Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Em rede social, Bolsonaro pede que empresários parem de pedir votos para funcionários

Quinta, 4/10/2018 4:42.

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GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em live no Facebook que contou com quase 200 mil espectadores, Jair Bolsonaro (PSL) pediu para que empresários parem de reunir funcionários e pedir votos para ele. O presidenciável disse que teme ser punido eleitoralmente devido a atitude desses apoiadores.

"Chegou para mim a notícia de que empresários estariam reunindo funcionários e pedindo votos para mim. Não sei se é verdade ou não. Queria alertar que, pela legislação eleitoral, isso é proibido. E quem responde é o candidato, não são os senhores. Então é caso sui generis. Um empresário até de má fé poderia estar fazendo campanha para mim para que seja denunciado e eu viesse a responder por abuso de poder econômico", disse o candidato.

"Façam nas ruas, como todo mundo faz, fora do horário de expediente. Dentro da empresa, junto aos funcionários, não, porque alguns poderiam até se sentir constrangidos. E nós respeitamos o direito, obviamente, de quem quer que seja votar no candidato que achar melhor", completou.

Recentemente, os empresários Luciano Hang, dono da varejista Havan, e Pedro Joanir Zonta, fundador e presidente da rede de supermercados Condor, dirigiram-se a seus funcionários apoiando Bolsonaro. A Justiça do Trabalho em Santa Catarina determinou, nesta quarta-feira (3), que Hang deixe de realizar atos direcionados a seus empregados. A atitude foi compara a "voto de cabresto" pela Justiça.

Na mesma transmissão, Bolsonaro pediu que seus eleitores tentem convencer amigos e familiares a direcionarem o 'voto útil' a ele. O capitão reformado quer um esforço para resolver a eleição no primeiro turno, evitando o 'desgaste' de um segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

"Não vamos admitir a volta daqueles que causaram tanto mal ao país. É desemprego, roubalheira, [deturpação dos] valores familiares. Está polarizado. Você que está conosco: pegue alguém da família que vai anular o voto ou votar em branco e peça o voto útil", disse o candidato. Ele convidou para a transmissão o subtenente do Exército Hélio Lopes, que concorre ao cargo de deputado federal sob a alcunha de Hélio Bolsonaro. No entanto, Hélio, que se apresenta como "o negão do Bolsonaro", não disse uma palavra durante a live.

Assim como na transmissão de terça-feira (2), Bolsonaro traçou estratégia de atacar o PT, partido que provavelmente enfrentaria em um segundo turno. Analisando um documento que teria encontrado no site do PT, ele acusou o adversário de tentar interferir ideologicamente nos currículos das escolas militares; de tentar controlar as promoções dentro do Exército; e de ter tido comportamento "bolivarianista" na relação com a Bolívia por meio do chanceler Celso Amorim.

Bolsonaro voltou a tentar contemporizar sua declaração de que não aceitaria um resultado que não sua vitória, dada em entrevista à TV Band.

Desta vez, afirmou que vai "respeitar o que acontecer nas eleições", apenas não vai telefonar "para o Haddad".


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Página 3

Em rede social, Bolsonaro pede que empresários parem de pedir votos para funcionários

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Quinta, 4/10/2018 4:42.

GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em live no Facebook que contou com quase 200 mil espectadores, Jair Bolsonaro (PSL) pediu para que empresários parem de reunir funcionários e pedir votos para ele. O presidenciável disse que teme ser punido eleitoralmente devido a atitude desses apoiadores.

"Chegou para mim a notícia de que empresários estariam reunindo funcionários e pedindo votos para mim. Não sei se é verdade ou não. Queria alertar que, pela legislação eleitoral, isso é proibido. E quem responde é o candidato, não são os senhores. Então é caso sui generis. Um empresário até de má fé poderia estar fazendo campanha para mim para que seja denunciado e eu viesse a responder por abuso de poder econômico", disse o candidato.

"Façam nas ruas, como todo mundo faz, fora do horário de expediente. Dentro da empresa, junto aos funcionários, não, porque alguns poderiam até se sentir constrangidos. E nós respeitamos o direito, obviamente, de quem quer que seja votar no candidato que achar melhor", completou.

Recentemente, os empresários Luciano Hang, dono da varejista Havan, e Pedro Joanir Zonta, fundador e presidente da rede de supermercados Condor, dirigiram-se a seus funcionários apoiando Bolsonaro. A Justiça do Trabalho em Santa Catarina determinou, nesta quarta-feira (3), que Hang deixe de realizar atos direcionados a seus empregados. A atitude foi compara a "voto de cabresto" pela Justiça.

Na mesma transmissão, Bolsonaro pediu que seus eleitores tentem convencer amigos e familiares a direcionarem o 'voto útil' a ele. O capitão reformado quer um esforço para resolver a eleição no primeiro turno, evitando o 'desgaste' de um segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

"Não vamos admitir a volta daqueles que causaram tanto mal ao país. É desemprego, roubalheira, [deturpação dos] valores familiares. Está polarizado. Você que está conosco: pegue alguém da família que vai anular o voto ou votar em branco e peça o voto útil", disse o candidato. Ele convidou para a transmissão o subtenente do Exército Hélio Lopes, que concorre ao cargo de deputado federal sob a alcunha de Hélio Bolsonaro. No entanto, Hélio, que se apresenta como "o negão do Bolsonaro", não disse uma palavra durante a live.

Assim como na transmissão de terça-feira (2), Bolsonaro traçou estratégia de atacar o PT, partido que provavelmente enfrentaria em um segundo turno. Analisando um documento que teria encontrado no site do PT, ele acusou o adversário de tentar interferir ideologicamente nos currículos das escolas militares; de tentar controlar as promoções dentro do Exército; e de ter tido comportamento "bolivarianista" na relação com a Bolívia por meio do chanceler Celso Amorim.

Bolsonaro voltou a tentar contemporizar sua declaração de que não aceitaria um resultado que não sua vitória, dada em entrevista à TV Band.

Desta vez, afirmou que vai "respeitar o que acontecer nas eleições", apenas não vai telefonar "para o Haddad".


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