Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Na contramão de adversários, Meirelles se diz contra armas no campo

Quarta, 29/8/2018 15:58.
EBC.

Publicidade

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na contramão de seus principais adversários do campo de direita, o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) se disse contra o porte de arma na zona rural.

"Vamos ter homicídios em massa. Isso é inaceitável", afirmou o ex-ministro da Fazenda em entrevista após sabatina da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), nesta quarta-feira (29).

Armar o homem do campo é bandeira de Jair Bolsonaro (PSL) e passou a ser também de Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta reconquistar apoio do agronegócio.

Meirelles rebateu diretamente declaração de Bolsonaro que, em entrevista ao Jornal Nacional, defendeu que se condecorasse policiais que matassem criminosos.

"No momento em que vamos condecorar militar que mate bandido sem julgamento, vamos instaurar selvageria porque estamos abolindo a democracia e os direitos fundamentais", afirmou Meirelles.

Mais cedo, na sabatina, o ex-ministro disse aos empresários do agronegócio que violência deveria ser combatida com inteligência.

"Acho que violência se enfrenta com inteligência. Não é com volta atrás", afirmou Meirelles.

"Distribuir armas entendemos perfeitamente que pode ser uma primeira tentação. Se o Estado não cumpre a sua obrigação, então me deixa aqui carregar uma metralhadora que vou dar tiro aí em qualquer invasor. Só que isso nós vamos voltar à situação de selvageria, vamos caminhar atrás centenas de anos em termos de estabelecimento do Estado de direito, do direito à propriedade, do direito às garantias fundamentais", disse Henrique Meirelles.

O candidato também ironizou o fato de Bolsonaro ter sido convidado para o evento, mas ter decidido não aparecer.
Provocado a comentar a crise humanitária na fronteira com a Venezuela, Meirelles disse que o Brasil respeita os direitos humanos, mas que tem que preservar os interesses da população de Roraima.

O candidato também fez críticas ao regime ditatorial do país vizinho.

"Temos que ser firmes com o regime da Venezuela. Evidentemente que é um pais soberano, temos que respeitar. Mas não podemos ajudar o regime", disse o presidenciável, lembrando que governos do PT fizeram empréstimos ao país.

Antes de Meirelles, Alckmin participou do evento e, questionado por jornalistas sobre a situação envolvendo a Venezuela, recusou-se a responder.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
EBC.

Na contramão de adversários, Meirelles se diz contra armas no campo

Publicidade

Quarta, 29/8/2018 15:58.

DANIEL CARVALHO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na contramão de seus principais adversários do campo de direita, o presidenciável Henrique Meirelles (MDB) se disse contra o porte de arma na zona rural.

"Vamos ter homicídios em massa. Isso é inaceitável", afirmou o ex-ministro da Fazenda em entrevista após sabatina da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), nesta quarta-feira (29).

Armar o homem do campo é bandeira de Jair Bolsonaro (PSL) e passou a ser também de Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta reconquistar apoio do agronegócio.

Meirelles rebateu diretamente declaração de Bolsonaro que, em entrevista ao Jornal Nacional, defendeu que se condecorasse policiais que matassem criminosos.

"No momento em que vamos condecorar militar que mate bandido sem julgamento, vamos instaurar selvageria porque estamos abolindo a democracia e os direitos fundamentais", afirmou Meirelles.

Mais cedo, na sabatina, o ex-ministro disse aos empresários do agronegócio que violência deveria ser combatida com inteligência.

"Acho que violência se enfrenta com inteligência. Não é com volta atrás", afirmou Meirelles.

"Distribuir armas entendemos perfeitamente que pode ser uma primeira tentação. Se o Estado não cumpre a sua obrigação, então me deixa aqui carregar uma metralhadora que vou dar tiro aí em qualquer invasor. Só que isso nós vamos voltar à situação de selvageria, vamos caminhar atrás centenas de anos em termos de estabelecimento do Estado de direito, do direito à propriedade, do direito às garantias fundamentais", disse Henrique Meirelles.

O candidato também ironizou o fato de Bolsonaro ter sido convidado para o evento, mas ter decidido não aparecer.
Provocado a comentar a crise humanitária na fronteira com a Venezuela, Meirelles disse que o Brasil respeita os direitos humanos, mas que tem que preservar os interesses da população de Roraima.

O candidato também fez críticas ao regime ditatorial do país vizinho.

"Temos que ser firmes com o regime da Venezuela. Evidentemente que é um pais soberano, temos que respeitar. Mas não podemos ajudar o regime", disse o presidenciável, lembrando que governos do PT fizeram empréstimos ao país.

Antes de Meirelles, Alckmin participou do evento e, questionado por jornalistas sobre a situação envolvendo a Venezuela, recusou-se a responder.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade