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Dia Mundial do Autismo: Balneário Camboriú tem 130 na fila de espera
Divulgação.
Cátia com alunos e a equipe de trabalho.

Terça, 2/4/2019 16:20.

Nesta terça-feira (2) é lembrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em Balneário Camboriú, a Associação de Pais e Amigos do Autista do Litoral (AMA Litoral), fundada em 2007, atende hoje 54 crianças, adolescentes e adultos.

Desde 2012, quando a associação ganhou um espaço dentro do Parque Ecológico, através de um contrato de comodato, o principal objetivo é construir a sede própria. Este ano não é diferente, o objetivo segue forte, mas a diminuição na contribuição está impedindo que isso aconteça. Nesse ano, não há programação aberta ao público. A AMA optou por fazer capacitações em escolas e entidades.

A coordenadora administrativa da AMA, Cátia Cristiane Purnhagen, explica que além de Balneário também há o projeto de extensão em Itapema, onde atendem 45 crianças e adolescentes. O atendimento também é direcionado, nas duas cidades, para as famílias dos autistas, com a ideia dos parentes darem continuidade em casa com os trabalhos que são feitos na entidade.

Em Balneário são atendidos 54 autistas, mas há 130 na fila de espera, que não podem ser acompanhados por falta de espaço. “Nos mantemos através de convênios com as prefeituras, pelos conselhos da Criança e do Adolescentes, Assistência Social e Saúde. Vemos que o Dia Mundial do Autismo não é uma data para ser comemorada e sim para o olhar para o autista. Já tivemos muitas conquistas, mas ainda há muita luta pela frente”, diz.

A AMA precisa de apoiadores, pois o objetivo é começar e terminar rápido a obra da nova sede. “Demos uma segurada na concessão por isso. Precisamos de mais contribuições.

Falta informação

Balneário Camboriú tem conseguido passar a informação sobre o autismo, mas as pessoas ainda tem curiosidade e acreditam muito em mitos, como de não poder tocar no autista.

“Buscamos desmistificar isso, pois os autistas são iguais as outras crianças”, explica.

Cátia vê que as pessoas ainda precisam se capacitar mais sobre o transtorno, pois só no Brasil são descobertos mais de 150 mil casos por ano. No total, estima-se que há no país dois milhões de autistas.

Hoje o diagnóstico está sendo mais precoce, com um ano de idade. Isso ajuda, pois quanto antes a criança passa a ser acompanhada, melhores resultados serão obtidos.

“Temos pacientes que estão no mercado de trabalho, cursando faculdade. Infelizmente possuímos grandes problemas com as escolas, precisa ser aprovada a lei do segundo professor. A secretaria de Educação de Balneário está procurando regularizar uma lei que já existe, para que haja esse acompanhamento pedagógico e de mediação, além da inclusão com as outras crianças que também precisa ser feita”, salienta.

Como ajudar

Para ajudar a AMA, é possível fazer doações através do Imposto de Renda, ou direto por conta corrente (Banco do Brasil, conta 5271x, conta corrente 3404943). A AMA é aberta a visitações para que o público conheça o trabalho que vem sendo feito. Saiba mais: https://www.facebook.com/ama.litoralsantacatarina/.

Referência no diagnóstico

A Univali possui um Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II), no Campus Itajaí, que é referência no diagnóstico de autismo para os 11 municípios da Amfri. Desde que iniciaram os atendimentos, em 2014, já passaram pelo serviço cerca de 900 crianças em investigação sobre o transtorno. No serviço é feita a avaliação, diagnóstico e atendimento preferencial a crianças com idade até 12 anos.

Os atendimentos realizam-se de forma gratuita, via Sistema de Regulação (SisReg) do Ministério da Saúde. Para ser atendido pelo Centro, é preciso um encaminhamento médico. Feito isso, os casos que respeitarem os protocolos serão agendados na Univali, tendo como critérios de prioridade a data de entrada no SisReg e a menor idade.

Para o coordenador do CER II Univali, Rafael Silva Fontenelle, o processo de construção de diagnóstico do autismo é um dos grandes diferenciais do serviço.

"O trabalho vai além da intervenção multidisciplinar com as crianças, pois fazemos visitas escolares e domiciliares e propomos atividades como a de grupos de pais e o grupo de intervenção precoce, para atender a pessoa com deficiência em sua integralidade", destaca.
Mais informações: (47) 3341-7655. 

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Dia Mundial do Autismo: Balneário Camboriú tem 130 na fila de espera

Divulgação.
Cátia com alunos e a equipe de trabalho.
Cátia com alunos e a equipe de trabalho.

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Terça, 2/4/2019 16:20.

Nesta terça-feira (2) é lembrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Em Balneário Camboriú, a Associação de Pais e Amigos do Autista do Litoral (AMA Litoral), fundada em 2007, atende hoje 54 crianças, adolescentes e adultos.

Desde 2012, quando a associação ganhou um espaço dentro do Parque Ecológico, através de um contrato de comodato, o principal objetivo é construir a sede própria. Este ano não é diferente, o objetivo segue forte, mas a diminuição na contribuição está impedindo que isso aconteça. Nesse ano, não há programação aberta ao público. A AMA optou por fazer capacitações em escolas e entidades.

A coordenadora administrativa da AMA, Cátia Cristiane Purnhagen, explica que além de Balneário também há o projeto de extensão em Itapema, onde atendem 45 crianças e adolescentes. O atendimento também é direcionado, nas duas cidades, para as famílias dos autistas, com a ideia dos parentes darem continuidade em casa com os trabalhos que são feitos na entidade.

Em Balneário são atendidos 54 autistas, mas há 130 na fila de espera, que não podem ser acompanhados por falta de espaço. “Nos mantemos através de convênios com as prefeituras, pelos conselhos da Criança e do Adolescentes, Assistência Social e Saúde. Vemos que o Dia Mundial do Autismo não é uma data para ser comemorada e sim para o olhar para o autista. Já tivemos muitas conquistas, mas ainda há muita luta pela frente”, diz.

A AMA precisa de apoiadores, pois o objetivo é começar e terminar rápido a obra da nova sede. “Demos uma segurada na concessão por isso. Precisamos de mais contribuições.

Falta informação

Balneário Camboriú tem conseguido passar a informação sobre o autismo, mas as pessoas ainda tem curiosidade e acreditam muito em mitos, como de não poder tocar no autista.

“Buscamos desmistificar isso, pois os autistas são iguais as outras crianças”, explica.

Cátia vê que as pessoas ainda precisam se capacitar mais sobre o transtorno, pois só no Brasil são descobertos mais de 150 mil casos por ano. No total, estima-se que há no país dois milhões de autistas.

Hoje o diagnóstico está sendo mais precoce, com um ano de idade. Isso ajuda, pois quanto antes a criança passa a ser acompanhada, melhores resultados serão obtidos.

“Temos pacientes que estão no mercado de trabalho, cursando faculdade. Infelizmente possuímos grandes problemas com as escolas, precisa ser aprovada a lei do segundo professor. A secretaria de Educação de Balneário está procurando regularizar uma lei que já existe, para que haja esse acompanhamento pedagógico e de mediação, além da inclusão com as outras crianças que também precisa ser feita”, salienta.

Como ajudar

Para ajudar a AMA, é possível fazer doações através do Imposto de Renda, ou direto por conta corrente (Banco do Brasil, conta 5271x, conta corrente 3404943). A AMA é aberta a visitações para que o público conheça o trabalho que vem sendo feito. Saiba mais: https://www.facebook.com/ama.litoralsantacatarina/.

Referência no diagnóstico

A Univali possui um Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II), no Campus Itajaí, que é referência no diagnóstico de autismo para os 11 municípios da Amfri. Desde que iniciaram os atendimentos, em 2014, já passaram pelo serviço cerca de 900 crianças em investigação sobre o transtorno. No serviço é feita a avaliação, diagnóstico e atendimento preferencial a crianças com idade até 12 anos.

Os atendimentos realizam-se de forma gratuita, via Sistema de Regulação (SisReg) do Ministério da Saúde. Para ser atendido pelo Centro, é preciso um encaminhamento médico. Feito isso, os casos que respeitarem os protocolos serão agendados na Univali, tendo como critérios de prioridade a data de entrada no SisReg e a menor idade.

Para o coordenador do CER II Univali, Rafael Silva Fontenelle, o processo de construção de diagnóstico do autismo é um dos grandes diferenciais do serviço.

"O trabalho vai além da intervenção multidisciplinar com as crianças, pois fazemos visitas escolares e domiciliares e propomos atividades como a de grupos de pais e o grupo de intervenção precoce, para atender a pessoa com deficiência em sua integralidade", destaca.
Mais informações: (47) 3341-7655. 

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