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Dólar se aproxima de R$ 3,60 e Bolsa avança após vitória de Bolsonaro

Segunda, 29/10/2018 13:28.

TÁSSIA KASTNER (FOLHAPRESS)

O mercado financeiro comemora a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) com a queda do dólar e alta na Bolsa na manhã desta segunda, primeiro pregão após a eleição presidencial. Mas investidores começam a colocar na pauta as demandas de detalhamento de medidas econômicas.

Às 12h09, o dólar recuava 0,41%, a R$ 3,64, após ter aberto abaixo de R$ 3,60. Entre moedas emergentes, o real é apenas a quarta entre as que mais se valorizam ante o dólar.

Já a Bolsa brasileira sobe 0,53%, a 86.177 pontos, após ter saltado quase 3% na abertura do pregão. No exterior, as Bolsas sobem mais de 1%.

Para manter a euforia, investidores acompanharão anúncio de reformas e a escolha do novo presidente do Banco Central. O economista liberal Paulo Guedes, guru de Bolsonaro, já foi anunciado como futuro ministro da Fazenda.

"Os detalhes da política econômica da nova administração ainda não estão claros e precisam ser conhecidos, uma vez que o gasto fiscal, a reforma da Previdência e o apoio político no Congresso serão desafios para 2019 e além", escreveu a agência de classificação de risco Moody's.

A campanha deste ano foi atípica porque Bolsonaro não participou de debates e, portanto, não esmiuçou seu plano de governo.

"Apesar de Bolsonaro não ter articulado integralmente a sua agenda para a política econômica, os investidores têm a percepção de que ele provavelmente buscará políticas pró-mercado, beneficiando vários setores da economia", disse em nota a vice-presidente da Moody's Samar Maziad.

A agência Fitch disse que Bolsonaro tem uma agenda que favorece o ambiente de negócios, como a independência formal do Banco Central, redução e simplificação de impostos, reforma da Previdência, compromisso com o teto de gastos e consolidação fiscal rápida. "No entanto, os detalhes de como a administração planeja alcançar esses objetivos são limitadas."

O BTG Pactual avalia que a escolha de uma equipe econômica forte e pró-mercado vai mostrar a investidores que o governo está indo na direção correta. "Além disso, o firme compromisso com uma profunda reforma da Previdência é um passo necessário para criar bases para uma recuperação mais sustentável."

O banco de investimentos reforçou sua projeção de que a Bolsa pode subir para 90 mil pontos e que um discurso firme da equipe econômica sobre reforma da Previdência pode levar o Ibovespa aos 105 mil pontos.

Para a Guide Corretora, agora o mercado financeiro quer saber quem será o novo presidente do Banco Central. E destacou que a lua de mel do mercado financeiro com Bolsonaro tem prazo de validade, "que é a primeira grande votação majoritária do governo no Congresso."

Enquanto esse momento não chega, o presidente eleito precisa criar uma frente parlamentar ampla com vários partidos e mostrar que está que está de fato comprometido com a agenda econômica reformista e liberalizante que o país tanto precisa, diz a corretora em relatório a clientes.

A avaliação do banco UBS é semelhante. Segundo a instituição, o mercado brasileiro teve bom resultado, especialmente se considerado o ambiente desafiador no exterior. "Com a ampla antecipação da vitória de Bolsonaro [...], a continuidade da boa performance dos ativos no mercado brasileiro será influenciada pela habilidade de manter as expectativas de aprovação das reformas econômicas, especialmente a da Previdência."

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Dólar se aproxima de R$ 3,60 e Bolsa avança após vitória de Bolsonaro

Segunda, 29/10/2018 13:28.

TÁSSIA KASTNER (FOLHAPRESS)

O mercado financeiro comemora a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) com a queda do dólar e alta na Bolsa na manhã desta segunda, primeiro pregão após a eleição presidencial. Mas investidores começam a colocar na pauta as demandas de detalhamento de medidas econômicas.

Às 12h09, o dólar recuava 0,41%, a R$ 3,64, após ter aberto abaixo de R$ 3,60. Entre moedas emergentes, o real é apenas a quarta entre as que mais se valorizam ante o dólar.

Já a Bolsa brasileira sobe 0,53%, a 86.177 pontos, após ter saltado quase 3% na abertura do pregão. No exterior, as Bolsas sobem mais de 1%.

Para manter a euforia, investidores acompanharão anúncio de reformas e a escolha do novo presidente do Banco Central. O economista liberal Paulo Guedes, guru de Bolsonaro, já foi anunciado como futuro ministro da Fazenda.

"Os detalhes da política econômica da nova administração ainda não estão claros e precisam ser conhecidos, uma vez que o gasto fiscal, a reforma da Previdência e o apoio político no Congresso serão desafios para 2019 e além", escreveu a agência de classificação de risco Moody's.

A campanha deste ano foi atípica porque Bolsonaro não participou de debates e, portanto, não esmiuçou seu plano de governo.

"Apesar de Bolsonaro não ter articulado integralmente a sua agenda para a política econômica, os investidores têm a percepção de que ele provavelmente buscará políticas pró-mercado, beneficiando vários setores da economia", disse em nota a vice-presidente da Moody's Samar Maziad.

A agência Fitch disse que Bolsonaro tem uma agenda que favorece o ambiente de negócios, como a independência formal do Banco Central, redução e simplificação de impostos, reforma da Previdência, compromisso com o teto de gastos e consolidação fiscal rápida. "No entanto, os detalhes de como a administração planeja alcançar esses objetivos são limitadas."

O BTG Pactual avalia que a escolha de uma equipe econômica forte e pró-mercado vai mostrar a investidores que o governo está indo na direção correta. "Além disso, o firme compromisso com uma profunda reforma da Previdência é um passo necessário para criar bases para uma recuperação mais sustentável."

O banco de investimentos reforçou sua projeção de que a Bolsa pode subir para 90 mil pontos e que um discurso firme da equipe econômica sobre reforma da Previdência pode levar o Ibovespa aos 105 mil pontos.

Para a Guide Corretora, agora o mercado financeiro quer saber quem será o novo presidente do Banco Central. E destacou que a lua de mel do mercado financeiro com Bolsonaro tem prazo de validade, "que é a primeira grande votação majoritária do governo no Congresso."

Enquanto esse momento não chega, o presidente eleito precisa criar uma frente parlamentar ampla com vários partidos e mostrar que está que está de fato comprometido com a agenda econômica reformista e liberalizante que o país tanto precisa, diz a corretora em relatório a clientes.

A avaliação do banco UBS é semelhante. Segundo a instituição, o mercado brasileiro teve bom resultado, especialmente se considerado o ambiente desafiador no exterior. "Com a ampla antecipação da vitória de Bolsonaro [...], a continuidade da boa performance dos ativos no mercado brasileiro será influenciada pela habilidade de manter as expectativas de aprovação das reformas econômicas, especialmente a da Previdência."

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