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Nenhum país consegue se desenvolver quando o político é sinônimo de ladrão e corrupto

Sábado, 15/9/2018 8:18.

Lédio Rosa está filiado ao PT há apenas quatro meses. Foi juiz por 25 anos e desembargador de Justiça nos últimos dez. Decidiu se aposentar e entrar na vida política depois do impacto que teve com o suicídio do amigo Luiz Carlos Cancellier, reitor da UFSC
 

Jornais ADI/Adjori - No momento atual do Congresso nacional, vale mais a experiência ou a renovação no Senado?

Lédio Rosa - A renovação é hoje um fato importantíssimo no Congresso. Renovar o Legislativo é algo que já está encaminhado para acontecer no Brasil. Tudo o que vem acontecendo, os afastamentos e prisões, demonstram que o Parlamento precisa modificar muitas coisas. Renovar é um dos meios de se fazer isso.

ADI/Adjori - É possível recuperar a imagem a Câmara de deputados sem essa renovação?

Lédio - Acredito que não. A imagem do Congresso, ficando como está, é irrecuperável. A prática hoje tem sido negociar com o governo, e não legislar, como deveriam fazer. O atual governo federal se mantém de pé porque negocia. Ele não administra, ele negocia o Brasil. Os projetos que vão para a Câmara dos Deputados e o Senado, normalmente embutem troca de favores, liberação de verbas, cargos públicos. E essa não é forma de um deputado federal ou de um senador trabalhar.

ADI/Adjori - Quais as principais bandeiras da sua campanha?

Lédio - Tenho três pontos básicos. O primeiro é resgatar a dignidade da política. Porque nenhum país do mundo consegue se desenvolver quando o político é sinônimo de ladrão e corrupto. A política deteriorada é sinal de que o país está deteriorado. A segunda bandeira é barrar o desmonte dos direitos do cidadão brasileiro. Que é o que está acontecendo hoje, em alta escala e mediante pagamento. O governo atual, para impor a política dele de acabar com o bem estar social, está fazendo um projeto atrás do outro revogando direitos. E o terceiro ponto é priorizar a mudança tributária. O sistema tributário é o veículo que o Estado tem para promover o bem estar da população, retirando, mediante impostos, o dinheiro das pessoas que mais ganham e investindo em bem estar social. É o que os países social democratas fazem, como a Dinamarca, Suécia, Islândia, etc. Por isso que lá a população vive bem. Por isso a reforma tributária é urgente.

ADI/Adjori - Falando especificamente em Santa Catarina, qual a sua meta no Senado?

Lédio - Meu papel lá é aprovar projetos que beneficiem Santa Catarina e lutar para que o Estado receba o que merece do orçamento. E também representar o Estado lá, levando principalmente essa questão da reforma tributária. 

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Nenhum país consegue se desenvolver quando o político é sinônimo de ladrão e corrupto

Lédio Rosa está filiado ao PT há apenas quatro meses. Foi juiz por 25 anos e desembargador de Justiça nos últimos dez. Decidiu se aposentar e entrar na vida política depois do impacto que teve com o suicídio do amigo Luiz Carlos Cancellier, reitor da UFSC
 

Jornais ADI/Adjori - No momento atual do Congresso nacional, vale mais a experiência ou a renovação no Senado?

Lédio Rosa - A renovação é hoje um fato importantíssimo no Congresso. Renovar o Legislativo é algo que já está encaminhado para acontecer no Brasil. Tudo o que vem acontecendo, os afastamentos e prisões, demonstram que o Parlamento precisa modificar muitas coisas. Renovar é um dos meios de se fazer isso.

ADI/Adjori - É possível recuperar a imagem a Câmara de deputados sem essa renovação?

Lédio - Acredito que não. A imagem do Congresso, ficando como está, é irrecuperável. A prática hoje tem sido negociar com o governo, e não legislar, como deveriam fazer. O atual governo federal se mantém de pé porque negocia. Ele não administra, ele negocia o Brasil. Os projetos que vão para a Câmara dos Deputados e o Senado, normalmente embutem troca de favores, liberação de verbas, cargos públicos. E essa não é forma de um deputado federal ou de um senador trabalhar.

ADI/Adjori - Quais as principais bandeiras da sua campanha?

Lédio - Tenho três pontos básicos. O primeiro é resgatar a dignidade da política. Porque nenhum país do mundo consegue se desenvolver quando o político é sinônimo de ladrão e corrupto. A política deteriorada é sinal de que o país está deteriorado. A segunda bandeira é barrar o desmonte dos direitos do cidadão brasileiro. Que é o que está acontecendo hoje, em alta escala e mediante pagamento. O governo atual, para impor a política dele de acabar com o bem estar social, está fazendo um projeto atrás do outro revogando direitos. E o terceiro ponto é priorizar a mudança tributária. O sistema tributário é o veículo que o Estado tem para promover o bem estar da população, retirando, mediante impostos, o dinheiro das pessoas que mais ganham e investindo em bem estar social. É o que os países social democratas fazem, como a Dinamarca, Suécia, Islândia, etc. Por isso que lá a população vive bem. Por isso a reforma tributária é urgente.

ADI/Adjori - Falando especificamente em Santa Catarina, qual a sua meta no Senado?

Lédio - Meu papel lá é aprovar projetos que beneficiem Santa Catarina e lutar para que o Estado receba o que merece do orçamento. E também representar o Estado lá, levando principalmente essa questão da reforma tributária. 

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