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Pré-candidatos falam sobre a saúde atual no município e seus projetos

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Arquivo JP3
Posto de Saúde do Nações na semana passada: goteiras aparadas com baldes.

Quinta, 23/6/2016 9:13.

O atual prefeito em campanha dizia que resolver o problema da saúde era fácil numa cidade que arrecadava R$ 1 milhão por dia e vai entregar o governo com filas inaceitáveis. Por exemplo, no dia de hoje a espera para oftalmologista é quatro meses (informação disponível aqui - no menu lista de espera da saúde). Quem vai ao posto de saúde e precisa de um exame espera de 15 a 45 dias. Não existe prevenção nem tratamento tempestivo; não existe política de saúde pública, estamos no 7º secretário da saúde em sete anos. Como o Sr. enxerga isso?

Carlos Humberto (PR)

É uma situação inaceitável e vergonhosa. Hoje investimos mais de 120 milhões de reais em saúde por ano e não conseguimos dar um atendimento mais humano e digno. Não faltam recursos públicos, o que falta com certeza é a definição de um programa/plano bem elaborado, por pessoas que entendam da questão, para otimizar e melhorar a aplicação dos recursos, definindo prioridades, melhorando as condições de trabalho do servidor, prestando um serviço mais ágil e de melhor qualidade, acabando com as filas, trazendo mais médicos especialistas. Saúde tem que ser tratada com profissionalismo, enquanto continuar sendo usada para fazer política eleitoreira, o problema não será solucionado, chega de politicagem na saúde pública (...).

Luiz Fernando Ozawa (PSOL)

Cenário devastador e caótico, para ser bem comedido. O futuro da saúde pública é a prevenção familiar, com profissionais no domicílio dos cidadãos, rotineira e periodicamente, com cadastro de acompanhamento on-line. Essa simples política pública comprovadamente salva vidas, além de economizar tempo e dinheiro, no sentido de estrutura. O PSOL quer que a saúde vá até o cidadão, preventivamente. Contra isso o cartel dos planos de saúde, um grande negócio, infelizmente. Saúde não é negócio para o PSOL.

Claudir Maciel (PTB)

Os problemas da saúde em nossa cidade estão intimamente ligados à falta de gestão! O município gasta muito, mas gasta mal por falta de um plano municipal de saúde. Com a troca constante de secretário de saúde e a ausência de diálogo do prefeito municipal com as equipes de saúde da cidade, a tomada de decisões tarda a acontecer, as soluções são empurradas com a barriga e as filas aumentam. A política de saúde da família e preventiva regrediu nos últimos anos e forçou a população a procurar o atendimento imediato através do pronto socorro do Hospital Ruth Cardoso, que é mais caro e complexo. Mais da metade dos especialistas da rede pública de saúde pediu demissão por baixos salários e falta de condições adequadas de trabalho. (...)

Auri Pavoni (PDT)

É preciso atender duas frentes. Em caráter urgente, ter um plano de ação para atender a demanda por especialistas médicos, para atender a população que aguarda nas filas. Ao mesmo tempo, tratar da saúde preventiva, para isso é essencial fortalecer o Programa de Saúde da Família. Ampliar sua atuação, mas avaliar os diferentes públicos que necessitam de atendimento especializado como mulheres, jovens e a pessoa com deficiência. Além disso, creio ser essencial debater o custeio compartilhado do Ruth Cardoso entre União, Estado e municípios que utilizam o hospital.

Jone Moi (PMDB)

Vejo como cenário um hospital não federalizado, não estadualizado, atendido com recursos da municipalidade, totalmente gratuito, capacidade de atendimento operando dentro do limite, devido aumento populacional e atendimento das cidades vizinhas, conta ainda com PA da Barra e segundo dados, o sistema teve em torno de 1,5 milhões de atendimento em 2015. A troca de secretários vejo como natural sendo ele somente uma peça representativa/adm dentro da estrutura. Informo também que quando deixei à disposição meu nome no partido para composição majoritária, foi somente na condição de vice-prefeito, sendo assim solicito que considere a necessidade de futuras respostas diante de tal posição.

Leonel Junior Pavan (PSDB)

O primeiro passo para enfrentar estes problemas é a profissionalização da gestão também na saúde pública (incluindo o Ruth Cardoso). Vamos inovar e melhorar serviços hoje precários, tendo por diretriz a boa aplicação dos recursos públicos. Para tanto, concluiremos e equiparemos a obra do PA 24h do Bairro das Nações, que se arrasta há 4 anos; reestruturaremos toda a rede de atenção básica, melhorando instalações e ampliando estrategicamente os turnos de atendimento de alguns postos de saúde. Iremos também procurar a nova administração do Hospital Santa Inês para viabilizar parcerias que resultem em melhoria do atendimento à comunidade.

Jade Martins (PMDB)

Antes de 2009 aplicava-se na saúde 21% do orçamento e hoje em torno de 30%. BC não tinha Casa de Saúde 24h e este ano será aberta a 3ª. O povo era refém de hospital que priorizava atendimento pago. Hoje tem hospital que atende 100% gratuito. A saúde preventiva saltou de 45% em 2008 para 68% de cobertura da Estratégia Saúde da Família em 2015. A saúde mudou pra melhor e sou pré-candidata a prefeita para continuar a mudança.

Ademar Schneider (PMDB)

Acredito que saúde pública deve ser sim tratada como uma das prioridades de uma administração, e assim tem sido nesta gestão, criando hospital totalmente gratuito, PA da Barra, e em breve UPA do Bairro das Nações, aplicação em saúde passou de 21,47 em 2008 para 28,81 em 2015. E quero dar continuidade a esse desenvolvimento.

Fábio Flôr (PP)

A saúde é talvez o maior desafio do gestor municipal. Os municípios têm sofrido com a falta de financiamento do governo federal, e com a falta de parceria com o governo do Estado. O atual governo abriu o Hospital Municipal Ruth Cardoso, o Pronto Atendimento da Barra, que atendem gratuitamente a população, 24 horas por dia e está em fase de conclusão a UPA do Bairro das Nações. Em pouco menos de 15 dias como Deputado consegui ter acolhida uma emenda que tende a ajudar o nosso hospital e a reduzir significativamente ou até zerar a fila de espera das cirurgias.

Ary Souza (PSD)

A ineficiência dos serviços de saúde prestados aos cidadãos de BC, está ligada diretamente à falência da capacidade de gestão do atual governo, que permite o loteamento dos cargos relevantes com indicações políticas. Existe a necessidade de melhoria na atenção de saúde básica, que é primordial, eis que evitará que o atendimento de menor complexidade dispute lugar com a média e alta complexidade, diminuindo, assim, a superlotação na fila de consultas médicas (diminuição da demanda reprimida, que devem ser atendidas de maneira urgente através de mutirões e credenciamento até que se restabeleça o fluxo a ser suportado pelos profissionais da rede) e no HMRC, qual deve ser revisto seu modelo de gestão, buscando o diálogo com o Governo Estadual, coisa que a atual administração não o fez.

Marisa Zanoni Fernandes (PT)

Ao nos referirmos à saúde, normalmente o que nos vem à cabeça é a doença. Com o objetivo de atuar na prevenção de doenças, alterando um modelo de saúde centrado nos hospitais, foi criado o Programa Saúde da Família, dentro do Sistema Único de Saúde, que é universal e gratuito. O orçamento do nosso município, de 125.971.832,71 para este ano, se fosse para atender apenas a saúde básica – função do município, seria um orçamento razoável. A problemática da saúde está, entre outras questões, na falta de médicos, (...) que se dediquem plenamente ao serviço público, a falta de laboratórios para os exames e a gestão. Quando a prevenção falha o gasto com a doença aumenta. O investimento deve ser na prevenção, com uma gestão adequada, eliminando as filas de espera e diminuindo os gastos com doenças.

Fabrício Oliveira (PSB)

A saúde pública vive uma crise de financiamento. Má distribuição de recursos e de atribuições. Para ser acolhedora e ágil precisa de gestão. Hoje falta planejamento, racionalidade e condições para que os profissionais trabalhem com qualidade. Mudar essa realidade é o nosso compromisso. Gestão decente e cuidado com as pessoas. A população ser vitima da omissão e falta de planejamento é inaceitável. É preciso investir, principalmente, em prevenção e tecnologia.
 


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