Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Eleições
Candidatura de Bolsonaro é inviável, diz Alckmin no Sul

Terça, 28/8/2018 9:11.
Pedro Ladeira/Folhapress
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin na convenção nacional do PSDB

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THAIS BILENKY / PELOTAS, RS (FOLHAPRESS)

Com desempenho aquém da média histórica do PSDB no Sul e no Sudeste do país, o tucano Geraldo Alckmin disse em Pelotas (RS) apostar na comparação entre candidatos para superar Jair Bolsonaro (PSL).

Em região majoritariamente antipetista, Alckmin aproveitou uma entrevista para criticar o partido de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não tenho a menor preocupação. Bolsonaro é uma candidatura inviável. No segundo turno, não ganha de ninguém. Não vai chegar lá, é uma coisa transitória", afirmou. "Nós vamos estar no segundo turno, e o segundo turno é uma nova eleição."

Ao lado da sua candidata a vice, a senadora gaúcha Ana Amélia (PP), crítica do PT, Alckmin cumpre agenda no Rio Grande do Sul nesta segunda e terça-feira. A região é prioritária para a campanha pelo potencial de crescimento nas pesquisas na zona azul do mapa nacional.

Questionado sobre a PEC do Teto, o tucano mencionou espontaneamente o partido adversário. "PEC do Teto não precisaria existir se não existisse o PT", disse. "O PT quebra governo para ganhar a eleição."

Ele mencionou a gravidade da saúde econômica do país ao se colocar como candidato da austeridade, em contraponto ao que chama de gastança e populismo fiscal da era petista.

"É interessante, as pessoas não acreditam que é possível cortar gasto. Acham que não, sem aumentar imposto não tem solução. Tem, sim. Quem apaga a luz é quem paga a conta", afirmou.

"O governante tem que ser um zelador, zelar pelo dinheiro do povo para não ter que aumentar impostos."

Para Alckmin, "a sociedade não está bem consciente da gravidade da situação. O governo gasta R$ 140 bilhões a mais do que arrecada, não investe absolutamente nada, não paga a dívida de R$ 5,2 trilhões."

Citando indiretamente Bolsonaro, voltou a condenar discursos inflamados e disse apostar na comparação entre candidatos para ganhar votos.

"Eleição começa mesmo em setembro, mais perto do processo eleitoral, mudou o horário da novela, aí você [pensa]: 'onde é que guardei meu título de eleitor?'. Aí que vai começar a campanha. O que um falou, o que o outro falou, a comparação. Até agora é tudo recall", afirmou.

"Estamos em uma encruzilhada. Ou nós vamos pegar o rumo da confiança, das reformas", disse interrompendo o raciocínio para não cogitar outra hipótese. "O Brasil não vai mudar no berro, não vai mudar com violência."

Questionado sobre como pretende conquistar o apoio do agronegócio, cuja base hoje está com o capitão reformado, o tucano se apresentou como parte do setor.

"Já estamos conquistando. Até os 16 anos, eu não morei na cidade, morei na zona rural. Meu pai era veterinário. Eu sou um homem do campo", disse.

Também nesta seara Alckmin conta com Ana Amélia, que desde o tempo em que atuou como jornalista (ela está no final de seu primeiro mandato no Senado) é ligada ao agronegócio.

A expectativa da campanha é que a pepista se torne a nova rainha da motosserra, depois que Katia Abreu (PDT-TO) se aproximou de Dilma Rousseff (PT) e atenuou a imagem de conservadora.

A evidenciar a mudança, ela hoje é vice na chapa de Ciro Gomes (PDT).

Os planos são que Ana Amélia rode o Sul do país, com Alckmin e sozinha, para reconquistar a região.

O tucano foi recebido com um protesto silencioso em Pelotas. Vizinho ao centro de atendimento ao autista visitado pela dupla, o motorista João Alexandre, 68, pendurou bandeiras do PT e com a frase Lula Livre na fachada de sua casa.

"Sou contra Alckmin porque ele se juntou à banda podre da política, que é o centrão", afirmou.


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Página 3
Pedro Ladeira/Folhapress
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin na convenção nacional do PSDB
O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin na convenção nacional do PSDB

Candidatura de Bolsonaro é inviável, diz Alckmin no Sul

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Terça, 28/8/2018 9:11.

THAIS BILENKY / PELOTAS, RS (FOLHAPRESS)

Com desempenho aquém da média histórica do PSDB no Sul e no Sudeste do país, o tucano Geraldo Alckmin disse em Pelotas (RS) apostar na comparação entre candidatos para superar Jair Bolsonaro (PSL).

Em região majoritariamente antipetista, Alckmin aproveitou uma entrevista para criticar o partido de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não tenho a menor preocupação. Bolsonaro é uma candidatura inviável. No segundo turno, não ganha de ninguém. Não vai chegar lá, é uma coisa transitória", afirmou. "Nós vamos estar no segundo turno, e o segundo turno é uma nova eleição."

Ao lado da sua candidata a vice, a senadora gaúcha Ana Amélia (PP), crítica do PT, Alckmin cumpre agenda no Rio Grande do Sul nesta segunda e terça-feira. A região é prioritária para a campanha pelo potencial de crescimento nas pesquisas na zona azul do mapa nacional.

Questionado sobre a PEC do Teto, o tucano mencionou espontaneamente o partido adversário. "PEC do Teto não precisaria existir se não existisse o PT", disse. "O PT quebra governo para ganhar a eleição."

Ele mencionou a gravidade da saúde econômica do país ao se colocar como candidato da austeridade, em contraponto ao que chama de gastança e populismo fiscal da era petista.

"É interessante, as pessoas não acreditam que é possível cortar gasto. Acham que não, sem aumentar imposto não tem solução. Tem, sim. Quem apaga a luz é quem paga a conta", afirmou.

"O governante tem que ser um zelador, zelar pelo dinheiro do povo para não ter que aumentar impostos."

Para Alckmin, "a sociedade não está bem consciente da gravidade da situação. O governo gasta R$ 140 bilhões a mais do que arrecada, não investe absolutamente nada, não paga a dívida de R$ 5,2 trilhões."

Citando indiretamente Bolsonaro, voltou a condenar discursos inflamados e disse apostar na comparação entre candidatos para ganhar votos.

"Eleição começa mesmo em setembro, mais perto do processo eleitoral, mudou o horário da novela, aí você [pensa]: 'onde é que guardei meu título de eleitor?'. Aí que vai começar a campanha. O que um falou, o que o outro falou, a comparação. Até agora é tudo recall", afirmou.

"Estamos em uma encruzilhada. Ou nós vamos pegar o rumo da confiança, das reformas", disse interrompendo o raciocínio para não cogitar outra hipótese. "O Brasil não vai mudar no berro, não vai mudar com violência."

Questionado sobre como pretende conquistar o apoio do agronegócio, cuja base hoje está com o capitão reformado, o tucano se apresentou como parte do setor.

"Já estamos conquistando. Até os 16 anos, eu não morei na cidade, morei na zona rural. Meu pai era veterinário. Eu sou um homem do campo", disse.

Também nesta seara Alckmin conta com Ana Amélia, que desde o tempo em que atuou como jornalista (ela está no final de seu primeiro mandato no Senado) é ligada ao agronegócio.

A expectativa da campanha é que a pepista se torne a nova rainha da motosserra, depois que Katia Abreu (PDT-TO) se aproximou de Dilma Rousseff (PT) e atenuou a imagem de conservadora.

A evidenciar a mudança, ela hoje é vice na chapa de Ciro Gomes (PDT).

Os planos são que Ana Amélia rode o Sul do país, com Alckmin e sozinha, para reconquistar a região.

O tucano foi recebido com um protesto silencioso em Pelotas. Vizinho ao centro de atendimento ao autista visitado pela dupla, o motorista João Alexandre, 68, pendurou bandeiras do PT e com a frase Lula Livre na fachada de sua casa.

"Sou contra Alckmin porque ele se juntou à banda podre da política, que é o centrão", afirmou.


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