Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Instabilidade avança sobre emergentes derrubando bolsas e elevando dólar

Quarta, 5/9/2018 7:00.
EBC.

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TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As principais moedas emergentes registraram nova rodada de desvalorização ante o dólar nesta terça-feira (4), reflexo de notícias que apontam para uma recuperação americana mais consistente e o acirramento de fragilidades econômicas domésticas nesses países.

A África do Sul se somou ao grupo de emergentes em crise ao anunciar que está em recessão pela primeira vez desde 2009. Está ao lado da Argentina, que negocia com o FMI (Fundo Monetário Internacional) refinanciamento de dívida após forte desvalorização do peso, e da Turquia, que também sofre com a perda de valor da lira.

De uma cesta de 24 dividas emergentes, o dólar se valorizou sobre 22 nesta terça. Ante o real, a alta foi modesta, de 0,07%, a R$ 4,155.

A subida do dólar foi puxada pela divulgação de dados melhores que o esperado para a produção industrial americana, que levaram a uma alta nas taxas de juros do país negociadas no mercado financeiro, diz André Perfeito, da Spinelli Corretora. O contrato com vencimento em 2 anos avançou 1%.

O Fed (Federal Reserve) vem sinalizando que poderá subir a taxa de juros, atualmente entre 1,75% e 2%, mais duas vezes ainda neste ano. A decisão do banco central americano se baseia nos sinais de recuperação da economia americana.

A alta faz com que investidores prefiram sair de aplicações consideradas mais arriscadas, em países emergentes, em troca da dívida americana, vista como mais segura.

Além do componente doméstico, o temor de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, fruto da política comercial do governo do presidente americano, Donald Trump, segue no radar e diminui a disposição de investidores a correr riscos.

Nesta terça, o dia foi negativo também nas principais Bolsas mundiais, um dia após o feriado de dia do trabalho nos Estados Unidos.

A Bolsa brasileira recuou quase 2%, a 74.711 pontos. Investidores locais adotavam postura defensiva à espera da divulgação da primeira pesquisa eleitoral após o início do horário eleitoral. Os dados seriam divulgados pelo Ibope após o fechamento do mercado.


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EBC.

Instabilidade avança sobre emergentes derrubando bolsas e elevando dólar

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Quarta, 5/9/2018 7:00.

TÁSSIA KASTNER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As principais moedas emergentes registraram nova rodada de desvalorização ante o dólar nesta terça-feira (4), reflexo de notícias que apontam para uma recuperação americana mais consistente e o acirramento de fragilidades econômicas domésticas nesses países.

A África do Sul se somou ao grupo de emergentes em crise ao anunciar que está em recessão pela primeira vez desde 2009. Está ao lado da Argentina, que negocia com o FMI (Fundo Monetário Internacional) refinanciamento de dívida após forte desvalorização do peso, e da Turquia, que também sofre com a perda de valor da lira.

De uma cesta de 24 dividas emergentes, o dólar se valorizou sobre 22 nesta terça. Ante o real, a alta foi modesta, de 0,07%, a R$ 4,155.

A subida do dólar foi puxada pela divulgação de dados melhores que o esperado para a produção industrial americana, que levaram a uma alta nas taxas de juros do país negociadas no mercado financeiro, diz André Perfeito, da Spinelli Corretora. O contrato com vencimento em 2 anos avançou 1%.

O Fed (Federal Reserve) vem sinalizando que poderá subir a taxa de juros, atualmente entre 1,75% e 2%, mais duas vezes ainda neste ano. A decisão do banco central americano se baseia nos sinais de recuperação da economia americana.

A alta faz com que investidores prefiram sair de aplicações consideradas mais arriscadas, em países emergentes, em troca da dívida americana, vista como mais segura.

Além do componente doméstico, o temor de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, fruto da política comercial do governo do presidente americano, Donald Trump, segue no radar e diminui a disposição de investidores a correr riscos.

Nesta terça, o dia foi negativo também nas principais Bolsas mundiais, um dia após o feriado de dia do trabalho nos Estados Unidos.

A Bolsa brasileira recuou quase 2%, a 74.711 pontos. Investidores locais adotavam postura defensiva à espera da divulgação da primeira pesquisa eleitoral após o início do horário eleitoral. Os dados seriam divulgados pelo Ibope após o fechamento do mercado.


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