Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
‘Estou disposto a ir a uma enfermaria para debater com Bolsonaro’, diz Haddad

Quarta, 10/10/2018 12:11.
Rovena Rosa/Agência Brasil
Haddad fala com a imprensa antes da reunião com a Executiva do PT

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(FOLHAPRESS)

Em entrevista a agências de notícias internacionais nesta quarta-feira (10), o candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou que está disposto "até a ir a uma enfermaria" para debater propostas com seu adversário na corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL).

O capitão reformado foi vítima de um atentado a faca em 6 de setembro e se recupera em sua casa no Rio de Janeiro de duas cirurgias. Ele diz que espera liberação médica para participar dos debates do segundo turno.

Na quinta-feira (4), porém, Bolsonaro concedeu uma entrevista à TV Record que foi vinculada ao mesmo tempo em que era transmitido o debate da TV Globo, ao qual o candidato do PSL não compareceu.

"Ele precisa debater. Estou disposto até a ir a uma enfermaria para debater com ele", disse Haddad durante a entrevista em São Paulo.

A estratégia do candidato do PT é confrontar medidas do governo Lula com as propostas de Bolsonaro e mostrar que o capitão reformado votou, quando deputado, em projetos contrários aos direitos dos trabalhadores. A ideia é dizer que um eventual governo do PSL vai piorar a vida da população mais carente.

Bolsonaro avançou em várias fatias do eleitorado tradicionalmente lulista no primeiro turno, inclusive no Nordeste, e Haddad sabe que precisa recuperar esse voto se quiser vencer a eleição em 28 de outubro.

O petista insistiu também que seu adversário contribui para uma "escalada da violência" no país e que não repreende "correligionários que têm agido violentamente".

Ele citou como exemplo um mestre de capoeira que foi assassinado na Bahia esta semana após uma discussão política -defendendo voto em Haddad.

Sobre acenos a partidos e a criação de uma frente mais ampla em favor da democracia, Haddad repetiu que segue em conversas com o PDT, de Ciro Gomes, e já conseguiu fechar acordos com o PSOL, de Guilherme Boulos, e com o PSB.

Ele recebeu governadores do PSB, como Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PB), em um hotel na capital paulista. Ambos já o apoiavam no primeiro turno.

Haddad defende a ampliação de seu arco de apoio para "outros setores da sociedade" -deve procurar outros atores políticos, inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)- para essa frente, mas evita fazer um aceno ao mercado financeiro.

"Todo o establishment apoia a extrema direita. O mercado tem preferência pelo plano de venda das estatais", disse Haddad, afirmando que é por isso que grande parte dos donos do dinheiro estão com Bolsonaro.

Conforme publicou a Folha de S.Paulo, o PT resiste a indicar os nomes que integrariam uma eventual equipe econômica de Haddad caso ele fosse eleito. Avalia que o aceno ao mercado não precisa ser feito agora e que a campanha deve falar com o povo.

Haddad, por sua vez, escalou auxiliares de sua confiança há algumas semanas para conversar com empresários e investidores e passar uma ideia de que fará um governo moderado, com responsabilidade fiscal.


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Página 3
Rovena Rosa/Agência Brasil
Haddad fala com a imprensa antes da reunião com a Executiva do PT
Haddad fala com a imprensa antes da reunião com a Executiva do PT

‘Estou disposto a ir a uma enfermaria para debater com Bolsonaro’, diz Haddad

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Quarta, 10/10/2018 12:11.

(FOLHAPRESS)

Em entrevista a agências de notícias internacionais nesta quarta-feira (10), o candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou que está disposto "até a ir a uma enfermaria" para debater propostas com seu adversário na corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL).

O capitão reformado foi vítima de um atentado a faca em 6 de setembro e se recupera em sua casa no Rio de Janeiro de duas cirurgias. Ele diz que espera liberação médica para participar dos debates do segundo turno.

Na quinta-feira (4), porém, Bolsonaro concedeu uma entrevista à TV Record que foi vinculada ao mesmo tempo em que era transmitido o debate da TV Globo, ao qual o candidato do PSL não compareceu.

"Ele precisa debater. Estou disposto até a ir a uma enfermaria para debater com ele", disse Haddad durante a entrevista em São Paulo.

A estratégia do candidato do PT é confrontar medidas do governo Lula com as propostas de Bolsonaro e mostrar que o capitão reformado votou, quando deputado, em projetos contrários aos direitos dos trabalhadores. A ideia é dizer que um eventual governo do PSL vai piorar a vida da população mais carente.

Bolsonaro avançou em várias fatias do eleitorado tradicionalmente lulista no primeiro turno, inclusive no Nordeste, e Haddad sabe que precisa recuperar esse voto se quiser vencer a eleição em 28 de outubro.

O petista insistiu também que seu adversário contribui para uma "escalada da violência" no país e que não repreende "correligionários que têm agido violentamente".

Ele citou como exemplo um mestre de capoeira que foi assassinado na Bahia esta semana após uma discussão política -defendendo voto em Haddad.

Sobre acenos a partidos e a criação de uma frente mais ampla em favor da democracia, Haddad repetiu que segue em conversas com o PDT, de Ciro Gomes, e já conseguiu fechar acordos com o PSOL, de Guilherme Boulos, e com o PSB.

Ele recebeu governadores do PSB, como Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PB), em um hotel na capital paulista. Ambos já o apoiavam no primeiro turno.

Haddad defende a ampliação de seu arco de apoio para "outros setores da sociedade" -deve procurar outros atores políticos, inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)- para essa frente, mas evita fazer um aceno ao mercado financeiro.

"Todo o establishment apoia a extrema direita. O mercado tem preferência pelo plano de venda das estatais", disse Haddad, afirmando que é por isso que grande parte dos donos do dinheiro estão com Bolsonaro.

Conforme publicou a Folha de S.Paulo, o PT resiste a indicar os nomes que integrariam uma eventual equipe econômica de Haddad caso ele fosse eleito. Avalia que o aceno ao mercado não precisa ser feito agora e que a campanha deve falar com o povo.

Haddad, por sua vez, escalou auxiliares de sua confiança há algumas semanas para conversar com empresários e investidores e passar uma ideia de que fará um governo moderado, com responsabilidade fiscal.


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