Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Leite, do PSDB, e Sartori, do MDB, disputam segundo turno no RS

Domingo, 7/10/2018 19:54.
Divulgação
O atual governador José Ivo Sartori

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ALEXANDRE ELMI

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB), 33, e o atual governador José Ivo Sartori (MDB), 70, irão disputar o segundo turno da eleição no Rio Grande do Sul, segundo o Datafolha.

O resultado confirmou a tendência das pesquisas de opinião. Leite experimentou uma ascensão na preferência eleitoral desde o início das sondagens e da propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV.

Nesta eleição, Sartori tenta o que nenhum governador gaúcho conseguiu desde que existe a possibilidade de reeleição: um segundo mandato consecutivo.

Amparado pela maior coligação do estado, com nove partidos - incluindo MDB, PSD, PSB, PR, PSC, PATRIOTA, PRP, PMN, PTC - o "Gringo", apelido usado no RS para se referir a pessoas de origem italiana, adotou como estratégia o discurso de que é melhor "seguir no rumo certo" do que "começar tudo do zero mais uma vez".

Leite está à frente de uma aliança com sete siglas - PSDB, PP, PTB, PRB, PPS, PHS e Rede - entre os quais partidos que chegaram a participar do governo Sartori, como o próprio PSDB, o PP e o PTB.

Ele tentará evitar a reeleição de Sartori contrapondo o emedebista com a imagem de inovação e dinamismo que o ajudou a vencer em Pelotas, no sul do Estado.

Durante a campanha, Sartori foi alvo de ataques em função de medidas do seu atual governo, como o parcelamento do salário dos servidores e a extinção de fundações como a Fundação de Economia e Estatística (FEE) e a Fundação Piratini, que administrava a rádio e TV estatais.

Respondeu aos ataques dizendo que dará continuidade ao plano de controle de gastos para domar o déficit nas contas públicas, orçado em R$ 7,4 bilhões para 2019.

O plano principal do governo para isso é a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), outro assunto que dominou os debates no primeiro turno. Sartori defende a assinatura do acordo como única saída para o Estado, o que permitiria deixar de repassar aos cofres federais cerca de R$ 4 bilhões no próximo ano, mas também congelaria novas contratações para serviços públicos como educação e segurança.

No primeiro mandato, porém, ele não conseguiu levar adiante contrapartidas exigidas para o acordo, como a privatização de estatais.
Apesar de também defender a adesão ao Regime, Leite não trata a medida como a única capaz de resolver a crise financeira do RS. O candidato do PSDB insistiu na necessidade de colocar em prática novas medidas de gestão, combinadas à retomada do desenvolvimento econômico.

Embalado pelo alto índice de aprovação de sua atuação na prefeitura de Pelotas, entre 2013 e 2016, Leite se apresentou ao eleitor como um gestor jovem, capaz de encontrar soluções inovadoras.

No entanto, sua passagem pela prefeitura cidade foi alvo de uma das principais polêmicas da campanha, o caso da suspeita de fraude de exames médicos preventivos de câncer -as suspeitas ainda não foram comprovadas.

O desafio no Rio Grande do Sul será administrar a grave crise financeira que o estado atravessa, o que atrapalha a oferta de serviços públicos de saúde, educação e segurança.

No segundo turno, Sartori pretende insistir na imagem de que tem um plano coerente para recuperar o equilíbrio do Estado. Já Leite garante que vai seguir em uma linha propositiva, "sem ataques ou agressões".


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O atual governador José Ivo Sartori
O atual governador José Ivo Sartori

Leite, do PSDB, e Sartori, do MDB, disputam segundo turno no RS

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Domingo, 7/10/2018 19:54.

ALEXANDRE ELMI

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB), 33, e o atual governador José Ivo Sartori (MDB), 70, irão disputar o segundo turno da eleição no Rio Grande do Sul, segundo o Datafolha.

O resultado confirmou a tendência das pesquisas de opinião. Leite experimentou uma ascensão na preferência eleitoral desde o início das sondagens e da propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV.

Nesta eleição, Sartori tenta o que nenhum governador gaúcho conseguiu desde que existe a possibilidade de reeleição: um segundo mandato consecutivo.

Amparado pela maior coligação do estado, com nove partidos - incluindo MDB, PSD, PSB, PR, PSC, PATRIOTA, PRP, PMN, PTC - o "Gringo", apelido usado no RS para se referir a pessoas de origem italiana, adotou como estratégia o discurso de que é melhor "seguir no rumo certo" do que "começar tudo do zero mais uma vez".

Leite está à frente de uma aliança com sete siglas - PSDB, PP, PTB, PRB, PPS, PHS e Rede - entre os quais partidos que chegaram a participar do governo Sartori, como o próprio PSDB, o PP e o PTB.

Ele tentará evitar a reeleição de Sartori contrapondo o emedebista com a imagem de inovação e dinamismo que o ajudou a vencer em Pelotas, no sul do Estado.

Durante a campanha, Sartori foi alvo de ataques em função de medidas do seu atual governo, como o parcelamento do salário dos servidores e a extinção de fundações como a Fundação de Economia e Estatística (FEE) e a Fundação Piratini, que administrava a rádio e TV estatais.

Respondeu aos ataques dizendo que dará continuidade ao plano de controle de gastos para domar o déficit nas contas públicas, orçado em R$ 7,4 bilhões para 2019.

O plano principal do governo para isso é a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), outro assunto que dominou os debates no primeiro turno. Sartori defende a assinatura do acordo como única saída para o Estado, o que permitiria deixar de repassar aos cofres federais cerca de R$ 4 bilhões no próximo ano, mas também congelaria novas contratações para serviços públicos como educação e segurança.

No primeiro mandato, porém, ele não conseguiu levar adiante contrapartidas exigidas para o acordo, como a privatização de estatais.
Apesar de também defender a adesão ao Regime, Leite não trata a medida como a única capaz de resolver a crise financeira do RS. O candidato do PSDB insistiu na necessidade de colocar em prática novas medidas de gestão, combinadas à retomada do desenvolvimento econômico.

Embalado pelo alto índice de aprovação de sua atuação na prefeitura de Pelotas, entre 2013 e 2016, Leite se apresentou ao eleitor como um gestor jovem, capaz de encontrar soluções inovadoras.

No entanto, sua passagem pela prefeitura cidade foi alvo de uma das principais polêmicas da campanha, o caso da suspeita de fraude de exames médicos preventivos de câncer -as suspeitas ainda não foram comprovadas.

O desafio no Rio Grande do Sul será administrar a grave crise financeira que o estado atravessa, o que atrapalha a oferta de serviços públicos de saúde, educação e segurança.

No segundo turno, Sartori pretende insistir na imagem de que tem um plano coerente para recuperar o equilíbrio do Estado. Já Leite garante que vai seguir em uma linha propositiva, "sem ataques ou agressões".


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