Jornal Página 3

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Entrevista candidatos: Fabrício Oliveira (PSB) e Carlos Humberto (PR)
Divulgação

Quarta, 14/9/2016 17:54.

Depois de meses de encontros e negociações do chamado ‘grupo de oposição’, que acabou rachando, as convenções partidárias decidiram apostar nos advogados Fabrício Oliveira e Carlos Humberto Metzner Silva, para compor uma chapa. Fabrício com experiência legislativa e executiva de 16 anos e Carlos Humberto estreando na política partidária, porém com experiência em administração privada. Esta é a segunda da série de entrevistas com postulantes ao cargo de prefeito e vice de Balneário Camboriú.

Nome: Fabrício José Satiro de Oliveira

Idade: 41
Formação: Direito
Estado civil: casado com Mozara Paris
Filhos: Não ainda
Natural de: Curitiba
Em BC desde: 1986
Vida político-partidária: iniciou no PV em 1999; em 2002 foi para o PSDB, eleito veredor em 2004. Em 2007 chefe de gabinete do governo Spernau; 2008 reeleito vereador; 2011 secretário regional; 2012 candidato a vice na chapa de Spernau; 2013 filiou-se ao PSB; 2014 candidato a deputado federal; 2015 diretor administrativo da Assembleia Legislativa; assumiu como deputado federal por quatro meses.
Cargos que já ocupou: Antes de iniciar vida pública, foi garçon, vendedor de sorvete, bilheteiro e depois gerente de casa noturna (Baturité).
Um livro: ‘Autobiografia Martin Luther King’ (estou lendo)
Música: Adoro, toco violão todos os dias.
Lazer: Encontrar amigos
Perfil: Simples, obstinado, bom ouvinte e muito exigente.

Nome: Carlos Humberto Metzner Silva

Idade: 35 anos
Formação: bacharel em Direito
Estado civil: casado com Adriana Renaux
Filhos: Carlos, de um ano e sete meses
Natural de: Balneário Camboriú
Vida político-partidária: já foi filiado a partidos antes, mas começou a vivenciar a política de perto desde que assumiu a presidência do PR, em 2015
Cargos que já ocupou: públicos nenhum. Na sociedade organizada foi presidente do Sinduscon, participou da FIESC e Conselho da Cidade
Livro: Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago
Música: MPB
Lazer: Ficar com a família
Perfil: “Um trabalhador, que ama a cidade em que vive e espera contribuir com um futuro melhor para ela”.

Vocês tentaram formar um grupo de oposição e acabou que esse grupo rachou em dois, aí surgiram alianças estranhas e que até hoje ainda vem recebendo críticas de ambos os lados...qual a opinião sobre essas coligações firmadas?

Fabrício – Primeiro é importante dizer que comecei a ouvir a cidade desde o começo do ano, onde desenhamos o projeto Balneário das Novas Ideias, ouvimos mais de 15 mil famílias na cidade e esse projeto nos deu uma convicção do tipo que aliança que firmaríamos, uma aliança pautada na gestão, não no compromisso da nomeação de cargos e funções, não temos compromisso com nenhum desses partidos de indicação política partidária. O compromisso que nos une é pela gestão eficiente, onde a nomeação e colaboradores será pelo mérito do currículo, da experiência e do conhecimento. Portanto a nossa aliança foi em torno realmente de uma nova postura de administrar, de fazer política e de se relacionar com as pessoas.

Os dois grupos que queriam formar um de oposição agora estão lutando entre si...

Fabrício – Nós formatamos um projeto onde a nossa chapa de prefeito e vice foi coerente. Desde o começo. Tanto o PSB quanto o PR sempre se postou pela mudança da cidade. Pela mudança de gestão, pela mudança de comportamento. Nós formatamos essa união com absoluta coerência e convicção do que nos une é acima de tudo um novo momento, uma nova postura, uma nova gestão da cidade.

Carlos Humberto – Em entrevista aqui para o Página3 nós sempre defendemos a alternância de poder e a mudança. Tanto que nosso lema antes das coligações era ‘Acredite na Mudança’. Sempre defendemos fora do campo das críticas que Balneário Camboriú precisava renovar sua política e os grupos políticos. Não defendíamos uma volta ao passado e nem o modelo presente. Dentro disso mantivemos nossa coerência. Defendemos que tenha uma alternância verdadeira de poder, com pessoas que ainda não tiveram oportunidade de mostrar o seu serviço, pessoas que ainda não estão maculadas, que não devem nada politicamente para nenhum dos lados e desta forma a gente agiu até o final e hoje estamos muito honrados de estar participando juntos com o PSB, porque entendemos que é a maneira mais coerente, são as duas candidaturas que desde o início defendiam a alternância do poder, que defendiam uma verdadeira mudança, que hoje estão juntas.

A coligação de vocês tem o maior número de candidatos a vereador. Como vocês construíram esse número?

Fabrício – São 109 candidatos a vereador. Chegamos ao maior número porque o nosso convencimento foi de que apresentaríamos um projeto transparente, de permanente diálogo com a comunidade, e acima de tudo, o que vamos apresentar para o futuro. Trazemos uma história limpa, intacta, de trabalho, de experiência nos 16 anos de vida pública e apontamos um caminho pra cidade. Foi o fator fundamental para que pudéssemos ter um projeto com toda a segurança. E foi aí que conseguimos trazer bons partidos, formamos uma grande aliança, de qualidade.

A imagem do político está muito atrelada hoje com corrupção, porque é isso que estamos vendo em todos os níveis nesse ambiente. É possível mudar esse quadro? Como?

Fabrício – Primeiro o que as pessoas e as manifestações, todo esse sentimento, essa crise no país ela afasta as pessoas da política por ene motivos. Um deles é exatamente essas alianças promíscuas, que simplesmente tem como objetivo ocupar a máquina pública, e ocupando a máquina pública, se beneficiar dela e deixar a gestão de lado, o mérito de lado, deixar a aplicação devida e transparência de recursos de lado e é exatamente isso que nós combatemos. Por isso vamos ter critérios na ocupação de cargos, formados pelo currículo, pela eficiência, pela experiência, aonde cada pasta, cada secretaria terá que- evidentemente – apresentar para o conselho de gestão todo o seu andamento, todo o seu planejamento, as metas a serem cumpridas. Então aquilo que afasta as pessoas é o desperdício, ocupação de cargo por troca de apoio político-partidário, aonde nós colocamos de maneira muito clara a todos os partidos que este é um compromisso que assumimos com a população e que faremos gestão em nosso governo.

Carlos Humberto – Nunca participei de uma eleição, essa é a minha primeira que coloco meu nome à disposição. O Brasil vem passando por diversas crises políticas e ela reflete na economia, o que tem gerado muita revolta, manifestações. Balneário Camboriú teve diversas manifestações, as maiores do Estado, e tanto eu como o Fabrício participamos delas por entender que o momento político é ruím. Ou você muda a prática política ou você muda as pessoas que ocupam os cargos políticos ou a gente não muda para o futuro a prática da política. Participei das manifestações porque também não aguento mais isso, o Fabrício mesmo tendo ocupado cargos públicos também participou e sempre foi muito bem aceito, porque não tem seu nome ligado à corrupção, enriquecimento, nada ligado a isso. Antes de ser políticos, somos eleitores e como eleitores também estamos cansados disso tudo que acontece no Brasil. É por isso que nosso projeto tenta ser diferente. Está pautado em outras bases que não aquelas que vem pautando a política do Brasil. Ou nós temos a coragem de mudar as pessoas que comandam nossa cidade, nosso Estado ou nosso país, ou continuamos na mesma e também perdemos a legitimidade no futuro pra dizer que tentamos mudar. Somos a chapa que apresenta verdadeira alternativa ao que existe e ao que já existiu.

"Ou você muda a prática política ou você muda as pessoas que ocupam os cargos políticos"

Carlos e Fabrício com as respectivas esposas, Adriana e Mozara

Esta é a campanha das redes sociais, o que é bom mas também pode ser ruím, dependendo de como elas são usadas. O que vocês estão achando disso?

Fabrício – As redes sociais são um excelente instrumento para você colocar de maneira transparente e acessível os nossos currículos, o nosso passado, o que pretendemos fazer, o momento que estamos vivendo, acho muito válido, porque hoje poucas coisas ficam às escondidas. A exposição nas redes faz com que o eleitor tenha mecanismos de observação, de análise.

Nas ruas, qual é a principal reclamação que vocês estão ouvindo?

Fabrício – Sem dúvida nenhuma segurança e saúde são as maiores queixas que estão nos trazendo. Não mais importante do que uma educação de qualidade.

Na Saúde tem problemas sérios, falta de profissionais especialistas, filas, a questão do Ruth Cardoso, o que vocês tem de propostas concretas?

A saúde na atenção básica precisa melhorar, aumentar a abrangência do Estratégia da Família que compreende somente 46% de atendimento hoje. O Ministério da Saúde preconiza que seja 50%. Isso é muito importante principalmente no combate ao agravo de algumas doenças. Temos uma taxa alta de mortalidade prematura em idosos e infantil, muitas vezes devido à falta de prevenção. A falta dessa política de saúde preventiva que se torna assim um grande eixo do nosso governo. Outro momento é zerar as filas dos especialistas e de exames. Vamos fazer um mutirão contratando médicos para fazer isso. Uma informação importante: só em ortopedia tem 3.150 pessoas na fila. Outra questão é melhorar as condições dos nossos postos de saúde. Estão precisando de manutenção. Atualizar os equipamentos que lá existem. Colocar mais médicos. Vamos criar uma central de agendamento de consultas para tirar as pessoas da fila. Em nosso governo não haverá pessoas na fila de madrugada. Por internet ou aplicativos o paciente terá acesso a seu prontuário, podendo ter acesso à sua consulta e levar a qualquer médico em qualquer momento. Outra coisa que precisamos olhar: 60% dos atendimentos do Ruth Cardoso são pacientes da região, para isso continuar, temos que voltar para a AMFRI, repactuar todo esse atendimento regional para que possamos cobrar também dos municípios e definir um modelo de gestão para o hospital.

Carlos Humberto – Queremos fazer um grande diagnóstico e um dos grandes pontos do nosso plano é a gestão, não fazer nada no achismo, na emoção.

Vocês falam em especialistas como solução, mas essa promessa o prefeito atual fez na campanha dele, criticando o governo Spernau de não ter especialistas em uma cidade que fatura 1 milhão por dia. O tempo passou e ele não conseguiu os especialistas que prometeu, por isso essas filas gigantes...

Fabrício – É preciso dizer que o investimento na saúde dos 10 últimos anos para cá dobrou. Em 2005 era 15,8% para saúde pública e hoje é de quase 29%. Mas o que não melhorou nesse tempo foi a gestão. Vamos contratar de modo emergencial médicos e exames e isso tem que buscar na iniciativa privada para juntos fazermos esse mutirão que vai acabar com as filas.

Fabrício com os pais e irmãos

A crescente criminalidade, o pequeno efetivo, trânsito caótico, faltando um centro para menores infratores, faltam políticas públicas, prevenção, enfim Segurança é uma dor de cabeça. Como pretendem aliviar isso?

O aumento do efetivo da nossa Guarda Municipal, passar para 200 e levá-la a todas as regiões de Balneário Camboriú com bases da polícia comunitária, aquela mais próxima do cidadão que interage com os problemas sociais, identificando a sua característica. Investir em tecnologia com câmeras de monitoramento que identifiquem inclusive se o veículo é roubado ou não. Vamos investir também na proteção da ocupação das nossas encostas, onde a Guarda Ambiental vai ter um papel muito importante, o crescimento da ocupação irregular das encostas é um grande fator para insegurança e isso está aumentando muito. Uma cidade precisa ser iluminada, precisa ter fiscalização para venda de bebidas alcoólicas para menores, muitas vezes até de drogas, a fiscalização é essencial para que o comércio também possa fazer o seu papel...

Você é a favor de barreiras?

Fabrício – Sim a favor.

Carlos Humberto – Tem outro dado que precisa ser colocado. Balneário nos últimos 15 anos perdeu muito efetivo da PM. Estranhamente porque tivemos diversos governantes a nível de Estado e tudo o mais e Balneário só veio perdendo efetivo tanto da PM como da PC. A Guarda Municipal sozinha não dá conta. Então temos que ter um novo tipo de relacionamento com o governo do Estado para que se traga um maior efetivo das policias. Uma cidade que atenda melhor as pessoas, as crianças, que dê uma resposta mais ágil no serviço e que acima de tudo tem um canal de diálogo com o governo do Estado, porque sabemos que o prefeito não pode fechar os olhos, mas a responsabilidade é do governo do Estado e ele tem que ser cobrado.

A Educação é outro setor deficitário, teve um levantamento feito pela Comissão de Educação da Câmara que fez um diagnóstico bem completo e que revelou a precariedade das nossas instalações escolares. O que vocês pretendem nessa área?

Fabrício – O orçamento da secretaria da Educação é quase o orçamento inteiro da cidade de Camboriú...Nós não construímos mais escolas, não atualizamos nossos prédios...nossos espaços para oferecer melhores condições aos nossos alunos. Vamos ampliar o ensino integral, temos somente 350 vagas hoje em Balneário Camboriú, nossa meta é aumentar para duas mil vagas. A valorização permanente do nosso valioso professor. Eu gostaria aqui de mandar uma declaração muito clara do Fabrício e do Carlos Humberto sobre certo terrorismo que está sendo feito pela velha política dizendo que nós vamos mexer na carga horária dos nossos professores e dos núcleos infantis. Nós não iremos alterar a carga horária, pelo contrário vamos construir mais núcleos infantis em Balneário Camboriú, temáticos, modernos, e vamos sim valorizar cada vez mais nossos professores. Nada de alterar carga horária como está sendo propagado pelos quatro cantos da cidade. Essa valorização permanente do professor com capacitação e diálogo permanente também é muito importante. Faremos uma educação de qualidade. Com investimento em tecnologia, melhoria das condições de estudo, construção de mis núcleos infantis, acabar com a demanda de filas, será fundamental.

Nunca se falou tanto na necessidade de cuidar do meio ambiente, mesmo assim continuamos poluindo o principal cartão da cidade com despejo de esgotos, a praia central em desequilíbrio lotada de briozoários que vão afastando nossos turistas, rio Camboriú poluído, desmatamentos e o mais discutido deles, o da Estrada da Rainha, onde também está a principal crítica ao Carlos Humberto. Como vão resolver essas situações?

Carlos Humberto – A Estrada da Rainha é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), não foi proposto por mim, mas pelo Ministério Público. O TAC tem força de lei. Me foi imposto e eu cumpri. Volto a lembrar não tenho prédio naquela região, nunca construí prédio, nada ali, não tenho nenhum alvará de prédio ali, só sou dono de um pedaço do terreno ali.

Mas isso está te atrapalhando na campanha, porque nas redes há uma cobrança sobre o assunto? O que pretendem fazer sobre isso?

Carlos Humberto – Tem que recompor toda aquela margem, à direita de quem sobe, de maneira urgente, ela está assim por conta de uma intervenção humana, isso não quer dizer que o poder público não tenha que investir, se o poder público não investir na margem direita, a margem esquerda a iniciativa privada já fez a sua parte, o morro já está decomposto. Na parte direita, o que ficou para o poder público fazer ainda não foi feito. Com certeza o governo Fabrício/Carlos Humberto que tem comprometimento com o meio ambiente, fará a recomposição. Isso já faz parte do Plano Diretor. É uma pena que ainda não tenha sido feito, mas a recomposição será feita, porque nós cumprimos a lei. Tem que fazer antes que venha abaixo. Aquilo é um patrimônio que tem que ser preservado.

"Nós não vamos privatizar a Emasa como também tem sido declarado por aí neste momento eleitoral" 

Carlos Humberto com a esposa Adriana, o filho Carlos, o irmão, a cunhada, os pais e o avô paterno João.

Com relação à praia central doente? Aí estamos falando a imagem da cidade.

Fabrício – Temos em nosso plano de cidade Balneário de Águas Limpas, onde tratamos dos rios, das nascentes, e da praia. É nosso principal bem. É o corredor econômico da cidade, o corredor turístico, tem que ser tratada, resolvida. Nós vamos resolver isso adentrando fortemente na questão do rio Camboriú, do canal do Marambaia, entendendo que a Emasa tem que se atualizar nos investimentos, naquilo que compete ao tratamento de água, realmente é verdade, a Emasa tem poluído, a matéria está no Página3, e nós vamos resolver isso, assim como vamos fazer um diálogo responsável com Camboriú, a respeito do rio Camboriú e aqui quero dizer também que nós não vamos privatizar a Emasa como também tem sido declarado por aí neste momento eleitoral.

O Turismo é uma das pastas com menor investimento e uma demanda crescente, estamos concorrendo (e perdendo espaço) com nossos próprios vizinhos, como vocês pretendem colocar o turismo como protagonista do governo, onde sempre deveria estar?

Fabrício – Primeiro, precisamos recompor os nossos instrumentos turísticos. Precisam ser requalificados, potencializados. Muitos deles estão desatualizados. Carecendo de manutenção, esquecidos. Precisamos ter um calendário que será construído com a iniciativa privada, calendário que possa aproveitar a vinda do Centro de Eventos com agenda internacional e nacional, para ocupar esse espaço o ano todo. Revitalizar a orla, resolver a limpeza, a balneabilidade da nossa praia e colocar Balneário no centro da rota do turismo qualificado, daquele que encontra uma cidade organizada, quer gastar aqui, quer curtir suas praias, que fica o maior tempo possível. Mas para isso é preciso arrumar, qualificar, padronizar nosso atendimento turístico.

Carlos Humberto – Priorizar gestão é entender Balneário Camboriú. Nós dependemos do turismo para tudo Construção civil, serviços, comércio, a imprensa, contabilidade, restaurante, hotel...tudo depende do turismo. Então essa é nossa matriz número 1. Ainda bem que é, porque turismo é indústria limpa. Você falou que a verba do turismo é muito pequena. Isso é pra ver como a gestão é importante dentro da máquina pública. Você sabia que o gabinete do prefeito tem R$ 21 milhões enquanto o turismo só tem 5? Vejo muita reclamação nas ruas que o número de andarilhos aumentou muito, isso tem que ser combatido...e sabe quanto é a verba da Inclusão Social? R$ 4 milhões. A verba destinada para Segurança Pública em Balneário durante um ano é de R$ 13 milhões. E o gabinete do prefeito são quase R$ 22 milhões...é por isso que a gente bate tanto nessa tecla: ou temos coragem de fazer menos política e mais gestão ou a gente não muda a cara de uma cidade, de um Estado ou de um país. É isso que a gente se propõe. Fazer o diferente, priorizar a cidade, as pessoas e não os políticos.

Depois que finalmente inaugurou o Teatro Municipal e a vinda da Lei de Incentivo a Cultura avançaram a nossa cultura, mas a crescente demanda já pede mais. O que vocês pensam sobre o assunto?

Fabrício - Temos que potencializar a nossa cultura. Temos grandes nichos culturais que precisam ser valorizados. Nossos artistas, abrir mais espaços para cultura como a Praça da Barra, o Mercado Público, o Plano Municipal de Cultura precisa ser colocado em prática, direcionar o calendário do Teatro Municipal para nossos artistas. Ações pontuais e um calendário, para que possamos trazer um turismo voltado à cultura com bons eventos divulgando a nossa historia, nossas tradições e interagindo com a população, seja com turistas, com moradores, nas escolas.

O Planejamento foi prejudicado, passaram por lá vários comandantes, mais os escândalos que deixaram para trás obras importantes, como o Viaduto dos Bombeiros, prolongamento da Quarta Avenida, terminar a Martin Luther...atrasaram outras como a Passarela. Como vocês conduzirão o Planejamento?

Fabrício – Não precisamos inventar moda, tem muitas coisas já estabelecidas em nosso Plano Diretor, o prolongamento da Quarta, o Elevado da Quarta que parou, a continuidade da Martin Luther até o Bairro Ariribá, que dali liga até a BR-101, é uma obra importante, tem que colocar em prática, a obra anunciada paralela à avenida Palestina. Outra obra importante que deixou de lado para construção de uma praça e essa praça não teve diálogo...a ponte da Marginal, a Passarela inaugurada essa semana, não sabemos ainda os custos dessa operação para os cofres de Balneário Camboriú, a revitalização da Atlântica, é importantíssimo, estamos com aqueles quiosques de maneira arcaica, sem um banheiro decente, que não atende nem o morador, nem o turista...são obras importantes que temos que evoluir, não pode-se mudar o Planejamento, mudar as obras e de repente desistir daquilo que já estava projetado para a cidade. Então é respeitar o Plano Diretor e estabelecer projetos que já estão desenhados o melhor funcionamento da cidade.

Na semana passada os municípios da Amfri receberam seus projetos de Mobilidade Urbana. Aqui até agora não existe nada nesse sentido.

Fabrício - É importante dizer que estamos de maneira equivocada fora da Amfri, onde está sendo discutido esse plano, que trata também de transporte público, coletivo. Nós vamos retornar a Amfri, algo muito importante para discussão do desenvolvimento regional e mobilidade urbana também. Vamos ter um departamento que vai tratar de engenharia do trânsito, onde será discutida permanentemente a evolução do trânsito, para encontrarmos alternativas não somente para carros e motos, mas para pedestres, ciclistas e para o transporte público.

Carlos Humberto – Planejamento da cidade é algo muito importante. Infelizmente tem ficado em segundo plano. Planejar a cidade vai além de fazer obras. Além de só pensar em obras físicas. Tem que criar um ambiente aqui que seja favorável à geração de emprego, tem que ser parceiro da iniciativa privada, parceiro dos trabalhadores, tem que atender as pessoas que querem vir investir em equipamentos turísticos que fomentarão a nossa economia, há exemplos de diversos equipamentos que há muito vem tentando se implementar aqui e não conseguem. É preciso que o governo seja esse canal de diálogo. Balneário Camboriú sempre foi o sexto destino turístico do país de destinos estrangeiros, hoje estamos atrás de Bombinhas, somos o 9º e Bombinhas é o 6º. Isso precisa de um diagnóstico. Isso é gestão.

Todo governo gosta de fazer uma obra que vai marcar sua passagem. Qual será a de vocês?

Fabrício – A nossa maior obra será fazer gestão. Enfrentar todos os problemas da limpeza da praia até a revitalização da Atlântica, a ampliação de escola em modelo integral, a melhoria na saúde, fim da fila para especialistas e exames, melhoria na gestão do Ruth Cardoso, avançar na mobilidade e planejamento da cidade e a discussão permanente com a sociedade organizada. Essa discussão permanente é de braços dados com o setor privado, com as lideranças comunitárias para fazer com que Balneário Camboriú tenha um grande avanço de gestão e também de um novo relacionamento com a sociedade, onde precisamos priorizar a união da cidade para atender as demandas da comunidade através do planejamento e de uma gestão transparente.

Apesar de ser uma cidade rica Balneário enfrenta questões sociais graves, como a invasão do São Judas onde vivem mais de 200 famílias, ocupação irregular nos morros, catadores sem uma política pública. Como vai ser trabalhada a Inclusão Social?

Fabrício – Havia um programa que funcionava, lembro quando fui secretário do governo Spernau, era o CUIDA, que combatia as invasões. Precisamos criar e aparelhar a Guarda Ambiental que vai proteger nossas encostas e estar em permanente diálogo com os agentes de proteção social, a Inclusão Social, a secretaria da Saúde, o Conselho Tutelar, e todos os demais órgãos que dão cobertura social para que possamos conter de maneira muito rápida o crescimento dessas ocupações, que é um grande fator de preocupação social e de segurança pública da cidade.

Matriz econômica de Balneário

Turismo. Congregar as matrizes econômicas como a construção civil, comércio e criar novas fontes, como a economia alternativa e tecnologia.

Ciclovias/Mobilidade

Prioridade. Balneário Camboriú tem 300 mil deslocamentos/dia. 60% deles são feitos a pé. Priorizar a melhoria dos nossos passeios para que as pessoas possam caminhar em segurança. Ampliar a malha para ciclistas.

Estacionamento Rotativo

Regulamentar, ele é uma necessidade, mas não da maneira como estava. Vamos fazer um diálogo aberto com a sociedade, porque ele precisa ser implementado de forma que atenda nosso comércio e os usuários.

Ocupação de espaço público (praia/mar)

Tem que ter interesse público legítimo. Tudo discutido com a sociedade. Tem que potencializar nossa economia e nossa estrutura. Será feito respeitando a lei, dentro das regras, onde quem ganhe é o munícipe e não a iniciativa privada. Sempre priorizando as pessoas, a cidade, o turismo e que gere recursos.

Transporte Público

Será uma alternativa de mobilidade urbana. Com bom preço, com uma malha de cobertura segura. Tem que ser atrativa a ponto da pessoa deixar seu carro em casa. Essencial.

Canal do Marambaia

Compromisso de resolver, porque esse é uma promessa de muitas campanhas. O canal polui e muito a nossa praia central. Nós vamos estancar essa poluição e resolver de uma vez por todas o problema.

Centro de Eventos

Defendemos uma gestão público-privada para administrar onde o poder público será fiscalizador da gestão e o poder privado que vai fazer a qualidade de gestão, a desburocratização e levando em conta as necessidades da nossa economia.

Passarela da Barra

Um grande ponto de interrogação. Foi inaugurada e agora esperamos que cumpra seu papel.

Por que vocês acham que as pessoas devem votar no 40?

Fabrício – Porque passamos nesses últimos meses ouvindo as pessoas. Tenho 16 anos de vida pública, ocupando diversas funções a nível estadual, municipal e como deputado federal, do Executivo e do Legislativo, aonde nossa experiência está nas boas práticas, não possuo nenhum problema com a justiça, ou com qualquer órgão que venha comprometer a minha idoneidade e minha transparência com a coisa pública. Esse é o momento de ouvir a sociedade. Nosso projeto das Novas Ideias traz nova postura de se relacionar com as pessoas, nova postura de fazer política, de fazer gestão. Vamos manter um diálogo permanente, trazendo o que é melhor no mundo para Balneário Camboriú, qualificando e preparando nosso funcionário público para que juntos possamos fazer uma grande equipe transformar Balneário Camboriú num grande modelo de gestão.

Carlos Humberto – Defendo o projeto que une uma pessoa experiente na política, que não tem mácula, contra ele não pesa nenhuma denúncia de enriquecimento ou de corrupção, aliado a uma pessoa que vem da iniciativa privada, nunca ocupou cargo público, mas que tem participação grande dentro da sociedade. Ao término do nosso mandato seremos lembrados como o governo mais transparente, que teve o melhor canal de diálogo com a sociedade, um governo que não tomará decisões fechadas em gabinete.

"Faremos um governo para as pessoas e não para nós, essa será a maior contribuição para Balneário Camboriú".

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Revestimento que já foi sucesso é tendência novamente


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Entrevista candidatos: Fabrício Oliveira (PSB) e Carlos Humberto (PR)

Divulgação
Quarta, 14/9/2016 17:54.

Depois de meses de encontros e negociações do chamado ‘grupo de oposição’, que acabou rachando, as convenções partidárias decidiram apostar nos advogados Fabrício Oliveira e Carlos Humberto Metzner Silva, para compor uma chapa. Fabrício com experiência legislativa e executiva de 16 anos e Carlos Humberto estreando na política partidária, porém com experiência em administração privada. Esta é a segunda da série de entrevistas com postulantes ao cargo de prefeito e vice de Balneário Camboriú.

Nome: Fabrício José Satiro de Oliveira

Idade: 41
Formação: Direito
Estado civil: casado com Mozara Paris
Filhos: Não ainda
Natural de: Curitiba
Em BC desde: 1986
Vida político-partidária: iniciou no PV em 1999; em 2002 foi para o PSDB, eleito veredor em 2004. Em 2007 chefe de gabinete do governo Spernau; 2008 reeleito vereador; 2011 secretário regional; 2012 candidato a vice na chapa de Spernau; 2013 filiou-se ao PSB; 2014 candidato a deputado federal; 2015 diretor administrativo da Assembleia Legislativa; assumiu como deputado federal por quatro meses.
Cargos que já ocupou: Antes de iniciar vida pública, foi garçon, vendedor de sorvete, bilheteiro e depois gerente de casa noturna (Baturité).
Um livro: ‘Autobiografia Martin Luther King’ (estou lendo)
Música: Adoro, toco violão todos os dias.
Lazer: Encontrar amigos
Perfil: Simples, obstinado, bom ouvinte e muito exigente.

Nome: Carlos Humberto Metzner Silva

Idade: 35 anos
Formação: bacharel em Direito
Estado civil: casado com Adriana Renaux
Filhos: Carlos, de um ano e sete meses
Natural de: Balneário Camboriú
Vida político-partidária: já foi filiado a partidos antes, mas começou a vivenciar a política de perto desde que assumiu a presidência do PR, em 2015
Cargos que já ocupou: públicos nenhum. Na sociedade organizada foi presidente do Sinduscon, participou da FIESC e Conselho da Cidade
Livro: Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago
Música: MPB
Lazer: Ficar com a família
Perfil: “Um trabalhador, que ama a cidade em que vive e espera contribuir com um futuro melhor para ela”.

Vocês tentaram formar um grupo de oposição e acabou que esse grupo rachou em dois, aí surgiram alianças estranhas e que até hoje ainda vem recebendo críticas de ambos os lados...qual a opinião sobre essas coligações firmadas?

Fabrício – Primeiro é importante dizer que comecei a ouvir a cidade desde o começo do ano, onde desenhamos o projeto Balneário das Novas Ideias, ouvimos mais de 15 mil famílias na cidade e esse projeto nos deu uma convicção do tipo que aliança que firmaríamos, uma aliança pautada na gestão, não no compromisso da nomeação de cargos e funções, não temos compromisso com nenhum desses partidos de indicação política partidária. O compromisso que nos une é pela gestão eficiente, onde a nomeação e colaboradores será pelo mérito do currículo, da experiência e do conhecimento. Portanto a nossa aliança foi em torno realmente de uma nova postura de administrar, de fazer política e de se relacionar com as pessoas.

Os dois grupos que queriam formar um de oposição agora estão lutando entre si...

Fabrício – Nós formatamos um projeto onde a nossa chapa de prefeito e vice foi coerente. Desde o começo. Tanto o PSB quanto o PR sempre se postou pela mudança da cidade. Pela mudança de gestão, pela mudança de comportamento. Nós formatamos essa união com absoluta coerência e convicção do que nos une é acima de tudo um novo momento, uma nova postura, uma nova gestão da cidade.

Carlos Humberto – Em entrevista aqui para o Página3 nós sempre defendemos a alternância de poder e a mudança. Tanto que nosso lema antes das coligações era ‘Acredite na Mudança’. Sempre defendemos fora do campo das críticas que Balneário Camboriú precisava renovar sua política e os grupos políticos. Não defendíamos uma volta ao passado e nem o modelo presente. Dentro disso mantivemos nossa coerência. Defendemos que tenha uma alternância verdadeira de poder, com pessoas que ainda não tiveram oportunidade de mostrar o seu serviço, pessoas que ainda não estão maculadas, que não devem nada politicamente para nenhum dos lados e desta forma a gente agiu até o final e hoje estamos muito honrados de estar participando juntos com o PSB, porque entendemos que é a maneira mais coerente, são as duas candidaturas que desde o início defendiam a alternância do poder, que defendiam uma verdadeira mudança, que hoje estão juntas.

A coligação de vocês tem o maior número de candidatos a vereador. Como vocês construíram esse número?

Fabrício – São 109 candidatos a vereador. Chegamos ao maior número porque o nosso convencimento foi de que apresentaríamos um projeto transparente, de permanente diálogo com a comunidade, e acima de tudo, o que vamos apresentar para o futuro. Trazemos uma história limpa, intacta, de trabalho, de experiência nos 16 anos de vida pública e apontamos um caminho pra cidade. Foi o fator fundamental para que pudéssemos ter um projeto com toda a segurança. E foi aí que conseguimos trazer bons partidos, formamos uma grande aliança, de qualidade.

A imagem do político está muito atrelada hoje com corrupção, porque é isso que estamos vendo em todos os níveis nesse ambiente. É possível mudar esse quadro? Como?

Fabrício – Primeiro o que as pessoas e as manifestações, todo esse sentimento, essa crise no país ela afasta as pessoas da política por ene motivos. Um deles é exatamente essas alianças promíscuas, que simplesmente tem como objetivo ocupar a máquina pública, e ocupando a máquina pública, se beneficiar dela e deixar a gestão de lado, o mérito de lado, deixar a aplicação devida e transparência de recursos de lado e é exatamente isso que nós combatemos. Por isso vamos ter critérios na ocupação de cargos, formados pelo currículo, pela eficiência, pela experiência, aonde cada pasta, cada secretaria terá que- evidentemente – apresentar para o conselho de gestão todo o seu andamento, todo o seu planejamento, as metas a serem cumpridas. Então aquilo que afasta as pessoas é o desperdício, ocupação de cargo por troca de apoio político-partidário, aonde nós colocamos de maneira muito clara a todos os partidos que este é um compromisso que assumimos com a população e que faremos gestão em nosso governo.

Carlos Humberto – Nunca participei de uma eleição, essa é a minha primeira que coloco meu nome à disposição. O Brasil vem passando por diversas crises políticas e ela reflete na economia, o que tem gerado muita revolta, manifestações. Balneário Camboriú teve diversas manifestações, as maiores do Estado, e tanto eu como o Fabrício participamos delas por entender que o momento político é ruím. Ou você muda a prática política ou você muda as pessoas que ocupam os cargos políticos ou a gente não muda para o futuro a prática da política. Participei das manifestações porque também não aguento mais isso, o Fabrício mesmo tendo ocupado cargos públicos também participou e sempre foi muito bem aceito, porque não tem seu nome ligado à corrupção, enriquecimento, nada ligado a isso. Antes de ser políticos, somos eleitores e como eleitores também estamos cansados disso tudo que acontece no Brasil. É por isso que nosso projeto tenta ser diferente. Está pautado em outras bases que não aquelas que vem pautando a política do Brasil. Ou nós temos a coragem de mudar as pessoas que comandam nossa cidade, nosso Estado ou nosso país, ou continuamos na mesma e também perdemos a legitimidade no futuro pra dizer que tentamos mudar. Somos a chapa que apresenta verdadeira alternativa ao que existe e ao que já existiu.

"Ou você muda a prática política ou você muda as pessoas que ocupam os cargos políticos"

Carlos e Fabrício com as respectivas esposas, Adriana e Mozara

Esta é a campanha das redes sociais, o que é bom mas também pode ser ruím, dependendo de como elas são usadas. O que vocês estão achando disso?

Fabrício – As redes sociais são um excelente instrumento para você colocar de maneira transparente e acessível os nossos currículos, o nosso passado, o que pretendemos fazer, o momento que estamos vivendo, acho muito válido, porque hoje poucas coisas ficam às escondidas. A exposição nas redes faz com que o eleitor tenha mecanismos de observação, de análise.

Nas ruas, qual é a principal reclamação que vocês estão ouvindo?

Fabrício – Sem dúvida nenhuma segurança e saúde são as maiores queixas que estão nos trazendo. Não mais importante do que uma educação de qualidade.

Na Saúde tem problemas sérios, falta de profissionais especialistas, filas, a questão do Ruth Cardoso, o que vocês tem de propostas concretas?

A saúde na atenção básica precisa melhorar, aumentar a abrangência do Estratégia da Família que compreende somente 46% de atendimento hoje. O Ministério da Saúde preconiza que seja 50%. Isso é muito importante principalmente no combate ao agravo de algumas doenças. Temos uma taxa alta de mortalidade prematura em idosos e infantil, muitas vezes devido à falta de prevenção. A falta dessa política de saúde preventiva que se torna assim um grande eixo do nosso governo. Outro momento é zerar as filas dos especialistas e de exames. Vamos fazer um mutirão contratando médicos para fazer isso. Uma informação importante: só em ortopedia tem 3.150 pessoas na fila. Outra questão é melhorar as condições dos nossos postos de saúde. Estão precisando de manutenção. Atualizar os equipamentos que lá existem. Colocar mais médicos. Vamos criar uma central de agendamento de consultas para tirar as pessoas da fila. Em nosso governo não haverá pessoas na fila de madrugada. Por internet ou aplicativos o paciente terá acesso a seu prontuário, podendo ter acesso à sua consulta e levar a qualquer médico em qualquer momento. Outra coisa que precisamos olhar: 60% dos atendimentos do Ruth Cardoso são pacientes da região, para isso continuar, temos que voltar para a AMFRI, repactuar todo esse atendimento regional para que possamos cobrar também dos municípios e definir um modelo de gestão para o hospital.

Carlos Humberto – Queremos fazer um grande diagnóstico e um dos grandes pontos do nosso plano é a gestão, não fazer nada no achismo, na emoção.

Vocês falam em especialistas como solução, mas essa promessa o prefeito atual fez na campanha dele, criticando o governo Spernau de não ter especialistas em uma cidade que fatura 1 milhão por dia. O tempo passou e ele não conseguiu os especialistas que prometeu, por isso essas filas gigantes...

Fabrício – É preciso dizer que o investimento na saúde dos 10 últimos anos para cá dobrou. Em 2005 era 15,8% para saúde pública e hoje é de quase 29%. Mas o que não melhorou nesse tempo foi a gestão. Vamos contratar de modo emergencial médicos e exames e isso tem que buscar na iniciativa privada para juntos fazermos esse mutirão que vai acabar com as filas.

Fabrício com os pais e irmãos

A crescente criminalidade, o pequeno efetivo, trânsito caótico, faltando um centro para menores infratores, faltam políticas públicas, prevenção, enfim Segurança é uma dor de cabeça. Como pretendem aliviar isso?

O aumento do efetivo da nossa Guarda Municipal, passar para 200 e levá-la a todas as regiões de Balneário Camboriú com bases da polícia comunitária, aquela mais próxima do cidadão que interage com os problemas sociais, identificando a sua característica. Investir em tecnologia com câmeras de monitoramento que identifiquem inclusive se o veículo é roubado ou não. Vamos investir também na proteção da ocupação das nossas encostas, onde a Guarda Ambiental vai ter um papel muito importante, o crescimento da ocupação irregular das encostas é um grande fator para insegurança e isso está aumentando muito. Uma cidade precisa ser iluminada, precisa ter fiscalização para venda de bebidas alcoólicas para menores, muitas vezes até de drogas, a fiscalização é essencial para que o comércio também possa fazer o seu papel...

Você é a favor de barreiras?

Fabrício – Sim a favor.

Carlos Humberto – Tem outro dado que precisa ser colocado. Balneário nos últimos 15 anos perdeu muito efetivo da PM. Estranhamente porque tivemos diversos governantes a nível de Estado e tudo o mais e Balneário só veio perdendo efetivo tanto da PM como da PC. A Guarda Municipal sozinha não dá conta. Então temos que ter um novo tipo de relacionamento com o governo do Estado para que se traga um maior efetivo das policias. Uma cidade que atenda melhor as pessoas, as crianças, que dê uma resposta mais ágil no serviço e que acima de tudo tem um canal de diálogo com o governo do Estado, porque sabemos que o prefeito não pode fechar os olhos, mas a responsabilidade é do governo do Estado e ele tem que ser cobrado.

A Educação é outro setor deficitário, teve um levantamento feito pela Comissão de Educação da Câmara que fez um diagnóstico bem completo e que revelou a precariedade das nossas instalações escolares. O que vocês pretendem nessa área?

Fabrício – O orçamento da secretaria da Educação é quase o orçamento inteiro da cidade de Camboriú...Nós não construímos mais escolas, não atualizamos nossos prédios...nossos espaços para oferecer melhores condições aos nossos alunos. Vamos ampliar o ensino integral, temos somente 350 vagas hoje em Balneário Camboriú, nossa meta é aumentar para duas mil vagas. A valorização permanente do nosso valioso professor. Eu gostaria aqui de mandar uma declaração muito clara do Fabrício e do Carlos Humberto sobre certo terrorismo que está sendo feito pela velha política dizendo que nós vamos mexer na carga horária dos nossos professores e dos núcleos infantis. Nós não iremos alterar a carga horária, pelo contrário vamos construir mais núcleos infantis em Balneário Camboriú, temáticos, modernos, e vamos sim valorizar cada vez mais nossos professores. Nada de alterar carga horária como está sendo propagado pelos quatro cantos da cidade. Essa valorização permanente do professor com capacitação e diálogo permanente também é muito importante. Faremos uma educação de qualidade. Com investimento em tecnologia, melhoria das condições de estudo, construção de mis núcleos infantis, acabar com a demanda de filas, será fundamental.

Nunca se falou tanto na necessidade de cuidar do meio ambiente, mesmo assim continuamos poluindo o principal cartão da cidade com despejo de esgotos, a praia central em desequilíbrio lotada de briozoários que vão afastando nossos turistas, rio Camboriú poluído, desmatamentos e o mais discutido deles, o da Estrada da Rainha, onde também está a principal crítica ao Carlos Humberto. Como vão resolver essas situações?

Carlos Humberto – A Estrada da Rainha é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), não foi proposto por mim, mas pelo Ministério Público. O TAC tem força de lei. Me foi imposto e eu cumpri. Volto a lembrar não tenho prédio naquela região, nunca construí prédio, nada ali, não tenho nenhum alvará de prédio ali, só sou dono de um pedaço do terreno ali.

Mas isso está te atrapalhando na campanha, porque nas redes há uma cobrança sobre o assunto? O que pretendem fazer sobre isso?

Carlos Humberto – Tem que recompor toda aquela margem, à direita de quem sobe, de maneira urgente, ela está assim por conta de uma intervenção humana, isso não quer dizer que o poder público não tenha que investir, se o poder público não investir na margem direita, a margem esquerda a iniciativa privada já fez a sua parte, o morro já está decomposto. Na parte direita, o que ficou para o poder público fazer ainda não foi feito. Com certeza o governo Fabrício/Carlos Humberto que tem comprometimento com o meio ambiente, fará a recomposição. Isso já faz parte do Plano Diretor. É uma pena que ainda não tenha sido feito, mas a recomposição será feita, porque nós cumprimos a lei. Tem que fazer antes que venha abaixo. Aquilo é um patrimônio que tem que ser preservado.

"Nós não vamos privatizar a Emasa como também tem sido declarado por aí neste momento eleitoral" 

Carlos Humberto com a esposa Adriana, o filho Carlos, o irmão, a cunhada, os pais e o avô paterno João.

Com relação à praia central doente? Aí estamos falando a imagem da cidade.

Fabrício – Temos em nosso plano de cidade Balneário de Águas Limpas, onde tratamos dos rios, das nascentes, e da praia. É nosso principal bem. É o corredor econômico da cidade, o corredor turístico, tem que ser tratada, resolvida. Nós vamos resolver isso adentrando fortemente na questão do rio Camboriú, do canal do Marambaia, entendendo que a Emasa tem que se atualizar nos investimentos, naquilo que compete ao tratamento de água, realmente é verdade, a Emasa tem poluído, a matéria está no Página3, e nós vamos resolver isso, assim como vamos fazer um diálogo responsável com Camboriú, a respeito do rio Camboriú e aqui quero dizer também que nós não vamos privatizar a Emasa como também tem sido declarado por aí neste momento eleitoral.

O Turismo é uma das pastas com menor investimento e uma demanda crescente, estamos concorrendo (e perdendo espaço) com nossos próprios vizinhos, como vocês pretendem colocar o turismo como protagonista do governo, onde sempre deveria estar?

Fabrício – Primeiro, precisamos recompor os nossos instrumentos turísticos. Precisam ser requalificados, potencializados. Muitos deles estão desatualizados. Carecendo de manutenção, esquecidos. Precisamos ter um calendário que será construído com a iniciativa privada, calendário que possa aproveitar a vinda do Centro de Eventos com agenda internacional e nacional, para ocupar esse espaço o ano todo. Revitalizar a orla, resolver a limpeza, a balneabilidade da nossa praia e colocar Balneário no centro da rota do turismo qualificado, daquele que encontra uma cidade organizada, quer gastar aqui, quer curtir suas praias, que fica o maior tempo possível. Mas para isso é preciso arrumar, qualificar, padronizar nosso atendimento turístico.

Carlos Humberto – Priorizar gestão é entender Balneário Camboriú. Nós dependemos do turismo para tudo Construção civil, serviços, comércio, a imprensa, contabilidade, restaurante, hotel...tudo depende do turismo. Então essa é nossa matriz número 1. Ainda bem que é, porque turismo é indústria limpa. Você falou que a verba do turismo é muito pequena. Isso é pra ver como a gestão é importante dentro da máquina pública. Você sabia que o gabinete do prefeito tem R$ 21 milhões enquanto o turismo só tem 5? Vejo muita reclamação nas ruas que o número de andarilhos aumentou muito, isso tem que ser combatido...e sabe quanto é a verba da Inclusão Social? R$ 4 milhões. A verba destinada para Segurança Pública em Balneário durante um ano é de R$ 13 milhões. E o gabinete do prefeito são quase R$ 22 milhões...é por isso que a gente bate tanto nessa tecla: ou temos coragem de fazer menos política e mais gestão ou a gente não muda a cara de uma cidade, de um Estado ou de um país. É isso que a gente se propõe. Fazer o diferente, priorizar a cidade, as pessoas e não os políticos.

Depois que finalmente inaugurou o Teatro Municipal e a vinda da Lei de Incentivo a Cultura avançaram a nossa cultura, mas a crescente demanda já pede mais. O que vocês pensam sobre o assunto?

Fabrício - Temos que potencializar a nossa cultura. Temos grandes nichos culturais que precisam ser valorizados. Nossos artistas, abrir mais espaços para cultura como a Praça da Barra, o Mercado Público, o Plano Municipal de Cultura precisa ser colocado em prática, direcionar o calendário do Teatro Municipal para nossos artistas. Ações pontuais e um calendário, para que possamos trazer um turismo voltado à cultura com bons eventos divulgando a nossa historia, nossas tradições e interagindo com a população, seja com turistas, com moradores, nas escolas.

O Planejamento foi prejudicado, passaram por lá vários comandantes, mais os escândalos que deixaram para trás obras importantes, como o Viaduto dos Bombeiros, prolongamento da Quarta Avenida, terminar a Martin Luther...atrasaram outras como a Passarela. Como vocês conduzirão o Planejamento?

Fabrício – Não precisamos inventar moda, tem muitas coisas já estabelecidas em nosso Plano Diretor, o prolongamento da Quarta, o Elevado da Quarta que parou, a continuidade da Martin Luther até o Bairro Ariribá, que dali liga até a BR-101, é uma obra importante, tem que colocar em prática, a obra anunciada paralela à avenida Palestina. Outra obra importante que deixou de lado para construção de uma praça e essa praça não teve diálogo...a ponte da Marginal, a Passarela inaugurada essa semana, não sabemos ainda os custos dessa operação para os cofres de Balneário Camboriú, a revitalização da Atlântica, é importantíssimo, estamos com aqueles quiosques de maneira arcaica, sem um banheiro decente, que não atende nem o morador, nem o turista...são obras importantes que temos que evoluir, não pode-se mudar o Planejamento, mudar as obras e de repente desistir daquilo que já estava projetado para a cidade. Então é respeitar o Plano Diretor e estabelecer projetos que já estão desenhados o melhor funcionamento da cidade.

Na semana passada os municípios da Amfri receberam seus projetos de Mobilidade Urbana. Aqui até agora não existe nada nesse sentido.

Fabrício - É importante dizer que estamos de maneira equivocada fora da Amfri, onde está sendo discutido esse plano, que trata também de transporte público, coletivo. Nós vamos retornar a Amfri, algo muito importante para discussão do desenvolvimento regional e mobilidade urbana também. Vamos ter um departamento que vai tratar de engenharia do trânsito, onde será discutida permanentemente a evolução do trânsito, para encontrarmos alternativas não somente para carros e motos, mas para pedestres, ciclistas e para o transporte público.

Carlos Humberto – Planejamento da cidade é algo muito importante. Infelizmente tem ficado em segundo plano. Planejar a cidade vai além de fazer obras. Além de só pensar em obras físicas. Tem que criar um ambiente aqui que seja favorável à geração de emprego, tem que ser parceiro da iniciativa privada, parceiro dos trabalhadores, tem que atender as pessoas que querem vir investir em equipamentos turísticos que fomentarão a nossa economia, há exemplos de diversos equipamentos que há muito vem tentando se implementar aqui e não conseguem. É preciso que o governo seja esse canal de diálogo. Balneário Camboriú sempre foi o sexto destino turístico do país de destinos estrangeiros, hoje estamos atrás de Bombinhas, somos o 9º e Bombinhas é o 6º. Isso precisa de um diagnóstico. Isso é gestão.

Todo governo gosta de fazer uma obra que vai marcar sua passagem. Qual será a de vocês?

Fabrício – A nossa maior obra será fazer gestão. Enfrentar todos os problemas da limpeza da praia até a revitalização da Atlântica, a ampliação de escola em modelo integral, a melhoria na saúde, fim da fila para especialistas e exames, melhoria na gestão do Ruth Cardoso, avançar na mobilidade e planejamento da cidade e a discussão permanente com a sociedade organizada. Essa discussão permanente é de braços dados com o setor privado, com as lideranças comunitárias para fazer com que Balneário Camboriú tenha um grande avanço de gestão e também de um novo relacionamento com a sociedade, onde precisamos priorizar a união da cidade para atender as demandas da comunidade através do planejamento e de uma gestão transparente.

Apesar de ser uma cidade rica Balneário enfrenta questões sociais graves, como a invasão do São Judas onde vivem mais de 200 famílias, ocupação irregular nos morros, catadores sem uma política pública. Como vai ser trabalhada a Inclusão Social?

Fabrício – Havia um programa que funcionava, lembro quando fui secretário do governo Spernau, era o CUIDA, que combatia as invasões. Precisamos criar e aparelhar a Guarda Ambiental que vai proteger nossas encostas e estar em permanente diálogo com os agentes de proteção social, a Inclusão Social, a secretaria da Saúde, o Conselho Tutelar, e todos os demais órgãos que dão cobertura social para que possamos conter de maneira muito rápida o crescimento dessas ocupações, que é um grande fator de preocupação social e de segurança pública da cidade.

Matriz econômica de Balneário

Turismo. Congregar as matrizes econômicas como a construção civil, comércio e criar novas fontes, como a economia alternativa e tecnologia.

Ciclovias/Mobilidade

Prioridade. Balneário Camboriú tem 300 mil deslocamentos/dia. 60% deles são feitos a pé. Priorizar a melhoria dos nossos passeios para que as pessoas possam caminhar em segurança. Ampliar a malha para ciclistas.

Estacionamento Rotativo

Regulamentar, ele é uma necessidade, mas não da maneira como estava. Vamos fazer um diálogo aberto com a sociedade, porque ele precisa ser implementado de forma que atenda nosso comércio e os usuários.

Ocupação de espaço público (praia/mar)

Tem que ter interesse público legítimo. Tudo discutido com a sociedade. Tem que potencializar nossa economia e nossa estrutura. Será feito respeitando a lei, dentro das regras, onde quem ganhe é o munícipe e não a iniciativa privada. Sempre priorizando as pessoas, a cidade, o turismo e que gere recursos.

Transporte Público

Será uma alternativa de mobilidade urbana. Com bom preço, com uma malha de cobertura segura. Tem que ser atrativa a ponto da pessoa deixar seu carro em casa. Essencial.

Canal do Marambaia

Compromisso de resolver, porque esse é uma promessa de muitas campanhas. O canal polui e muito a nossa praia central. Nós vamos estancar essa poluição e resolver de uma vez por todas o problema.

Centro de Eventos

Defendemos uma gestão público-privada para administrar onde o poder público será fiscalizador da gestão e o poder privado que vai fazer a qualidade de gestão, a desburocratização e levando em conta as necessidades da nossa economia.

Passarela da Barra

Um grande ponto de interrogação. Foi inaugurada e agora esperamos que cumpra seu papel.

Por que vocês acham que as pessoas devem votar no 40?

Fabrício – Porque passamos nesses últimos meses ouvindo as pessoas. Tenho 16 anos de vida pública, ocupando diversas funções a nível estadual, municipal e como deputado federal, do Executivo e do Legislativo, aonde nossa experiência está nas boas práticas, não possuo nenhum problema com a justiça, ou com qualquer órgão que venha comprometer a minha idoneidade e minha transparência com a coisa pública. Esse é o momento de ouvir a sociedade. Nosso projeto das Novas Ideias traz nova postura de se relacionar com as pessoas, nova postura de fazer política, de fazer gestão. Vamos manter um diálogo permanente, trazendo o que é melhor no mundo para Balneário Camboriú, qualificando e preparando nosso funcionário público para que juntos possamos fazer uma grande equipe transformar Balneário Camboriú num grande modelo de gestão.

Carlos Humberto – Defendo o projeto que une uma pessoa experiente na política, que não tem mácula, contra ele não pesa nenhuma denúncia de enriquecimento ou de corrupção, aliado a uma pessoa que vem da iniciativa privada, nunca ocupou cargo público, mas que tem participação grande dentro da sociedade. Ao término do nosso mandato seremos lembrados como o governo mais transparente, que teve o melhor canal de diálogo com a sociedade, um governo que não tomará decisões fechadas em gabinete.

"Faremos um governo para as pessoas e não para nós, essa será a maior contribuição para Balneário Camboriú".

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