Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Bolsonaro fala coisas desagradáveis, mas está em outra cultura, diz Marine Le Pen

Quinta, 11/10/2018 12:17.
Divulgação
Marine Le Pen

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(FOLHAPRESS)

A líder da direita populista da França, Marine Le Pen, disse nesta quinta-feira (11) que certas declarações do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), por mais que soem desagradáveis (o adjetivo é dela), têm que ser entendidas no contexto brasileiro, ou seja, sem filtros estrangeiros.

"Quando vamos aceitar que os povos têm histórias e culturas diferentes? Ou sempre se vai querer julgar o que acontece no exterior em comparação com nossa história e cultura?", afirmou, em entrevista a um programa de TV. "Fazer isso é um erro."

Para ela, "há uma reação do Brasil face a uma situação de insegurança horrível e de pobreza, que afeta dezenas, talvez uma centena de milhões de pessoas".

Segundo a deputada francesa, "existe uma criminalidade endêmica, que atinge a liberdade dos brasileiros". "Diante da permissividade do governo anterior", prosseguiu, "eles sinalizaram que a segurança era uma prioridade".

Le Pen, que comanda o Agrupamento Nacional (antiga Frente Nacional, que se notabilizou pelo discurso xenófobo e racista), disse não considerar Bolsonaro um ultradireitista.

"A partir do momento em que alguém diz algo desagradável, é [tachado] assim pela mídia francesa. Não vejo o que faria dele um candidato de extrema direita."

Ela está em campanha para emplacar nomes de seu grupo político no Parlamento Europeu, nas eleições programadas para maio que vem.

Nesta semana, foi a Roma discutir uma plataforma conjunta com Matteo Salvini, ministro do Interior e vice-premiê da Itália.


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Bolsonaro fala coisas desagradáveis, mas está em outra cultura, diz Marine Le Pen

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Quinta, 11/10/2018 12:17.

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A líder da direita populista da França, Marine Le Pen, disse nesta quinta-feira (11) que certas declarações do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), por mais que soem desagradáveis (o adjetivo é dela), têm que ser entendidas no contexto brasileiro, ou seja, sem filtros estrangeiros.

"Quando vamos aceitar que os povos têm histórias e culturas diferentes? Ou sempre se vai querer julgar o que acontece no exterior em comparação com nossa história e cultura?", afirmou, em entrevista a um programa de TV. "Fazer isso é um erro."

Para ela, "há uma reação do Brasil face a uma situação de insegurança horrível e de pobreza, que afeta dezenas, talvez uma centena de milhões de pessoas".

Segundo a deputada francesa, "existe uma criminalidade endêmica, que atinge a liberdade dos brasileiros". "Diante da permissividade do governo anterior", prosseguiu, "eles sinalizaram que a segurança era uma prioridade".

Le Pen, que comanda o Agrupamento Nacional (antiga Frente Nacional, que se notabilizou pelo discurso xenófobo e racista), disse não considerar Bolsonaro um ultradireitista.

"A partir do momento em que alguém diz algo desagradável, é [tachado] assim pela mídia francesa. Não vejo o que faria dele um candidato de extrema direita."

Ela está em campanha para emplacar nomes de seu grupo político no Parlamento Europeu, nas eleições programadas para maio que vem.

Nesta semana, foi a Roma discutir uma plataforma conjunta com Matteo Salvini, ministro do Interior e vice-premiê da Itália.


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