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Entrevista candidatos: Jade Martins (PMDB) e Jone Moi (PMDB)

Sexta, 23/9/2016 19:51.

A candidatura de Jade Martins como cabeça da chapa da situação trouxe uma nova dinâmica à corrida eleitoral, quando em cima da hora o prefeito Edson Renato Dias rompeu com Fábio flôr, do PP. Advogada, mãe e peemedebista roxa, Jade estudou e assumiu diversas frentes a pedido de Piriquito durante os dois mandatos, mas alega que não cogita fazer carreira na política. Mesmo assim aceitou o desafio porque se sente preparada tecnicamente e porque, segundo ela mesma, a população está candada de políticos de carreira e busca novos nomes e propostas.

Nome completo: Jade Martins Ribeiro

Idade: 32 anos
Formação: Direito, pós-graduada em Gestão de Cidades
Estado Civil: Casada com Eduardo Ribeiro
Filhos: Miguel Martins Ribeiro, 8 anos
Natural de: Santo ngelo/RS
Em BC desde: 16 anos
Vida político partidária: iniciou no movimento estudantil, presidiu o DCE da Univali, filiou-se ao PMDB aos 16 anos, foi presidente do PMDB Mulher.
Cargos que já ocupou: coordenadora na Procuradoria, corregedora da Guarda/ diretora administrativa do Planejamento, secretária de Articulação Governamental, FURBES, gestora do TPC, chefe de gabinete, presidiu o CMDCA, CMAS e a revisão do Plano Direitor.
Livro: A Bíblia
Filme: Documentários
Música: “sou muito eclética”
Lazer: Com a família e com amigos para confraternizar, cozinhar e ouvir música.
Perfil: “Sou uma mulher simples, mas que se preparou muito para este momento. Uma pessoa que tem sonhos, em especial de viver em uma cidade cada vez melhor e mais justa.

Nome: Jone Antonio Moi

Idade: 55 anos
Formação: Administrador de Empresas
Estado civil: Casado com Paula Nitz Moi
Filhos: Gabriel, 28 e Camila, 21 anos
Natural de: Guaporé/RS
Em BC desde: há 42 anos
Vida político/partidária: Começou no PFL em 1988, depois DEM até 2015 quando filiou-se ao PMDB. Concorreu duas vezes ao Legislativo, 2008 e 2012 e assumiu alguns períodos como suplente na atual gestão legislativa.
Cargos que ocupou: Secretário de Planejamento, de setembro de 2014 a março de 2015.
Livro: ‘O grande amigo de Deus’
Filme: ‘A Incrível História de Adaline’
Música: Não tenho preferência, todas.
Lazer: Cozinhar
Perfil: Dedicado ao que faço, tranquilo e familiar.

As coligações receberam bastante críticas porque soaram um tanto quanto estranhas. No caso de vocês a chapa não tem mistura de partidos, mas chamou a atenção porque todo mundo esperava que seria um outro candidato, que havia sido lançado pelo Piriquito. De repente apareceu a Jade, o que foi uma surpresa para muita gente, como foi para ti?

Jade - É importante dizer que há um ano e meio nós tínhamos um projeto que era com outra candidatura. Não é segredo para ninguém que o candidato era o Fábio. De um ano e meio quando voltou a se discutir um projeto de cidade, que desse uma continuidade a esse trabalho, iniciou a construção da coligação que aí está. O Fábio, por motivos que hoje fica mais claro de opção política, ele optou por não estar conosco e prova disso é que somente o PP saiu da coligação e todos os demais partidos permaneceram nesse projeto que estávamos implementando.

E hoje vocês têm uma chapa partidária.

Jade - Sim a majoritária saiu como chapa pura do PMDB. Isso é um ponto positivo porque não fizemos nenhum tipo de aliança com objetivo eleitoral, unicamente de se ganhar a eleição. Foi uma coligação sólida, agrega aí mais partidos na proporcional, mas é importante dizer que isso não foi construído na última hora como outras coligações.

Vivemos um momento bem complicado na política, em que a imagem está em baixa, mas mesmo assim vocês se dispuseram a concorrer a um cargo eletivo, o que levou vocês a enfrentarem esse desafio?

Jade - É uma situação bem confortável para falar. O cenário nacional acaba dando um descrédito muito grande para se falar em política, inclusive na esfera municipal. Acredito que esse momento eleitoral é o mais difícil para as pessoas que estão na posição de candidato, de fazerem qualquer tipo de discussão, cidade em si, como é o nosso caso e olhando no olho das pessoas e convencendo-as que política pode ser feita de forma diferente, é uma consequência disso tudo que vem acontecendo a nível nacional. Mas eu em especial e o Moi temos uma situação que é vantajosa, porque o cenário nacional pede novos nomes, pessoas novas no cenário político. O Moi e eu estamos na primeira eleição da majoritária, eu em especial é minha primeira eleição. Eu não tenho carreira política, não pretendo ter, tenho profissão, sou advogada e me coloquei na condição de candidata porque acredito que está na hora de contribuir tecnicamente, porque nesses sete anos e meio eu me preparei, estudei, tenho uma experiência administrativa e creio que o mais importante nesse momento para a cidade é que não tenhamos mais políticos de carreira e sim gestores com conhecimento técnico e administrativo. Uma proposta de renovação. Nomes novos, mas que não sejam aventureiros.

É uma proposta de renovação, mas vocês estão dizendo que a mudança precisa continuar.

Moi - Justamente. Porque a gente acredita nessa mudança que começou há oito anos, quando realmente tivemos essa transformação no desenvolvimento da nossa cidade. Eu que já moro aqui há 42 anos acompanhei toda essa história. O desenvolvimento veio agora com os novos equipamentos como o centro de eventos, que é uma transformação de matriz econômica. Isso que colocamos como novo, são conquistas que estão vindo e que ainda são novas porque estão em franco desenvolvimento. A chapa pura vai trazer uma condição de trabalho acredito que futuramente muito maior e melhor de levarmos nossos projetos sem muito acordo partidário. Temos visto muito nas ruas isso, que é difícil fazer campanha pelo descrédito, mas por outro lado também aquelas pessoas que temos abordado ou nos procuram elas estão mais atentas e exigentes com o candidato. Isso é importante, a gente acredita que eles vão analisar propostas e que isso nos traga um bom entendimento que o resultado da política deve ter uma melhoria da qualidade muito grande.

Nessa campanha as redes sociais estão em alta, tanto para o lado positivo como para a queda de nível do debate, como vocês estão lidando com isso?

Jade - As mídias são o grande diferencial quando se fala em estratégia de marketing eleitoral porque é uma campanha com o tempo mais curto, dificulta o trabalho de divulgação. Antes tínhamos campanha de três meses e hoje temos 45 dias. Em especial para nós, eu e o Moi que não somos os candidatos mais populares, isso acaba de certa forma nos prejudicando porque precisaríamos de um tempo maior para explicar nossa proposta e conversar com as pessoas. Hoje temos essa dificuldade de tempo e temos que utilizar favoravelmente o espaço das mídias, que atingem número maior de pessoas. O programa eleitoral reduziu, temos 10 minutos divididos entre todas as coligações, a nossa tem 2 minutos e pouco e você acaba não conseguindo passar todas as mensagens. Mas automaticamente você consegue fazer um trabalho de reproduzir nas mídias sociais essas informações lá para levar suas propostas para um grande número. Claro que a mídia social tem o ônus e o bônus, tu tá aberto a qualquer tipo de crítica no momento em que se expõe, mas isso é desde o momento em que tu faz opção de ser candidato e coloca o seu nome a julgamento. Eu em especial encaro isso com naturalidade. Todos os excessos devem ser coibidos, tem que ter um limite em relação ao respeito, mas encaro as críticas com naturalidade, recebo todas mas não entro em discussões. A gente sabe que o espaço da mídia social é um espaço onde as pessoas têm uma opinião formada e aquilo por certas vezes é redundante ficar numa discussão com uma pessoa que tem uma opinião formada. Que tem que ser explorado o espaço para que a gente consiga levar mensagem de forma positiva com certeza, e o que tiver de excesso, de propaganda negativa ou que prejudique ou desequilibre o pleito eleitoral cabe ao jurídico de cada campanha para que seja uma campanha limpa.

Moi - A gente acredita que a mídia social foi criada para se ter as colocações, ser propositiva e ser debatida. Infelizmente alguns meios usam isso como sites que vão sair do ar essa semana usam isso para efeitos contrários, para fazer campanha. Isso é totalmente errado. A ferramenta é maravilhosa desde que a liberdade seja justa e correta.

Agora com a campanha na rua, qual a principal reclamação que vem das pessoas?

Jade - Isso varia muito, depende de onde está fazendo esse debate. Se está fazendo em um local empresarial, o foco deles trata de desenvolvimento econômico ou turismo, Se faz uma discussão em uma determinada comunidade o foco é segurança, saúde. Se formos hoje fazer um balanço a Saúde seja a principal bandeira.

Moi - Não que seja alvo de reclamação, mas de preocupação. Em matéria de reclamação é muito setorizado, mas de forma geral não estamos recebendo reclamações. As pessoas querem escutar, querem saber do plano de governo, do que vai acontecer, qual é a proporção. Há preocupação com que a coisa melhore ainda mais, mas em questão de reclamação é muito pontual. E a reclamação e a preocupação é com a política. Porque o eleitor que hoje se manifesta está com atenção total. Está mais crítico, mais informado e mais propositivo. Ele analisa melhor e isso é muito importante.

Como vocês estão propondo que a mudança precisa continuar, preciso perguntar sobre filas de especialistas e exames que demoram para ser realizados.

Jade - Quando assumimos em 2009, a realidade do município em números não era tão favorável como hoje. Não é novidade e não é um caso somente de Balneário Camboriú a fila que existe para consultas de especialistas e exames. Isso é um cenário nacional em especial que o SUS vem enfrentando praticamente em todas as cidades do país. Em especial aqui o que implementamos como uma política que deveria ser iniciada e que foi iniciada com essa mudança em 2009? Uma valorização do servidor. Nós não tínhamos como ter um salário que era pago para um médico. Ele não era atrativo e fazia com que esses médicos que por ventura assumissem o município através de um concurso tivessem logo em seguida uma oportunidade melhor e acabavam optando por ir para a rede privada ou passavam em outros concursos em cidades da região. Quando assumimos um médico 40 horas aqui ganhava R$ 2,9 mil em média, hoje nós pagamos em média R$ 12,5 mil. Isso fez com que diminuíssemos a rotatividade. Isso não acabou, mas diminuímos consideravelmente. Porque aí tu acaba oferecendo um salário que faça com que ele analise a possibilidade de ele permanecer em Balneário. No último concurso foram chamados 40 médicos especialistas justamente prevendo uma necessidade de atendimento nessa demanda que existe. Hoje a questão do orçamento destinado para exames é um orçamento maior do que nós apresentávamos lá trás. Nós temos as clínicas credenciadas, hoje para alguns exames não existe fila. Outros existe uma demora na realização, mas por exemplo exames ambulatoriais não têm fila nenhuma de espera. O que precisamos? De um poder maior na contratação de mais credenciamentos das clínicas para que a gente consiga evoluir na fila de exames e a questão dos especialistas, acredito que com a valorização que foi implementada e esse novo chamamento do concurso público vamos conseguir avançar e muito nesses números que estavam represados.

Você é a favor da valorização do Ruth Cardoso?

Jade - Não.

Mas o atual prefeito está sugerindo isso né?

Jade - Não de colocar convênios. Sou a favor do atendimento 100% gratuito para a população. O que eu entendo que é necessário é uma parceria público-privada na administração do hospital. São duas coisas distintas. A nossa legislação, que autoriza que organizações sociais administrem as casas de saúde eu vejo que hoje é o ideal inclusive para uma situação de segurança jurídica para os profissionais que lá estão trabalhando.

Mas nós tivemos uma experiência horrível aqui (com a Cruz Vermelha)...

Jade - Acredito que a gente não pode utilizar aquele fato, vejo que foi isolado no Brasil inteiro, ainda mais uma entidade como era a Cruz Vermelha. O que precisamos hoje e que naquela época não tínhamos e que talvez seja um encaminhamento que dê mais segurança é uma organização social assumir, mas com uma estrutura pública de fiscalização maior que antes existia. Antes existia uma comissão que avaliava o contrato de gestão, mas não existia qualquer...a não ser o Conselho de Saúde, que fazia o papel fiscalizatório dos atos de gestão do hospital, mas não existia uma fiscalização interna, com pessoas lá diariamente. Hoje temos que fazer esse misto do público e do privado. Não somente a organização social como responsável. Acredito que o caminho seja esse, mas mantendo os atendimentos gratuitos porque não vejo viável colocar convênios ou consultas particulares no formato que era o Santa Inês porque com certeza a fila que vai andar mais rápido vai ser a fila que tem o dinheiro para custear o hospital.

E o que mais para a Saúde vocês já pensaram como plano de governo?

Jade - Colocamos a construção de mais postos de saúde, abertura UPA Nações, que será a terceira casa de saúde que teremos 24 horas. Lá na UPA vamos oferecer um serviço que hoje o município não tem, que é o atendimento de emergência odontológica. Hoje temos somente o atendimento do COI, mas se acontece algum acidente num final de semana por exemplo não temos esse tipo de atendimento.

E o pronto socorro do Ruth?

Jade - A gente vai abrir o pronto socorro do Ruth.

Que está fechado há mais de três anos...

Jade - Mas eu acredito que eles abram ainda este ano. Nós não mencionamos isso no plano de governo justamente porque eu acredito que isso deve ser até o final do ano aberto. Concomitante a isso, a construção dos postos de saúde, por exemplo, São Judas é uma comunidade que não tem posto, acaba represando no Bairro da Barra, que acaba atendendo toda a região das agrestes, mais Barra e São Judas. O objetivo é ampliar a estratégia de saúde de família para que tu tenha uma cobertura maior e quando tu faz o trabalho de prevenção na saúde básica você automaticamente não vai ter uma fila tão grande de especialistas, isso é o que os dados apresentam. Implementamos no plano de governo o plano Melhor em Casa, que já tem um incentivo por parte do governo federal, inclusive no custeio de parte desse programa, que é levar atendimento médico, de enfermagem e fisioterapia para as pessoas que estão acamadas ou que tenham algum tipo de deficiência. O governo federal repassa parte desse custeio outra parte é o município que banca. Essas são algumas das medidas que temos, sem falar da valorização do servidor da capacitação permanente deles. Temos um projeto na questão do agendamento, nós não queremos que permaneça no formato que hoje é de que para marcar uma consulta você tenha que se dirigir à secretaria de Saúde, e ficar aguardando ser atendido. Isso tem que ter uma melhora na forma de agendamento, numa manutenção de um software e um aplicativo para que a gente consiga fazer o agendamento de forma mais ágil e de mais conforto para as pessoas.

Moi- O que daria mais controle da situação, que tem acesso direto e consegue ver estatisticamente onde precisa mais atenção e onde está ociosa para gerenciar melhor isso.

Jade - Outra coisa que é importante lembrar é que vamos implementar o Núcleo de Atenção à Saúde do Homem, hoje temos o NAM. Já existe verba para construção disso e parte do custeio da equipe e é uma meta nova. A outra é o Núcleo de Atenção ao Trabalhador, ainda mais em Balneário com a construção civil e uma rotatividade grande, implementaremos isso também.

Na segurança, assim como em outras cidades em crescimento, Balneário tem vários problemas como o aumento da criminalidade, sem falar na impunidade causada pela falta de um centro de internamento provisório e até políticas públicas para prevenção. Quais são as propostas de vocês para essa área?

Jade - É importante frisar que quando assumimos, a política pública de secretaria de Segurança não existia no município. Existia uma secretaria que tinha como infraestrutura dois Celtas. Não tinha equipe, absolutamente nada gerencial. Estava apenas no papel e pensamos a reengenharia dessa secretaria. Até fui eu responsável por elaborar o projeto de lei na época, porque estava na secretaria de Articulação. Junto com isso veio a criação da Guarda Municipal, que hoje tem 142 guardas, nosso efetivo já é maior do que o da Polícia Militar. Claro que é importante frisar que esse trabalho é feito em forma de cooperação, com as demais forças de segurança, inclusive com a PM que presta um serviço valoroso dentro daquilo que o Estado lhe oferta e conseguem executar uma política de segurança.

Mas não satisfaz porque o efetivo é muito pequeno.

Jade - Sim e tivemos uma reunião essa semana com o comandante e perdemos mais cinco policiais. Então se compararmos o histórico populacional de Balneário e a quantidade de policiais que tínhamos há 10 anos e trazermos para a realidade de hoje, nossa população aumentou e o efetivo diminuiu. Só que o que não dava era para continuarmos numa omissão por parte do município jogando a responsabilidade para o Estado e sem agir. Criamos uma estrutura de secretaria com agentes, guardas municipais, patrimoniais, pessoas que pensam segurança 24 horas por dia e temos hoje em torno de 330 pessoas fazendo segurança pública. Digo isso porque existia guarda patrimonial, mas não existia sequer um uniforme, não tinha valorização do servidor, os agentes em uma situação complexa porque vinculados à Compur, a Compur com uma série de dívidas, o que dava uma insegurança jurídica para eles. Enfim, criamos a Guarda, o efetivo dela pela lei pode atingir até 200 guardas e essa é a nossa meta. Temos um concurso em aberto, que vai oportunizar que a gente consiga chamar mais 32 ou 34 guardas para o treinamento de imediato com o convênio que temos com a PM. Conseguimos criar uma central de monitoramento que é referência até para outras cidades, o cabeamento 100% fibra óptica vai ser concluído também. O que falta hoje é implementar na região das agrestes, a fibra óptica e consequentemente mais 100 câmeras. Concomitante a isso, quando se fala de política em especial à infância e adolescência, que é uma área que eu militei durante muito tempo, precisamos firmar um consórcio intermunicipal, não podemos mais pensar de forma isolada. Balneário não pode mais pensar nessas políticas de forma isolada. A nossa meta é dialogar com o prefeito eleito de Camboriú para que possamos trazer um projeto que já existe. Os Consegs, na época em que foi criado o consórcio intermunicipal de segurança, conseguimos fazer um projeto de um CIP e na época os municípios já vinham conversando para viabilizar isso para a região. Na época era Itajaí, Itapema, Balneário, Camboriú e Navegantes, mas um CIP que tivesse condição realmente de socializar os adolescentes e que tenham uma política para a reinserção deles. Esse projeto seria construído em Camboriú e os demais municípios fariam uma co-participação para esse complexo. Precisamos urgentemente retomar isso, sabemos que a situação financeira dos municípios não favorece nesse momento, mas o Ministério da Justiça tem editais abertos para essa finalidade. Hoje nós só fazemos a repressão, ir lá, apreender esse adolescente e levá-lo para a delegacia, mas como não existe local para que ele permaneça ele vai ser solto e pode voltar a reincidir. Precisamos de uma política de forma regionalizada para que possamos fazer um trabalho de prevenção, sendo que quando se fala em segurança pública o trabalho de prevenção às vezes é muito maior do que efetivamente o de repressão e para isso precisamos de uma série de órgãos articulados. O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente já avançou muito na discussão dessas políticas e tem uma renda específica para investimentos de projetos voltados para a área, isso faz com que possamos ter mais oportunidade para essas crianças e adolescentes. Hoje estamos perdendo eles para a criminalidade e para a drogradição. Precisamos de atenção enquanto gestor para oportunizarmos que eles não caiam na criminalidade, para o tráfico ou aliciamento de menores. Balneário tem hoje uma realidade diferente do município de Camboriú, que não tem os mesmos investimentos que Balneário. Mas a política tem que ser pensada em conjunto.

A Comissão de Educação da Câmara revelou um quadro bem crítico na Educação, com falta de estrutura, falta de vagas nas creches, reivindicação de escola integral, falta de manutenção, desvalorização dos professores, e agora para fechar o IDEB foi ruim, que de nove escolas, seis não alcançaram a média. O que vocês pretendem fazer para melhorar essa situação?

Jade - Quando assumimos em 2009 a fila de espera nas creches era em torno de 1,7 mil crianças. Conseguimos zerar a fila em duas oportunidades, 2014 e 2015. Hoje já existe uma demanda novamente. Só para a educação infantil foram cinco novos núcleos construídos, 60 novas salas de aula, ao todo foram 72 salas ampliadas, mais 20 do Vereador Santa. Então estamos falando de 92 salas de aula. Houve uma valorização grande do professor, tínhamos as monitoras que ganhavam em torno de R$ 700. Estas foram consideradas professoras, claro através da sua formação, inclusive esse convencimento foi feito junto com o Ministério Público que na época abriu um inquérito para que essa situação fosse acompanhada de perto nessa questão da transformação das monitoras em professoras, na verdade nem falo em transformação, falo em reconhecimento porque elas estão dentro de sala de aula e não tem como você querer discriminar que a pessoa que está ali dentro não está postada como professor e está habilitada para tal. Hoje um professor que ingressa na rede pública municipal ganha em média R$ 3,3 mil já no início da sua carreira. Hoje Balneário paga o piso nacional, sem considerar as vantagens, cumprimos com a determinação e temos como meta a construção de quatro núcleos de educação infantil, porque escola não existe demanda reprimida. Hoje ofertamos 4,5 mil vagas de creche, quando assumimos eram em torno de 2,4 mil vagas. Ainda não é o suficiente por isso propusemos novos núcleos: um no Pioneiros, Bairro dos Municípios, Nações e na região Sul. No Hospital fizemos uma média de 200 partos por mês, vamos dizer que 50% dessas crianças sejam do município, aí já começa a ver o reflexo que isso traz para uma fila de espera. A questão da educação integral, precisamos avançar bastante primeiro na questão cultural. A educação não pode ser mais encarada de forma assistencial, de que o pai e a mãe precisam trabalhar e por isso precisam deixar a criança na escola, ela tem cunho pedagógico. Eu falo como mãe, não gostaria que meu filho ficasse 12 horas dentro do mesmo ambiente porque isso comprovadamente estressa a criança e o próprio professor que está ali com ela. Temos que proporcionar educação integral, mas que seja de qualidade, produtiva, abrangente, multidisciplinar e que o aluno tenha interesse de estar na escola. A discussão que era feita com os CIEPs, que vieram através do Brizola, é um momento que precisamos atualizar para uma nova realidade. Hoje temos o contraturno escolar que oferece diversas modalidades. Se somarmos o Projeto Oficinas mais as escolinhas da FME atendemos em média 5 mil crianças. Só no Oficinas, passamos de 700 crianças em 2009 para 2,8 mil crianças hoje. Isso oportuniza que ela aprenda lógica e matemática através do xadrez, que numa aula de pintura possa receber informações sobre história, que na ginástica possa aprender geometria. E é nesse sentido que vamos fazer a discussão da educação integral no município. Prevemos a ampliação do contraturno. Hoje temos uma demanda grande de crianças fora do contraturno, em torno de cinco mil crianças, e para isso prevemos a construção de polos espalhados pela cidade.

Nunca se falou tanto em meio ambiente e temos aqui alguns problemas pontuais como o desequilíbrio da Praia Central, a poluição do rio Camboriú, sem falar nessa cultura que está se instalando desses termos de ajustamento de conduta, que estão tornando criminosos ambientais em benfeitores da natureza. O que vocês têm de propostas para essa área?

Jade - Balneário quando falar de saneamento, balneabilidade e meio ambiente como um todo também também não pode mais pensar numa política individualizada sem falar com Camboriú, que precisa fazer os investimentos necessários em saneamento para que Balneário consiga receber o saldo positivo dos investimentos que já foram feitos aqui por nós. Temos uma rede de esgoto, que falta apenas a Interpraias, em torno de 7km. Mas Camboriú não tem um metro de rede de esgoto então…

Sobra para nós...

Jade - Exatamente, precisamos que esses investimentos sejam feitos com urgência para que a nossa balneabilidade se mantenha de forma coerente.

Moi - Hoje tratamos o nosso esgoto com 98% de eficiência. É mais limpo que o próprio rio. A questão da parceria com Camboriú, não só na segurança, mas no meio ambiente também é primordial.

Jade - A questão da preservação das nossas margens, como o Produtor de Águas, que é um projeto que foi implementado nessa administração e faz essa parceria com investimentos em Camboriú para que a gente consiga ter melhor condição de abastecimento e que trabalha a cultura com os arrozeiros. Acredito que não podemos pensar de forma individualizada.

E a Praia Central?

Jade - Temos a questão do alargamento como meta e está na dependência da Fatma, das licenças ambientais. Tudo que tinha que ser feito da parte burocrática que dependia do município foi feita. Agora temos que aguardar essas licenças. As obras do Canal do Marambaia estão previstas no nosso plano de governo, o projeto se liga na rede que já começou a ser implementada pela Emasa tem que ser dado continuidade para que a gente pegue todos esses esgotos clandestinos que são jogados aí e que sabemos que tem muitos. O molhe do Pontal Norte vai auxiliar e muito a balneabilidade. Mas os nossos índices já melhoraram bastante quando investimos na estação de tratamento de esgoto. Sobre os briozoários, tem estudos da UFSC e Univali que dizem que realmente aquele alargamento da Barra Sul, sem os devidos estudos de impacto ambiental pode ter causado desequilíbrio na nossa Praia Central, mas precisamos ter ciência que Balneário vive do turismo e a praia é nosso cartão postal. Se não pensarmos na forma de manter a balneabilidade daquele espaço e de qualidade de infraestrutura daquele espaço, para que ela permaneça atrativa, temos que pensar a cidade partindo dali.

O Turismo é uma das pastas que hoje tem menos verbas, mesmo com a concorrência aumentando com cidades vizinhas como Itapema e Bombinhas, e precisa de mais gente técnica. O que vocês sugerem que seja feito para tornar esse setor um protagonista do governo novamente?

Jade - O centro de eventos vai ser um marco divisor quando se fala de turismo. Hoje temos o turismo de sol e mar, na sazonalidade da temporada e com o centro de eventos vai tirar isso e vai trazer um turismo que vai movimentar a cidade o ano todo, estamos falando em grandes feiras. O secretário de Turismo contou que eles já começaram a fazer essa capacitação de servidores da secretaria para a captação de grandes eventos, porque para isso você precisa trabalhar um, dois anos antes para trazer essa estrutura para a cidade. Já conseguiram inclusive fechar um evento da associação nacional de supermercados, 35 mil pessoas em média, acredito que no final do ano que vem. Nós temos pela primeira vez turismólogos, que foram chamados no concurso, já pensando na capacidade técnica das pessoas que vão discutir gestão e façam um planejamento de turismo, que façam planejamento de turismo na cidade. O centro de eventos vai criar uma nova matriz econômica, geração de empregos, desenvolvimento. Quando falamos de uma feira grande, estamos falando desde montador, eletricista, recepcionista, movimenta toda uma cadeia produtiva, qualifica a questão hoteleira e gastronômica da cidade. Vejo que Balneário vai ter um novo momento após a conclusão dessa obra. A discussão dela tem que ser feita também em parceria com governo do estado, que apesar do município bancar R$ 47 milhões desse valor, a obra é de responsabilidade do Estado e precisamos discutir quanto à gestão de uma parceria público-privada. O trade precisa participar dessa definição, para que esses recursos com essas feiras, consiga deixar na cidade, para que tenha um retorno desses investimentos. A requalificação do turismo passa por uma requalificação da orla da Praia Central para que consiga trazer estrutura melhor e movimentação o ano inteiro.

O jornal considera que a Cultura foi uma das áreas que mais teve avanços nos últimos tempos, com a inauguração do Teatro e a criação da Lei de Incentivo, mas que trouxeram uma demanda grande e nova para a cidade. O que vocês planejam para a Cultura?

Para mim é um prazer falar, eu escrevi a Lei de Incentivo na Articulação. Existia uma lei, de 2008, mas era impraticável, não existia viabilidade para que eles conseguissem implementar os projetos e que o poder público conseguisse investir. A Lei de Incentivo veio como um marco. Os editais são abertos anualmente. Iniciou com R$ 700 mil e hoje estamos no quatro edital em torno de R$ 1 milhão para projetos exclusivamente culturais e daqui da nossa cidade. Podemos perceber a cultura diariamente. Temos eventos praticamente em todos os finais de semana e o mais importante é dizer que esses avanços partiram da classe artística. Teve uma administração que foi ouvinte, mas que a classe tem um papel importante. Hoje os editais são elaborados pelo Conselho de Cultura, que foi readequado através das câmaras setoriais que fazem a discussão das políticas o ano todo. Temos festivais que antes não tinham, como o Festival da Canção, valorização do folclore na Barra...Temos como meta continuar com essas políticas que deram certo e ampliando os valores, permanecendo a discussão dentro do Conselho, criar os centros regionais de cultura para polarizar isso e distribuir na cidade. O Teatro é uma realidade, mas já ouvimos dos artistas questões que precisamos melhorar.

Na verdade ele já está precisando de uma reforma…

Na verdade o projeto era complexo. Eu particularmente acho que foi subutilizada aquela área. Na verdade o teatro não deveria ser onde está pelo espaço, estacionamento e tudo mais.

A secretaria do Planejamento trocou de comandante várias vezes e isso ficou claro o impacto no andamento dos projetos da cidade. Hoje temos um Plano Diretor que ainda não foi votado, Martin Luther para terminar, binário estagnado, prolongamento da Quarta Avenida parado e o viaduto dos bombeiros que começou enrolado em corrupção. O que vocês querem fazer para mudar esse setor?

Moi - Na secretaria de Planejamento não tivemos assim tantos secretários. Primeiro tivemos o Auri, foi trocado quando teve essa operação do Ministério Público e eu assumi e depois disso quando deixei foi deixado para o candidato que tínhamos o projeto de construção para essa eleição de agora. Para que fizesse a composição do nosso projeto para ter a conclusão agora no dia 3, mas assim não foi. A questão da Quarta Avenida é uma obra que foi projetada e reformulada. Hoje ela não está aberta ainda por causa de alguma demanda judicial nas desapropriações. Mas já foi toda licitada com o dinheiro das operações consorciadas. Nossa projeção era ir até a 3100 até essa temporada e acreditamos que isso ainda vai ser feito. A questão da mobilidade tivemos grandes avanços. Nossa frota de carros era bastante reduzida. Tínhamos em torno de 50 mil e hoje temos 90 mil veículos na cidade. Tivemos essa movimentação na Avenida do Estado, Terceira, Quarta, abertura da Martin Luther, Avenida das Flores, a Avenida das Madeireiras. E nossa projeção é que a malha cicloviária seja extensiva a todas as avenidas com a conclusão delas. Temos o projeto de conclusão do binário da Avenida Palestina com a implantação de uma avenida acima da Palestina, que vai ligar com a Aqueduto até a BR-101. A questão do secretariado foi por mera condução e pela construção partidária. Mas teve seus avanços e construiu através dessas operações consorciadas e possibilitou que a gestão oportunizasse essas modificações no nosso sistema viário. Foram operações que não tiraram dinheiro do orçamento público e sim pela transferência do potencial construtivo, que teve a participação efetiva da construção civil.

Jade - Importante dizer que as operações urbanas foram criadas nessa administração e a gente precisa fazer um mérito ao Auri Pavoni, que teve a participação quando criamos as operações urbanas consorciadas, mas as operações urbanas são voltadas para um crescimento de mercado. Então quando falamos em investimentos, da Martin Luther e Quarta Avenida, tudo obra com recursos das operações e o mercado, com o Icon/Ican, esses outros instrumentos…

Moi - Que foram direcionados para pagamento do precatório da Univali, poderia ter sido dinheiro investido em infraestrutura da cidade e estamos pagando conta de governo anterior que desapropriou e não pagou.

Jade - As operações já estão criadas e previstas, a continuação da Martin Luther até o Ariribá está prevista, agora o mercado imobiliário não tinha poder aquisitivo para mais de uma operação e como já tínhamos a da Quarta Avenida...agora finalizando ela, passa a ser a outra parte da operação. Esse aquecimento deve ser observado porque é a construção civil que faz esses investimentos.

Nesse momento os municípios estão preparando seus planos de mobilidade e a gente ainda não viu nada em Balneário sobre isso. Vocês planejam algo nesse sentido?

Jade - O plano de mobilidade não foi feito no período previsto porque estávamos passando pela revisão do Plano Diretor. O projeto de lei do Plano Diretor está na Câmara aguardando a apreciação, teve alteração de sistema viário, teve projetos que estavam previstos e foram tirados, como por exemplo a “Tortinha”, enfim. Precisa ter a definição dessa questão, tão logo aprove, já comece a ser discutido. Os municípios da região já finalizaram, mas mobilidade a gente tem que discutir de forma regionalizada. Temos a ampliação de novas vias, abertura de uma via paralela entre a Quinta e a Sexta Avenida no Municípios, continuação da operação consorciada até a divisa com Itajaí, a paralela da Palestina e a malha cicloviária. Temos a questão do transporte público integrado que é uma prioridade na nossa administração. O Plano Diretor previu isso e estabeleceu os locais para fazermos os pontos de integração com Itajaí e Camboriú. E temos que falar de transporte público de qualidade, que ele confortável, pontual e com preço acessível ao ponto de você optar por andar de ônibus e não de moto. Esse é o cálculo que tem que ser feito. Isso é prioridade, um investimento para que o transporte público seja cada vez mais utilizado e que hoje Balneário não possui. Nosso transporte não é pontual, não é confortável, não temos linhas suficientes e é o momento de a gente rever tudo isso. Na malha cicloviária avançamos. Temos em torno de 30km de ciclovias, mas a meta é chegar aos 85km para que a gente consiga trazer alternativas à nossa cidade, que facilita por ser plana. A questão do viaduto e dos elevados também estão no nosso plano de governo, de acesso às marginais para sair do entroncamento dos túneis.

Todo governo gosta de fazer uma obra para marcar sua passagem pela prefeitura. Você já pensou qual vai ser a sua?

Jade - Temos duas grandes obras que acredito, trarão grande impacto para as famílias. No Bairro das Nações já começou a construção de uma grande praça com 1,6mil m2 de área construída e vai oportunizar para que as famílias em especial tenham uma opção, mas mais do que isso que possamos ofertar atividades de contraturno com polos que vão ser abertos. Vamos ter um campo suspenso e abaixo as salas para utilizar equipamentos públicos. Esse mesmo projeto colocamos uma previsão para dentro do Bairro dos Municípios. No Plano Diretor foi discutido muito a questão da centralidade do Municípios, porque hoje temos uma criminalidade alta, precisamos de investimentos do poder público para que a gente consiga trazer uma nova realidade para aquela região. O Plano Diretor previu isso, criou uma centralidade ali, aumentou o potencial construtivo das principais vias para ter uma valorização imobiliária daquele local e trazer um novo padrão de construção. Ali prevemos uma grande praça, foi discutido no Plano mas não ficou previsto, repensamos naquela região e queremos abrir um novo clarão ali, trazendo um novo equipamento aos moldes do que está sendo proposto no Nações, para dentro do Municípios. Pensando em utilizar esse espaço como base para Guarda, atividades de contraturno dos polos e para que a comunidade possa se apropriar com as famílias e crianças do espaço. Vai ser de um investimento alto, porque estamos falando em desapropriações. Acho importante frisar que escuto muito dos adversários, que não cabe mais obras milionárias. Eu não entendo dessa forma, acredito que o gestor tem que se preocupar em trazer benefícios para a comunidade, independente de serem milionárias ou não. O que precisamos é ter um retorno de investimento do que é pago de impostos e nesse sentido vamos implementar.

Na área social temos alguns problemas como invasões, a questão dos andarilhos e a questão dos catadores que estão fora de uma política e da própria lei deles.

Jade - Essa semana fui fazer uma visita na cooperativa, para ver como estava a situação e discutir a política de resíduos. Porque a legislação federal inclusive diz que essa parte da varrição pode ser utilizada cooperativas, de elas participarem de licitações para triagem do lixo e isso colocamos no plano de governo, porque assim trabalhamos a inclusão social dessas pessoas. Falar de inclusão é gratificante, porque política de inclusão como estabelece o SUAS, só passou a existir a partir do momento que estabelecemos os CRAS, aonde nós fortalecemos a política do CREAS. Antes Balneário tinha apenas uma política de assistência social, mas que não era voltada através de uma legislação, com critérios estabelecidos. hoje temos equipes multidisciplinares, distribuídas nos bairros. Temos previsão no plano de construir um CRAS no Centro, uma região que não conseguimos atingir ainda. As políticas habitacionais em si, temos um único programa habitacional que iniciou há mais de 20 anos, o programa de reassentamento e regularização fundiária, de famílias históricas na cidade e que residem há 30 ou 40 anos na cidade e estavam ou em áreas de preservação permanente ou em áreas que causavam insegurança. Para isso nós já concluímos os reassentamentos, foram 84 casas construídas e entregues. As que permaneceram nos locais era porque ou não era área de risco ou de preservação e era passível de regularização. Temos ainda famílias cadastradas no Nações, Barra e uma parte no São Judas, finalizando esse processo que está em fase de término, e feita a entrega das escrituras, nós finalizamos o programa habitacional. Não existe outra política habitacional. Temos hoje uma área complexa, mas que não envolve só a questão ambiental, mas social, que é no São Judas, no Brejo, o Jardim Fortaleza. Lá já teve uma decisão judicial, que está suspensa temporariamente, mas que a realidade daquele local antes era de 140 famílias, na época em que eu estava no FURBES e fizemos o cadastramento, parece-me que agora estão em 340 famílias. Ali o próximo gestor vai ter que tratar com olhar social de como solucionar. É uma área privada tem discussão de propriedade, o poder público não tem nem como intervir, mas que no momento em que finalizar a questão judicial vai ter que intervir.

Até porque sobra para o poder público depois com saúde, educação, etc…

Jade - Perfeito, investimentos inclusive né, porque é uma área sem saneamento, água, luz.

Matriz econômica

Turismo

Engordamento da faixa de areia

Prioridade

Canal do Marambaia

Prioridade também

Estacionamento rotativo

Necessário. Tem que setorizar, talvez rever a amplitude da área.

Futuro do lixo

Não existe nenhuma fala que Itajaí não queira manter a parceria com Balneário. Mas precisamos fazer investimentos e talvez re-analizar o contrato de concessão com a próxima concessionária. Inclusive com ampliação e atendimento, porque hoje temos uma série de reclamações da comunidade por causa da coleta.

Cargos de confiança

O que tu pode utilizar de estrutura de servidor efetivo que tenha know how é importante, mas o cargo comissionado não pode ser somente técnico, tem que ter o misto de técnico e político, porque tem que estar alinhado ao plano de governo que estamos propondo. Não adianta ter um técnico que olhe o plano de governo e o entendimento dele seja outro. E que as pessoas que estejam nesses cargos entendam as demandas e conheçam a realidade da cidade. Posso ter um excelente técnico que não conheça nossa realidade e a política que ele implemente não seja eficiente. Temos que alinhar e ter pessoas preparadas e que tenham o conhecimento da cidade, daquilo que ainda precisamos atingir através daquilo que foi eleito pela maioria da população no plano de governo que foi apresentado.

Ocupação da praia e mar

Jade - Temos a abertura de um novo edital que vai propiciar abertura de novos projetos para Balneário, em especial da área marítima. Alguns desses projetos já foram apresentados no Conselho da Cidade, que vão fazer uma movimentação econômica. A discussão da regularização dos cassinos possivelmente seja aprovado no Senado e Balneário vai estar habilitado para captar isso. A questão da orla, com a requalificação, os espaços também terão de ser rediscutidos. O Ministério Público tem um inquérito questionando essa situação. Iniciou com os quiosques e agora os pontos de churros e milho, mas toda a orla terá que ser remodelada, e isso não será discutido em gabinete. Vamos discutir um modelo apropriado e é a cidade que vai decidir em audiência, qual a melhor proposta.

Para finalizar, porque as pessoas devem votar no 15?

Jade - Porque conseguimos interromper um ciclo político de muitos anos em Balneário Camboriú, numa mudança que começou em 2009 e conseguimos observar nas mais diversas áreas os avanços que tivemos nessa administração. Não chegamos no ideal, mas por isso que estamos aqui nos colocando como opção. Votar no 15 é continuar esses avanços, mas fazendo uma política nova, com pessoas dispostas a colocar o nome à disposição, em prol de um projeto de cidade. Tenho certeza que no momento em que a população tiver oportunidade de comparar candidatos e planos de governo vão observar que estamos coerentes com o que estamos propondo. O plano está à disposição da população e define qual é a obra, o valor e de onde vai sair o recurso. Estamos trabalhando para reconhecer os avanços e apontar o caminho que temos que seguir e é importante frisar que tanto eu como o Moi respeitamos muito nossos adversários, ambos estão indo para sua 8a eleição, mas vejo que talvez seja o momento da política ser renovada com novas pessoas, novas perspectivas e é nesse sentido que colocamos os nossos nomes à disposição, mas sem aventurar. O Moi é empresário, vem da iniciativa privada e tem essa experiência, que compartilhada à minha experiência na administração pública vai trazer um equilíbrio da gestão. Precisamos de uma gestão forte e coerente para que a iniciativa privada se mantenha criando oportunidades de emprego e renda e é nesse sentido que colocamos o nosso nome à disposição. Por isso pedimos o voto no 15, na Jade e no Moi.

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Cidade

ATUALIZADO às 7h de 15/12/2018.


Cidade

Balneário Camboriú passa a ser a cidade brasileira com mais bandeiras azuis


Justiça

Ele considera ilegal a lei municipal que permitiu o empreendimento 


Rapidinhas


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Página 3

Entrevista candidatos: Jade Martins (PMDB) e Jone Moi (PMDB)

Sexta, 23/9/2016 19:51.

A candidatura de Jade Martins como cabeça da chapa da situação trouxe uma nova dinâmica à corrida eleitoral, quando em cima da hora o prefeito Edson Renato Dias rompeu com Fábio flôr, do PP. Advogada, mãe e peemedebista roxa, Jade estudou e assumiu diversas frentes a pedido de Piriquito durante os dois mandatos, mas alega que não cogita fazer carreira na política. Mesmo assim aceitou o desafio porque se sente preparada tecnicamente e porque, segundo ela mesma, a população está candada de políticos de carreira e busca novos nomes e propostas.

Nome completo: Jade Martins Ribeiro

Idade: 32 anos
Formação: Direito, pós-graduada em Gestão de Cidades
Estado Civil: Casada com Eduardo Ribeiro
Filhos: Miguel Martins Ribeiro, 8 anos
Natural de: Santo ngelo/RS
Em BC desde: 16 anos
Vida político partidária: iniciou no movimento estudantil, presidiu o DCE da Univali, filiou-se ao PMDB aos 16 anos, foi presidente do PMDB Mulher.
Cargos que já ocupou: coordenadora na Procuradoria, corregedora da Guarda/ diretora administrativa do Planejamento, secretária de Articulação Governamental, FURBES, gestora do TPC, chefe de gabinete, presidiu o CMDCA, CMAS e a revisão do Plano Direitor.
Livro: A Bíblia
Filme: Documentários
Música: “sou muito eclética”
Lazer: Com a família e com amigos para confraternizar, cozinhar e ouvir música.
Perfil: “Sou uma mulher simples, mas que se preparou muito para este momento. Uma pessoa que tem sonhos, em especial de viver em uma cidade cada vez melhor e mais justa.

Nome: Jone Antonio Moi

Idade: 55 anos
Formação: Administrador de Empresas
Estado civil: Casado com Paula Nitz Moi
Filhos: Gabriel, 28 e Camila, 21 anos
Natural de: Guaporé/RS
Em BC desde: há 42 anos
Vida político/partidária: Começou no PFL em 1988, depois DEM até 2015 quando filiou-se ao PMDB. Concorreu duas vezes ao Legislativo, 2008 e 2012 e assumiu alguns períodos como suplente na atual gestão legislativa.
Cargos que ocupou: Secretário de Planejamento, de setembro de 2014 a março de 2015.
Livro: ‘O grande amigo de Deus’
Filme: ‘A Incrível História de Adaline’
Música: Não tenho preferência, todas.
Lazer: Cozinhar
Perfil: Dedicado ao que faço, tranquilo e familiar.

As coligações receberam bastante críticas porque soaram um tanto quanto estranhas. No caso de vocês a chapa não tem mistura de partidos, mas chamou a atenção porque todo mundo esperava que seria um outro candidato, que havia sido lançado pelo Piriquito. De repente apareceu a Jade, o que foi uma surpresa para muita gente, como foi para ti?

Jade - É importante dizer que há um ano e meio nós tínhamos um projeto que era com outra candidatura. Não é segredo para ninguém que o candidato era o Fábio. De um ano e meio quando voltou a se discutir um projeto de cidade, que desse uma continuidade a esse trabalho, iniciou a construção da coligação que aí está. O Fábio, por motivos que hoje fica mais claro de opção política, ele optou por não estar conosco e prova disso é que somente o PP saiu da coligação e todos os demais partidos permaneceram nesse projeto que estávamos implementando.

E hoje vocês têm uma chapa partidária.

Jade - Sim a majoritária saiu como chapa pura do PMDB. Isso é um ponto positivo porque não fizemos nenhum tipo de aliança com objetivo eleitoral, unicamente de se ganhar a eleição. Foi uma coligação sólida, agrega aí mais partidos na proporcional, mas é importante dizer que isso não foi construído na última hora como outras coligações.

Vivemos um momento bem complicado na política, em que a imagem está em baixa, mas mesmo assim vocês se dispuseram a concorrer a um cargo eletivo, o que levou vocês a enfrentarem esse desafio?

Jade - É uma situação bem confortável para falar. O cenário nacional acaba dando um descrédito muito grande para se falar em política, inclusive na esfera municipal. Acredito que esse momento eleitoral é o mais difícil para as pessoas que estão na posição de candidato, de fazerem qualquer tipo de discussão, cidade em si, como é o nosso caso e olhando no olho das pessoas e convencendo-as que política pode ser feita de forma diferente, é uma consequência disso tudo que vem acontecendo a nível nacional. Mas eu em especial e o Moi temos uma situação que é vantajosa, porque o cenário nacional pede novos nomes, pessoas novas no cenário político. O Moi e eu estamos na primeira eleição da majoritária, eu em especial é minha primeira eleição. Eu não tenho carreira política, não pretendo ter, tenho profissão, sou advogada e me coloquei na condição de candidata porque acredito que está na hora de contribuir tecnicamente, porque nesses sete anos e meio eu me preparei, estudei, tenho uma experiência administrativa e creio que o mais importante nesse momento para a cidade é que não tenhamos mais políticos de carreira e sim gestores com conhecimento técnico e administrativo. Uma proposta de renovação. Nomes novos, mas que não sejam aventureiros.

É uma proposta de renovação, mas vocês estão dizendo que a mudança precisa continuar.

Moi - Justamente. Porque a gente acredita nessa mudança que começou há oito anos, quando realmente tivemos essa transformação no desenvolvimento da nossa cidade. Eu que já moro aqui há 42 anos acompanhei toda essa história. O desenvolvimento veio agora com os novos equipamentos como o centro de eventos, que é uma transformação de matriz econômica. Isso que colocamos como novo, são conquistas que estão vindo e que ainda são novas porque estão em franco desenvolvimento. A chapa pura vai trazer uma condição de trabalho acredito que futuramente muito maior e melhor de levarmos nossos projetos sem muito acordo partidário. Temos visto muito nas ruas isso, que é difícil fazer campanha pelo descrédito, mas por outro lado também aquelas pessoas que temos abordado ou nos procuram elas estão mais atentas e exigentes com o candidato. Isso é importante, a gente acredita que eles vão analisar propostas e que isso nos traga um bom entendimento que o resultado da política deve ter uma melhoria da qualidade muito grande.

Nessa campanha as redes sociais estão em alta, tanto para o lado positivo como para a queda de nível do debate, como vocês estão lidando com isso?

Jade - As mídias são o grande diferencial quando se fala em estratégia de marketing eleitoral porque é uma campanha com o tempo mais curto, dificulta o trabalho de divulgação. Antes tínhamos campanha de três meses e hoje temos 45 dias. Em especial para nós, eu e o Moi que não somos os candidatos mais populares, isso acaba de certa forma nos prejudicando porque precisaríamos de um tempo maior para explicar nossa proposta e conversar com as pessoas. Hoje temos essa dificuldade de tempo e temos que utilizar favoravelmente o espaço das mídias, que atingem número maior de pessoas. O programa eleitoral reduziu, temos 10 minutos divididos entre todas as coligações, a nossa tem 2 minutos e pouco e você acaba não conseguindo passar todas as mensagens. Mas automaticamente você consegue fazer um trabalho de reproduzir nas mídias sociais essas informações lá para levar suas propostas para um grande número. Claro que a mídia social tem o ônus e o bônus, tu tá aberto a qualquer tipo de crítica no momento em que se expõe, mas isso é desde o momento em que tu faz opção de ser candidato e coloca o seu nome a julgamento. Eu em especial encaro isso com naturalidade. Todos os excessos devem ser coibidos, tem que ter um limite em relação ao respeito, mas encaro as críticas com naturalidade, recebo todas mas não entro em discussões. A gente sabe que o espaço da mídia social é um espaço onde as pessoas têm uma opinião formada e aquilo por certas vezes é redundante ficar numa discussão com uma pessoa que tem uma opinião formada. Que tem que ser explorado o espaço para que a gente consiga levar mensagem de forma positiva com certeza, e o que tiver de excesso, de propaganda negativa ou que prejudique ou desequilibre o pleito eleitoral cabe ao jurídico de cada campanha para que seja uma campanha limpa.

Moi - A gente acredita que a mídia social foi criada para se ter as colocações, ser propositiva e ser debatida. Infelizmente alguns meios usam isso como sites que vão sair do ar essa semana usam isso para efeitos contrários, para fazer campanha. Isso é totalmente errado. A ferramenta é maravilhosa desde que a liberdade seja justa e correta.

Agora com a campanha na rua, qual a principal reclamação que vem das pessoas?

Jade - Isso varia muito, depende de onde está fazendo esse debate. Se está fazendo em um local empresarial, o foco deles trata de desenvolvimento econômico ou turismo, Se faz uma discussão em uma determinada comunidade o foco é segurança, saúde. Se formos hoje fazer um balanço a Saúde seja a principal bandeira.

Moi - Não que seja alvo de reclamação, mas de preocupação. Em matéria de reclamação é muito setorizado, mas de forma geral não estamos recebendo reclamações. As pessoas querem escutar, querem saber do plano de governo, do que vai acontecer, qual é a proporção. Há preocupação com que a coisa melhore ainda mais, mas em questão de reclamação é muito pontual. E a reclamação e a preocupação é com a política. Porque o eleitor que hoje se manifesta está com atenção total. Está mais crítico, mais informado e mais propositivo. Ele analisa melhor e isso é muito importante.

Como vocês estão propondo que a mudança precisa continuar, preciso perguntar sobre filas de especialistas e exames que demoram para ser realizados.

Jade - Quando assumimos em 2009, a realidade do município em números não era tão favorável como hoje. Não é novidade e não é um caso somente de Balneário Camboriú a fila que existe para consultas de especialistas e exames. Isso é um cenário nacional em especial que o SUS vem enfrentando praticamente em todas as cidades do país. Em especial aqui o que implementamos como uma política que deveria ser iniciada e que foi iniciada com essa mudança em 2009? Uma valorização do servidor. Nós não tínhamos como ter um salário que era pago para um médico. Ele não era atrativo e fazia com que esses médicos que por ventura assumissem o município através de um concurso tivessem logo em seguida uma oportunidade melhor e acabavam optando por ir para a rede privada ou passavam em outros concursos em cidades da região. Quando assumimos um médico 40 horas aqui ganhava R$ 2,9 mil em média, hoje nós pagamos em média R$ 12,5 mil. Isso fez com que diminuíssemos a rotatividade. Isso não acabou, mas diminuímos consideravelmente. Porque aí tu acaba oferecendo um salário que faça com que ele analise a possibilidade de ele permanecer em Balneário. No último concurso foram chamados 40 médicos especialistas justamente prevendo uma necessidade de atendimento nessa demanda que existe. Hoje a questão do orçamento destinado para exames é um orçamento maior do que nós apresentávamos lá trás. Nós temos as clínicas credenciadas, hoje para alguns exames não existe fila. Outros existe uma demora na realização, mas por exemplo exames ambulatoriais não têm fila nenhuma de espera. O que precisamos? De um poder maior na contratação de mais credenciamentos das clínicas para que a gente consiga evoluir na fila de exames e a questão dos especialistas, acredito que com a valorização que foi implementada e esse novo chamamento do concurso público vamos conseguir avançar e muito nesses números que estavam represados.

Você é a favor da valorização do Ruth Cardoso?

Jade - Não.

Mas o atual prefeito está sugerindo isso né?

Jade - Não de colocar convênios. Sou a favor do atendimento 100% gratuito para a população. O que eu entendo que é necessário é uma parceria público-privada na administração do hospital. São duas coisas distintas. A nossa legislação, que autoriza que organizações sociais administrem as casas de saúde eu vejo que hoje é o ideal inclusive para uma situação de segurança jurídica para os profissionais que lá estão trabalhando.

Mas nós tivemos uma experiência horrível aqui (com a Cruz Vermelha)...

Jade - Acredito que a gente não pode utilizar aquele fato, vejo que foi isolado no Brasil inteiro, ainda mais uma entidade como era a Cruz Vermelha. O que precisamos hoje e que naquela época não tínhamos e que talvez seja um encaminhamento que dê mais segurança é uma organização social assumir, mas com uma estrutura pública de fiscalização maior que antes existia. Antes existia uma comissão que avaliava o contrato de gestão, mas não existia qualquer...a não ser o Conselho de Saúde, que fazia o papel fiscalizatório dos atos de gestão do hospital, mas não existia uma fiscalização interna, com pessoas lá diariamente. Hoje temos que fazer esse misto do público e do privado. Não somente a organização social como responsável. Acredito que o caminho seja esse, mas mantendo os atendimentos gratuitos porque não vejo viável colocar convênios ou consultas particulares no formato que era o Santa Inês porque com certeza a fila que vai andar mais rápido vai ser a fila que tem o dinheiro para custear o hospital.

E o que mais para a Saúde vocês já pensaram como plano de governo?

Jade - Colocamos a construção de mais postos de saúde, abertura UPA Nações, que será a terceira casa de saúde que teremos 24 horas. Lá na UPA vamos oferecer um serviço que hoje o município não tem, que é o atendimento de emergência odontológica. Hoje temos somente o atendimento do COI, mas se acontece algum acidente num final de semana por exemplo não temos esse tipo de atendimento.

E o pronto socorro do Ruth?

Jade - A gente vai abrir o pronto socorro do Ruth.

Que está fechado há mais de três anos...

Jade - Mas eu acredito que eles abram ainda este ano. Nós não mencionamos isso no plano de governo justamente porque eu acredito que isso deve ser até o final do ano aberto. Concomitante a isso, a construção dos postos de saúde, por exemplo, São Judas é uma comunidade que não tem posto, acaba represando no Bairro da Barra, que acaba atendendo toda a região das agrestes, mais Barra e São Judas. O objetivo é ampliar a estratégia de saúde de família para que tu tenha uma cobertura maior e quando tu faz o trabalho de prevenção na saúde básica você automaticamente não vai ter uma fila tão grande de especialistas, isso é o que os dados apresentam. Implementamos no plano de governo o plano Melhor em Casa, que já tem um incentivo por parte do governo federal, inclusive no custeio de parte desse programa, que é levar atendimento médico, de enfermagem e fisioterapia para as pessoas que estão acamadas ou que tenham algum tipo de deficiência. O governo federal repassa parte desse custeio outra parte é o município que banca. Essas são algumas das medidas que temos, sem falar da valorização do servidor da capacitação permanente deles. Temos um projeto na questão do agendamento, nós não queremos que permaneça no formato que hoje é de que para marcar uma consulta você tenha que se dirigir à secretaria de Saúde, e ficar aguardando ser atendido. Isso tem que ter uma melhora na forma de agendamento, numa manutenção de um software e um aplicativo para que a gente consiga fazer o agendamento de forma mais ágil e de mais conforto para as pessoas.

Moi- O que daria mais controle da situação, que tem acesso direto e consegue ver estatisticamente onde precisa mais atenção e onde está ociosa para gerenciar melhor isso.

Jade - Outra coisa que é importante lembrar é que vamos implementar o Núcleo de Atenção à Saúde do Homem, hoje temos o NAM. Já existe verba para construção disso e parte do custeio da equipe e é uma meta nova. A outra é o Núcleo de Atenção ao Trabalhador, ainda mais em Balneário com a construção civil e uma rotatividade grande, implementaremos isso também.

Na segurança, assim como em outras cidades em crescimento, Balneário tem vários problemas como o aumento da criminalidade, sem falar na impunidade causada pela falta de um centro de internamento provisório e até políticas públicas para prevenção. Quais são as propostas de vocês para essa área?

Jade - É importante frisar que quando assumimos, a política pública de secretaria de Segurança não existia no município. Existia uma secretaria que tinha como infraestrutura dois Celtas. Não tinha equipe, absolutamente nada gerencial. Estava apenas no papel e pensamos a reengenharia dessa secretaria. Até fui eu responsável por elaborar o projeto de lei na época, porque estava na secretaria de Articulação. Junto com isso veio a criação da Guarda Municipal, que hoje tem 142 guardas, nosso efetivo já é maior do que o da Polícia Militar. Claro que é importante frisar que esse trabalho é feito em forma de cooperação, com as demais forças de segurança, inclusive com a PM que presta um serviço valoroso dentro daquilo que o Estado lhe oferta e conseguem executar uma política de segurança.

Mas não satisfaz porque o efetivo é muito pequeno.

Jade - Sim e tivemos uma reunião essa semana com o comandante e perdemos mais cinco policiais. Então se compararmos o histórico populacional de Balneário e a quantidade de policiais que tínhamos há 10 anos e trazermos para a realidade de hoje, nossa população aumentou e o efetivo diminuiu. Só que o que não dava era para continuarmos numa omissão por parte do município jogando a responsabilidade para o Estado e sem agir. Criamos uma estrutura de secretaria com agentes, guardas municipais, patrimoniais, pessoas que pensam segurança 24 horas por dia e temos hoje em torno de 330 pessoas fazendo segurança pública. Digo isso porque existia guarda patrimonial, mas não existia sequer um uniforme, não tinha valorização do servidor, os agentes em uma situação complexa porque vinculados à Compur, a Compur com uma série de dívidas, o que dava uma insegurança jurídica para eles. Enfim, criamos a Guarda, o efetivo dela pela lei pode atingir até 200 guardas e essa é a nossa meta. Temos um concurso em aberto, que vai oportunizar que a gente consiga chamar mais 32 ou 34 guardas para o treinamento de imediato com o convênio que temos com a PM. Conseguimos criar uma central de monitoramento que é referência até para outras cidades, o cabeamento 100% fibra óptica vai ser concluído também. O que falta hoje é implementar na região das agrestes, a fibra óptica e consequentemente mais 100 câmeras. Concomitante a isso, quando se fala de política em especial à infância e adolescência, que é uma área que eu militei durante muito tempo, precisamos firmar um consórcio intermunicipal, não podemos mais pensar de forma isolada. Balneário não pode mais pensar nessas políticas de forma isolada. A nossa meta é dialogar com o prefeito eleito de Camboriú para que possamos trazer um projeto que já existe. Os Consegs, na época em que foi criado o consórcio intermunicipal de segurança, conseguimos fazer um projeto de um CIP e na época os municípios já vinham conversando para viabilizar isso para a região. Na época era Itajaí, Itapema, Balneário, Camboriú e Navegantes, mas um CIP que tivesse condição realmente de socializar os adolescentes e que tenham uma política para a reinserção deles. Esse projeto seria construído em Camboriú e os demais municípios fariam uma co-participação para esse complexo. Precisamos urgentemente retomar isso, sabemos que a situação financeira dos municípios não favorece nesse momento, mas o Ministério da Justiça tem editais abertos para essa finalidade. Hoje nós só fazemos a repressão, ir lá, apreender esse adolescente e levá-lo para a delegacia, mas como não existe local para que ele permaneça ele vai ser solto e pode voltar a reincidir. Precisamos de uma política de forma regionalizada para que possamos fazer um trabalho de prevenção, sendo que quando se fala em segurança pública o trabalho de prevenção às vezes é muito maior do que efetivamente o de repressão e para isso precisamos de uma série de órgãos articulados. O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente já avançou muito na discussão dessas políticas e tem uma renda específica para investimentos de projetos voltados para a área, isso faz com que possamos ter mais oportunidade para essas crianças e adolescentes. Hoje estamos perdendo eles para a criminalidade e para a drogradição. Precisamos de atenção enquanto gestor para oportunizarmos que eles não caiam na criminalidade, para o tráfico ou aliciamento de menores. Balneário tem hoje uma realidade diferente do município de Camboriú, que não tem os mesmos investimentos que Balneário. Mas a política tem que ser pensada em conjunto.

A Comissão de Educação da Câmara revelou um quadro bem crítico na Educação, com falta de estrutura, falta de vagas nas creches, reivindicação de escola integral, falta de manutenção, desvalorização dos professores, e agora para fechar o IDEB foi ruim, que de nove escolas, seis não alcançaram a média. O que vocês pretendem fazer para melhorar essa situação?

Jade - Quando assumimos em 2009 a fila de espera nas creches era em torno de 1,7 mil crianças. Conseguimos zerar a fila em duas oportunidades, 2014 e 2015. Hoje já existe uma demanda novamente. Só para a educação infantil foram cinco novos núcleos construídos, 60 novas salas de aula, ao todo foram 72 salas ampliadas, mais 20 do Vereador Santa. Então estamos falando de 92 salas de aula. Houve uma valorização grande do professor, tínhamos as monitoras que ganhavam em torno de R$ 700. Estas foram consideradas professoras, claro através da sua formação, inclusive esse convencimento foi feito junto com o Ministério Público que na época abriu um inquérito para que essa situação fosse acompanhada de perto nessa questão da transformação das monitoras em professoras, na verdade nem falo em transformação, falo em reconhecimento porque elas estão dentro de sala de aula e não tem como você querer discriminar que a pessoa que está ali dentro não está postada como professor e está habilitada para tal. Hoje um professor que ingressa na rede pública municipal ganha em média R$ 3,3 mil já no início da sua carreira. Hoje Balneário paga o piso nacional, sem considerar as vantagens, cumprimos com a determinação e temos como meta a construção de quatro núcleos de educação infantil, porque escola não existe demanda reprimida. Hoje ofertamos 4,5 mil vagas de creche, quando assumimos eram em torno de 2,4 mil vagas. Ainda não é o suficiente por isso propusemos novos núcleos: um no Pioneiros, Bairro dos Municípios, Nações e na região Sul. No Hospital fizemos uma média de 200 partos por mês, vamos dizer que 50% dessas crianças sejam do município, aí já começa a ver o reflexo que isso traz para uma fila de espera. A questão da educação integral, precisamos avançar bastante primeiro na questão cultural. A educação não pode ser mais encarada de forma assistencial, de que o pai e a mãe precisam trabalhar e por isso precisam deixar a criança na escola, ela tem cunho pedagógico. Eu falo como mãe, não gostaria que meu filho ficasse 12 horas dentro do mesmo ambiente porque isso comprovadamente estressa a criança e o próprio professor que está ali com ela. Temos que proporcionar educação integral, mas que seja de qualidade, produtiva, abrangente, multidisciplinar e que o aluno tenha interesse de estar na escola. A discussão que era feita com os CIEPs, que vieram através do Brizola, é um momento que precisamos atualizar para uma nova realidade. Hoje temos o contraturno escolar que oferece diversas modalidades. Se somarmos o Projeto Oficinas mais as escolinhas da FME atendemos em média 5 mil crianças. Só no Oficinas, passamos de 700 crianças em 2009 para 2,8 mil crianças hoje. Isso oportuniza que ela aprenda lógica e matemática através do xadrez, que numa aula de pintura possa receber informações sobre história, que na ginástica possa aprender geometria. E é nesse sentido que vamos fazer a discussão da educação integral no município. Prevemos a ampliação do contraturno. Hoje temos uma demanda grande de crianças fora do contraturno, em torno de cinco mil crianças, e para isso prevemos a construção de polos espalhados pela cidade.

Nunca se falou tanto em meio ambiente e temos aqui alguns problemas pontuais como o desequilíbrio da Praia Central, a poluição do rio Camboriú, sem falar nessa cultura que está se instalando desses termos de ajustamento de conduta, que estão tornando criminosos ambientais em benfeitores da natureza. O que vocês têm de propostas para essa área?

Jade - Balneário quando falar de saneamento, balneabilidade e meio ambiente como um todo também também não pode mais pensar numa política individualizada sem falar com Camboriú, que precisa fazer os investimentos necessários em saneamento para que Balneário consiga receber o saldo positivo dos investimentos que já foram feitos aqui por nós. Temos uma rede de esgoto, que falta apenas a Interpraias, em torno de 7km. Mas Camboriú não tem um metro de rede de esgoto então…

Sobra para nós...

Jade - Exatamente, precisamos que esses investimentos sejam feitos com urgência para que a nossa balneabilidade se mantenha de forma coerente.

Moi - Hoje tratamos o nosso esgoto com 98% de eficiência. É mais limpo que o próprio rio. A questão da parceria com Camboriú, não só na segurança, mas no meio ambiente também é primordial.

Jade - A questão da preservação das nossas margens, como o Produtor de Águas, que é um projeto que foi implementado nessa administração e faz essa parceria com investimentos em Camboriú para que a gente consiga ter melhor condição de abastecimento e que trabalha a cultura com os arrozeiros. Acredito que não podemos pensar de forma individualizada.

E a Praia Central?

Jade - Temos a questão do alargamento como meta e está na dependência da Fatma, das licenças ambientais. Tudo que tinha que ser feito da parte burocrática que dependia do município foi feita. Agora temos que aguardar essas licenças. As obras do Canal do Marambaia estão previstas no nosso plano de governo, o projeto se liga na rede que já começou a ser implementada pela Emasa tem que ser dado continuidade para que a gente pegue todos esses esgotos clandestinos que são jogados aí e que sabemos que tem muitos. O molhe do Pontal Norte vai auxiliar e muito a balneabilidade. Mas os nossos índices já melhoraram bastante quando investimos na estação de tratamento de esgoto. Sobre os briozoários, tem estudos da UFSC e Univali que dizem que realmente aquele alargamento da Barra Sul, sem os devidos estudos de impacto ambiental pode ter causado desequilíbrio na nossa Praia Central, mas precisamos ter ciência que Balneário vive do turismo e a praia é nosso cartão postal. Se não pensarmos na forma de manter a balneabilidade daquele espaço e de qualidade de infraestrutura daquele espaço, para que ela permaneça atrativa, temos que pensar a cidade partindo dali.

O Turismo é uma das pastas que hoje tem menos verbas, mesmo com a concorrência aumentando com cidades vizinhas como Itapema e Bombinhas, e precisa de mais gente técnica. O que vocês sugerem que seja feito para tornar esse setor um protagonista do governo novamente?

Jade - O centro de eventos vai ser um marco divisor quando se fala de turismo. Hoje temos o turismo de sol e mar, na sazonalidade da temporada e com o centro de eventos vai tirar isso e vai trazer um turismo que vai movimentar a cidade o ano todo, estamos falando em grandes feiras. O secretário de Turismo contou que eles já começaram a fazer essa capacitação de servidores da secretaria para a captação de grandes eventos, porque para isso você precisa trabalhar um, dois anos antes para trazer essa estrutura para a cidade. Já conseguiram inclusive fechar um evento da associação nacional de supermercados, 35 mil pessoas em média, acredito que no final do ano que vem. Nós temos pela primeira vez turismólogos, que foram chamados no concurso, já pensando na capacidade técnica das pessoas que vão discutir gestão e façam um planejamento de turismo, que façam planejamento de turismo na cidade. O centro de eventos vai criar uma nova matriz econômica, geração de empregos, desenvolvimento. Quando falamos de uma feira grande, estamos falando desde montador, eletricista, recepcionista, movimenta toda uma cadeia produtiva, qualifica a questão hoteleira e gastronômica da cidade. Vejo que Balneário vai ter um novo momento após a conclusão dessa obra. A discussão dela tem que ser feita também em parceria com governo do estado, que apesar do município bancar R$ 47 milhões desse valor, a obra é de responsabilidade do Estado e precisamos discutir quanto à gestão de uma parceria público-privada. O trade precisa participar dessa definição, para que esses recursos com essas feiras, consiga deixar na cidade, para que tenha um retorno desses investimentos. A requalificação do turismo passa por uma requalificação da orla da Praia Central para que consiga trazer estrutura melhor e movimentação o ano inteiro.

O jornal considera que a Cultura foi uma das áreas que mais teve avanços nos últimos tempos, com a inauguração do Teatro e a criação da Lei de Incentivo, mas que trouxeram uma demanda grande e nova para a cidade. O que vocês planejam para a Cultura?

Para mim é um prazer falar, eu escrevi a Lei de Incentivo na Articulação. Existia uma lei, de 2008, mas era impraticável, não existia viabilidade para que eles conseguissem implementar os projetos e que o poder público conseguisse investir. A Lei de Incentivo veio como um marco. Os editais são abertos anualmente. Iniciou com R$ 700 mil e hoje estamos no quatro edital em torno de R$ 1 milhão para projetos exclusivamente culturais e daqui da nossa cidade. Podemos perceber a cultura diariamente. Temos eventos praticamente em todos os finais de semana e o mais importante é dizer que esses avanços partiram da classe artística. Teve uma administração que foi ouvinte, mas que a classe tem um papel importante. Hoje os editais são elaborados pelo Conselho de Cultura, que foi readequado através das câmaras setoriais que fazem a discussão das políticas o ano todo. Temos festivais que antes não tinham, como o Festival da Canção, valorização do folclore na Barra...Temos como meta continuar com essas políticas que deram certo e ampliando os valores, permanecendo a discussão dentro do Conselho, criar os centros regionais de cultura para polarizar isso e distribuir na cidade. O Teatro é uma realidade, mas já ouvimos dos artistas questões que precisamos melhorar.

Na verdade ele já está precisando de uma reforma…

Na verdade o projeto era complexo. Eu particularmente acho que foi subutilizada aquela área. Na verdade o teatro não deveria ser onde está pelo espaço, estacionamento e tudo mais.

A secretaria do Planejamento trocou de comandante várias vezes e isso ficou claro o impacto no andamento dos projetos da cidade. Hoje temos um Plano Diretor que ainda não foi votado, Martin Luther para terminar, binário estagnado, prolongamento da Quarta Avenida parado e o viaduto dos bombeiros que começou enrolado em corrupção. O que vocês querem fazer para mudar esse setor?

Moi - Na secretaria de Planejamento não tivemos assim tantos secretários. Primeiro tivemos o Auri, foi trocado quando teve essa operação do Ministério Público e eu assumi e depois disso quando deixei foi deixado para o candidato que tínhamos o projeto de construção para essa eleição de agora. Para que fizesse a composição do nosso projeto para ter a conclusão agora no dia 3, mas assim não foi. A questão da Quarta Avenida é uma obra que foi projetada e reformulada. Hoje ela não está aberta ainda por causa de alguma demanda judicial nas desapropriações. Mas já foi toda licitada com o dinheiro das operações consorciadas. Nossa projeção era ir até a 3100 até essa temporada e acreditamos que isso ainda vai ser feito. A questão da mobilidade tivemos grandes avanços. Nossa frota de carros era bastante reduzida. Tínhamos em torno de 50 mil e hoje temos 90 mil veículos na cidade. Tivemos essa movimentação na Avenida do Estado, Terceira, Quarta, abertura da Martin Luther, Avenida das Flores, a Avenida das Madeireiras. E nossa projeção é que a malha cicloviária seja extensiva a todas as avenidas com a conclusão delas. Temos o projeto de conclusão do binário da Avenida Palestina com a implantação de uma avenida acima da Palestina, que vai ligar com a Aqueduto até a BR-101. A questão do secretariado foi por mera condução e pela construção partidária. Mas teve seus avanços e construiu através dessas operações consorciadas e possibilitou que a gestão oportunizasse essas modificações no nosso sistema viário. Foram operações que não tiraram dinheiro do orçamento público e sim pela transferência do potencial construtivo, que teve a participação efetiva da construção civil.

Jade - Importante dizer que as operações urbanas foram criadas nessa administração e a gente precisa fazer um mérito ao Auri Pavoni, que teve a participação quando criamos as operações urbanas consorciadas, mas as operações urbanas são voltadas para um crescimento de mercado. Então quando falamos em investimentos, da Martin Luther e Quarta Avenida, tudo obra com recursos das operações e o mercado, com o Icon/Ican, esses outros instrumentos…

Moi - Que foram direcionados para pagamento do precatório da Univali, poderia ter sido dinheiro investido em infraestrutura da cidade e estamos pagando conta de governo anterior que desapropriou e não pagou.

Jade - As operações já estão criadas e previstas, a continuação da Martin Luther até o Ariribá está prevista, agora o mercado imobiliário não tinha poder aquisitivo para mais de uma operação e como já tínhamos a da Quarta Avenida...agora finalizando ela, passa a ser a outra parte da operação. Esse aquecimento deve ser observado porque é a construção civil que faz esses investimentos.

Nesse momento os municípios estão preparando seus planos de mobilidade e a gente ainda não viu nada em Balneário sobre isso. Vocês planejam algo nesse sentido?

Jade - O plano de mobilidade não foi feito no período previsto porque estávamos passando pela revisão do Plano Diretor. O projeto de lei do Plano Diretor está na Câmara aguardando a apreciação, teve alteração de sistema viário, teve projetos que estavam previstos e foram tirados, como por exemplo a “Tortinha”, enfim. Precisa ter a definição dessa questão, tão logo aprove, já comece a ser discutido. Os municípios da região já finalizaram, mas mobilidade a gente tem que discutir de forma regionalizada. Temos a ampliação de novas vias, abertura de uma via paralela entre a Quinta e a Sexta Avenida no Municípios, continuação da operação consorciada até a divisa com Itajaí, a paralela da Palestina e a malha cicloviária. Temos a questão do transporte público integrado que é uma prioridade na nossa administração. O Plano Diretor previu isso e estabeleceu os locais para fazermos os pontos de integração com Itajaí e Camboriú. E temos que falar de transporte público de qualidade, que ele confortável, pontual e com preço acessível ao ponto de você optar por andar de ônibus e não de moto. Esse é o cálculo que tem que ser feito. Isso é prioridade, um investimento para que o transporte público seja cada vez mais utilizado e que hoje Balneário não possui. Nosso transporte não é pontual, não é confortável, não temos linhas suficientes e é o momento de a gente rever tudo isso. Na malha cicloviária avançamos. Temos em torno de 30km de ciclovias, mas a meta é chegar aos 85km para que a gente consiga trazer alternativas à nossa cidade, que facilita por ser plana. A questão do viaduto e dos elevados também estão no nosso plano de governo, de acesso às marginais para sair do entroncamento dos túneis.

Todo governo gosta de fazer uma obra para marcar sua passagem pela prefeitura. Você já pensou qual vai ser a sua?

Jade - Temos duas grandes obras que acredito, trarão grande impacto para as famílias. No Bairro das Nações já começou a construção de uma grande praça com 1,6mil m2 de área construída e vai oportunizar para que as famílias em especial tenham uma opção, mas mais do que isso que possamos ofertar atividades de contraturno com polos que vão ser abertos. Vamos ter um campo suspenso e abaixo as salas para utilizar equipamentos públicos. Esse mesmo projeto colocamos uma previsão para dentro do Bairro dos Municípios. No Plano Diretor foi discutido muito a questão da centralidade do Municípios, porque hoje temos uma criminalidade alta, precisamos de investimentos do poder público para que a gente consiga trazer uma nova realidade para aquela região. O Plano Diretor previu isso, criou uma centralidade ali, aumentou o potencial construtivo das principais vias para ter uma valorização imobiliária daquele local e trazer um novo padrão de construção. Ali prevemos uma grande praça, foi discutido no Plano mas não ficou previsto, repensamos naquela região e queremos abrir um novo clarão ali, trazendo um novo equipamento aos moldes do que está sendo proposto no Nações, para dentro do Municípios. Pensando em utilizar esse espaço como base para Guarda, atividades de contraturno dos polos e para que a comunidade possa se apropriar com as famílias e crianças do espaço. Vai ser de um investimento alto, porque estamos falando em desapropriações. Acho importante frisar que escuto muito dos adversários, que não cabe mais obras milionárias. Eu não entendo dessa forma, acredito que o gestor tem que se preocupar em trazer benefícios para a comunidade, independente de serem milionárias ou não. O que precisamos é ter um retorno de investimento do que é pago de impostos e nesse sentido vamos implementar.

Na área social temos alguns problemas como invasões, a questão dos andarilhos e a questão dos catadores que estão fora de uma política e da própria lei deles.

Jade - Essa semana fui fazer uma visita na cooperativa, para ver como estava a situação e discutir a política de resíduos. Porque a legislação federal inclusive diz que essa parte da varrição pode ser utilizada cooperativas, de elas participarem de licitações para triagem do lixo e isso colocamos no plano de governo, porque assim trabalhamos a inclusão social dessas pessoas. Falar de inclusão é gratificante, porque política de inclusão como estabelece o SUAS, só passou a existir a partir do momento que estabelecemos os CRAS, aonde nós fortalecemos a política do CREAS. Antes Balneário tinha apenas uma política de assistência social, mas que não era voltada através de uma legislação, com critérios estabelecidos. hoje temos equipes multidisciplinares, distribuídas nos bairros. Temos previsão no plano de construir um CRAS no Centro, uma região que não conseguimos atingir ainda. As políticas habitacionais em si, temos um único programa habitacional que iniciou há mais de 20 anos, o programa de reassentamento e regularização fundiária, de famílias históricas na cidade e que residem há 30 ou 40 anos na cidade e estavam ou em áreas de preservação permanente ou em áreas que causavam insegurança. Para isso nós já concluímos os reassentamentos, foram 84 casas construídas e entregues. As que permaneceram nos locais era porque ou não era área de risco ou de preservação e era passível de regularização. Temos ainda famílias cadastradas no Nações, Barra e uma parte no São Judas, finalizando esse processo que está em fase de término, e feita a entrega das escrituras, nós finalizamos o programa habitacional. Não existe outra política habitacional. Temos hoje uma área complexa, mas que não envolve só a questão ambiental, mas social, que é no São Judas, no Brejo, o Jardim Fortaleza. Lá já teve uma decisão judicial, que está suspensa temporariamente, mas que a realidade daquele local antes era de 140 famílias, na época em que eu estava no FURBES e fizemos o cadastramento, parece-me que agora estão em 340 famílias. Ali o próximo gestor vai ter que tratar com olhar social de como solucionar. É uma área privada tem discussão de propriedade, o poder público não tem nem como intervir, mas que no momento em que finalizar a questão judicial vai ter que intervir.

Até porque sobra para o poder público depois com saúde, educação, etc…

Jade - Perfeito, investimentos inclusive né, porque é uma área sem saneamento, água, luz.

Matriz econômica

Turismo

Engordamento da faixa de areia

Prioridade

Canal do Marambaia

Prioridade também

Estacionamento rotativo

Necessário. Tem que setorizar, talvez rever a amplitude da área.

Futuro do lixo

Não existe nenhuma fala que Itajaí não queira manter a parceria com Balneário. Mas precisamos fazer investimentos e talvez re-analizar o contrato de concessão com a próxima concessionária. Inclusive com ampliação e atendimento, porque hoje temos uma série de reclamações da comunidade por causa da coleta.

Cargos de confiança

O que tu pode utilizar de estrutura de servidor efetivo que tenha know how é importante, mas o cargo comissionado não pode ser somente técnico, tem que ter o misto de técnico e político, porque tem que estar alinhado ao plano de governo que estamos propondo. Não adianta ter um técnico que olhe o plano de governo e o entendimento dele seja outro. E que as pessoas que estejam nesses cargos entendam as demandas e conheçam a realidade da cidade. Posso ter um excelente técnico que não conheça nossa realidade e a política que ele implemente não seja eficiente. Temos que alinhar e ter pessoas preparadas e que tenham o conhecimento da cidade, daquilo que ainda precisamos atingir através daquilo que foi eleito pela maioria da população no plano de governo que foi apresentado.

Ocupação da praia e mar

Jade - Temos a abertura de um novo edital que vai propiciar abertura de novos projetos para Balneário, em especial da área marítima. Alguns desses projetos já foram apresentados no Conselho da Cidade, que vão fazer uma movimentação econômica. A discussão da regularização dos cassinos possivelmente seja aprovado no Senado e Balneário vai estar habilitado para captar isso. A questão da orla, com a requalificação, os espaços também terão de ser rediscutidos. O Ministério Público tem um inquérito questionando essa situação. Iniciou com os quiosques e agora os pontos de churros e milho, mas toda a orla terá que ser remodelada, e isso não será discutido em gabinete. Vamos discutir um modelo apropriado e é a cidade que vai decidir em audiência, qual a melhor proposta.

Para finalizar, porque as pessoas devem votar no 15?

Jade - Porque conseguimos interromper um ciclo político de muitos anos em Balneário Camboriú, numa mudança que começou em 2009 e conseguimos observar nas mais diversas áreas os avanços que tivemos nessa administração. Não chegamos no ideal, mas por isso que estamos aqui nos colocando como opção. Votar no 15 é continuar esses avanços, mas fazendo uma política nova, com pessoas dispostas a colocar o nome à disposição, em prol de um projeto de cidade. Tenho certeza que no momento em que a população tiver oportunidade de comparar candidatos e planos de governo vão observar que estamos coerentes com o que estamos propondo. O plano está à disposição da população e define qual é a obra, o valor e de onde vai sair o recurso. Estamos trabalhando para reconhecer os avanços e apontar o caminho que temos que seguir e é importante frisar que tanto eu como o Moi respeitamos muito nossos adversários, ambos estão indo para sua 8a eleição, mas vejo que talvez seja o momento da política ser renovada com novas pessoas, novas perspectivas e é nesse sentido que colocamos os nossos nomes à disposição, mas sem aventurar. O Moi é empresário, vem da iniciativa privada e tem essa experiência, que compartilhada à minha experiência na administração pública vai trazer um equilíbrio da gestão. Precisamos de uma gestão forte e coerente para que a iniciativa privada se mantenha criando oportunidades de emprego e renda e é nesse sentido que colocamos o nosso nome à disposição. Por isso pedimos o voto no 15, na Jade e no Moi.

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