Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Entrevista
Dia dos Pais: Página 3 entrevista Vitor Kley e seu pai, o tenista Ivan

Quinta, 6/8/2020 6:30.
Ivan e Janice com os filhos Vitor e Bruno.

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Por: Renata Rutes-

Engana-se quem pensa que Vitor é a única estrela da família Kley. Seu pai Ivan foi tenista profissional, participou de competições internacionais, foi destaque em alguma delas, como em Forest Hill, nos Estados Unidos, onde foi vice-campeão. Hoje Ivan trabalha com tênis, no Clube Itamirim, em Itajaí. Vitor, antes de investir na música, empresariado pelo irmão mais velho, Bruno, também jogou tênis, quando ainda morava em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, onde começou a carreira do pai.
Pai e filho conversaram com o Página 3 nesta semana sobre histórias que compartilham, aprendizados em tempos de pandemia e também sobre o Dia dos Pais, que é celebrado neste domingo (9).

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“Meu pai é um herói real, pra mim ele é como o Capitão América”, diz Vitor

Vitor e Ivan no Encontro com Fátima Bernardes.

Até semana passada, Vitor estava ‘quarentenando’ em Balneário Camboriú, cidade onde seus pais, Ivan e Janice, residem até hoje. Mesmo em plena pandemia, o cantor lançou seu novo álbum ‘A Bolha’ (disponível em todas as plataformas digitais). Ele define que o momento é de reflexão, e que ele e sua família estão rezando para tudo passar logo. “Vendo o lado positivo e que quero levar pro resto da minha vida, eu vivi dias incríveis com a minha mãe e meu pai. Passei meses com eles e na hora de voltar pra São Paulo, quando fomos nos despedir choramos, nos emocionamos mesmo. Vivemos dia e noite, conversamos, fazia alguns anos que eu não vivia isso”, relembra.

O músico conta que durante o isolamento social viu muitas séries com o pai, com quem também conversou e deu muita risada das histórias, dos tempos em que ele jogava e viajava por conta do esporte.

“Eu descobri que o meu pai é o meu melhor amigo (risos), ele é muito massa. Sempre fomos muito unidos, e agora com a quarentena mais ainda. Ele é um cara divertido pra caramba, endoidamos a minha mãe nesses dias (risos). Cantávamos muito, desde manhã, quero levar isso pro resto da vida”, afirma.

Vitor afirma que Ivan é o herói, tanto dele quanto de seu irmão mais velho e empresário, Bruno, salientando que cresceram acompanhando a carreira de Ivan como tenista, assistindo seus jogos na TV, tendo os troféus nas estantes de casa. Vitor confessa que já quis ser tenista, ‘igual o meu pai, é um herói real, que está aqui do meu lado, pra mim ele é como o Capitão América’.

Vitor e Ivan, o cantor também jogou tênis

“Quando eu estou na casa dos meus pais me vem muita inspiração, estou na minha casa, perto do mar, do meu cachorro. É o meu lar. Escrevi várias músicas nesse período que tenho certeza que têm muito potencial. Meu pai sempre me incentivou, ele inclusive me deu a minha primeira guitarra, quando fui para a final de um torneio de tênis. Uso ela até hoje”, salienta. Ivan também moldou o gosto musical do filho, lhe apresentando bandas como Supertramp, Bryan Adams, Robbie Williams, Eros Ramazzotti, Maná e Queen. “Meu pai só curte ‘sonzeira’”, fala entre risos.

Sobre o Dia dos Pais, o músico conta que a família Kley costuma comemorar todas as datas, incluindo esta. “Mandamos flores, estamos sempre nos comunicando, nos falamos todos os dias, mesmo à distância. É uma data especial, eles que nos trouxeram ao mundo e ensinaram tudo o que sabemos. Se não comemorarmos, que ingratidão da nossa parte, né?”, completa.

-“Agora não sou mais o Ivan, sou o pai do Vitor e do Bruno”

Ivan, que está com 62 anos, cita que a história dos filhos é longa, lembrando que os dois jogaram tênis, tanto Vitor quanto Bruno, ainda em Nova Hamburgo. O pai veio sozinho para Balneário, e após cinco anos a família o acompanhou. No Rio Grande do Sul, Vitor já estudava música e no litoral catarinense isso se tornou ainda mais profissional. Ivan incentivava os filhos a estudarem, para que conseguissem trabalhar em uma grande empresa ou até mesmo empreendessem.

“Eu não botava tanta fé na música, via que era difícil. Quando eles começaram a sair à noite, para tocar nos barzinhos, eu brincava com eles que pouca gente olhava. Mas eu via que eles tinham vontade e gostavam. Minha esposa, Janice, sempre deu força e isso fez a diferença. Eu pensava na parte financeira, me preocupava com isso”, diz.

Porém, outros familiares, como a avó de Vitor, também incentivavam. Ela deu de presente para o músico um piano e violão. Outro ponto importante foi o encontro com Armandinho: Vitor durante muito tempo abria os shows e tinha parcerias musicais com Armando, que até então era seu ídolo, se tornando um amigo – e a amizade segue até hoje. “Eu via que ele realmente gostava e que podia dar certo. Tudo foi se encaixando e veio a música ‘O Sol’. Com apoio do Bruno, ele começou a viajar, e deu certo. O Vitor mostrou pra nós todo o potencial dele. Eu sempre dizia para ele ter pé no chão e fazer o melhor que podia, e ele está fazendo isso. Os dois estão. Agora não sou mais o Ivan, sou o pai do Vitor e do Bruno (risos)”, explica.

Ivan, assim como Vitor citou, diz que a pandemia reaproximou a família, que por conta da vida corrida de shows e demais compromissos se encontrava menos.

“Ficamos com ele em São Paulo, aqui também, conseguimos conversar, ficar mais juntos. Foi muito bom, colocar as conversas em dia, dar risada, tomar café da manhã junto, vimos séries e filmes. Foi muito importante. Para nós eles não cresceram, gosto de saber o que está acontecendo com eles”, comenta.

O tenista opina que datas, como Natal, Páscoa e consequentemente o Dia dos Pais trazem sentimentos especiais, apesar de que o pai dele já faleceu. A família Kley costuma comemorar todos esses momentos importantes. “Tenho guardadas boas lembranças, é o dia que penso ainda mais nele. E por ter meus filhos sei a emoção que é ser pai, passa um filme na cabeça da gente. Com os dois só foi alegria, temos uma reciprocidade, eles seguiram a nossa linha de educação. A gente conversa sobre respeito, ética, trabalho, profissionalismo e sobre o amor, um entende o outro, por isso dá tanta saudade. Não sei se conseguiremos nos ver, mas estaremos juntos no coração e espírito”, completa.



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Página 3
Ivan e Janice com os filhos Vitor e Bruno.
Ivan e Janice com os filhos Vitor e Bruno.

Dia dos Pais: Página 3 entrevista Vitor Kley e seu pai, o tenista Ivan

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Quinta, 6/8/2020 6:30.

Por: Renata Rutes-

Engana-se quem pensa que Vitor é a única estrela da família Kley. Seu pai Ivan foi tenista profissional, participou de competições internacionais, foi destaque em alguma delas, como em Forest Hill, nos Estados Unidos, onde foi vice-campeão. Hoje Ivan trabalha com tênis, no Clube Itamirim, em Itajaí. Vitor, antes de investir na música, empresariado pelo irmão mais velho, Bruno, também jogou tênis, quando ainda morava em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, onde começou a carreira do pai.
Pai e filho conversaram com o Página 3 nesta semana sobre histórias que compartilham, aprendizados em tempos de pandemia e também sobre o Dia dos Pais, que é celebrado neste domingo (9).

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“Meu pai é um herói real, pra mim ele é como o Capitão América”, diz Vitor

Vitor e Ivan no Encontro com Fátima Bernardes.

Até semana passada, Vitor estava ‘quarentenando’ em Balneário Camboriú, cidade onde seus pais, Ivan e Janice, residem até hoje. Mesmo em plena pandemia, o cantor lançou seu novo álbum ‘A Bolha’ (disponível em todas as plataformas digitais). Ele define que o momento é de reflexão, e que ele e sua família estão rezando para tudo passar logo. “Vendo o lado positivo e que quero levar pro resto da minha vida, eu vivi dias incríveis com a minha mãe e meu pai. Passei meses com eles e na hora de voltar pra São Paulo, quando fomos nos despedir choramos, nos emocionamos mesmo. Vivemos dia e noite, conversamos, fazia alguns anos que eu não vivia isso”, relembra.

O músico conta que durante o isolamento social viu muitas séries com o pai, com quem também conversou e deu muita risada das histórias, dos tempos em que ele jogava e viajava por conta do esporte.

“Eu descobri que o meu pai é o meu melhor amigo (risos), ele é muito massa. Sempre fomos muito unidos, e agora com a quarentena mais ainda. Ele é um cara divertido pra caramba, endoidamos a minha mãe nesses dias (risos). Cantávamos muito, desde manhã, quero levar isso pro resto da vida”, afirma.

Vitor afirma que Ivan é o herói, tanto dele quanto de seu irmão mais velho e empresário, Bruno, salientando que cresceram acompanhando a carreira de Ivan como tenista, assistindo seus jogos na TV, tendo os troféus nas estantes de casa. Vitor confessa que já quis ser tenista, ‘igual o meu pai, é um herói real, que está aqui do meu lado, pra mim ele é como o Capitão América’.

Vitor e Ivan, o cantor também jogou tênis

“Quando eu estou na casa dos meus pais me vem muita inspiração, estou na minha casa, perto do mar, do meu cachorro. É o meu lar. Escrevi várias músicas nesse período que tenho certeza que têm muito potencial. Meu pai sempre me incentivou, ele inclusive me deu a minha primeira guitarra, quando fui para a final de um torneio de tênis. Uso ela até hoje”, salienta. Ivan também moldou o gosto musical do filho, lhe apresentando bandas como Supertramp, Bryan Adams, Robbie Williams, Eros Ramazzotti, Maná e Queen. “Meu pai só curte ‘sonzeira’”, fala entre risos.

Sobre o Dia dos Pais, o músico conta que a família Kley costuma comemorar todas as datas, incluindo esta. “Mandamos flores, estamos sempre nos comunicando, nos falamos todos os dias, mesmo à distância. É uma data especial, eles que nos trouxeram ao mundo e ensinaram tudo o que sabemos. Se não comemorarmos, que ingratidão da nossa parte, né?”, completa.

-“Agora não sou mais o Ivan, sou o pai do Vitor e do Bruno”

Ivan, que está com 62 anos, cita que a história dos filhos é longa, lembrando que os dois jogaram tênis, tanto Vitor quanto Bruno, ainda em Nova Hamburgo. O pai veio sozinho para Balneário, e após cinco anos a família o acompanhou. No Rio Grande do Sul, Vitor já estudava música e no litoral catarinense isso se tornou ainda mais profissional. Ivan incentivava os filhos a estudarem, para que conseguissem trabalhar em uma grande empresa ou até mesmo empreendessem.

“Eu não botava tanta fé na música, via que era difícil. Quando eles começaram a sair à noite, para tocar nos barzinhos, eu brincava com eles que pouca gente olhava. Mas eu via que eles tinham vontade e gostavam. Minha esposa, Janice, sempre deu força e isso fez a diferença. Eu pensava na parte financeira, me preocupava com isso”, diz.

Porém, outros familiares, como a avó de Vitor, também incentivavam. Ela deu de presente para o músico um piano e violão. Outro ponto importante foi o encontro com Armandinho: Vitor durante muito tempo abria os shows e tinha parcerias musicais com Armando, que até então era seu ídolo, se tornando um amigo – e a amizade segue até hoje. “Eu via que ele realmente gostava e que podia dar certo. Tudo foi se encaixando e veio a música ‘O Sol’. Com apoio do Bruno, ele começou a viajar, e deu certo. O Vitor mostrou pra nós todo o potencial dele. Eu sempre dizia para ele ter pé no chão e fazer o melhor que podia, e ele está fazendo isso. Os dois estão. Agora não sou mais o Ivan, sou o pai do Vitor e do Bruno (risos)”, explica.

Ivan, assim como Vitor citou, diz que a pandemia reaproximou a família, que por conta da vida corrida de shows e demais compromissos se encontrava menos.

“Ficamos com ele em São Paulo, aqui também, conseguimos conversar, ficar mais juntos. Foi muito bom, colocar as conversas em dia, dar risada, tomar café da manhã junto, vimos séries e filmes. Foi muito importante. Para nós eles não cresceram, gosto de saber o que está acontecendo com eles”, comenta.

O tenista opina que datas, como Natal, Páscoa e consequentemente o Dia dos Pais trazem sentimentos especiais, apesar de que o pai dele já faleceu. A família Kley costuma comemorar todos esses momentos importantes. “Tenho guardadas boas lembranças, é o dia que penso ainda mais nele. E por ter meus filhos sei a emoção que é ser pai, passa um filme na cabeça da gente. Com os dois só foi alegria, temos uma reciprocidade, eles seguiram a nossa linha de educação. A gente conversa sobre respeito, ética, trabalho, profissionalismo e sobre o amor, um entende o outro, por isso dá tanta saudade. Não sei se conseguiremos nos ver, mas estaremos juntos no coração e espírito”, completa.



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