Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Ciro diz que paralisação é 'mais legítima' após acordo com Temer

Terça, 29/5/2018 17:56.
Marcelo Chello/CJPress/Folhapress
Pré-candidato a Presidência do Brasil pelo PDT, Ciro Gomes, participa da reunião-almoço com o tema “Eleições 2018 – Reformas e Desenvolvimento”, no Clube Transatlânitco, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira.

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(FOLHAPRESS)

O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) disse nesta terça-feira (29), em São Paulo, que a paralisação dos caminhoneiros, que já está no nono dia, se tornou "mais legítima" depois do acordo fechado com Michel Temer, classificado por Ciro como "aberração".

"[A paralisação] É mais legítima a partir do acordo do que antes. Porque agora trata-se de uma greve de gente trabalhadora, sofrida, e não um locaute de empresários aproveitadores", disse o presidenciável, após um encontro com empresários organizado pelo Club Transatlântico e as Eurocâmaras de comércio.

Segundo Ciro, o acordo -que prevê a redução do preço do diesel por 60 dias e determina reajustes mensais e não diários a partir disso, além de outras três concessões- foi fechado por Temer com empresários do ramo de transportes e não com os caminhoneiros autônomos.

"Os que já estão anunciando que acabou a greve são os grandes transportadores que dominam 70% do mercado. Mas 30% ou 34% do mercado são caminhoneiros autônomos que estão tendo um prejuízo monstruoso, porque o frete, pela crise econômica, não repassa essa estupidez da política de preços da Petrobras", disse Ciro a jornalistas.

O pré-candidato afirmou que o acordo fechado por Temer é uma "aberração" por manter a causa do momento de caos -a "política de preços fraudulenta praticada pelo Sr. Pedro Parente [presidente da Petrobras]", segundo ele.

Com 9% de intenção de votos nas pesquisas, Ciro disse que, se for eleito, vai retomar construção de refinarias para "fazer do complexo industrial do óleo e gás e da bioenergia uma grande saída de progresso e de emprego".

Para ele, a solução para a crise seria demitir o presidente da Petrobras e adotar uma matriz de custos "validada transparentemente pelo mercado, em que o custo do petróleo é o custo nacional brasileiro, que hoje são US$ 17 contra US$ 90 que o Pedro Parente está cobrando".

"O Brasil atingiu a autossuficiência ali pelos anos 80, e agora nós temos superprodução. Veja que absurdo: na hora que o Brasil tem superprodução, nós viramos o importador crescente de derivados, em dólar", disse.

FORÇAS ARMADAS

Questionado sobre os pedidos de intervenção militar, Ciro disse que isso é um movimento isolado de "aproveitadores querendo tirar casquinha" e que não há risco de golpe militar porque as "Forças Armadas têm se comportado".

"Não [há um risco] porque as Forças Armadas têm se comportado com profissionalismo muito respeitável. Nós brasileiros temos que ter orgulho do comportamento das nossas Forças Armadas neste momento", disse.

Segundo ele, os militares "têm conseguido se preservar" apesar da "manipulação" do governo federal, que chamou o Exército para "enfrentar sem orçamento, sem planejamento, o drama da segurança pública no Rio de Janeiro" e para reprimir a paralisação dos caminhoneiros.

"Eu vejo esse como um momento de exuberância democrática, porque o que afirma a democracia é o poder do povo. Estamos vendo o povo se levantar. Tem muito transtorno, muito problema, muito sofrimento, muita gente está pagando o que não merecia pagar, muito oportunista tentando tirar casquinha disso, mas é o povo brasileiro se levantando contra um despotismo corrupto", afirmou.

Ele alfinetou, inclusive, o também pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL), que tem visto um grande apoio nas manifestações dos caminhoneiros. "O Bolsonaro já gravou um vídeo no Facebook claramente mostrando que não tem nada a ver a ideia de ele ser solidário [com os caminhoneiros]. Ele já pediu ao pessoal para voltar."


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Marcelo Chello/CJPress/Folhapress
Pré-candidato a Presidência do Brasil pelo PDT, Ciro Gomes, participa da reunião-almoço com o tema “Eleições 2018 – Reformas e Desenvolvimento”, no Clube Transatlânitco, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira.
Pré-candidato a Presidência do Brasil pelo PDT, Ciro Gomes, participa da reunião-almoço com o tema “Eleições 2018 – Reformas e Desenvolvimento”, no Clube Transatlânitco, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira.

Ciro diz que paralisação é 'mais legítima' após acordo com Temer

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Terça, 29/5/2018 17:56.

(FOLHAPRESS)

O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) disse nesta terça-feira (29), em São Paulo, que a paralisação dos caminhoneiros, que já está no nono dia, se tornou "mais legítima" depois do acordo fechado com Michel Temer, classificado por Ciro como "aberração".

"[A paralisação] É mais legítima a partir do acordo do que antes. Porque agora trata-se de uma greve de gente trabalhadora, sofrida, e não um locaute de empresários aproveitadores", disse o presidenciável, após um encontro com empresários organizado pelo Club Transatlântico e as Eurocâmaras de comércio.

Segundo Ciro, o acordo -que prevê a redução do preço do diesel por 60 dias e determina reajustes mensais e não diários a partir disso, além de outras três concessões- foi fechado por Temer com empresários do ramo de transportes e não com os caminhoneiros autônomos.

"Os que já estão anunciando que acabou a greve são os grandes transportadores que dominam 70% do mercado. Mas 30% ou 34% do mercado são caminhoneiros autônomos que estão tendo um prejuízo monstruoso, porque o frete, pela crise econômica, não repassa essa estupidez da política de preços da Petrobras", disse Ciro a jornalistas.

O pré-candidato afirmou que o acordo fechado por Temer é uma "aberração" por manter a causa do momento de caos -a "política de preços fraudulenta praticada pelo Sr. Pedro Parente [presidente da Petrobras]", segundo ele.

Com 9% de intenção de votos nas pesquisas, Ciro disse que, se for eleito, vai retomar construção de refinarias para "fazer do complexo industrial do óleo e gás e da bioenergia uma grande saída de progresso e de emprego".

Para ele, a solução para a crise seria demitir o presidente da Petrobras e adotar uma matriz de custos "validada transparentemente pelo mercado, em que o custo do petróleo é o custo nacional brasileiro, que hoje são US$ 17 contra US$ 90 que o Pedro Parente está cobrando".

"O Brasil atingiu a autossuficiência ali pelos anos 80, e agora nós temos superprodução. Veja que absurdo: na hora que o Brasil tem superprodução, nós viramos o importador crescente de derivados, em dólar", disse.

FORÇAS ARMADAS

Questionado sobre os pedidos de intervenção militar, Ciro disse que isso é um movimento isolado de "aproveitadores querendo tirar casquinha" e que não há risco de golpe militar porque as "Forças Armadas têm se comportado".

"Não [há um risco] porque as Forças Armadas têm se comportado com profissionalismo muito respeitável. Nós brasileiros temos que ter orgulho do comportamento das nossas Forças Armadas neste momento", disse.

Segundo ele, os militares "têm conseguido se preservar" apesar da "manipulação" do governo federal, que chamou o Exército para "enfrentar sem orçamento, sem planejamento, o drama da segurança pública no Rio de Janeiro" e para reprimir a paralisação dos caminhoneiros.

"Eu vejo esse como um momento de exuberância democrática, porque o que afirma a democracia é o poder do povo. Estamos vendo o povo se levantar. Tem muito transtorno, muito problema, muito sofrimento, muita gente está pagando o que não merecia pagar, muito oportunista tentando tirar casquinha disso, mas é o povo brasileiro se levantando contra um despotismo corrupto", afirmou.

Ele alfinetou, inclusive, o também pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (PSL), que tem visto um grande apoio nas manifestações dos caminhoneiros. "O Bolsonaro já gravou um vídeo no Facebook claramente mostrando que não tem nada a ver a ideia de ele ser solidário [com os caminhoneiros]. Ele já pediu ao pessoal para voltar."


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