Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Alckmin ataca concentração de bancos e juros altos para o povão

Os amigos do governo têm dinheiro subsidiado,diz o candidato.

Sábado, 5/5/2018 6:24.
EBC.

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THAIS BILENKY
SÃO LUÍS, MA (FOLHAPRESS) - O pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) atacou a concentração bancária e a falta de competitividade do setor financeiro nacional por gerar juros altos para a população.

"O custo do dinheiro no Brasil é muito alto. Como o dinheiro é caro, você dá dinheiro especial para alguns. Os amigos do governo têm dinheiro subsidiado. E o povão paga a mais alta taxa de juros do mundo. Os juros têm que ser baixos para todo mundo", afirmou nesta sexta-feira (4).

Em debate com universitários em São Luís (MA), Alckmin falou com cautela sobre privatização. Questionado sobre seus planos para os bancos estatais, ele deu a entender que os manterá sob controle do poder público.

"O problema nosso não é ter Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES ou outros bancos estatais. O problema nosso é concentração bancária. Tem muito pouco banco, está muito concentrado. Não tem competição. Capitalismo envolve competição", disse.

"Precisa abrir o mercado para ter mais players, mais participantes da iniciativa privada, trazer mais investimento para o Brasil."

O tucano disse que o spread bancário, a diferença entre o juro que o banco capta e o que empresta, no Brasil, "é o maior que existe". "Como você reduz juros? É com competitividade. Em vez de ter quatro, cinco bancos, precisa ter mais e disputa entre eles."

Alckmin afirmou que a iniciativa privada deve assumir tudo "aquilo que não for estratégico para o desenvolvimento".

E então politizou o discurso, fazendo menção à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que foi criada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mantém a TV Brasil.

"A TV do Lula não tem audiência nenhuma, mas está lá, estatal. Tudo é o povo que paga, não sou eu, o governante. Não há dinheiro público. Há dinheiro retirado da mesa das famílias. Você tira da mesa das famílias para pôr dentro do governo", atacou.


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Página 3
EBC.

Alckmin ataca concentração de bancos e juros altos para o povão

Os amigos do governo têm dinheiro subsidiado,diz o candidato.

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Sábado, 5/5/2018 6:24.

THAIS BILENKY
SÃO LUÍS, MA (FOLHAPRESS) - O pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) atacou a concentração bancária e a falta de competitividade do setor financeiro nacional por gerar juros altos para a população.

"O custo do dinheiro no Brasil é muito alto. Como o dinheiro é caro, você dá dinheiro especial para alguns. Os amigos do governo têm dinheiro subsidiado. E o povão paga a mais alta taxa de juros do mundo. Os juros têm que ser baixos para todo mundo", afirmou nesta sexta-feira (4).

Em debate com universitários em São Luís (MA), Alckmin falou com cautela sobre privatização. Questionado sobre seus planos para os bancos estatais, ele deu a entender que os manterá sob controle do poder público.

"O problema nosso não é ter Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES ou outros bancos estatais. O problema nosso é concentração bancária. Tem muito pouco banco, está muito concentrado. Não tem competição. Capitalismo envolve competição", disse.

"Precisa abrir o mercado para ter mais players, mais participantes da iniciativa privada, trazer mais investimento para o Brasil."

O tucano disse que o spread bancário, a diferença entre o juro que o banco capta e o que empresta, no Brasil, "é o maior que existe". "Como você reduz juros? É com competitividade. Em vez de ter quatro, cinco bancos, precisa ter mais e disputa entre eles."

Alckmin afirmou que a iniciativa privada deve assumir tudo "aquilo que não for estratégico para o desenvolvimento".

E então politizou o discurso, fazendo menção à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que foi criada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mantém a TV Brasil.

"A TV do Lula não tem audiência nenhuma, mas está lá, estatal. Tudo é o povo que paga, não sou eu, o governante. Não há dinheiro público. Há dinheiro retirado da mesa das famílias. Você tira da mesa das famílias para pôr dentro do governo", atacou.


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