Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Empregos
Dia do Trabalho - Dados apontam melhora no quadro de empregos

Sindicatos confirmam melhora no emprego em Balneário Camboriú

Segunda, 30/4/2018 6:36.
Reprodução

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Mais que um feriado nacional. o Dia do Trabalhador, no 1º de maio, é um momento de reflexão sobre as relações e condições de trabalho.

Atravessando uma crise econômica e ainda se adequando à reforma trabalhista, o país com mais de 12 milhões de desempregados ensaia uma reação. Em Balneário Camboriú, números e sindicatos apontam para uma melhora, mas e na prática?

Saldo foi melhor

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que o emprego vem melhorando em Balneário Camboriú. No primeiro trimestre do ano passado foram quase 900 vagas extintas na cidade, já em 2018 o saldo entre admissões e desligamentos foi negativo em 762 postos de trabalho.

Os números vêm melhorando nos últimos anos. O saldo negativo é alto no começo do ano principalmente por causa da sazonalidade. Iso fica claro ao verificar que as ocupações com mais desligamentos sempre são de vendedor e operador de caixa.

Em 2017 o saldo dessas duas ocupações foi de 529 vagas negativas. Em 2018 foram 400 postos fechados, sinal de melhoria no comércio local.

Os sindicatos das categorias que mais empregam na cidade confirmam uma melhora no nível de emprego:

Turismo

“Hoje temos um excelente relacionamento entre entre colaboradores e empresários do setor! Principalmente porque ambos sabemos da importância que o nosso colaborador tem para como turismo, pois a hospitalidade é um fator preponderante para fidelizar um destino turístico, e se hoje Balneário Camboriú está entre os destinos preferidos, devemos muito a este trabalhador”, afirma a vice-presidente do sindicato patronal dos Hotéis, Restaurantes, Bares e similares, Dirce Fistarol.

Para Olga Ferreira, presidente do sindicato dos trabalhadores do setor, SECHOBAR, ainda há muito para melhorar, mas as coisas estão avançando porque “o patronal está mudando”. Ela percebe que os empregadores estão mais conscientes sobre o papel do trabalhador do setor e da importância dele na geração de riqueza na cidade. Com o aumento do dólar e do Euro, o turismo nacional foi valorizado e segundo Olga, a indústria praticamente não foi afetada pela crise, pelo contrário.

Além de mais mais vagas, o setor também percebeu uma melhoria nas relações de trabalho, com o empregador mantendo mais o trabalhador já que a sazonalidade vem sendo vencida com bom movimento o ano todo. Outro sinal positivo, conforme a presidente, foi uma redução no número de ações trabalhistas.

Comércio

Para o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadistas de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas), há uma boa relação entre sindicato dos trabalhadores e patronal.

O presidente do Sindilojas, Hélio Dagnoni, avalia que devido à crise há uma busca pelo trabalho e como Balneário é a capital catarinense do turismo, funcionando o ano inteiro, algumas questões possam ser revistas num futuro próximo como a possibilidade de trabalhar em dias especiais como Natal e 1º de Maio.

A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Elaine Colla, acredita que o relacionamento entre empregadores e empregados no comércio tem sido mais tranquilo com o passar do tempo e que as “boas relações prevalecem”.

“Ainda temos muitas dificuldades com mão de obra deficitária e muitas reclamações pela falta de comprometimento no trabalho. A CDL procura fazer treinamentos para melhorar a qualidade do atendimento e a conscientização da necessidade do engajamento do trabalhador pela empresa que representa. Respeito e responsabilidade de empregados e empregadores é a fórmula para a harmonia dessa relação”, declarou.

Na construção

José Domingos Minella, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Balneário e Camboriú (SITICOM), afirma que após a nova legislação trabalhista entrar em vigor houve bastante demissões e que o quadro diminuiu em comparação com o ano passado.

Muito disso se deu por causa da rotatividade, mas também por empresas que estão adotando a terceirização dos serviços.

Apesar disso ele avalia que as relações e condições de trabalho têm melhorado e a expectativa é que seja firmada uma convenção coletiva de trabalho nas próximas semanas. O diálogo com o sindicato patronal segue em andamento.

Há vagas

Segundo informações do Posto do SINE de Balneário Camboriú, mesmo em “baixa vagas temporada”, a cidade conta hoje com 57 vagas de emprego.

As principais vagas estão nas áreas de comércio e serviços.

“Hj temos vagas para Atendente de farmácia, Armador, Auxiliar de cozinha, de lavanderia, de limpeza, auxiliar de marceneiro, auxiliar financeiro, advogado, corretor de imóveis, copeira, farmacêutico, instalador, instrutor de informática, manicure, marceneiro, mecânico, nutricionista, repositor, soldador, técnico de artes gráficas e vendedor”, listou a assistente social Kelly H. C. Crocomo.

A construção civil, por outro lado, é a que menos oferece vagas, não sendo mais tão expressiva como antigamente.

Segundo Kelly, entre as principais dificuldade para se encaixar no mercado estão: diminuição da oferta de vagas, falta de experiência, escolaridade e qualificação profissional. “Temos menos oferta e mais procura. Com isso, o empregador tem sido mais exigente nas suas contratações”, finalizou.

Opine
E você leitor, concorda que as relações de trabalho têm melhorado em Balneário Camboriú? Opine!


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Dia do Trabalho - Dados apontam melhora no quadro de empregos

Sindicatos confirmam melhora no emprego em Balneário Camboriú

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Segunda, 30/4/2018 6:36.

Mais que um feriado nacional. o Dia do Trabalhador, no 1º de maio, é um momento de reflexão sobre as relações e condições de trabalho.

Atravessando uma crise econômica e ainda se adequando à reforma trabalhista, o país com mais de 12 milhões de desempregados ensaia uma reação. Em Balneário Camboriú, números e sindicatos apontam para uma melhora, mas e na prática?

Saldo foi melhor

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que o emprego vem melhorando em Balneário Camboriú. No primeiro trimestre do ano passado foram quase 900 vagas extintas na cidade, já em 2018 o saldo entre admissões e desligamentos foi negativo em 762 postos de trabalho.

Os números vêm melhorando nos últimos anos. O saldo negativo é alto no começo do ano principalmente por causa da sazonalidade. Iso fica claro ao verificar que as ocupações com mais desligamentos sempre são de vendedor e operador de caixa.

Em 2017 o saldo dessas duas ocupações foi de 529 vagas negativas. Em 2018 foram 400 postos fechados, sinal de melhoria no comércio local.

Os sindicatos das categorias que mais empregam na cidade confirmam uma melhora no nível de emprego:

Turismo

“Hoje temos um excelente relacionamento entre entre colaboradores e empresários do setor! Principalmente porque ambos sabemos da importância que o nosso colaborador tem para como turismo, pois a hospitalidade é um fator preponderante para fidelizar um destino turístico, e se hoje Balneário Camboriú está entre os destinos preferidos, devemos muito a este trabalhador”, afirma a vice-presidente do sindicato patronal dos Hotéis, Restaurantes, Bares e similares, Dirce Fistarol.

Para Olga Ferreira, presidente do sindicato dos trabalhadores do setor, SECHOBAR, ainda há muito para melhorar, mas as coisas estão avançando porque “o patronal está mudando”. Ela percebe que os empregadores estão mais conscientes sobre o papel do trabalhador do setor e da importância dele na geração de riqueza na cidade. Com o aumento do dólar e do Euro, o turismo nacional foi valorizado e segundo Olga, a indústria praticamente não foi afetada pela crise, pelo contrário.

Além de mais mais vagas, o setor também percebeu uma melhoria nas relações de trabalho, com o empregador mantendo mais o trabalhador já que a sazonalidade vem sendo vencida com bom movimento o ano todo. Outro sinal positivo, conforme a presidente, foi uma redução no número de ações trabalhistas.

Comércio

Para o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadistas de Balneário Camboriú e Camboriú (Sindilojas), há uma boa relação entre sindicato dos trabalhadores e patronal.

O presidente do Sindilojas, Hélio Dagnoni, avalia que devido à crise há uma busca pelo trabalho e como Balneário é a capital catarinense do turismo, funcionando o ano inteiro, algumas questões possam ser revistas num futuro próximo como a possibilidade de trabalhar em dias especiais como Natal e 1º de Maio.

A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Elaine Colla, acredita que o relacionamento entre empregadores e empregados no comércio tem sido mais tranquilo com o passar do tempo e que as “boas relações prevalecem”.

“Ainda temos muitas dificuldades com mão de obra deficitária e muitas reclamações pela falta de comprometimento no trabalho. A CDL procura fazer treinamentos para melhorar a qualidade do atendimento e a conscientização da necessidade do engajamento do trabalhador pela empresa que representa. Respeito e responsabilidade de empregados e empregadores é a fórmula para a harmonia dessa relação”, declarou.

Na construção

José Domingos Minella, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Balneário e Camboriú (SITICOM), afirma que após a nova legislação trabalhista entrar em vigor houve bastante demissões e que o quadro diminuiu em comparação com o ano passado.

Muito disso se deu por causa da rotatividade, mas também por empresas que estão adotando a terceirização dos serviços.

Apesar disso ele avalia que as relações e condições de trabalho têm melhorado e a expectativa é que seja firmada uma convenção coletiva de trabalho nas próximas semanas. O diálogo com o sindicato patronal segue em andamento.

Há vagas

Segundo informações do Posto do SINE de Balneário Camboriú, mesmo em “baixa vagas temporada”, a cidade conta hoje com 57 vagas de emprego.

As principais vagas estão nas áreas de comércio e serviços.

“Hj temos vagas para Atendente de farmácia, Armador, Auxiliar de cozinha, de lavanderia, de limpeza, auxiliar de marceneiro, auxiliar financeiro, advogado, corretor de imóveis, copeira, farmacêutico, instalador, instrutor de informática, manicure, marceneiro, mecânico, nutricionista, repositor, soldador, técnico de artes gráficas e vendedor”, listou a assistente social Kelly H. C. Crocomo.

A construção civil, por outro lado, é a que menos oferece vagas, não sendo mais tão expressiva como antigamente.

Segundo Kelly, entre as principais dificuldade para se encaixar no mercado estão: diminuição da oferta de vagas, falta de experiência, escolaridade e qualificação profissional. “Temos menos oferta e mais procura. Com isso, o empregador tem sido mais exigente nas suas contratações”, finalizou.

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