Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Em SC, Alckmin atribui radicalização ao PT e não muda esquema de segurança

Domingo, 9/9/2018 8:34.
EBC.

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JULIANA SAYURI
FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - Ao retomar seus compromissos de campanha após o ataque a Jair Bolsonaro (PSL), o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a defender um "esforço conciliatório e pacificação" na política para promover "desenvolvimento econômico e democracia".

Na sexta (7), o tucano cancelou seus compromissos em respeito à recuperação de Bolsonaro e, neste sábado (8), retomou a agenda em Santa Catarina. Em visita à Fenaostra, em Florianópolis, Alckmin afirmou que não mudou seu esquema de segurança, feito pela Polícia Federal e usado desde o início da campanha.

Questionado sobre seu discurso de pacificação, diferente do tom assumido em março após o ataque a tiros a uma caravana petista no Paraná, quando declarou que "o PT colheu o que plantou", Alckmin disse à Folha desconhecer à época notícias de tiros.

"Ninguém tinha notícia de tiro. E muito do clima de radicalização do Brasil é também em razão do PT, dessa coisa de 'nós e eles'. E acaba havendo reação", afirmou.

Alckmin visitou a festa florianopolitana acompanhado pelo prefeito Gean Loureiro e pelo governador catarinense Eduardo Pinho Moreira, ambos do MDB. Questionado sobre o clima entre PSDB e MDB, após a divulgação do vídeo no qual o presidente Michel Temer (MDB) pede para Alckmin "dizer a verdade" sobre o apoio a seu governo, o candidato respondeu que não fez "nenhuma crítica pessoal a Temer".

"É evidente que esse governo não é o nosso governo. Quando houve o impeachment, defendi desde o início que nós não participássemos do governo. [Mas] fico muito honrado de receber o apoio do governador de Santa Catarina e do prefeito de Florianópolis", afirmou Alckmin.

"Conheço Geraldo há anos. Sempre o apoiei e sempre disse que o apoiaria. O MDB-SC está fortemente apoiando a sua candidatura", afirmou o governador Moreira.

"Nós precisamos de um governo com legitimidade nas urnas, num momento difícil. Michel Temer é um homem de bem, também o conheço há muito tempo. Ele estava super bem impressionado quando assumiu o governo. Infelizmente, o que aconteceu no Brasil deu instabilidade política forte e consequências econômicas. Então é o momento de mudar", acrescentou.

Alckmin ficou por volta de uma hora na feira. Cumprimentou eleitores, tirou fotos e falou brevemente com a imprensa, mas não discursou. O tucano teve sua fala interrompida por gritos de "Lula Livre" e "golpista", mas ignorou as manifestações.


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Página 3
EBC.

Em SC, Alckmin atribui radicalização ao PT e não muda esquema de segurança

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Domingo, 9/9/2018 8:34.

JULIANA SAYURI
FLORIANÓPOLIS, SC (FOLHAPRESS) - Ao retomar seus compromissos de campanha após o ataque a Jair Bolsonaro (PSL), o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a defender um "esforço conciliatório e pacificação" na política para promover "desenvolvimento econômico e democracia".

Na sexta (7), o tucano cancelou seus compromissos em respeito à recuperação de Bolsonaro e, neste sábado (8), retomou a agenda em Santa Catarina. Em visita à Fenaostra, em Florianópolis, Alckmin afirmou que não mudou seu esquema de segurança, feito pela Polícia Federal e usado desde o início da campanha.

Questionado sobre seu discurso de pacificação, diferente do tom assumido em março após o ataque a tiros a uma caravana petista no Paraná, quando declarou que "o PT colheu o que plantou", Alckmin disse à Folha desconhecer à época notícias de tiros.

"Ninguém tinha notícia de tiro. E muito do clima de radicalização do Brasil é também em razão do PT, dessa coisa de 'nós e eles'. E acaba havendo reação", afirmou.

Alckmin visitou a festa florianopolitana acompanhado pelo prefeito Gean Loureiro e pelo governador catarinense Eduardo Pinho Moreira, ambos do MDB. Questionado sobre o clima entre PSDB e MDB, após a divulgação do vídeo no qual o presidente Michel Temer (MDB) pede para Alckmin "dizer a verdade" sobre o apoio a seu governo, o candidato respondeu que não fez "nenhuma crítica pessoal a Temer".

"É evidente que esse governo não é o nosso governo. Quando houve o impeachment, defendi desde o início que nós não participássemos do governo. [Mas] fico muito honrado de receber o apoio do governador de Santa Catarina e do prefeito de Florianópolis", afirmou Alckmin.

"Conheço Geraldo há anos. Sempre o apoiei e sempre disse que o apoiaria. O MDB-SC está fortemente apoiando a sua candidatura", afirmou o governador Moreira.

"Nós precisamos de um governo com legitimidade nas urnas, num momento difícil. Michel Temer é um homem de bem, também o conheço há muito tempo. Ele estava super bem impressionado quando assumiu o governo. Infelizmente, o que aconteceu no Brasil deu instabilidade política forte e consequências econômicas. Então é o momento de mudar", acrescentou.

Alckmin ficou por volta de uma hora na feira. Cumprimentou eleitores, tirou fotos e falou brevemente com a imprensa, mas não discursou. O tucano teve sua fala interrompida por gritos de "Lula Livre" e "golpista", mas ignorou as manifestações.


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