Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Em rádios, Bolsonaro fala de participação nos debates para o 2º turno

Segunda, 8/10/2018 14:47.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
PSL terá a segundo maior bancada do Congresso Nacional

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PAULO GOMES(FOLHAPRESS)

Em entrevista às rádios Bandeirantes e Jovem Pan na manhã desta segunda-feira (8), o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou sobre a possibilidade de participar dos debates para o segundo turno.

"Acho que debater com o PT não tem dificuldade", afirmou, após relatar se sentir bem e ter desejo de fazer campanha pelo país. Uma junta do hospital Albert Einstein deve definir a liberação de Bolsonaro para tais compromissos na quarta (10), mas não deve ser autorizado a fazer corpo a corpo.

O candidato do PSL chamou seu adversário, Fernando Haddad (PT), de "pau mandado do PT". "É pior do que a Dilma, que era um poste. Ele é subserviente ao senhor Lula, que está preso em Curitiba."

Bolsonaro também falou sobre a campanha ao governo de São Paulo -ele "liberou" seus correligionários para escolher entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), indicando que não vai apoiar um ou outro.

Ao citar os eleitos Major Olímpio e Joice Hasselmann, ambos do PSL e eleitos respectivamente para Senado e Câmara por SP, disse que cada um pode fazer campanha para o seu candidato com liberdade, mas "sem atacar o adversário".

O capitão reformado ressaltou a representatividade conquistada pelo PSL no Congresso. "Para quem falava que eu não teria governabilidade, temos a segunda bancada física na Câmara, além de outros parlamentares que têm compromisso de nos ajudar na governabilidade", disse.

Sobre Magno Malta (PR), um de seus principais apoiadores e que não se reelegeu senador pelo Espírito Santo, Bolsonaro afirmou ter sido "a única derrota de peso". "Ele se sacrificou e muito rodando o Brasil comigo, e deixou um pouquinho de lado o Espírito Santo, achando que estava bem."

A alta proporção de ex-militares eleitos ao Legislativo foi atribuída pelo candidato a uma preocupação da população com a Segurança Pública, e ele aproveitou para reforçar propostas como a redução da maioridade penal.

O presidenciável falou também em compromisso com a democracia, garantir liberdade da mídia, menos impostos, combate à corrupção e Estado mais enxuto -"dois senadores por estado e diminuir 15%, 20% do Parlamento [Câmara]".

Sobre as declarações de seu vice General Mourão e de seu guru econômico Paulo Guedes, afirmou que ter pedido que evitem falar com a imprensa. "Eles não tem tato [para isso], então não falem", disse, comentando a última bronca que deu em Mourão, que disse que o neto é "um cara bonito (...), branqueamento da raça".

"Eu podia falar o contrário, a minha está escurecendo. Minha mulher é filha do Paulo Negão. Mas não é o caso tocar nesse assunto. Não soma absolutamente nada e dá munição pro inimigo."

Bolsonaro quer ir a debates para se firmar como anti-PT

TALITA FERNANDESRIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Para se consolidar como o candidato antipetista no segundo turno,Jair Bolsonaro (PSL) pretende participar de debates presidenciais, atacar o PT e seus escândalos de corrupção e dizer que não terá governabilidade se o seu adversário, Fernando Haddad (PT), for eleito.

Filho do capitão reformado, Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) comemorou nesta segunda-feira (8) o resultado das urnas e, em especial, destacou o crescimento da bancada do PSL no Legislativo. A legenda passou de 7 para 52 cadeiras na Câmara e de 0 para 4 assentos no Senado.

"Isso significa que o Jair Bolsonaro já iniciará o próximo governo, se Deus quiser, com a grande e ampla base de apoio e mostra que o lado oposto, o lado das trevas, dificilmente terá governabilidade. É mais um ingrediente para que todos avaliem que o caminho melhor é com Bolsonaro na Presidência", afirmou Flavio, que foi eleito no domingo (7) senador pelo Rio de Janeiro.

De acordo com ele, Bolsonaro já demonstrou interesse em comparecer aos eventos, mas a definição depende de uma avaliação médica, prevista para terça (9) ou quarta-feira (10).

O primeiro duelo entre os presidenciáveis no segundo turno está marcado para quinta-feira (11), na TV Bandeirantes.

"A verdade vai ser esfregada na cara do PT, e nós vamos ter a oportunidade de esclarecer àqueles que ainda estão se deixando enganar por um projeto de poder falacioso, mentiroso e corrupto que é do PT", afirmou Flavio Bolsonaro (PSL-RJ).

No último enfrentamento entre os postulantes ao Palácio do Planalto, Bolsonaro foi criticado por seus concorrentes por sua ausência. Ao mesmo tempo em que a TV Globo transmitia o debate na última quinta (4), a TV Record transmitiu uma entrevista exclusiva com o candidato do PSL.

O núcleo da campanha de Bolsonaro avalia estratégias a serem adotadas para a disputa no segundo turno. Por enquanto, a ordem é seguir o discurso de ataques ao PT, criticar a confiabilidade das urnas e defender o combate à corrupção.

A exposição do candidato em eventos públicos ainda é avaliada. Enquanto um grupo defende sua aparição em locais públicos, a saída do deputado federal para votar na manhã de domingo (7) gerou preocupações.

Ele se queixou de desconforto relacionado à bolsa de colostomia após ter sido cercado por jornalistas e apoiadores na saída da seção eleitoral. Bolsonaro ainda está em processo de recuperação após ter sido esfaqueado no início de setembro e passar por duas cirurgias.

"O Jair com o foco, usando o seu forte, que são as redes sociais. Ele vai ter uma visita dos médicos dele para determinar se ele vai poder ir para a rua em algum momento, se ele vai poder sair de casa. Então o próximo fator importante vai ser essa perícia dos médicos que vão dizer até onde ele pode ir e até onde ele não pode ir", disse.

Caso a avaliação seja de que o candidato do PSL tem condições de fazer viagens, deve ser priorizada a região Nordeste, única não visitada por ele durante a campanha e reduto de voto tradicionalmente petista.


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Página 3
Marcelo Camargo/Agência Brasil
PSL terá a segundo maior bancada do Congresso Nacional
PSL terá a segundo maior bancada do Congresso Nacional

Em rádios, Bolsonaro fala de participação nos debates para o 2º turno

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Segunda, 8/10/2018 14:47.

PAULO GOMES(FOLHAPRESS)

Em entrevista às rádios Bandeirantes e Jovem Pan na manhã desta segunda-feira (8), o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou sobre a possibilidade de participar dos debates para o segundo turno.

"Acho que debater com o PT não tem dificuldade", afirmou, após relatar se sentir bem e ter desejo de fazer campanha pelo país. Uma junta do hospital Albert Einstein deve definir a liberação de Bolsonaro para tais compromissos na quarta (10), mas não deve ser autorizado a fazer corpo a corpo.

O candidato do PSL chamou seu adversário, Fernando Haddad (PT), de "pau mandado do PT". "É pior do que a Dilma, que era um poste. Ele é subserviente ao senhor Lula, que está preso em Curitiba."

Bolsonaro também falou sobre a campanha ao governo de São Paulo -ele "liberou" seus correligionários para escolher entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), indicando que não vai apoiar um ou outro.

Ao citar os eleitos Major Olímpio e Joice Hasselmann, ambos do PSL e eleitos respectivamente para Senado e Câmara por SP, disse que cada um pode fazer campanha para o seu candidato com liberdade, mas "sem atacar o adversário".

O capitão reformado ressaltou a representatividade conquistada pelo PSL no Congresso. "Para quem falava que eu não teria governabilidade, temos a segunda bancada física na Câmara, além de outros parlamentares que têm compromisso de nos ajudar na governabilidade", disse.

Sobre Magno Malta (PR), um de seus principais apoiadores e que não se reelegeu senador pelo Espírito Santo, Bolsonaro afirmou ter sido "a única derrota de peso". "Ele se sacrificou e muito rodando o Brasil comigo, e deixou um pouquinho de lado o Espírito Santo, achando que estava bem."

A alta proporção de ex-militares eleitos ao Legislativo foi atribuída pelo candidato a uma preocupação da população com a Segurança Pública, e ele aproveitou para reforçar propostas como a redução da maioridade penal.

O presidenciável falou também em compromisso com a democracia, garantir liberdade da mídia, menos impostos, combate à corrupção e Estado mais enxuto -"dois senadores por estado e diminuir 15%, 20% do Parlamento [Câmara]".

Sobre as declarações de seu vice General Mourão e de seu guru econômico Paulo Guedes, afirmou que ter pedido que evitem falar com a imprensa. "Eles não tem tato [para isso], então não falem", disse, comentando a última bronca que deu em Mourão, que disse que o neto é "um cara bonito (...), branqueamento da raça".

"Eu podia falar o contrário, a minha está escurecendo. Minha mulher é filha do Paulo Negão. Mas não é o caso tocar nesse assunto. Não soma absolutamente nada e dá munição pro inimigo."

Bolsonaro quer ir a debates para se firmar como anti-PT

TALITA FERNANDESRIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Para se consolidar como o candidato antipetista no segundo turno,Jair Bolsonaro (PSL) pretende participar de debates presidenciais, atacar o PT e seus escândalos de corrupção e dizer que não terá governabilidade se o seu adversário, Fernando Haddad (PT), for eleito.

Filho do capitão reformado, Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) comemorou nesta segunda-feira (8) o resultado das urnas e, em especial, destacou o crescimento da bancada do PSL no Legislativo. A legenda passou de 7 para 52 cadeiras na Câmara e de 0 para 4 assentos no Senado.

"Isso significa que o Jair Bolsonaro já iniciará o próximo governo, se Deus quiser, com a grande e ampla base de apoio e mostra que o lado oposto, o lado das trevas, dificilmente terá governabilidade. É mais um ingrediente para que todos avaliem que o caminho melhor é com Bolsonaro na Presidência", afirmou Flavio, que foi eleito no domingo (7) senador pelo Rio de Janeiro.

De acordo com ele, Bolsonaro já demonstrou interesse em comparecer aos eventos, mas a definição depende de uma avaliação médica, prevista para terça (9) ou quarta-feira (10).

O primeiro duelo entre os presidenciáveis no segundo turno está marcado para quinta-feira (11), na TV Bandeirantes.

"A verdade vai ser esfregada na cara do PT, e nós vamos ter a oportunidade de esclarecer àqueles que ainda estão se deixando enganar por um projeto de poder falacioso, mentiroso e corrupto que é do PT", afirmou Flavio Bolsonaro (PSL-RJ).

No último enfrentamento entre os postulantes ao Palácio do Planalto, Bolsonaro foi criticado por seus concorrentes por sua ausência. Ao mesmo tempo em que a TV Globo transmitia o debate na última quinta (4), a TV Record transmitiu uma entrevista exclusiva com o candidato do PSL.

O núcleo da campanha de Bolsonaro avalia estratégias a serem adotadas para a disputa no segundo turno. Por enquanto, a ordem é seguir o discurso de ataques ao PT, criticar a confiabilidade das urnas e defender o combate à corrupção.

A exposição do candidato em eventos públicos ainda é avaliada. Enquanto um grupo defende sua aparição em locais públicos, a saída do deputado federal para votar na manhã de domingo (7) gerou preocupações.

Ele se queixou de desconforto relacionado à bolsa de colostomia após ter sido cercado por jornalistas e apoiadores na saída da seção eleitoral. Bolsonaro ainda está em processo de recuperação após ter sido esfaqueado no início de setembro e passar por duas cirurgias.

"O Jair com o foco, usando o seu forte, que são as redes sociais. Ele vai ter uma visita dos médicos dele para determinar se ele vai poder ir para a rua em algum momento, se ele vai poder sair de casa. Então o próximo fator importante vai ser essa perícia dos médicos que vão dizer até onde ele pode ir e até onde ele não pode ir", disse.

Caso a avaliação seja de que o candidato do PSL tem condições de fazer viagens, deve ser priorizada a região Nordeste, única não visitada por ele durante a campanha e reduto de voto tradicionalmente petista.


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