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Trânsito rendeu à prefeitura R$ 22 milhões em multas

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Daniele dos Reis/Página 3

Quinta, 9/6/2016 9:57.

No ano passado a prefeitura arrecadou R$ 22 milhões com multas de trânsito e não promoveu qualquer campanha efetiva para melhorar a segurança, reduzir as infrações e acidentes. Pelo contrário, parece que o trânsito está cada vez mais violento. O Sr. (Sra.) considera justo dizer que temos na cidade uma mera indústria da multa? Sugere algo para melhorar esta situação?

Luiz Fernando “Japa” Ozawa (PSOL) - A essa altura, na sequência de perguntas realizadas pelo editorial do “Página 3”, já podemos chegar à fácil conclusão de que o governo municipal atual é um mau gastador apesar de ser bom arrecadador. Investe mal o dinheiro público, tal qual é o caso da questão de mobilidade urbana. Punição é dever do agente público em caso de infração de trânsito, e dado o número de multas, é possível dizer que somos muito mal-educados no trânsito. Daí que poderia ser investido em educação. Formar condutores responsáveis é uma política municipal que todos ganham, e salvam vidas. Os cursos de reciclagem devem ter a participação ativa do município, por exemplo, junto ao hospital municipal na ala dos feridos por trânsito, inclusive, na prestação de serviços naquele setor.

Leonel Junior Pavan (PSDB) - Para melhorar a situação exposta, entendo como necessário o investimento na educação, em cima da prevenção. Temos de realizar campanhas de conscientização, educando as futuras gerações, sem esquecer também de reeducar a atual. Defendo também um maior investimento em sinalização e melhoria nas condições de segurança para motoristas, ciclistas e pedestres. Uma cidade verdadeiramente humanizada é aquela em que os recursos arrecadados com punições, são utilizados com eficiência a favor do cidadão, melhorando sua segurança e qualidade de vida.

Claudir Maciel (PTB) - Balneário Camboriú se nivelou aos demais municípios ao encontrar nas multas de trânsito uma fonte de receita! A orientação é conscientização precisam ganhar espaço porque diz respeito à vida de quem dirige e dos transeuntes. Como Prefeito vou dar atenção às pessoas. Vamos criar programas educativos dentro das escolas para desenvolver uma consciência voltada ao transito, desde cedo nas nossas crianças. Elas poderam influenciar na conduta dos adultos que ainda não adiquiriram a preocupação com a violência vivida nas estradas.

Auri Pavoni (PDT) - Creio que as multas é uma das ações necessárias para coibir a violência no trânsito. Contudo, sou adepto de ações mais preventivas. Quando secretário sugeri e implantei as travessias elevadas por exemplo, que se mostraram efetivas no trabalho de conscientização dos motoristas, diminuindo o número de acidentes. Hoje elas são modelos no Brasil todo. Creio que ações conscientização são sempre o caminho, não oneram o motorista e ao mesmo tempo preservam a vida. Ou seja, o ideal seria não precisar de nada, mas para isso somente uma educação de qualidade e que foque na valorização da vida é o caminho.  

Carlos Humberto Silva (PR) - A indústria da multa é uma realidade, radares escondidos e avenidas com diferentes limites de velocidade somente fomentam esta indústria e não tornam o trânsito mais consciente. Temos que criar um regramento mais claro, ter uma velocidade mínima padronizada em todas as avenidas da cidade, sinalização clara em locais controlados e constantes campanhas de educação no trânsito. Balneário Camboriú tem, na minha opinião, um trânsito violento, com diversos acidentes muito sérios em avenidas com grande fluxo de pedestres, somente com educação, e com uma fiscalização seria, voltada a coibir acidentes, e não para meramente arrecadar, conseguiremos melhorar o trânsito, dando mais segurança para as pessoas e para nossas famílias.

Ary Souza (PSD) - A omissão do atual governo na implantação de medidas que visem harmonizar a conduta dos motoristas com as leis de transito, acaba sim, tornando as penalidades em “uma mera indústria da multa”, vez que não cumprem sua função social. Para acabar com essa realidade, e efetivamente melhorar a segurança no trânsito, precisamos atuar em duas frentes: 1º programas de conscientização dos motoristas, através de blitz e campanhas nas redes sociais, alem da criação de uma marca, que possa fazer parte de todo o material institucional do município; 2º Desenvolvimento de propostas pedagógicas que se integrem às atividades escolares, visando à formação do cidadão consciente.

Fabrício Oliveira (PSB) - A arrecadação deveria ser proporcional ao investimento na educação, pois o termo indústria da multa está ligado diretamente à falta de contrapartida, do retorno para sociedade em campanhas preventivas que possam promover a diminuição da violência no trânsito.

César Pio (PMDB) - Do total arrecadado existem várias despesas administrativas e com convênios, exemplos: cabe à Polícia Militar 10% do valor líquido e à Polícia Civil outros 10% também do valor líquido apurado. É dever do Funset que recebe 5% do valor arrecadado de cada infração a educação e a segurança no trânsito através de campanhas e ações. Sendo eleito, mesmo não sendo responsabilidade do município, faremos campanhas educacionais, através de parcerias.

Marisa Fernandes (PT) - A multa é decorrência do desrespeito à lei. Podem ocorrer por falta de sinalização adequada. As vias públicas só tem sentido de existir por facilitar a mobilidade das pessoas para as mais diversas necessidades. Portanto, elas são o motivo dos investimentos públicos nas ruas, calçadas, ciclovias, que necessitam de uma eficaz sinalização das regras. O ideal a ser perseguido é uma cidade onde não se arrecade nada com multas, porque não há infrações a serem punidas. Onde as pessoas respeitem as regras de convívio em comunidade. Para que isso ocorra, há necessidade de investir na educação.

Fábio Flôr (PP) - Respeito à pergunta, mas discordo dela, pois é visível que Balneário tem passado por profundas transformações positivas no trânsito. Falar em trânsito é falarmos no ciclista, no pedestre e na criação de oportunidade as pessoas que queiram usar os meios alternativos de se deslocarem. O atual governo investiu na modernização das vias, na implantação de travessias seguras, na melhoria dos passeios e na implantação da maior malha cicloviária de Santa Catarina. Ações que tem reduzido significativamente os acidentes. Informações que podem ser confirmadas junto ao próprio Corpo de Bombeiros. Isto é muito mais do que investir em campanhas de conscientização, e olha que temos realizado inúmeras, especialmente com nossas crianças na rede de ensino (...).


Respostas publicadas na edição impresso do Página3, de 04 de junho de 2016.


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