Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Crises na Argentina e no Brasil tendem a prejudicar a temporada

Editor do Clarín prevê menos argentinos viajando ao exterior

Terça, 16/10/2018 15:25.
Reprodução Olá Argentina.
Mar del Plata tende a se beneficiar com a crise

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Em artigo publicado no último domingo o editor do Clarín, Carlo Vaca, escreveu que o turismo do vizinho país tem uma grande oportunidade no verão que se aproxima porque menos argentinos viajarão ao exterior.

O Clarín é o jornal mais importante da Argentina e seus jornalistas costumam captar com precisão os fatos econômicos.

Escreveu Carlo Vaca: “ Este verão será recorde em turismo interno… com o dólar a 38/40 (pesos) a classe média disse tchau ou até logo a Punta, Florianópolis, Reñaca (Chile) e Miami…”.

O editorialista assinala que o turismo interno pode fazer com que o setor de serviços seja o primeiro a reagir à crise econômica. Ele coloca números nessa crise: inflação de 45%, pobreza atingindo 30% da população; vendas de imóveis semelhantes às de 2002, 12% de queda no salário real; baixa no consumo; na indústria, no PIB etc.

O panorama traçado pelo editor do Clarín foi percebido dias atrás por empresários do setor turístico de Balneário Camboriú que foram a Buenos Aires para a Feira Internacional de Turismo (FIT).

Eles voltaram com as “barbas de molho” prevendo que com o câmbio extremamente desfavorável a redução de argentinos no litoral catarinense tende a ser marcante.

E se os argentinos não chegam, resta esperar pelo brasileiro, um turista de curta permanência, exigente e de poder aquisitivo igualmente limitado por outra severa crise econômica.

A presidente do Conselho Municipal de Turismo de Balneário Camboriú, Dirce Fistarol, confirma que existe essa expectativa sobre uma corrida ao litoral da Argentina e que isso foi assunto durante a FIT.

"O que eles estão propondo para a hotelaria, é que seja praticado o mesmo preço do ano passado, mais um desconto de 10%, o que torna muito dificil para nós, pois também temos aumentos nos nossos insumos", comentou.

Para a presidente, a pergunta que fica é "como suprir a falta dos argentinos?"

"Se considerarmos o sucesso de Sete de Setembro, Oktoberfest e dezembro, onde predominam os brasileiros, supriremos em parte, mas fevereiro e março, onde os argentinos são quase a metade, teremos prejuízo sim", antecipa.


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Página 3
Reprodução Olá Argentina.
Mar del Plata tende a se beneficiar com a crise
Mar del Plata tende a se beneficiar com a crise

Crises na Argentina e no Brasil tendem a prejudicar a temporada

Editor do Clarín prevê menos argentinos viajando ao exterior

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Terça, 16/10/2018 15:25.

Em artigo publicado no último domingo o editor do Clarín, Carlo Vaca, escreveu que o turismo do vizinho país tem uma grande oportunidade no verão que se aproxima porque menos argentinos viajarão ao exterior.

O Clarín é o jornal mais importante da Argentina e seus jornalistas costumam captar com precisão os fatos econômicos.

Escreveu Carlo Vaca: “ Este verão será recorde em turismo interno… com o dólar a 38/40 (pesos) a classe média disse tchau ou até logo a Punta, Florianópolis, Reñaca (Chile) e Miami…”.

O editorialista assinala que o turismo interno pode fazer com que o setor de serviços seja o primeiro a reagir à crise econômica. Ele coloca números nessa crise: inflação de 45%, pobreza atingindo 30% da população; vendas de imóveis semelhantes às de 2002, 12% de queda no salário real; baixa no consumo; na indústria, no PIB etc.

O panorama traçado pelo editor do Clarín foi percebido dias atrás por empresários do setor turístico de Balneário Camboriú que foram a Buenos Aires para a Feira Internacional de Turismo (FIT).

Eles voltaram com as “barbas de molho” prevendo que com o câmbio extremamente desfavorável a redução de argentinos no litoral catarinense tende a ser marcante.

E se os argentinos não chegam, resta esperar pelo brasileiro, um turista de curta permanência, exigente e de poder aquisitivo igualmente limitado por outra severa crise econômica.

A presidente do Conselho Municipal de Turismo de Balneário Camboriú, Dirce Fistarol, confirma que existe essa expectativa sobre uma corrida ao litoral da Argentina e que isso foi assunto durante a FIT.

"O que eles estão propondo para a hotelaria, é que seja praticado o mesmo preço do ano passado, mais um desconto de 10%, o que torna muito dificil para nós, pois também temos aumentos nos nossos insumos", comentou.

Para a presidente, a pergunta que fica é "como suprir a falta dos argentinos?"

"Se considerarmos o sucesso de Sete de Setembro, Oktoberfest e dezembro, onde predominam os brasileiros, supriremos em parte, mas fevereiro e março, onde os argentinos são quase a metade, teremos prejuízo sim", antecipa.


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