da sua música nova, Brilho de Sol? Você a compôs há alguns anos, certo? Houve alguma modificação na letra ou na melodia?

Gui Franzói: Essa música é algo bem diferente de tudo o que eu já lancei até então. Apesar de ser antiga, eu fiz ela em 2009, estava guardadinha na gaveta, eu não tinha lançado ela ainda e nem mostrado pra ninguém. Quando mandei algumas músicas para o Giba, umas 20, ele escolheu essa. Achou que tinha um potencial pra gente gravar, fazer um arranjo legal, e deixar o meu trabalho um pouco mais pop, que até então era mais voltado para o MPB, com acordes diferentes, melodias não tão convencionais, e acabava restringindo um pouco o público. Com esse trabalho agora a ideia é manter a qualidade musical, a minha essência, mas ao mesmo tempo fazer um som mais pop, para que consigamos atingir mais pessoas. Há elementos eletrônicos, misturados com sons orgânicos do violão, guitarra e voz. Essa música nasceu um reggae e virou uma mistura de tudo, rock, reggae, MPB. O refrão dela também mudou, compus para essa gravação, e acho que ficou um resultado bem legal.

JP3: Como estavam as expectativas de lançar um trabalho novo em plena pandemia?

Gui Franzói: As expectativas são sempre as melhores, muito pensamento positivo, justamente estarmos em plena pandemia foi o que mais me motivou a gravar. Eu acho que foi um momento muito importante porque nós artistas fomos impossibilitados de fazer shows, mas ao mesmo tempo tivemos um papel muito importante de continuar levando arte para as pessoas que ficaram muito tempo em casa, em isolamento social. A música foi uma forma de fuga, aconchego. Eu me senti na obrigação de continuar compondo, gravando vídeos e músicas, fazendo conteúdo para levar um pouco mais de arte para a casa das pessoas, com mensagens bonitas e de esperança, nesse momento tão difícil que o mundo inteiro está passando.

JP3: O cenário atual te inspirou a compor novas canções também? O que mais te inspira na hora de escrever?

Gui Franzói: Eu fujo e evito falar dos problemas que a gente está enfrentando, então eu não faço música falando da pandemia. Não fiz. Não vou fazer música falando de política, violência. Acho que notícia ruim a gente já tem bastante todos os dias nas redes sociais, nos jornais, na televisão. A minha ideia com a música é justamente passar o outro lado, o lado bom da moeda, o lado bom da vida; exaltar a beleza da natureza, de como é bom viver, que devemos aproveitar, parar de ‘mimimi’ e de reclamar, e aproveitar essa grande bênção que é poder acordar de manhã, respirar, e dizer ‘eu estou vivo’. Isso é a minha maior inspiração hoje e que espero levar para a vida das pessoas também.

Escute Brilho de Sol, a nova música de Gui Franzói pelo YouTubehttps://bit.ly/3304xdJou Spotifyhttps://spoti.fi/3i10hif


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Página 3
Fotos: Fernanda Dapper

Página 3 Entrevista: Gui Franzói, músico catarinense, lança música nova

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Quinta, 24/9/2020 18:27.
Renata Rutes
O músico catarinense Gui Franzói, de 31 anos, já acumula 13 anos de carreira. Com um álbum lançado em 2018, ele acaba de divulgar em todas as plataformas digitais, nesta quinta-feira (24), uma nova música, Brilho de Sol. O single foi produzido por Giba Moojen, conhecido produtor catarinense, e está sendo lançado em uma parceria inédita entre Giba e Rick Bonadio, importante empresário musical, responsável também pela carreira de Vitor Kley.

Brilho de Sol marca uma nova fase na carreira de Gui, que é formado em Música pela Univali, e investe agora em uma sonoridade mais pop. Ele conversou com a reportagem
do Página 3 e contou um pouco de sua história e o que espera conquistar com esse novo trabalho. Confira:

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JP3: Como você começou na música? Quais foram as suas principais influências?

Gui Franzói: Comecei como a maioria das pessoas começam, desde criança, por influência dos meus pais e avós. Minha mãe ouvia muita música em casa, era rádio tocando músicas populares o dia inteiro. Os meus avós, tanto por parte de mãe como parte de pai, tocavam instrumentos. Não tem nenhum músico profissional na família, mas todos sempre gostaram muito de música. Depois veio a adolescência, comecei a conhecer outros tipos de som, tocar com os amigos, aquela vontade de montar as primeiras bandas de garagem, e aí não parei mais.

JP3: De lá pra cá, o que mudou?

Gui Franzói: De lá pra cá, a brincadeira foi ficando cada vez mais séria. O que acabou começando como um hobby, se tornou profissão. Desde 2007, eu trabalho exclusivamente com música, tocando na noite aqui no litoral catarinense, nos barzinhos, eventos, casamentos. Fiz a faculdade de Música, licenciatura em Música na Univali, o que me possibilita trabalhar com Educação Musical em dois colégios. Lancei um álbum de músicas próprias em 2018, e agora estou lançando esse novo single. Penso por um bom tempo trabalhar mais com singles, no máximo lançar um ep, tudo mais na forma digital, pois vejo que poucas pessoas ainda ouvem CD, a maioria dos carros, computadores, nem vêm com leitor. O universo digital realmente está tomando conta, o futuro é esse. Mas tenho muita vontade de gravar um LP, um ‘discão’ com músicas minhas, isso está na lista com certeza.

JP3: O cenário da música catarinense tem se destacado, principalmente na região, tendo como dois representantes Vitor Kley e Armandinho (porém, ambos são gaúchos). Isso te incentiva de alguma forma? Como vê o espaço que o Brasil está dando para os talentos de SC?

Gui Franzói: Com certeza! Eu acho que a música catarinense nunca esteve tão bem representada no cenário autoral como agora. Temos grandes artistas compondo, fazendo músicas maravilhosas, mas sinto que ainda falta um artista genuinamente catarinense, que seja daqui mesmo, que vai mostrar para o mundo qual é a música de Santa Catarina. Assim como a gente ouve a Ivete Sangalo que representa a Bahia, que faz sucesso nacional e carrega a cultura do local, o sotaque, a característica do regionalismo, acho que falta isso de SC. O Armandinho e o Vitor Kley moram aqui, mas são gaúchos, na verdade, mas com certeza mostraram para o Brasil que existe SC, que existe Itajaí, Balneário Camboriú, que o nosso Estado não é feito só da capital, que temos grandes artistas.

JP3: Como surgiu a oportunidade de produzir ‘Brilho de Sol’ com o Giba Moojen e consequentemente ter o lançamento da música junto do Rick Bonadio? O que isso representa pra você?

Gui Franzói: Essa parceria do Giba Moojen com o Rick Bonadio é inédita e é mais uma prova de como eles [os grandes eixos, São Paulo, Rio de Janeiro] estão interessados em conhecer a música que é feita no Sul, ao ponto de abrirem essa oportunidade e romperem essa barreira que sempre tivemos com as outras regiões do país, principalmente os grandes centros. O Rick Bonadio dispensa comentários, né? Ele é um grande produtor e empresário do ramo, já lançou grandes nomes como Charlie Brown, o próprio Vitor Kley. Ter essa oportunidade de lançar uma música, apesar de não ser diretamente com o Midas (gravadora do Rick) e sim uma parceria do GEAR Music, que é o selo do Giba, com o Rick Bonadio, com certeza é um marco bem importante para a música de SC. Conheço o Giba há bastante tempo, fomos colegas de faculdade e sempre fui um grande fã, quando falei com ele para produzir a música ele me recebeu super bem, ficou muito contente em poder estar me ajudando, e ficou um resultado muito interessante e legal.

JP3: O que o público pode esperar da sua música nova, Brilho de Sol? Você a compôs há alguns anos, certo? Houve alguma modificação na letra ou na melodia?

Gui Franzói: Essa música é algo bem diferente de tudo o que eu já lancei até então. Apesar de ser antiga, eu fiz ela em 2009, estava guardadinha na gaveta, eu não tinha lançado ela ainda e nem mostrado pra ninguém. Quando mandei algumas músicas para o Giba, umas 20, ele escolheu essa. Achou que tinha um potencial pra gente gravar, fazer um arranjo legal, e deixar o meu trabalho um pouco mais pop, que até então era mais voltado para o MPB, com acordes diferentes, melodias não tão convencionais, e acabava restringindo um pouco o público. Com esse trabalho agora a ideia é manter a qualidade musical, a minha essência, mas ao mesmo tempo fazer um som mais pop, para que consigamos atingir mais pessoas. Há elementos eletrônicos, misturados com sons orgânicos do violão, guitarra e voz. Essa música nasceu um reggae e virou uma mistura de tudo, rock, reggae, MPB. O refrão dela também mudou, compus para essa gravação, e acho que ficou um resultado bem legal.

JP3: Como estavam as expectativas de lançar um trabalho novo em plena pandemia?

Gui Franzói: As expectativas são sempre as melhores, muito pensamento positivo, justamente estarmos em plena pandemia foi o que mais me motivou a gravar. Eu acho que foi um momento muito importante porque nós artistas fomos impossibilitados de fazer shows, mas ao mesmo tempo tivemos um papel muito importante de continuar levando arte para as pessoas que ficaram muito tempo em casa, em isolamento social. A música foi uma forma de fuga, aconchego. Eu me senti na obrigação de continuar compondo, gravando vídeos e músicas, fazendo conteúdo para levar um pouco mais de arte para a casa das pessoas, com mensagens bonitas e de esperança, nesse momento tão difícil que o mundo inteiro está passando.

JP3: O cenário atual te inspirou a compor novas canções também? O que mais te inspira na hora de escrever?

Gui Franzói: Eu fujo e evito falar dos problemas que a gente está enfrentando, então eu não faço música falando da pandemia. Não fiz. Não vou fazer música falando de política, violência. Acho que notícia ruim a gente já tem bastante todos os dias nas redes sociais, nos jornais, na televisão. A minha ideia com a música é justamente passar o outro lado, o lado bom da moeda, o lado bom da vida; exaltar a beleza da natureza, de como é bom viver, que devemos aproveitar, parar de ‘mimimi’ e de reclamar, e aproveitar essa grande bênção que é poder acordar de manhã, respirar, e dizer ‘eu estou vivo’. Isso é a minha maior inspiração hoje e que espero levar para a vida das pessoas também.

Escute Brilho de Sol, a nova música de Gui Franzói pelo YouTubehttps://bit.ly/3304xdJou Spotifyhttps://spoti.fi/3i10hif


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