Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Educação
Mourão chama crise em ministério de 'comunismo de sinal contrário'
Sábado, 23/3/2019 7:38.
EBC.

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PAULA SPERB
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O general Hamilton Mourão (PRTB), presidente interino enquanto Jair Bolsonaro (PSL) está no Chile, disse que o Ministério da Educação "está enfrentando alguns problemas".

A pasta passa por uma crise desde que o ministro Ricardo Vélez Rodriguez fez mudanças em cargos ocupados por alunos de Olavo de Carvalho, que ministra aulas com viés político de direita pela internet.

A declaração de Mourão foi feita durante palestra para empresários nesta sexta-feira (22), na Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre.

"Temos que reformar nosso sistema educacional. Sem educação, não haverá produtividade. Podem criticar o nosso Ministério da Educação, que está enfrentando alguns problemas. Mas eu tenho falado e falo aqui para todos. Não se combate comunismo com comunismo de sinal contrário. Temos que saber enfrentar isso aí para mudar a cultura do nosso país", disse o general.

Tanto Carvalho como seus alunos costumam alegar que a educação no Brasil é marxista, o que é contestado por especialistas na área. Vélez também já se valeu do termo "comunista" para rebater críticas e acusou um jornalista de ser treinado pela KGB, o serviço de inteligência da extinta União Soviética.

Olavo também tem atacado Mourão, que se queixou das provocações recebidas durante o compromisso em Porto Alegre.

O presidente interino defendeu a reforma da Previdência como forma de recuperar a confiança no país.

Ele também defendeu controle de gastos do estado e que a população não deve "acreditar na ideia de que o estado pode tudo", lembrando que possui "obrigações e não apenas direitos".

"Aqui acontece o seguinte fato. O cidadão cursa uma universidade federal de medicina e depois diz que o estado nunca lhe deu nada. Lembro que em uma universidade federal o camarada não paga um real, mesmo podendo pagar", exemplificou.

Anunciada e rejeitada, candidata a número 2 do MEC é demitida

Anunciada como nova secretária-executiva do MEC (Ministério da Educação) pelo ministro Ricardo Vélez Rodriguez, mas barrada internamente, a professora Iolene Lima foi demitida da pasta na quinta-feira (21). A briga por cargos expõe a crise que atinge o MEC.

Depois de mudanças em cargos atingirem alunos do escritor Olavo de Carvalho, Vélez passou a ser desgastado e teve que demitir seu secretário-executivo, Luiz Antonio Tozi. Na sequência, não conseguiu nomear duas pessoas anunciadas: o assessor Rubens Barreto e a própria Iolene.

Em carta, também publicada em sua conta pessoal no Twitter, Iolene diz que "após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC"

Evangélica, ela foi anunciada pelo ministro também pelas redes sociais. Mas seu nome não agradou olavistas -que a viam ligada a Tozi- nem à bancada evangélica.

Acabou rifada dentro do governo. "Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará", escreveu. Ela desejou boa sorte ao ministro e ao governo.

Além de Tozi, o ministro também foi forçado a se desfazer de um assessor próximo, o coronel Ricardo Roquetti -Vélez fez 13 mudanças no alto escalão em oito dias.

A ala militar tenta emplacar o ex-reitor da UnB Ivan Camargo no cargo. Seria uma forma de manter momentaneamente Vélez no cargo e garantir uma espécie de intervenção branca na pasta.

A cada dia a permanência de Vélez como ministro se torna mais frágil. A definição de um substituto é o que mais dificultaria a decisão pela troca neste momento, segundo avaliação de membros do governo. 


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Mourão chama crise em ministério de 'comunismo de sinal contrário'

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Sábado, 23/3/2019 7:38.

PAULA SPERB
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O general Hamilton Mourão (PRTB), presidente interino enquanto Jair Bolsonaro (PSL) está no Chile, disse que o Ministério da Educação "está enfrentando alguns problemas".

A pasta passa por uma crise desde que o ministro Ricardo Vélez Rodriguez fez mudanças em cargos ocupados por alunos de Olavo de Carvalho, que ministra aulas com viés político de direita pela internet.

A declaração de Mourão foi feita durante palestra para empresários nesta sexta-feira (22), na Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre.

"Temos que reformar nosso sistema educacional. Sem educação, não haverá produtividade. Podem criticar o nosso Ministério da Educação, que está enfrentando alguns problemas. Mas eu tenho falado e falo aqui para todos. Não se combate comunismo com comunismo de sinal contrário. Temos que saber enfrentar isso aí para mudar a cultura do nosso país", disse o general.

Tanto Carvalho como seus alunos costumam alegar que a educação no Brasil é marxista, o que é contestado por especialistas na área. Vélez também já se valeu do termo "comunista" para rebater críticas e acusou um jornalista de ser treinado pela KGB, o serviço de inteligência da extinta União Soviética.

Olavo também tem atacado Mourão, que se queixou das provocações recebidas durante o compromisso em Porto Alegre.

O presidente interino defendeu a reforma da Previdência como forma de recuperar a confiança no país.

Ele também defendeu controle de gastos do estado e que a população não deve "acreditar na ideia de que o estado pode tudo", lembrando que possui "obrigações e não apenas direitos".

"Aqui acontece o seguinte fato. O cidadão cursa uma universidade federal de medicina e depois diz que o estado nunca lhe deu nada. Lembro que em uma universidade federal o camarada não paga um real, mesmo podendo pagar", exemplificou.

Anunciada e rejeitada, candidata a número 2 do MEC é demitida

Anunciada como nova secretária-executiva do MEC (Ministério da Educação) pelo ministro Ricardo Vélez Rodriguez, mas barrada internamente, a professora Iolene Lima foi demitida da pasta na quinta-feira (21). A briga por cargos expõe a crise que atinge o MEC.

Depois de mudanças em cargos atingirem alunos do escritor Olavo de Carvalho, Vélez passou a ser desgastado e teve que demitir seu secretário-executivo, Luiz Antonio Tozi. Na sequência, não conseguiu nomear duas pessoas anunciadas: o assessor Rubens Barreto e a própria Iolene.

Em carta, também publicada em sua conta pessoal no Twitter, Iolene diz que "após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC"

Evangélica, ela foi anunciada pelo ministro também pelas redes sociais. Mas seu nome não agradou olavistas -que a viam ligada a Tozi- nem à bancada evangélica.

Acabou rifada dentro do governo. "Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará", escreveu. Ela desejou boa sorte ao ministro e ao governo.

Além de Tozi, o ministro também foi forçado a se desfazer de um assessor próximo, o coronel Ricardo Roquetti -Vélez fez 13 mudanças no alto escalão em oito dias.

A ala militar tenta emplacar o ex-reitor da UnB Ivan Camargo no cargo. Seria uma forma de manter momentaneamente Vélez no cargo e garantir uma espécie de intervenção branca na pasta.

A cada dia a permanência de Vélez como ministro se torna mais frágil. A definição de um substituto é o que mais dificultaria a decisão pela troca neste momento, segundo avaliação de membros do governo. 

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