Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Empregos
Atualizado: fila para empregos na Havan já chegou a 1.400 pessoas

Comércio fechou 602 postos de trabalho nos últimos cinco anos

Sexta, 13/4/2018 8:26.
Waldemar Cezar Neto.
Fila de pessoas em busca de vaga na nova loja da Havan.

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Na tarde desta sexta-feira o SIME na rua 2000 já havia atendido cerca de 1.400 interessados, recebendo currículos e distribuído senhas de atendimento a quem deseja se candidatar a uma das 200 vagas que serão abertas com a inauguração de uma nova loja da Havan em Balneário Camboriú.

A loja ficará pronta cerca de 90 dias após a prefeitura liberar o alvará de construção o que deve ocorrer em breve.

Ainda era madrugada quando começou a se formar a fila.Antes das 8h a reportagem contou cerca de 200 pessoas e a fila já começava a dobrar o quarteirão nos fundos do supermercado Angeloni.

O escritório do Sistema Municipal de Emprego (SIME) anunciou ontem que daria apenas 50 senhas para atender hoje de manhã e mais 50 à tarde.

Alguém percebeu a estupidez da ideia e decidiu distribui até 500 senhas na manhã de hoje que serão atendidas pela ordem e dentro das possibilidades com o passar dos dias.

De Rondônia, onde monitora os acontecimentos através do seu pessoal em Balneário Camboriú, o dono da Havan Luciano Hang disse ao Página 3 que esperava que a quantidade de interessados hoje passasse de mil.

Crise no emprego

A fila para a nova loja da Havan reflete a crise de emprego que se abate sobre Balneário Camboriú em decorrência das dificuldades da economia, mas também de um sistema político-administrativo que espanta em vez de atrair investidores.

O caso Havan é emblemático. A empresa lutou cinco anos para poder construir a loja e algumas das principais entidades da sociedade organizada -por ironia incluindo a Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL- lideraram a campanha contra o empreendimento.

O mesmo se verifica em relação à construção civil, vários projetos demoraram anos tramitando entre Conselho da Cidade, prefeitura e Câmara de Vereadores.

Enquanto esse sistema que desestimula o emprego e renda ocorria, entre janeiro e fevereiro deste ano Balneário Camboriú fechou 418 vagas com carteira assinada e nos últimos cinco anos o comércio fechou 602 postos de trabalho.

SIME é despreparado

O Sistema Municipal de Emprego não está aparelhado para responder a uma situação de crise nos empregos, sequer possui um portal de internet onde as pessoas possam consultar vagas disponíveis ou registrar seus currículos.

Isso revela despreparo numa época em que a maioria troca informações usando celulares e outros computadores.

Qualquer informação desejada tem que ser presencial, a pessoa tem que ir ao SIME e sua página na rede social Facebook recebeu a última atualização em 16 de janeiro, quase três meses atrás.


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Página 3
Waldemar Cezar Neto.
Fila de pessoas em busca de vaga na nova loja da Havan.
Fila de pessoas em busca de vaga na nova loja da Havan.

Atualizado: fila para empregos na Havan já chegou a 1.400 pessoas

Comércio fechou 602 postos de trabalho nos últimos cinco anos

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Sexta, 13/4/2018 8:26.

Na tarde desta sexta-feira o SIME na rua 2000 já havia atendido cerca de 1.400 interessados, recebendo currículos e distribuído senhas de atendimento a quem deseja se candidatar a uma das 200 vagas que serão abertas com a inauguração de uma nova loja da Havan em Balneário Camboriú.

A loja ficará pronta cerca de 90 dias após a prefeitura liberar o alvará de construção o que deve ocorrer em breve.

Ainda era madrugada quando começou a se formar a fila.Antes das 8h a reportagem contou cerca de 200 pessoas e a fila já começava a dobrar o quarteirão nos fundos do supermercado Angeloni.

O escritório do Sistema Municipal de Emprego (SIME) anunciou ontem que daria apenas 50 senhas para atender hoje de manhã e mais 50 à tarde.

Alguém percebeu a estupidez da ideia e decidiu distribui até 500 senhas na manhã de hoje que serão atendidas pela ordem e dentro das possibilidades com o passar dos dias.

De Rondônia, onde monitora os acontecimentos através do seu pessoal em Balneário Camboriú, o dono da Havan Luciano Hang disse ao Página 3 que esperava que a quantidade de interessados hoje passasse de mil.

Crise no emprego

A fila para a nova loja da Havan reflete a crise de emprego que se abate sobre Balneário Camboriú em decorrência das dificuldades da economia, mas também de um sistema político-administrativo que espanta em vez de atrair investidores.

O caso Havan é emblemático. A empresa lutou cinco anos para poder construir a loja e algumas das principais entidades da sociedade organizada -por ironia incluindo a Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL- lideraram a campanha contra o empreendimento.

O mesmo se verifica em relação à construção civil, vários projetos demoraram anos tramitando entre Conselho da Cidade, prefeitura e Câmara de Vereadores.

Enquanto esse sistema que desestimula o emprego e renda ocorria, entre janeiro e fevereiro deste ano Balneário Camboriú fechou 418 vagas com carteira assinada e nos últimos cinco anos o comércio fechou 602 postos de trabalho.

SIME é despreparado

O Sistema Municipal de Emprego não está aparelhado para responder a uma situação de crise nos empregos, sequer possui um portal de internet onde as pessoas possam consultar vagas disponíveis ou registrar seus currículos.

Isso revela despreparo numa época em que a maioria troca informações usando celulares e outros computadores.

Qualquer informação desejada tem que ser presencial, a pessoa tem que ir ao SIME e sua página na rede social Facebook recebeu a última atualização em 16 de janeiro, quase três meses atrás.


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