Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Mais de 90.000 pessoas perderam o emprego na região

Sexta, 22/5/2020 18:32.
Divulgação

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Os números de demissões na região de Balneário Camboriú, englobando a Foz do Rio Itajaí, durante o período de pandemia do novo Coronavírus aumentaram mesmo com as medidas de afrouxamento do isolamento e estima-se que 89.412 mil pessoas perderam o emprego desde o início da crise. Isso foi o que apontou a 3ª medição da pesquisa “Impacto do Coronavírus nos negócios de SC” realizada pelo Sebrae/SC, Fiesc e Fecomércio, entre os dias 4 e 6 de maio, com mais de 273 empresas da região da Foz. A margem de erro é de 6.3%.

Além das demissões, 33% das empresas adotaram suspensão temporária do contrato de trabalho e 25,3% implantaram a redução proporcional da jornada de trabalho e salários, sendo a modalidade de acordos individuais a preferida nas negociações com os trabalhadores.

Em Balneário Camboriú, há 18 vagas hoje no posto da cidade do SINE (Sistema Nacional de Emprego). Apesar de haver perspectiva de melhora no segundo semestre, sabe-se que economia é a principal afetada pela pandemia do Coronavírus, agindo diretamente na oferta de vagas de emprego. O Sistema Municipal de Empregos (SIME) de Balneário Camboriú está desativado nas últimas semanas, porque a equipe é formada por membros do grupo de risco (pessoas com problemas de saúde, idosos, pessoas que moram com idosos, e a coordenadora do SIME está com Coronavírus, isolada socialmente).

“Um dos setores que sentem primeiro é sempre o mercado de trabalho”

Kelly Crocomo, assistente social do SINE de Balneário Camboriú

“Sem dúvida houve uma diminuição grande na oferta de vagas. Antes da necessidade de quarentena e distanciamento social estávamos com aproximadamente 100/120 vagas de emprego. Hoje estamos com apenas 18 vagas. O que temos atualmente se concentra na prestação de serviço e alguma coisa de comércio. Temos vagas para corretor de imóveis, empregada doméstica, montador de estrutura metálica, motoboy, motofretista, motorista de caminhão (guincho), pizzaiolo, serralheiro, soldador e vidraceiro.

Não sabemos precisar quantas demissões aconteceram, pois nesse período as solicitações de seguro desemprego ficaram concentradas através dos meios eletrônicos (sites e aplicativos), e acabou não passando pelo nosso controle. Porém, a demanda de pessoas procurando emprego não diminuiu e há certo equilíbrio entre homens e mulheres e jovens e adultos. É difícil responder se haverá melhora nesse sentido no segundo semestre.

Temos esperança de que o cenário mude e que as coisas voltem a "normalidade", mas também temos consciência de que essa pandemia global afetará o setor econômico de uma forma muito complicada e um dos setores que sentem primeiro é sempre o mercado de trabalho. Vamos aguardar pra ver como nosso município reagirá com isso tudo o que está acontecendo.

Cabe ressaltar para a população que a orientação que temos do governo do Estado é que a população evite aglomerações, só saia de casa se necessário e que os pedidos de seguro desemprego devem ser feitos através dos sites e aplicativos: maisemprego.mte.gov.br; www.gov.br; apps Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital.

A busca por vagas de emprego também deve ser feita no site: maisemprego.mte.gov.br ou pelo aplicativo Sine Fácil. O SINE não está atendendo de forma presencial. Dúvidas, orientações e agendamentos devem ser feitos por telefone. Em nossa página do Facebook (SINE Balneário Camboriú) temos orientações e passo a passo para acessar esses canais eletrônicos”.


“Todo mundo está economizando, mas isso também paralisa a economia”

Christina Barichello, secretária de Inclusão Social de Balneário Camboriú

“Houve casos de pessoas que nos procuraram pedindo por ajuda nesse sentido e a equipe da secretaria procurou direto por empresas da cidade, como a construção civil, e conseguimos algumas vagas, mas estão acontecendo poucas contratações. O comércio, por exemplo, está retrocedendo com lojas fechadas ou com pouco movimento; e muitas empresas estão demitindo e não contratando novos funcionários. O que é comum para esse momento de pandemia.

A questão econômica é real, as pessoas não estão consumindo por medo porque não sabem como a situação vai ficar. Quem está vendendo são os mercados e as farmácias. Todo mundo está economizando, mas isso também paralisa a economia, o que acaba sendo preocupante. No nosso canal de apoio emocional fizemos mais de 18,3 mil atendimentos em 58 dias. Muitas das pessoas não têm exatamente problemas psicológicos, mas estão com essa tensão e ansiedade geradas por medo de tudo que está acontecendo, incluindo preocupação com o cenário econômico, risco de perderem seus empregos, o futuro... o consumismo está esquecido nesse momento, e se continuar assim vai quebrar a economia, porque se os empresários quebram, os empregos também ficam restringidos.

Balneário Camboriú teve uma decisão muito acertada desde o início da pandemia. O prefeito Fabrício agiu de imediato. Temos muitas características para ter ainda mais casos, já que temos muita gente de fora circulando por aqui. Não tivemos tempo para pensar, executamos no início as barreiras, e deram certo.

Hoje temos leitos de UTI, a Inclusão Social segue atuando com os trabalhos na Central de Doações e Arrecadação de Alimentos – já fizemos mais de 23 mil atendimentos. Temos as tendas para avaliação e aferição de sinais vitais nos pontais Norte e Sul, Praça Tamandaré e Praça do Pescador; montamos tendas na Caixa Econômica Federal para apoiar a comunidade que estava procurando pelo auxílio do Governo Federal, distribuímos mil cartões sociais para famílias vulneráveis de BC, além de 62 mil máscaras (a produção segue).

Os nossos projetos Abraço à Vida e à Mulher registraram ainda mais procura, o primeiro com 1.596 atendimentos e o segundo com mais de 500. Tivemos quatro abrigos ativos (agora seguem três: o Conexão, o Nações e a Casa de Passagem – com 98 pessoas sendo atendidas – número de quarta-feira (20)), realizamos mais de 4,9 mil atendimentos, servimos mais de 60 mil refeições, e cadastramos 160 moradores de rua para obterem benefícios. 60 andarilhos foram encaminhados para comunidades terapêuticas também, além de alguns que foram encaminhados para suas famílias e cidades de origem. E não foi apenas a comunidade que foi abalada por toda essa situação, nossos funcionários também estão vulneráveis.

O positivo disso tudo foi ver o quanto a comunidade de Balneário Camboriú é solidária. Tivemos apoio de muita gente, que se dispôs a fazer comida, empresas doando cestas básicas e materiais de higiene. 65 voluntários seguem atuando conosco, produzindo máscaras, cozinhando. Agradecemos todo esse apoio”.


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Mais de 90.000 pessoas perderam o emprego na região

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Sexta, 22/5/2020 18:32.

Os números de demissões na região de Balneário Camboriú, englobando a Foz do Rio Itajaí, durante o período de pandemia do novo Coronavírus aumentaram mesmo com as medidas de afrouxamento do isolamento e estima-se que 89.412 mil pessoas perderam o emprego desde o início da crise. Isso foi o que apontou a 3ª medição da pesquisa “Impacto do Coronavírus nos negócios de SC” realizada pelo Sebrae/SC, Fiesc e Fecomércio, entre os dias 4 e 6 de maio, com mais de 273 empresas da região da Foz. A margem de erro é de 6.3%.

Além das demissões, 33% das empresas adotaram suspensão temporária do contrato de trabalho e 25,3% implantaram a redução proporcional da jornada de trabalho e salários, sendo a modalidade de acordos individuais a preferida nas negociações com os trabalhadores.

Em Balneário Camboriú, há 18 vagas hoje no posto da cidade do SINE (Sistema Nacional de Emprego). Apesar de haver perspectiva de melhora no segundo semestre, sabe-se que economia é a principal afetada pela pandemia do Coronavírus, agindo diretamente na oferta de vagas de emprego. O Sistema Municipal de Empregos (SIME) de Balneário Camboriú está desativado nas últimas semanas, porque a equipe é formada por membros do grupo de risco (pessoas com problemas de saúde, idosos, pessoas que moram com idosos, e a coordenadora do SIME está com Coronavírus, isolada socialmente).

“Um dos setores que sentem primeiro é sempre o mercado de trabalho”

Kelly Crocomo, assistente social do SINE de Balneário Camboriú

“Sem dúvida houve uma diminuição grande na oferta de vagas. Antes da necessidade de quarentena e distanciamento social estávamos com aproximadamente 100/120 vagas de emprego. Hoje estamos com apenas 18 vagas. O que temos atualmente se concentra na prestação de serviço e alguma coisa de comércio. Temos vagas para corretor de imóveis, empregada doméstica, montador de estrutura metálica, motoboy, motofretista, motorista de caminhão (guincho), pizzaiolo, serralheiro, soldador e vidraceiro.

Não sabemos precisar quantas demissões aconteceram, pois nesse período as solicitações de seguro desemprego ficaram concentradas através dos meios eletrônicos (sites e aplicativos), e acabou não passando pelo nosso controle. Porém, a demanda de pessoas procurando emprego não diminuiu e há certo equilíbrio entre homens e mulheres e jovens e adultos. É difícil responder se haverá melhora nesse sentido no segundo semestre.

Temos esperança de que o cenário mude e que as coisas voltem a "normalidade", mas também temos consciência de que essa pandemia global afetará o setor econômico de uma forma muito complicada e um dos setores que sentem primeiro é sempre o mercado de trabalho. Vamos aguardar pra ver como nosso município reagirá com isso tudo o que está acontecendo.

Cabe ressaltar para a população que a orientação que temos do governo do Estado é que a população evite aglomerações, só saia de casa se necessário e que os pedidos de seguro desemprego devem ser feitos através dos sites e aplicativos: maisemprego.mte.gov.br; www.gov.br; apps Sine Fácil e Carteira de Trabalho Digital.

A busca por vagas de emprego também deve ser feita no site: maisemprego.mte.gov.br ou pelo aplicativo Sine Fácil. O SINE não está atendendo de forma presencial. Dúvidas, orientações e agendamentos devem ser feitos por telefone. Em nossa página do Facebook (SINE Balneário Camboriú) temos orientações e passo a passo para acessar esses canais eletrônicos”.


“Todo mundo está economizando, mas isso também paralisa a economia”

Christina Barichello, secretária de Inclusão Social de Balneário Camboriú

“Houve casos de pessoas que nos procuraram pedindo por ajuda nesse sentido e a equipe da secretaria procurou direto por empresas da cidade, como a construção civil, e conseguimos algumas vagas, mas estão acontecendo poucas contratações. O comércio, por exemplo, está retrocedendo com lojas fechadas ou com pouco movimento; e muitas empresas estão demitindo e não contratando novos funcionários. O que é comum para esse momento de pandemia.

A questão econômica é real, as pessoas não estão consumindo por medo porque não sabem como a situação vai ficar. Quem está vendendo são os mercados e as farmácias. Todo mundo está economizando, mas isso também paralisa a economia, o que acaba sendo preocupante. No nosso canal de apoio emocional fizemos mais de 18,3 mil atendimentos em 58 dias. Muitas das pessoas não têm exatamente problemas psicológicos, mas estão com essa tensão e ansiedade geradas por medo de tudo que está acontecendo, incluindo preocupação com o cenário econômico, risco de perderem seus empregos, o futuro... o consumismo está esquecido nesse momento, e se continuar assim vai quebrar a economia, porque se os empresários quebram, os empregos também ficam restringidos.

Balneário Camboriú teve uma decisão muito acertada desde o início da pandemia. O prefeito Fabrício agiu de imediato. Temos muitas características para ter ainda mais casos, já que temos muita gente de fora circulando por aqui. Não tivemos tempo para pensar, executamos no início as barreiras, e deram certo.

Hoje temos leitos de UTI, a Inclusão Social segue atuando com os trabalhos na Central de Doações e Arrecadação de Alimentos – já fizemos mais de 23 mil atendimentos. Temos as tendas para avaliação e aferição de sinais vitais nos pontais Norte e Sul, Praça Tamandaré e Praça do Pescador; montamos tendas na Caixa Econômica Federal para apoiar a comunidade que estava procurando pelo auxílio do Governo Federal, distribuímos mil cartões sociais para famílias vulneráveis de BC, além de 62 mil máscaras (a produção segue).

Os nossos projetos Abraço à Vida e à Mulher registraram ainda mais procura, o primeiro com 1.596 atendimentos e o segundo com mais de 500. Tivemos quatro abrigos ativos (agora seguem três: o Conexão, o Nações e a Casa de Passagem – com 98 pessoas sendo atendidas – número de quarta-feira (20)), realizamos mais de 4,9 mil atendimentos, servimos mais de 60 mil refeições, e cadastramos 160 moradores de rua para obterem benefícios. 60 andarilhos foram encaminhados para comunidades terapêuticas também, além de alguns que foram encaminhados para suas famílias e cidades de origem. E não foi apenas a comunidade que foi abalada por toda essa situação, nossos funcionários também estão vulneráveis.

O positivo disso tudo foi ver o quanto a comunidade de Balneário Camboriú é solidária. Tivemos apoio de muita gente, que se dispôs a fazer comida, empresas doando cestas básicas e materiais de higiene. 65 voluntários seguem atuando conosco, produzindo máscaras, cozinhando. Agradecemos todo esse apoio”.


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