Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Em debate, candidatas a vice se dividem sobre acusações de ex-mulher de Bolsonaro

Sexta, 28/9/2018 15:37.
Reprodução

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JOANA CUNHA(FOLHAPRESS)

As quatro mulheres que são hoje candidatas a vice em chapas adversárias ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se dividiram em relação ao impacto da recente revelação de detalhes da separação litigiosa de Bolsonaro com a ex-mulher.

Para Manuela D'Ávila (PCdoB), vice do petista Fernando Haddad, o caso está fora do escopo político.

"Isso é um caso de polícia. A polícia e a Justiça é que têm que decidir, e não a política", disse a candidata à reportagem após um debate realizado apenas entre as vices mulheres nesta sexta-feira (28), em São Paulo.

Ana Amélia (PP), vice de Geraldo Alckmin (PSDB), ponderou que a avaliação é do eleitor, mas faz parte do jogo.

"Nós já vimos isso no passado, no debate quando Lula e Collor se enfrentaram. Isso é uma coisa que o eleitorado precisa avaliar. Eu não posso fazer uma censura a um veículo de comunicação como a Veja com a relevância que tem e o jornalismo de alta qualidade", disse.

Ela estima que pode haver impacto na opinião do eleitorado feminino.

Reportagens da Folha de S.Paulo e da revista Veja mostraram nos últimos dias que Bolsonaro e a ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle disputaram guarda de filho e trocaram acusações de furto e agressividade.

Mais assertiva, Kátia Abreu (PDT), vice de Ciro Gomes, disse acreditar ser questão de política.

"Não me surpreendi com nada disso. Imagino o tipo de relacionamento que esse cidadão deve ter com as mulheres. Se temos pancada e estupro na fala dele desde antes da eleição, você esperava outra coisa no relacionamento dele nos casamentos que ele teve?", disse.

Para Kátia Abreu, o eleitor vai questionar se deve votar em "um cidadão que ameaça de morte a mãe de seu filho".

"Imagine o que será de nós que não somos nada dele e não temos nenhum filho dele, o que ele vai fazer conosco. As mulheres do Brasil precisam saber o que os candidatos dizem e o que eles fazem ou fizeram", afirmou.

Sonia Guajajara (PSOL), vice de Guilherme Boulos (PSOL), considera que a revelação do litígio de Bolsonaro com Ana Cristina reflete casos de ameaças que levam mulheres a retirar denúncias de abusos.

"É uma expressão do machismo e do medo. Com certeza a ex-mulher do Bolsonaro ficou com medo de represálias e acabou retirando, mas há os processos, que comprovam não só ameaça, mas tentativa de homicídio", disse Guajajara.


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Em debate, candidatas a vice se dividem sobre acusações de ex-mulher de Bolsonaro

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Sexta, 28/9/2018 15:37.

JOANA CUNHA(FOLHAPRESS)

As quatro mulheres que são hoje candidatas a vice em chapas adversárias ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se dividiram em relação ao impacto da recente revelação de detalhes da separação litigiosa de Bolsonaro com a ex-mulher.

Para Manuela D'Ávila (PCdoB), vice do petista Fernando Haddad, o caso está fora do escopo político.

"Isso é um caso de polícia. A polícia e a Justiça é que têm que decidir, e não a política", disse a candidata à reportagem após um debate realizado apenas entre as vices mulheres nesta sexta-feira (28), em São Paulo.

Ana Amélia (PP), vice de Geraldo Alckmin (PSDB), ponderou que a avaliação é do eleitor, mas faz parte do jogo.

"Nós já vimos isso no passado, no debate quando Lula e Collor se enfrentaram. Isso é uma coisa que o eleitorado precisa avaliar. Eu não posso fazer uma censura a um veículo de comunicação como a Veja com a relevância que tem e o jornalismo de alta qualidade", disse.

Ela estima que pode haver impacto na opinião do eleitorado feminino.

Reportagens da Folha de S.Paulo e da revista Veja mostraram nos últimos dias que Bolsonaro e a ex-mulher Ana Cristina Siqueira Valle disputaram guarda de filho e trocaram acusações de furto e agressividade.

Mais assertiva, Kátia Abreu (PDT), vice de Ciro Gomes, disse acreditar ser questão de política.

"Não me surpreendi com nada disso. Imagino o tipo de relacionamento que esse cidadão deve ter com as mulheres. Se temos pancada e estupro na fala dele desde antes da eleição, você esperava outra coisa no relacionamento dele nos casamentos que ele teve?", disse.

Para Kátia Abreu, o eleitor vai questionar se deve votar em "um cidadão que ameaça de morte a mãe de seu filho".

"Imagine o que será de nós que não somos nada dele e não temos nenhum filho dele, o que ele vai fazer conosco. As mulheres do Brasil precisam saber o que os candidatos dizem e o que eles fazem ou fizeram", afirmou.

Sonia Guajajara (PSOL), vice de Guilherme Boulos (PSOL), considera que a revelação do litígio de Bolsonaro com Ana Cristina reflete casos de ameaças que levam mulheres a retirar denúncias de abusos.

"É uma expressão do machismo e do medo. Com certeza a ex-mulher do Bolsonaro ficou com medo de represálias e acabou retirando, mas há os processos, que comprovam não só ameaça, mas tentativa de homicídio", disse Guajajara.


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