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Entrevista candidatos: Leonel Pavan (PSDB) e Fábio Flôr (PP)
Eduardo Santos

Sexta, 30/9/2016 14:59.

A união entre Leonel Pavan e Fábio Flôr foi uma decisão de última hora, ambos tinham projetos diferentes no período pré-eleitoral. Enquanto Pavan apostava todas as fichas no filho Júnior, estreante em política, para liderar o grupo de oposição que se encontrava semanalmente, Fábio Flôr acreditava que seria o escolhido do prefeito que o surpreendeu com uma rasteira de última hora. Poucos dias antes da convenção, Pavan e Fábio decidiram juntar forças, abriram uma terceira via e hoje apostam na experiência de vida pública que ambos possuem.

Nome: Leonel Arcângelo Pavan

Idade: 62
Formação: 3o grau incompleto
Estado civil: Casado com Bernardete Pavan
Filhos: Juliana, 33 e Júnior, 32
Netos: 3
Natural: Sarandi/RS
Em BC desde: 1974
Vida político-partidária: Vereador pelo PMDB em 1982. Filiou-se em seguida ao PDT e elegeu-se prefeito em 1988; deputado federal em 1994; prefeito em 1997; filiou-se ao PSDB e elegeu-se prefeito em 2000; senador em 2002; vice-governador em 2006; governador em 2010 e deputado estadual em 2014.
Livro: “Arte da Guerra”
Filme: ‘Os filhos de Francisco’
Música: ‘Das roupas velhas do pai’
Lazer: Convívio com a família e com amigos
Perfil: Exigente, perfeccionista, tolerante.

Nome completo: Fábio Francisco Flôr

Idade: 40 anos
Formação: contabilista
Estado civil: casado com Patrícia
Filhos: Gustavo, 16, Gabriela, 10 anos
Natural de: Balneário Camboriú
Vida político-partidária: foi eleito primeira vez como vereador pelo PTB em 2004. Em 2012, se elegeu vereador pelo PP. Ficou como suplente de deputado em 2014, e assumiu a cadeira em meados de 2016.
Cargos que ocupou: secretário da Fazenda e do Planejamento durante governo Piriquito.
Livro: Bíblia
Filme: À Procura da Felicidade
Música: sertanejo de raíz
Lazer: Ficar com a família, passar tempo no interior junto à natureza
Perfil: Determinado, exigente e bastante emotivo.

Uma das críticas mais contundentes até aqui foi sobre as coligações firmadas. O senhor surpreendeu duas vezes, primeiro porque o pré-candidato era o seu filho e depois lançou seu próprio nome e segundo, porque se coligou com alguém que era da continuidade do governo Piriquito, seu adversário político. O que o senhor tem a dizer para o eleitor sobre essa situação?

Pavan - Primeiro, a nossa coligação talvez seja enxuta porque não aceitamos trocar cargos, talvez seja por isso. Segundo, estou coligado com o Fábio Flôr do PP e não com o Piriquito do PMDB.

Mas o Fábio Flôr era o candidato do Piriquito…

Pavan - Assim como o vice do outro, 11 faziam parte, como secretário, do atual prefeito. O Fábio está comigo e esteve em pastas importantes como Fazenda e Planejamento. Mas se formos olhar, tem chapa aí que teve 11 secretários no governo Piriquito. Eu coliguei com o PP, Fábio Flôr e com partidos que não exigiram participação do governo, se não, não haveria coligação.

E sobre a primeira surpresa, que seria o seu filho o candidato?

Era o Leonel Júnior o candidato, mas assim como em 1996, quando chegávamos de Brasília, muito recado, faixas, cartazes, adesivos de parachoque “Volte Pavan, aconteceu muito isso aqui na cidade. Por outro lado o Leonel Júnior disse “pai você disse que deseja sempre um dia voltar a ser prefeito de Balneário Camboriú, o momento é agora, a cidade não está bem, a autoestima da população está ruim, o governo vai mal e eles pedem pelo senhor” e eu fiz uma avaliação. Sou uma pessoa muito crítica nessa questão, de vez em quando eu comentava, deviam ter feito isso, deixaram de fazer aquilo e isso acabou me envolvendo ainda mais neste processo. O Fábio Flôr disse “Pavan vamos juntos, a cidade precisa de você e eu quero ser teu parceiro pra retomar o crescimento social e econômico da cidade”. Avaliei o convite, os “Volte Pavan” que foram inúmeros, amigos que me telefonavam constantemente e as questões da cidade. A cidade precisa de um Pavan de novo, precisa de mim de novo e eu sei que eu poderei fazer o melhor por esse município.

Fábio, quando o candidato fala que o governo está mal, não é uma coisa conflitante para você? Porque você fez parte do governo…

Fábio - Primeiro respondendo o questionamento feito ao Pavan. Eu era candidato a prefeito, nós, a partir da decisão do PMDB de lançar candidatura própria, passamos a construir um novo momento. E nisso encontramos o parceiro PSDB. Há uma semana da convenção, PSDB e PP fecharam que estariam juntos sem definir quem seria candidato a prefeito ou a vice e na reta final, o Pavan disse eu fiz um desafio, como tantas pessoas nas ruas faziam a ele, “Pavan eu acho que o momento da política exige a tua candidatura, e eu me coloco a disposição de estar juntos nesse processo. Quanto ao governo estar bem ou estar mal, basta conversar com as pessoas na rua. Mesmo quando eu estive como secretário, “Fábio você faria tudo de volta?” Faria. Nós estendemos a mão à cidade no momento em que aceitamos o desafio de dar sustentabilidade política ao governo e eu assumi a secretaria de Planejamento e desenvolvemos um bom trabalho. Nós, num período curto que tivemos, fomos o animador principal do processo de revisão do Plano Diretor que estava se arrastando há dois anos e meio. Foram 108 delegados, muita gente envolvida, mas nós fomos o animador principal. A decisão de retomar a discussão foi nossa, estava parado. Nós fizemos intervenções importantes na cidade e vou destacar apenas uma, que foi a continuidade da Quarta Avenida, que estava há pelo menos oito anos com os imóveis congelados, dinheiro em caixa e a obra parada, as desapropriações paradas. Assumimos o desafio e desapropriados. Se o governo está mal ou bem, a população diz na rua, agora a parte que assumimos, exercemos com toda dedicação e trabalho e penso que deixamos marcas positivas.

A gente está vivendo um momento em que a imagem dos políticos está bem em baixa e mesmo assim vocês se colocaram à disposição mais uma vez em uma eleição, o que vocês acham que é necessário para mudar essa imagem?

Pavan - Assim como nós, milhares de outros brasileiros estão tendo coragem de colocar o nome para romper desafios, o momento como esse realmente a imagem política está desgastada e isso com diversos setores da sociedade, juntos. Eu sempre fiz um bom governo, nunca tive um problema que impedisse minhas candidaturas, sou ficha limpa e posso andar de cabeça erguida para buscar os votos. Oito eleições, oito vitórias, sempre de cabeça erguida. Acho que quem tem problema, nem pode concorrer.

As redes sociais estão em alta nessa campanha, mas podem ser usadas tanto para um lado positivo como pode ser um lado negativo, às vezes o nível despenca, etc. Como vcs estão lidando com isso?

Pavan - As minhas redes sociais são uma questão pessoal minha, exceto agora, que é muita proposta e plano de governo. Costumo construir minhas redes sociais interagindo com minha família e meus amigos.

Mas vocês estão usando agora na campanha…

Pavan - Sim, muito mais em função do momento político. As redes sociais são uma ferramenta importante para a juventude saber quem somos, o que queremos, o que a cidade precisa. A sociedade em geral interage muito e estamos usando essa ferramenta para mostrar aquilo que defendemos.

Fábio - Eu vejo a rede social como uma ferramenta extraordinária para o eleitor, porque ele é protagonista nesse processo. Sobre isso de colocar o nome à disposição, realmente é um ato de coragem porque sai do conforto da sua vida privada para colocar-se como cidadão público. Mas o grande protagonista é o cidadão, o eleitor e esse voto único e individual é que define o futuro da tua cidade nos próximos quatro anos. E as redes sociais são um mecanismo extraordinário na democratização desse processo onde o cidadão passou a ser mais participativo, ele tem poder de interação e decisão maior, tanto no processo eleitoral, como depois na gestão, de participar efetivamente e passa a ter voz no processo administrativo da cidade. Acho fantástico esse fenômeno que tem transformado a política e tem tornado os cidadãos mais conscientes do poder do voto.

Agora com a campanha nas ruas, o que vocês estão ouvindo mais de reclamações da população?

Pavan - Estamos conversando muito sobre o futuro de Balneário Camboriú, que é um tema muito geral. Muitas pessoas ainda não nos conhecem, nossa história ou o trabalho que realizamos, então explicamos muito o que fiz quando prefeito porque não sabem dos feitos que realizamos quando prefeito. Aí quando explico, eles começam a conhecer melhor a gente. Os que me conhece perguntam sobre as propostas, os que não conhecem querem saber o que fizemos enquanto prefeito. Mas há duas reivindicações fortíssimas: saúde e segurança.

E falando de saúde, temos problemas sérios como as filas enormes, falta de especialistas que rendem filas de até um ano, fora os salários baixos, que foi bandeira de campanha de Piriquito, mas que continua sendo um problema, como vocês pensam em resolver isso?

Pavan - Nos nossos governos nós inovamos no atendimento da saúde, agendávamos as consultas por telefone. Vamos marcar agora por mensagem, telefone e internet, o que vai diminuir e muito o sofrimento das pessoas nas filas. Outra questão é dos médicos especialistas. Temos aí mais de 3 mil pessoas esperando ser atendido na ortopedia, duas mil pessoas precisando de cardiologista, então é preciso especialistas, em todas as áreas. É preciso ser parceiro e buscar junto ao Estado convênios para reabrir o antigo Santa Inês e nós já fomos falar com os atuais diretores e eles se propuseram a abrir com 60% SUS. Isso vai diminuir o problema na falta de médicos, contratar especialistas, diminuir as filas com mensagens e internet, todo esforço para reabrir o antigo Santa Inês.

Fábio - Nós com a implantação do agendamento pela internet e telefone vamos dar muito mais eficiência a todo o atendimento. Com mais médicos e médicos especialistas vamos gerar economia, porque hoje você faz atendimento e faz encaminhamento para exame, você espera um bom tempo para conseguir fazer o exame, quando consegue você vai reagendar o especialista e aí leva um tempo para ser atendido, já venceu o exame e fica nesse ciclo de desperdício de dinheiro público. Se você aumentar a eficiência com mais médicos, e com agendamentos mais modernos vamos diminuir automaticamente. Você aumenta uma conta, porque precisa de mais profissionais, mas não se faz saúde sem ter médicos e especialistas, só que ao mesmo tempo reduz uma conta que você diminui gasto com exames feitos e tem que ser refeitos.

E sobre a privatização do Ruth Cardoso?

Fábio - Temos que melhorar a qualidade de gestão do Ruth Cardoso. São serviços executados dentro do hospital que podem ser terceirizados, mas o Hospital tem que continuar com atendimento público gratuita à população.

Pavan - E vamos abrir o pronto socorro, que ainda está fechado.

E já que a segurança é outro setor com muitos problemas, entre eles a criminalidade crescente, a diminuição do efetivo, a falta de um CIP e de políticas públicas de prevenção, o que vocês têm de propostas para a segurança?

Pavan - Quando fui governador, fiz o maior concurso público da história de Santa Catarina e um dos maiores do Brasil. Foram três mil policiais militares e 603 vagas para Civil, e muitos deles vieram para cá. Porém, os militares estão diminuindo, temos menos hoje do que no passado. Faltou influência talvez, do prefeito, perante o governo do Estado. Ele abriu a Guarda Municipal, parabéns, excelente, é algo que temos que abraçar e investir no aumento de policiais, equipamentos e condições de segurança para combater o crime.

Até acho que temos mais guardas já do que PM…

Pavan - Tem e tem que ampliar mais ainda. É preciso dividir essa responsabilidade com o Estado. Nós vamos colocar unidades de guardas nos bairros, fixas e móveis. E vamos reimplantar as barreiras que funcionavam quando eu era prefeito, nas entradas e saídas da cidade. O problema de segurança acontece em função da falta de investimentos também na sociedade, pessoal desempregado, não tem praças, áreas com wifi, não tem prática esportiva, acabou incentivo, aquela relação importante entre colégios, as olimpíadas estudantis, atividades aos finais de semana, aonde se ocupava bastante as crianças. Hoje em dia, casas pequenas, crianças nas ruas e muitos acabam se perdendo, levadas por emoção até caminhos tortuosos. O poder público precisa criar mecanismos que ocupe a cabeça dos nossos adolescentes com lazer, cultura, etc.

Quanto ao centro do menor infrator, lembro que no governo do Castro, ele rejeitou governo que viria do Estado e desde então Balneário não conseguiu mais um CIP, que é uma coisa extremamente necessária.

Pavan - Nós vamos usar nossa influência, e temos bastante, perante governos constituídos, estadual e federal, e fazer uma política voltada ao adolescente. Uma política forte. Justamente isso que foi perdido no passado ainda há como você fazer projeto e sensibilizar para termos convênios e investir nessa área.

Fábio - Não há milagre, é investimento em educação, esporte, lazer, cultura, social, na geração de emprego, renda. Essas são as ações preventivas. Parceria cada vez mais com a PM no programa PROERD. Temos que investir e ser parceiros das entidades de tratamento e combate às drogas, mas vamos certamente fortalecer o papel da Guarda, reimplantar as barreiras fixas e criar interatividade em parceria com Polícia Militar, Civil e Guarda.

Pavan - A própria secretaria de Segurança foi criada pelo Rubens Spernau, que era um governo do 45, não tínhamos. Temos que alimentar o que foi criado por nós e fortalecê-la.

A Comissão de Educação da Câmara fez um levantamento que revelou um quadro crítico de falta de vagas nas creches, falta de manutenção, fora reivindicações por educação integral, desvalorização do profissional, e agora o IDEB para completar foi bem ruim para Balneário. O que vocês pretendem fazer nessa área?

Pavan - Isso é uma responsabilidade do Poder Executivo que tem que ser colocado em primeiro plano. Criança! Se não tivermos condições de atender as crianças dos nossos trabalhadores, vamos ter problemas em ter pessoas preparadas e dispostas para suas atividades nas empresas e para receber o turista. Sempre digo que a cidade só é boa para o turista, e isso digo desde 1989, se primeiro for boa para o povo que nela mora e cidade boa para o povo é saber que o policial, camareira, o camelô, o ambulante, enfim, quem tem ligação direta com o turismo, saber que estão tranquilos, que tem creche, que tem escola, saúde. Infelizmente Balneário está desmotivada. Em oito anos parece que se construiu uma creche só, eu não me recordo se tem mais. Em oito anos! E a população aumentou, não se construiu nenhuma escola. Eles falam que aumentaram, mas isso é um fato natural. Faltou investimentos por parte do atual governo nesse setor. A única escola de tempo integral de Balneário Camboriú e a primeira do sul do Brasil foi criada por mim, que foi o CIEP. Está lá até hoje, depredada. Esses dias fiz um vídeo aí mandaram limpar um pouco, mas depredado. é uma vergonha que o poder público não zele pelo patrimônio público da cidade. Mas não é só o CIEP, as escolas estão sem pintura, sem zelo, o prefeito não participa e acho que ele não conhece, porque o prefeito tem que ser presente. Se ele fosse visitar a escola, as creches, tivesse contato com os professores, com as APPs e com os alunos ele não deixaria as escolas, creches e centros comunitários como estão hoje. Eu era presente. Ia verificar alimentação dos alunos, a manutenção e tinha uma boa equipe, que ficava percorrendo só a manutenção desses equipamentos para que não só as crianças, mas os pais chegassem lá e se sentissem bem e saíssem de lá felizes em ver aonde está seu filho, bem estudado, que os equipamentos são de qualidade, e claro, motivação aos professores. Desde o material pedagógico, pedagógico, uniforme, sempre foram colocados em quantidade...tudo que era necessário aos profissionais.

Nunca falamos tanto em meio ambiente e mesmo assim Balneário continua enfrentando problemas antigos, como o desequilíbrio da praia central, o problema de poluição do Rio Camboriú. O que vocês têm de proposta para essa área?

Pavan - Quem criou a primeira secretaria municipal de meio ambiente de Santa Catarina fomos nós, não existia em nenhum município e ela funcionava no início ao lado do gabinete do prefeito. Nós criamos o parque ecológico e ali criamos, porque o meio ambiente envolve muita coisa. Eu sempre gosto de lembrar os nomes de Raimundo Malta, Ike Gevaerd e o próprio Escova, que era o trio dentro da secretaria do meio ambiente, plantamos um milhão de mudas de árvores e criamos a APA, criamos a bacia do Rio Camboriú. Criamos uma lei, que para você tirar um alvará de uma empresa, ou para vender imóvel, primeiro tinha que ter alvará sanitário, para verificar se estava a ligação de esgoto correta, hoje está tudo poluído não sei se estão fiscalizando ou não. E isso, que na época o esgoto era Casan, era responsabilidade do Estado e nós fazíamos a fiscalização para o Estado. Passou a ser do município em 2008 quando eu era vice-governador e o Spernau era prefeito e nós encaminhamos esse processo de municipalização. A questão da água, temos que trabalhar em parceria. O próximo governo, se não trabalhar em parceria com Camboriú na questão ambiental, teremos problemas. O atual prefeito não está nem na AMFRI, imagine fazer parceria com Camboriú. E tem outro problema do esgoto: em oito anos não limparam a linha troncal onde passa todo o esgoto pela Brasil. Se aquilo trancar, será um Deus nos livre, se der problema em uma dessas estações.

Fábio - Hoje todos os imóveis da quadra Brasil, Atlântica são ligados a essa linha que está na Brasil e todo esgoto que sai da Nações e Estados, vem para essa linha da Brasil. Com o adensamento cada vez mais forte, precisamos urgentemente fazer uma nova linha troncal na Avenida do Estado, para que a linha da Brasil receba apenas o esgoto de uma parte do centro e toda a parte de cima, Nações, Estados, Ariribá, de um pedaço da quadra entre Brasil e do Estado sejam encaminhados para essa nova linha para dividir, porque essa linha da Brasil está sobrecarregada e isso é muito perigoso.

Daí vamos para o Turismo, que é uma das pastas que tem menos verba e a concorrência com a vizinha está a cada dia mais forte, o que vocês acham que devemos fazer para avançarmos nessa questão?

Pavan - Acho que não é concorrência, temos que ter um turismo regionalizado.

Concorrência, que eu digo, por exemplo, é como Bombinhas, que passou Balneário.

Pavan - Passou por falta de investimentos. A impressão que quando vão visitar os países do Mercosul vão para fazer turismo. Não é possível que uma cidade como a nossa, com potencial econômico e conhecida por ser a que mais recebia turista estrangeiro no passado, hoje de sexto passou para nono e Bombinhas de 15º para 6º lugar. O turismo tem que ser tratado como um todo, calçada, limpeza, iluminação, tratamento de água, internet, areia oxigenada.

Você por exemplo, que mora na frente da praia, e olha pela janela e vê a praia daquele jeito não te dá uma dor na alma?

Pavan - Além disso, temos outros problemas. Esse é um problema que com a ampliação do molhe da Barra Sul, com novo molhe da Barra Norte, com a exigência das ligações de esgoto.

Tudo bem, mas temos um novo elemento, que são os briozoários na praia…

Fábio - Segundo o estudioso de oceanografia da Univali, tem a ver com os organismos que se reproduziram ao longo do molhe e do rio Camboriú.

Tem um estudo em andamento, mas não podemos esperar mais

Fábio - Precisamos descobrir o que é efetivamente.

Pavan - Precisamos chamar pessoas técnicas, entendidas do assunto para resolvê-lo.

O jornal avalia que a cultura é uma das áreas que mais teve avanços com a LIC, inauguração do Teatro, mas também já vem mostrando novas demandas. O que têm de propostas para esta área?

Fábio - Balneário Camboriú tem que passar a utilizar mais a cultura como um próprio equipamento turístico. Balneário que recebe hoje 5 milhões de pessoas ao ano, olha as oportunidades que se geram através da cultura para o próprio cidadão além de dar acesso à cultura, é uma questão de cidadania. A própria cultura pode ser utilizada como um produto, que a cidade passa a vender e que gera renda e oportunidade ao cidadão e às famílias da cidade. Penso em fortalecer o fundo financiador da Lei de Incentivo à Cultura, para dar cada vez mais oportunidades aos cidadãos. Sem falar no Teatro, que foi uma realização do governo Rubens Spernau, que tomou a decisão de construí-lo.

Pavan - Não pode se basear apenas o Teatro como um centro cultural. Começou com Spernau o atual prefeito terminou, mas a biblioteca é uma área cultural e tínhamos atividades de leitura constantes, premiações, incentivo, na redação, em peças teatrais, concursos de poesia em praça pública. Eu quando prefeito, criei os palcos itinerantes, para os artistas locais e para todas as áreas. Um dia era axé, pagode, gospel, em palcos itinerantes. A cultura também é esporte, quando criamos os centros comunitários eram para os alunos terem atividades terem atividades culturais, hoje eles estão abandonados. Cultura não é só teatro, é pintura, artesanato, outras atividades que podem ser aproveitados os dons artísticos que têm nossas crianças em Balneário Camboriú.

Quero chegar no Planejamento, que mudou de comandante algumas vezes e causa de qualquer forma um impacto no andamento de projetos da cidade. O que vocês pretendem para este setor?

Pavan - Tudo que está aí, ou foi construído ou iniciado pelo governo Pavan e Rubens. Não se criou nada exceto mudança de mão da Terceira e Quarta Avenida, tínhamos quatro pistas aqui e quatro pistas que voltava, porém duas na Terceira e duas na Quarta, sentido norte sul e sul norte. Hoje continua as quatro, só que numa região e na outra. E a ciclovia também existia, que era no meio da Quarta Avenida, mas é algo que deu certo. Precisamos agora dar continuidade à Quarta Avenida, continuar a Martin Luther, que é o binário, tem que ir até o Ariribá, tem que ser mais uma opção para a cidade. Quando fui governador e o Spernau secretário de Estado nós fizemos o projeto do novo acesso de Balneário e Itajaí e destinamos R$ 9 milhões para isso. Itajaí assinou, aqui não aconteceu nada. E isso nós vamos fazer e já no ano que vem. E o viaduto da Quarta Avenida que tem que ser executado.

Fábio - Quando nós estivemos à frente do Planejamento, atuamos muito sobre a previsão de praças parques, a própria praça que foi inaugurada agora, eu penso que o modelo tem que ser um pouco diferenciado, porque tem que valorizar mais as questões culturais do próprio bairro da Barra. A praça que foi inaugurada no bairro da Barra foi idealizada e projetada por nós, mas tem outras praças projetadas, como no Bairro das Nações, como entre o Parque Bandeirantes e Nova Esperança, precisamos dotar o município de mais praças parques, com opções de esporte, lazer, cultura para a população. A nossa cidade praticamente não tem praças, praticamente a única que tem é a própria praia, fora isso as comunidades precisam ter esses equipamentos para criar maior identidade das pessoas com a própria comunidade, mas nós, como o Pavan falou, atuar muito nessa questão de qualificação de cidade através desses espaços coletivos para a comunidade interagir e sentir a cidade na sua própria comunidade, mas também as questões de mobilidade, continuar a Quarta Avenida até a 3300 nessa etapa, depois estendê-la até a 3700, fazer esse acesso viário norte da cidade, desafogando o trânsito, porque hoje quem vem do sul do estado e do norte acessa pelo sul da cidade, se dividirmos isso com acesso que o Pavan falou que ele como governador iniciou o processo, fazendo o acesso norte, vamos desafogar e distribuir melhor esse trânsito da cidade, que vão melhorar a mobilidade na cidade e investir pesadamente, transformar a cidade em quatro anos na questão do transporte coletivo.

Pavan - Quando se fala na região norte, tem que ser em parceria com Itajaí. Temos a questão do molhe da Barra Norte, que vamos construir, ampliar o molhe da Barra Sul e engordamento da faixa de areia, vamos levar a sério.

Todo governo gosta de fazer uma obra para marcar sua passagem pela prefeitura. Vocês já têm uma ideia de qual vai ser a de vocês?

Pavan - Balneário Camboriú precisa resgatar a credibilidade. A cidade carece de muita coisa, em todas as áreas, está desmotivada, basta ver a necessidade que existe na cidade de uma novo prefeito, de um prefeito empreendedor, de visão. Não estou fazendo crítica diretamente ao atual prefeito, mas carece. Ele até pode ser bom, mas não é o suficiente para atender a cidade. Não conseguiu suplantar todas as dificuldades. Temos que atender todas as áreas, se você for definir “esta vai marcar minha gestão” teria optado só pela Interpraias ou só pelo CIEP, ou na saúde só pelo CEFIR, no meio ambiente só pelo parque ecológico, não, é todas as áreas. Balneário Camboriú está carente neste momento de um gestor empreendedor, que realmente execute. A credibilidade e a confiança no poder público serão fundamentais.

E sobre mobilidade urbana?

Fábio - Não existe cidade com qualidade de vida e cidade com qualidade urbanística, onde você não tenha praças parque e transporte público eficiente e de qualidade. Eu e o Pavan temos conversado muito para deixar essa marca. Investir em mobilidade é investir em passeio públicos de qualidade, na ampliação da malha cicloviária e principalmente é de ofertar à população transporte público de qualidade.

Apesar de Balneário ter orçamento de cidade rica, ainda tem questões sociais sérias, como a invasão no São Judas, ocupações irregulares, catadores sem política e aumento de andarilhos nas ruas.

Pavan - Começando pelo Brejo ali, o prefeito deveria ter acompanhado o crescimento daquela região, se a questão é de invasão é questão do judiciário, mas entrou tem que dar assistência, não pode deixar uma comunidade daquela sem assistência. Não tem assistência na educação, na saúde. É porque é invasão, abandonou, isso não existe. Quando tinha invasões no Morro do Passarinho, não esperamos e demos assistência a eles, e assumimos a responsabilidade.

Então você vai regularizar aquilo lá?

Pavan - O prefeito precisa assumir a responsabilidade dos problemas da cidade. Precisa ajudar a definir, se está na justiça tem que conduzir o processo, chamar as partes e ajudar a resolver o problema, e se tiver que arcar com a despesa para regularizar tem que fazer isso.

Mas a lei proíbe regularizar invasão, pelo menos isso está previsto no Plano Diretor. Se não fica fácil, a pessoa vai lá, invade e a prefeitura tem que resolver?

Pavan - Se tiver fiscalização da polícia e da guarda municipal você impede invasões. Ali é um fato criado e que o poder público precisa ser responsável. São trabalhadores que lá estão. Quem é dono da terra não pode ter prejuízo, o poder público tem que tentar resolver. Com os andarilhos, temos que ter a Casa da Passagem.

Mas tem.

Pavan - Mas não funciona, não é só recolher e jogar, precisa dar assistência, como fazia dona Bernadete, como cuidavam do idoso, do adolescente. Você tem que ter o poder de convencimento de conversar com essas pessoas, precisa ter o contato se não fica ao Deus dará. Parece que abandonaram. Eles não são seres humanos? Quando era prefeito tínhamos plaquinhas “não dê esmola”, era antipático mas conseguíamos fazer e convencer os mesmos. Muitos deles voltaram para o convívio familiar, essa é a missão de um bom prefeito. Não adianta dar banho e soltar de novo, tem que ter psicólogo, assistente social, ter encaminhamento.

Matriz econômica

Pavan - Turismo. Mas primeiro para quem mora aqui. Tem que ter praça, lazer. Turismo interno e externo.

Engordamento da faixa de areia

Pavan - Prioridade e compromisso. É uma obra infraestruturante da cidade.

Passarela da Barra

Pavan - O desafio do próximo prefeito será achar alternativas e aproveitá-la para diminuir os gastos, porque a manutenção é cara.

Estacionamento rotativo

Pavan - Importante. Temos problemas de estacionamento, precisamos incentivar construção de edifícios garagens. O rotativo não tem como fugir, mas em determinados lugares. Transporte coletivo de qualidade.

Ocupação do espaço público (praia e mar)

Pavan - Iniciativa privada. Basta boa vontade, é só não atrapalhar.

Canal do Marambaia

Pavan - Fiscalização rigorosa na questão do esgoto. Encomendei um projeto de reaproveitamento da própria água.

Centro de Eventos

Pavan - Disseram que não fui eu. Eu licitei projeto com a Prosul, eu discuti com Vinicius Lummertz e com Walendowsky. A prefeitura não tem poder para sequer elaborar o projeto. Depois de executado, foi aceito mudanças, mas foi licitado pelo Pavan e o orçamento pelo Pavan. E todos os dias na tribuna até iniciar a obra. A parceria da prefeitura é elogiável, o Estado é dono do terreno e a participação federal é em função de uma janela que eu abri enquanto senador, totalmente envolvido. Obra fundamental para nos libertar da sazonalidade, vai enriquecer nossa economia.

Concessão do lixo

Pavan - A prefeitura não pode ficar preocupada ela, tem que fazer concessão.

Fábio - Claro obedecendo todas as regras de tratamento de resíduos sólido e que vá para o aterro aquilo que não pode ser reciclado, o resto tem que ser.

Cargos de confiança

Pavan - Tem que ser misto, técnico e com compromisso com os programas de governo.

Para terminar, por que a população deve votar no 45?

Pavan - Porque nós não seremos uma aventura. Não vamos ver se vai dar certo, já deu certo no passado, sem querer dizer que os demais não tem, são pessoas boas, mas o momento é de crise no Brasil, eu estou aceitando esse desafio porque quero me doar, no mínimo, quatro anos para este município. E quero usar toda a minha experiência e influência a nível estadual e federal para fazer dos próximos quatro anos os melhores de Balneário Camboriú. Um dos desafios será fazer mais do que já fizemos, é ser melhor do que o Pavan

Fábio - Reforçando, todas as candidaturas têm o nosso respeito, os seus méritos, mas para enfrentar esse momento de crise que vive o país não há chapa com maior experiência e capacidade administrativa comprovada do que Leonel Pavan e Fábio Flôr, por isso nós pedimos os votos no 45.

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Entrevista candidatos: Leonel Pavan (PSDB) e Fábio Flôr (PP)

Eduardo Santos
Sexta, 30/9/2016 14:59.

A união entre Leonel Pavan e Fábio Flôr foi uma decisão de última hora, ambos tinham projetos diferentes no período pré-eleitoral. Enquanto Pavan apostava todas as fichas no filho Júnior, estreante em política, para liderar o grupo de oposição que se encontrava semanalmente, Fábio Flôr acreditava que seria o escolhido do prefeito que o surpreendeu com uma rasteira de última hora. Poucos dias antes da convenção, Pavan e Fábio decidiram juntar forças, abriram uma terceira via e hoje apostam na experiência de vida pública que ambos possuem.

Nome: Leonel Arcângelo Pavan

Idade: 62
Formação: 3o grau incompleto
Estado civil: Casado com Bernardete Pavan
Filhos: Juliana, 33 e Júnior, 32
Netos: 3
Natural: Sarandi/RS
Em BC desde: 1974
Vida político-partidária: Vereador pelo PMDB em 1982. Filiou-se em seguida ao PDT e elegeu-se prefeito em 1988; deputado federal em 1994; prefeito em 1997; filiou-se ao PSDB e elegeu-se prefeito em 2000; senador em 2002; vice-governador em 2006; governador em 2010 e deputado estadual em 2014.
Livro: “Arte da Guerra”
Filme: ‘Os filhos de Francisco’
Música: ‘Das roupas velhas do pai’
Lazer: Convívio com a família e com amigos
Perfil: Exigente, perfeccionista, tolerante.

Nome completo: Fábio Francisco Flôr

Idade: 40 anos
Formação: contabilista
Estado civil: casado com Patrícia
Filhos: Gustavo, 16, Gabriela, 10 anos
Natural de: Balneário Camboriú
Vida político-partidária: foi eleito primeira vez como vereador pelo PTB em 2004. Em 2012, se elegeu vereador pelo PP. Ficou como suplente de deputado em 2014, e assumiu a cadeira em meados de 2016.
Cargos que ocupou: secretário da Fazenda e do Planejamento durante governo Piriquito.
Livro: Bíblia
Filme: À Procura da Felicidade
Música: sertanejo de raíz
Lazer: Ficar com a família, passar tempo no interior junto à natureza
Perfil: Determinado, exigente e bastante emotivo.

Uma das críticas mais contundentes até aqui foi sobre as coligações firmadas. O senhor surpreendeu duas vezes, primeiro porque o pré-candidato era o seu filho e depois lançou seu próprio nome e segundo, porque se coligou com alguém que era da continuidade do governo Piriquito, seu adversário político. O que o senhor tem a dizer para o eleitor sobre essa situação?

Pavan - Primeiro, a nossa coligação talvez seja enxuta porque não aceitamos trocar cargos, talvez seja por isso. Segundo, estou coligado com o Fábio Flôr do PP e não com o Piriquito do PMDB.

Mas o Fábio Flôr era o candidato do Piriquito…

Pavan - Assim como o vice do outro, 11 faziam parte, como secretário, do atual prefeito. O Fábio está comigo e esteve em pastas importantes como Fazenda e Planejamento. Mas se formos olhar, tem chapa aí que teve 11 secretários no governo Piriquito. Eu coliguei com o PP, Fábio Flôr e com partidos que não exigiram participação do governo, se não, não haveria coligação.

E sobre a primeira surpresa, que seria o seu filho o candidato?

Era o Leonel Júnior o candidato, mas assim como em 1996, quando chegávamos de Brasília, muito recado, faixas, cartazes, adesivos de parachoque “Volte Pavan, aconteceu muito isso aqui na cidade. Por outro lado o Leonel Júnior disse “pai você disse que deseja sempre um dia voltar a ser prefeito de Balneário Camboriú, o momento é agora, a cidade não está bem, a autoestima da população está ruim, o governo vai mal e eles pedem pelo senhor” e eu fiz uma avaliação. Sou uma pessoa muito crítica nessa questão, de vez em quando eu comentava, deviam ter feito isso, deixaram de fazer aquilo e isso acabou me envolvendo ainda mais neste processo. O Fábio Flôr disse “Pavan vamos juntos, a cidade precisa de você e eu quero ser teu parceiro pra retomar o crescimento social e econômico da cidade”. Avaliei o convite, os “Volte Pavan” que foram inúmeros, amigos que me telefonavam constantemente e as questões da cidade. A cidade precisa de um Pavan de novo, precisa de mim de novo e eu sei que eu poderei fazer o melhor por esse município.

Fábio, quando o candidato fala que o governo está mal, não é uma coisa conflitante para você? Porque você fez parte do governo…

Fábio - Primeiro respondendo o questionamento feito ao Pavan. Eu era candidato a prefeito, nós, a partir da decisão do PMDB de lançar candidatura própria, passamos a construir um novo momento. E nisso encontramos o parceiro PSDB. Há uma semana da convenção, PSDB e PP fecharam que estariam juntos sem definir quem seria candidato a prefeito ou a vice e na reta final, o Pavan disse eu fiz um desafio, como tantas pessoas nas ruas faziam a ele, “Pavan eu acho que o momento da política exige a tua candidatura, e eu me coloco a disposição de estar juntos nesse processo. Quanto ao governo estar bem ou estar mal, basta conversar com as pessoas na rua. Mesmo quando eu estive como secretário, “Fábio você faria tudo de volta?” Faria. Nós estendemos a mão à cidade no momento em que aceitamos o desafio de dar sustentabilidade política ao governo e eu assumi a secretaria de Planejamento e desenvolvemos um bom trabalho. Nós, num período curto que tivemos, fomos o animador principal do processo de revisão do Plano Diretor que estava se arrastando há dois anos e meio. Foram 108 delegados, muita gente envolvida, mas nós fomos o animador principal. A decisão de retomar a discussão foi nossa, estava parado. Nós fizemos intervenções importantes na cidade e vou destacar apenas uma, que foi a continuidade da Quarta Avenida, que estava há pelo menos oito anos com os imóveis congelados, dinheiro em caixa e a obra parada, as desapropriações paradas. Assumimos o desafio e desapropriados. Se o governo está mal ou bem, a população diz na rua, agora a parte que assumimos, exercemos com toda dedicação e trabalho e penso que deixamos marcas positivas.

A gente está vivendo um momento em que a imagem dos políticos está bem em baixa e mesmo assim vocês se colocaram à disposição mais uma vez em uma eleição, o que vocês acham que é necessário para mudar essa imagem?

Pavan - Assim como nós, milhares de outros brasileiros estão tendo coragem de colocar o nome para romper desafios, o momento como esse realmente a imagem política está desgastada e isso com diversos setores da sociedade, juntos. Eu sempre fiz um bom governo, nunca tive um problema que impedisse minhas candidaturas, sou ficha limpa e posso andar de cabeça erguida para buscar os votos. Oito eleições, oito vitórias, sempre de cabeça erguida. Acho que quem tem problema, nem pode concorrer.

As redes sociais estão em alta nessa campanha, mas podem ser usadas tanto para um lado positivo como pode ser um lado negativo, às vezes o nível despenca, etc. Como vcs estão lidando com isso?

Pavan - As minhas redes sociais são uma questão pessoal minha, exceto agora, que é muita proposta e plano de governo. Costumo construir minhas redes sociais interagindo com minha família e meus amigos.

Mas vocês estão usando agora na campanha…

Pavan - Sim, muito mais em função do momento político. As redes sociais são uma ferramenta importante para a juventude saber quem somos, o que queremos, o que a cidade precisa. A sociedade em geral interage muito e estamos usando essa ferramenta para mostrar aquilo que defendemos.

Fábio - Eu vejo a rede social como uma ferramenta extraordinária para o eleitor, porque ele é protagonista nesse processo. Sobre isso de colocar o nome à disposição, realmente é um ato de coragem porque sai do conforto da sua vida privada para colocar-se como cidadão público. Mas o grande protagonista é o cidadão, o eleitor e esse voto único e individual é que define o futuro da tua cidade nos próximos quatro anos. E as redes sociais são um mecanismo extraordinário na democratização desse processo onde o cidadão passou a ser mais participativo, ele tem poder de interação e decisão maior, tanto no processo eleitoral, como depois na gestão, de participar efetivamente e passa a ter voz no processo administrativo da cidade. Acho fantástico esse fenômeno que tem transformado a política e tem tornado os cidadãos mais conscientes do poder do voto.

Agora com a campanha nas ruas, o que vocês estão ouvindo mais de reclamações da população?

Pavan - Estamos conversando muito sobre o futuro de Balneário Camboriú, que é um tema muito geral. Muitas pessoas ainda não nos conhecem, nossa história ou o trabalho que realizamos, então explicamos muito o que fiz quando prefeito porque não sabem dos feitos que realizamos quando prefeito. Aí quando explico, eles começam a conhecer melhor a gente. Os que me conhece perguntam sobre as propostas, os que não conhecem querem saber o que fizemos enquanto prefeito. Mas há duas reivindicações fortíssimas: saúde e segurança.

E falando de saúde, temos problemas sérios como as filas enormes, falta de especialistas que rendem filas de até um ano, fora os salários baixos, que foi bandeira de campanha de Piriquito, mas que continua sendo um problema, como vocês pensam em resolver isso?

Pavan - Nos nossos governos nós inovamos no atendimento da saúde, agendávamos as consultas por telefone. Vamos marcar agora por mensagem, telefone e internet, o que vai diminuir e muito o sofrimento das pessoas nas filas. Outra questão é dos médicos especialistas. Temos aí mais de 3 mil pessoas esperando ser atendido na ortopedia, duas mil pessoas precisando de cardiologista, então é preciso especialistas, em todas as áreas. É preciso ser parceiro e buscar junto ao Estado convênios para reabrir o antigo Santa Inês e nós já fomos falar com os atuais diretores e eles se propuseram a abrir com 60% SUS. Isso vai diminuir o problema na falta de médicos, contratar especialistas, diminuir as filas com mensagens e internet, todo esforço para reabrir o antigo Santa Inês.

Fábio - Nós com a implantação do agendamento pela internet e telefone vamos dar muito mais eficiência a todo o atendimento. Com mais médicos e médicos especialistas vamos gerar economia, porque hoje você faz atendimento e faz encaminhamento para exame, você espera um bom tempo para conseguir fazer o exame, quando consegue você vai reagendar o especialista e aí leva um tempo para ser atendido, já venceu o exame e fica nesse ciclo de desperdício de dinheiro público. Se você aumentar a eficiência com mais médicos, e com agendamentos mais modernos vamos diminuir automaticamente. Você aumenta uma conta, porque precisa de mais profissionais, mas não se faz saúde sem ter médicos e especialistas, só que ao mesmo tempo reduz uma conta que você diminui gasto com exames feitos e tem que ser refeitos.

E sobre a privatização do Ruth Cardoso?

Fábio - Temos que melhorar a qualidade de gestão do Ruth Cardoso. São serviços executados dentro do hospital que podem ser terceirizados, mas o Hospital tem que continuar com atendimento público gratuita à população.

Pavan - E vamos abrir o pronto socorro, que ainda está fechado.

E já que a segurança é outro setor com muitos problemas, entre eles a criminalidade crescente, a diminuição do efetivo, a falta de um CIP e de políticas públicas de prevenção, o que vocês têm de propostas para a segurança?

Pavan - Quando fui governador, fiz o maior concurso público da história de Santa Catarina e um dos maiores do Brasil. Foram três mil policiais militares e 603 vagas para Civil, e muitos deles vieram para cá. Porém, os militares estão diminuindo, temos menos hoje do que no passado. Faltou influência talvez, do prefeito, perante o governo do Estado. Ele abriu a Guarda Municipal, parabéns, excelente, é algo que temos que abraçar e investir no aumento de policiais, equipamentos e condições de segurança para combater o crime.

Até acho que temos mais guardas já do que PM…

Pavan - Tem e tem que ampliar mais ainda. É preciso dividir essa responsabilidade com o Estado. Nós vamos colocar unidades de guardas nos bairros, fixas e móveis. E vamos reimplantar as barreiras que funcionavam quando eu era prefeito, nas entradas e saídas da cidade. O problema de segurança acontece em função da falta de investimentos também na sociedade, pessoal desempregado, não tem praças, áreas com wifi, não tem prática esportiva, acabou incentivo, aquela relação importante entre colégios, as olimpíadas estudantis, atividades aos finais de semana, aonde se ocupava bastante as crianças. Hoje em dia, casas pequenas, crianças nas ruas e muitos acabam se perdendo, levadas por emoção até caminhos tortuosos. O poder público precisa criar mecanismos que ocupe a cabeça dos nossos adolescentes com lazer, cultura, etc.

Quanto ao centro do menor infrator, lembro que no governo do Castro, ele rejeitou governo que viria do Estado e desde então Balneário não conseguiu mais um CIP, que é uma coisa extremamente necessária.

Pavan - Nós vamos usar nossa influência, e temos bastante, perante governos constituídos, estadual e federal, e fazer uma política voltada ao adolescente. Uma política forte. Justamente isso que foi perdido no passado ainda há como você fazer projeto e sensibilizar para termos convênios e investir nessa área.

Fábio - Não há milagre, é investimento em educação, esporte, lazer, cultura, social, na geração de emprego, renda. Essas são as ações preventivas. Parceria cada vez mais com a PM no programa PROERD. Temos que investir e ser parceiros das entidades de tratamento e combate às drogas, mas vamos certamente fortalecer o papel da Guarda, reimplantar as barreiras fixas e criar interatividade em parceria com Polícia Militar, Civil e Guarda.

Pavan - A própria secretaria de Segurança foi criada pelo Rubens Spernau, que era um governo do 45, não tínhamos. Temos que alimentar o que foi criado por nós e fortalecê-la.

A Comissão de Educação da Câmara fez um levantamento que revelou um quadro crítico de falta de vagas nas creches, falta de manutenção, fora reivindicações por educação integral, desvalorização do profissional, e agora o IDEB para completar foi bem ruim para Balneário. O que vocês pretendem fazer nessa área?

Pavan - Isso é uma responsabilidade do Poder Executivo que tem que ser colocado em primeiro plano. Criança! Se não tivermos condições de atender as crianças dos nossos trabalhadores, vamos ter problemas em ter pessoas preparadas e dispostas para suas atividades nas empresas e para receber o turista. Sempre digo que a cidade só é boa para o turista, e isso digo desde 1989, se primeiro for boa para o povo que nela mora e cidade boa para o povo é saber que o policial, camareira, o camelô, o ambulante, enfim, quem tem ligação direta com o turismo, saber que estão tranquilos, que tem creche, que tem escola, saúde. Infelizmente Balneário está desmotivada. Em oito anos parece que se construiu uma creche só, eu não me recordo se tem mais. Em oito anos! E a população aumentou, não se construiu nenhuma escola. Eles falam que aumentaram, mas isso é um fato natural. Faltou investimentos por parte do atual governo nesse setor. A única escola de tempo integral de Balneário Camboriú e a primeira do sul do Brasil foi criada por mim, que foi o CIEP. Está lá até hoje, depredada. Esses dias fiz um vídeo aí mandaram limpar um pouco, mas depredado. é uma vergonha que o poder público não zele pelo patrimônio público da cidade. Mas não é só o CIEP, as escolas estão sem pintura, sem zelo, o prefeito não participa e acho que ele não conhece, porque o prefeito tem que ser presente. Se ele fosse visitar a escola, as creches, tivesse contato com os professores, com as APPs e com os alunos ele não deixaria as escolas, creches e centros comunitários como estão hoje. Eu era presente. Ia verificar alimentação dos alunos, a manutenção e tinha uma boa equipe, que ficava percorrendo só a manutenção desses equipamentos para que não só as crianças, mas os pais chegassem lá e se sentissem bem e saíssem de lá felizes em ver aonde está seu filho, bem estudado, que os equipamentos são de qualidade, e claro, motivação aos professores. Desde o material pedagógico, pedagógico, uniforme, sempre foram colocados em quantidade...tudo que era necessário aos profissionais.

Nunca falamos tanto em meio ambiente e mesmo assim Balneário continua enfrentando problemas antigos, como o desequilíbrio da praia central, o problema de poluição do Rio Camboriú. O que vocês têm de proposta para essa área?

Pavan - Quem criou a primeira secretaria municipal de meio ambiente de Santa Catarina fomos nós, não existia em nenhum município e ela funcionava no início ao lado do gabinete do prefeito. Nós criamos o parque ecológico e ali criamos, porque o meio ambiente envolve muita coisa. Eu sempre gosto de lembrar os nomes de Raimundo Malta, Ike Gevaerd e o próprio Escova, que era o trio dentro da secretaria do meio ambiente, plantamos um milhão de mudas de árvores e criamos a APA, criamos a bacia do Rio Camboriú. Criamos uma lei, que para você tirar um alvará de uma empresa, ou para vender imóvel, primeiro tinha que ter alvará sanitário, para verificar se estava a ligação de esgoto correta, hoje está tudo poluído não sei se estão fiscalizando ou não. E isso, que na época o esgoto era Casan, era responsabilidade do Estado e nós fazíamos a fiscalização para o Estado. Passou a ser do município em 2008 quando eu era vice-governador e o Spernau era prefeito e nós encaminhamos esse processo de municipalização. A questão da água, temos que trabalhar em parceria. O próximo governo, se não trabalhar em parceria com Camboriú na questão ambiental, teremos problemas. O atual prefeito não está nem na AMFRI, imagine fazer parceria com Camboriú. E tem outro problema do esgoto: em oito anos não limparam a linha troncal onde passa todo o esgoto pela Brasil. Se aquilo trancar, será um Deus nos livre, se der problema em uma dessas estações.

Fábio - Hoje todos os imóveis da quadra Brasil, Atlântica são ligados a essa linha que está na Brasil e todo esgoto que sai da Nações e Estados, vem para essa linha da Brasil. Com o adensamento cada vez mais forte, precisamos urgentemente fazer uma nova linha troncal na Avenida do Estado, para que a linha da Brasil receba apenas o esgoto de uma parte do centro e toda a parte de cima, Nações, Estados, Ariribá, de um pedaço da quadra entre Brasil e do Estado sejam encaminhados para essa nova linha para dividir, porque essa linha da Brasil está sobrecarregada e isso é muito perigoso.

Daí vamos para o Turismo, que é uma das pastas que tem menos verba e a concorrência com a vizinha está a cada dia mais forte, o que vocês acham que devemos fazer para avançarmos nessa questão?

Pavan - Acho que não é concorrência, temos que ter um turismo regionalizado.

Concorrência, que eu digo, por exemplo, é como Bombinhas, que passou Balneário.

Pavan - Passou por falta de investimentos. A impressão que quando vão visitar os países do Mercosul vão para fazer turismo. Não é possível que uma cidade como a nossa, com potencial econômico e conhecida por ser a que mais recebia turista estrangeiro no passado, hoje de sexto passou para nono e Bombinhas de 15º para 6º lugar. O turismo tem que ser tratado como um todo, calçada, limpeza, iluminação, tratamento de água, internet, areia oxigenada.

Você por exemplo, que mora na frente da praia, e olha pela janela e vê a praia daquele jeito não te dá uma dor na alma?

Pavan - Além disso, temos outros problemas. Esse é um problema que com a ampliação do molhe da Barra Sul, com novo molhe da Barra Norte, com a exigência das ligações de esgoto.

Tudo bem, mas temos um novo elemento, que são os briozoários na praia…

Fábio - Segundo o estudioso de oceanografia da Univali, tem a ver com os organismos que se reproduziram ao longo do molhe e do rio Camboriú.

Tem um estudo em andamento, mas não podemos esperar mais

Fábio - Precisamos descobrir o que é efetivamente.

Pavan - Precisamos chamar pessoas técnicas, entendidas do assunto para resolvê-lo.

O jornal avalia que a cultura é uma das áreas que mais teve avanços com a LIC, inauguração do Teatro, mas também já vem mostrando novas demandas. O que têm de propostas para esta área?

Fábio - Balneário Camboriú tem que passar a utilizar mais a cultura como um próprio equipamento turístico. Balneário que recebe hoje 5 milhões de pessoas ao ano, olha as oportunidades que se geram através da cultura para o próprio cidadão além de dar acesso à cultura, é uma questão de cidadania. A própria cultura pode ser utilizada como um produto, que a cidade passa a vender e que gera renda e oportunidade ao cidadão e às famílias da cidade. Penso em fortalecer o fundo financiador da Lei de Incentivo à Cultura, para dar cada vez mais oportunidades aos cidadãos. Sem falar no Teatro, que foi uma realização do governo Rubens Spernau, que tomou a decisão de construí-lo.

Pavan - Não pode se basear apenas o Teatro como um centro cultural. Começou com Spernau o atual prefeito terminou, mas a biblioteca é uma área cultural e tínhamos atividades de leitura constantes, premiações, incentivo, na redação, em peças teatrais, concursos de poesia em praça pública. Eu quando prefeito, criei os palcos itinerantes, para os artistas locais e para todas as áreas. Um dia era axé, pagode, gospel, em palcos itinerantes. A cultura também é esporte, quando criamos os centros comunitários eram para os alunos terem atividades terem atividades culturais, hoje eles estão abandonados. Cultura não é só teatro, é pintura, artesanato, outras atividades que podem ser aproveitados os dons artísticos que têm nossas crianças em Balneário Camboriú.

Quero chegar no Planejamento, que mudou de comandante algumas vezes e causa de qualquer forma um impacto no andamento de projetos da cidade. O que vocês pretendem para este setor?

Pavan - Tudo que está aí, ou foi construído ou iniciado pelo governo Pavan e Rubens. Não se criou nada exceto mudança de mão da Terceira e Quarta Avenida, tínhamos quatro pistas aqui e quatro pistas que voltava, porém duas na Terceira e duas na Quarta, sentido norte sul e sul norte. Hoje continua as quatro, só que numa região e na outra. E a ciclovia também existia, que era no meio da Quarta Avenida, mas é algo que deu certo. Precisamos agora dar continuidade à Quarta Avenida, continuar a Martin Luther, que é o binário, tem que ir até o Ariribá, tem que ser mais uma opção para a cidade. Quando fui governador e o Spernau secretário de Estado nós fizemos o projeto do novo acesso de Balneário e Itajaí e destinamos R$ 9 milhões para isso. Itajaí assinou, aqui não aconteceu nada. E isso nós vamos fazer e já no ano que vem. E o viaduto da Quarta Avenida que tem que ser executado.

Fábio - Quando nós estivemos à frente do Planejamento, atuamos muito sobre a previsão de praças parques, a própria praça que foi inaugurada agora, eu penso que o modelo tem que ser um pouco diferenciado, porque tem que valorizar mais as questões culturais do próprio bairro da Barra. A praça que foi inaugurada no bairro da Barra foi idealizada e projetada por nós, mas tem outras praças projetadas, como no Bairro das Nações, como entre o Parque Bandeirantes e Nova Esperança, precisamos dotar o município de mais praças parques, com opções de esporte, lazer, cultura para a população. A nossa cidade praticamente não tem praças, praticamente a única que tem é a própria praia, fora isso as comunidades precisam ter esses equipamentos para criar maior identidade das pessoas com a própria comunidade, mas nós, como o Pavan falou, atuar muito nessa questão de qualificação de cidade através desses espaços coletivos para a comunidade interagir e sentir a cidade na sua própria comunidade, mas também as questões de mobilidade, continuar a Quarta Avenida até a 3300 nessa etapa, depois estendê-la até a 3700, fazer esse acesso viário norte da cidade, desafogando o trânsito, porque hoje quem vem do sul do estado e do norte acessa pelo sul da cidade, se dividirmos isso com acesso que o Pavan falou que ele como governador iniciou o processo, fazendo o acesso norte, vamos desafogar e distribuir melhor esse trânsito da cidade, que vão melhorar a mobilidade na cidade e investir pesadamente, transformar a cidade em quatro anos na questão do transporte coletivo.

Pavan - Quando se fala na região norte, tem que ser em parceria com Itajaí. Temos a questão do molhe da Barra Norte, que vamos construir, ampliar o molhe da Barra Sul e engordamento da faixa de areia, vamos levar a sério.

Todo governo gosta de fazer uma obra para marcar sua passagem pela prefeitura. Vocês já têm uma ideia de qual vai ser a de vocês?

Pavan - Balneário Camboriú precisa resgatar a credibilidade. A cidade carece de muita coisa, em todas as áreas, está desmotivada, basta ver a necessidade que existe na cidade de uma novo prefeito, de um prefeito empreendedor, de visão. Não estou fazendo crítica diretamente ao atual prefeito, mas carece. Ele até pode ser bom, mas não é o suficiente para atender a cidade. Não conseguiu suplantar todas as dificuldades. Temos que atender todas as áreas, se você for definir “esta vai marcar minha gestão” teria optado só pela Interpraias ou só pelo CIEP, ou na saúde só pelo CEFIR, no meio ambiente só pelo parque ecológico, não, é todas as áreas. Balneário Camboriú está carente neste momento de um gestor empreendedor, que realmente execute. A credibilidade e a confiança no poder público serão fundamentais.

E sobre mobilidade urbana?

Fábio - Não existe cidade com qualidade de vida e cidade com qualidade urbanística, onde você não tenha praças parque e transporte público eficiente e de qualidade. Eu e o Pavan temos conversado muito para deixar essa marca. Investir em mobilidade é investir em passeio públicos de qualidade, na ampliação da malha cicloviária e principalmente é de ofertar à população transporte público de qualidade.

Apesar de Balneário ter orçamento de cidade rica, ainda tem questões sociais sérias, como a invasão no São Judas, ocupações irregulares, catadores sem política e aumento de andarilhos nas ruas.

Pavan - Começando pelo Brejo ali, o prefeito deveria ter acompanhado o crescimento daquela região, se a questão é de invasão é questão do judiciário, mas entrou tem que dar assistência, não pode deixar uma comunidade daquela sem assistência. Não tem assistência na educação, na saúde. É porque é invasão, abandonou, isso não existe. Quando tinha invasões no Morro do Passarinho, não esperamos e demos assistência a eles, e assumimos a responsabilidade.

Então você vai regularizar aquilo lá?

Pavan - O prefeito precisa assumir a responsabilidade dos problemas da cidade. Precisa ajudar a definir, se está na justiça tem que conduzir o processo, chamar as partes e ajudar a resolver o problema, e se tiver que arcar com a despesa para regularizar tem que fazer isso.

Mas a lei proíbe regularizar invasão, pelo menos isso está previsto no Plano Diretor. Se não fica fácil, a pessoa vai lá, invade e a prefeitura tem que resolver?

Pavan - Se tiver fiscalização da polícia e da guarda municipal você impede invasões. Ali é um fato criado e que o poder público precisa ser responsável. São trabalhadores que lá estão. Quem é dono da terra não pode ter prejuízo, o poder público tem que tentar resolver. Com os andarilhos, temos que ter a Casa da Passagem.

Mas tem.

Pavan - Mas não funciona, não é só recolher e jogar, precisa dar assistência, como fazia dona Bernadete, como cuidavam do idoso, do adolescente. Você tem que ter o poder de convencimento de conversar com essas pessoas, precisa ter o contato se não fica ao Deus dará. Parece que abandonaram. Eles não são seres humanos? Quando era prefeito tínhamos plaquinhas “não dê esmola”, era antipático mas conseguíamos fazer e convencer os mesmos. Muitos deles voltaram para o convívio familiar, essa é a missão de um bom prefeito. Não adianta dar banho e soltar de novo, tem que ter psicólogo, assistente social, ter encaminhamento.

Matriz econômica

Pavan - Turismo. Mas primeiro para quem mora aqui. Tem que ter praça, lazer. Turismo interno e externo.

Engordamento da faixa de areia

Pavan - Prioridade e compromisso. É uma obra infraestruturante da cidade.

Passarela da Barra

Pavan - O desafio do próximo prefeito será achar alternativas e aproveitá-la para diminuir os gastos, porque a manutenção é cara.

Estacionamento rotativo

Pavan - Importante. Temos problemas de estacionamento, precisamos incentivar construção de edifícios garagens. O rotativo não tem como fugir, mas em determinados lugares. Transporte coletivo de qualidade.

Ocupação do espaço público (praia e mar)

Pavan - Iniciativa privada. Basta boa vontade, é só não atrapalhar.

Canal do Marambaia

Pavan - Fiscalização rigorosa na questão do esgoto. Encomendei um projeto de reaproveitamento da própria água.

Centro de Eventos

Pavan - Disseram que não fui eu. Eu licitei projeto com a Prosul, eu discuti com Vinicius Lummertz e com Walendowsky. A prefeitura não tem poder para sequer elaborar o projeto. Depois de executado, foi aceito mudanças, mas foi licitado pelo Pavan e o orçamento pelo Pavan. E todos os dias na tribuna até iniciar a obra. A parceria da prefeitura é elogiável, o Estado é dono do terreno e a participação federal é em função de uma janela que eu abri enquanto senador, totalmente envolvido. Obra fundamental para nos libertar da sazonalidade, vai enriquecer nossa economia.

Concessão do lixo

Pavan - A prefeitura não pode ficar preocupada ela, tem que fazer concessão.

Fábio - Claro obedecendo todas as regras de tratamento de resíduos sólido e que vá para o aterro aquilo que não pode ser reciclado, o resto tem que ser.

Cargos de confiança

Pavan - Tem que ser misto, técnico e com compromisso com os programas de governo.

Para terminar, por que a população deve votar no 45?

Pavan - Porque nós não seremos uma aventura. Não vamos ver se vai dar certo, já deu certo no passado, sem querer dizer que os demais não tem, são pessoas boas, mas o momento é de crise no Brasil, eu estou aceitando esse desafio porque quero me doar, no mínimo, quatro anos para este município. E quero usar toda a minha experiência e influência a nível estadual e federal para fazer dos próximos quatro anos os melhores de Balneário Camboriú. Um dos desafios será fazer mais do que já fizemos, é ser melhor do que o Pavan

Fábio - Reforçando, todas as candidaturas têm o nosso respeito, os seus méritos, mas para enfrentar esse momento de crise que vive o país não há chapa com maior experiência e capacidade administrativa comprovada do que Leonel Pavan e Fábio Flôr, por isso nós pedimos os votos no 45.

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