Jornal Página 3

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Educação quer prevenir acesso de crianças a conteúdo inadequado na internet
Divulgação PMBC

Quinta, 28/3/2019 6:05.

A personagem Momo, que supostamente aparece durante vídeos infantis ensinando crianças a se automutilarem, vem preocupando os pais e a Secretaria de Educação de Balneário Camboriú. Para prevenir e mostrar apoio aos alunos, a Secretaria está com ações de prevenção.

Na última semana, uma criança de 11 anos tirou a própria vida em Itapema, e a principal suspeita é que tenha sido incentivada por Momo, de quem falou na noite anterior a tragédia.

O YouTube Kids disse, em nota, que está monitorando a aparição de Momo e que está tirando do ar os vídeos 'infectados'.

A secretária da Educação, Rosângela Percegona, explica que até o momento não houve registros de casos do tipo na rede municipal, mas que estão trabalhando para prevenir que isso não aconteça.

Segundo ela, não houve casos pontuais de depressão entre as crianças e os adolescentes, mas que por conta das estatísticas sabem que existem. “É por isso que estamos com várias ações junto aos diretores de nossas escolas, solicitando que conversem com os professores, para que tenham um olhar atento ao que os alunos falam e incentivar que se aproximem dos alunos tímidos e mais retraídos. Queremos intensificar esse contato na sala de aula”, explica.

Também em Itapema, houve um caso de alunos que levaram para a escola facas e canivetes, além de portarem um diário estampado com a suástica nazista.

Por isso, Rosângela pede que os pais tenham o costume de olhar a mochila dos filhos. Ela salienta que facas e estiletes não são materiais escolares, e diz que se os pais encontrarem devem pedir que os filhos retirem-os.

“Também estamos em contato com um grupo de especialistas em psicologia e replicando tudo para as famílias. Nenhuma das ações são complicadas, são simples e do cotidiano, como estipular tempo diário de uso da internet, pedir para tirar o fone de ouvido para saber o que os adolescentes estão ouvindo, e estar sempre de olho no que estão assistindo, a classificação indicativa existe pensando nisso”, comenta.

Mesmo antes da tragédia de Suzano, a Secretaria de Educação já estava focada em trazer para a rede municipal o Programa Abraço, que busca auxiliar pessoas que tenham tendências suicidas ou depressivas.

A primeira unidade a recebê-lo é o CEM Tomaz Francisco Garcia, que fica no Bairro dos Municípios. A ideia é ampliá-lo para toda a rede.

“Os encontros acontecem durante as aulas. Abordamos esses temas, que são importantes, de forma tranquila. Nosso foco também é incluir dentro do currículo escolar uma disciplina que trate do acompanhamento e fortalecimento emocional dos nossos alunos. Não podemos fechar os olhos para isso. Estamos em trâmite para alterar o currículo e acreditamos que vai dar muito certo. O aluno verá que tem apoio dentro do colégio, porém entendemos que sozinhos é muito difícil enfrentar e precisamos da ajuda das famílias. Temos ao todo 15 mil alunos, mas mesmo que fosse só um esse contato é imprescindível. Avançaremos muito se seguirmos nessa linha”, completa. 

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Educação quer prevenir acesso de crianças a conteúdo inadequado na internet

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Quinta, 28/3/2019 6:05.

A personagem Momo, que supostamente aparece durante vídeos infantis ensinando crianças a se automutilarem, vem preocupando os pais e a Secretaria de Educação de Balneário Camboriú. Para prevenir e mostrar apoio aos alunos, a Secretaria está com ações de prevenção.

Na última semana, uma criança de 11 anos tirou a própria vida em Itapema, e a principal suspeita é que tenha sido incentivada por Momo, de quem falou na noite anterior a tragédia.

O YouTube Kids disse, em nota, que está monitorando a aparição de Momo e que está tirando do ar os vídeos 'infectados'.

A secretária da Educação, Rosângela Percegona, explica que até o momento não houve registros de casos do tipo na rede municipal, mas que estão trabalhando para prevenir que isso não aconteça.

Segundo ela, não houve casos pontuais de depressão entre as crianças e os adolescentes, mas que por conta das estatísticas sabem que existem. “É por isso que estamos com várias ações junto aos diretores de nossas escolas, solicitando que conversem com os professores, para que tenham um olhar atento ao que os alunos falam e incentivar que se aproximem dos alunos tímidos e mais retraídos. Queremos intensificar esse contato na sala de aula”, explica.

Também em Itapema, houve um caso de alunos que levaram para a escola facas e canivetes, além de portarem um diário estampado com a suástica nazista.

Por isso, Rosângela pede que os pais tenham o costume de olhar a mochila dos filhos. Ela salienta que facas e estiletes não são materiais escolares, e diz que se os pais encontrarem devem pedir que os filhos retirem-os.

“Também estamos em contato com um grupo de especialistas em psicologia e replicando tudo para as famílias. Nenhuma das ações são complicadas, são simples e do cotidiano, como estipular tempo diário de uso da internet, pedir para tirar o fone de ouvido para saber o que os adolescentes estão ouvindo, e estar sempre de olho no que estão assistindo, a classificação indicativa existe pensando nisso”, comenta.

Mesmo antes da tragédia de Suzano, a Secretaria de Educação já estava focada em trazer para a rede municipal o Programa Abraço, que busca auxiliar pessoas que tenham tendências suicidas ou depressivas.

A primeira unidade a recebê-lo é o CEM Tomaz Francisco Garcia, que fica no Bairro dos Municípios. A ideia é ampliá-lo para toda a rede.

“Os encontros acontecem durante as aulas. Abordamos esses temas, que são importantes, de forma tranquila. Nosso foco também é incluir dentro do currículo escolar uma disciplina que trate do acompanhamento e fortalecimento emocional dos nossos alunos. Não podemos fechar os olhos para isso. Estamos em trâmite para alterar o currículo e acreditamos que vai dar muito certo. O aluno verá que tem apoio dentro do colégio, porém entendemos que sozinhos é muito difícil enfrentar e precisamos da ajuda das famílias. Temos ao todo 15 mil alunos, mas mesmo que fosse só um esse contato é imprescindível. Avançaremos muito se seguirmos nessa linha”, completa. 

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