Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Bolsa brasileira fecha estável em dia de forte volatilidade no exterior

Quinta, 29/3/2018 6:40.

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DANIELLE BRANT
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira fechou perto da estabilidade nesta quarta-feira (28), em sessão marcada por forte volatilidade no exterior e por uma nova venda de ações das principais empresas de tecnologia nos EUA que fez somente a Amazon perder US$ 32 bilhões em valor de mercado. O dólar encerrou a R$ 3,33.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, fechou em leve alta de 0,08%, para 83.874 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 9 bilhões, enquanto o giro médio diário de março está em R$ 11 bilhões.

O dólar comercial ficou estável em R$ 3,332, e o dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,39%, para R$ 3,342.

As ações das principais empresas de tecnologia caíram nesta sessão e arrastaram os índices americanos. O Dow Jones caiu 0,04%, o S&P 500 teve queda de 0,29% e a Nasdaq perdeu 0,85%.

A Amazon perdeu 4,38%, ou US$ 31,8 bilhões em valor de mercado, após notícias de que o presidente americano, Donald Trump, estuda mudar o tratamento fiscal da empresa por preocupação com a competição com pequenos varejistas locais.

A Alphabet, dona do Google, perdeu 0,17%. A fabricante de carros elétricos Tesla caiu 7,67%, a Netflix recuou 4,96% e a Nvidia, empresa de chips, teve baixa de 1,85%.

Na ponta contrária, os papéis do Facebook subiram 0,53%. A rede social anunciou nesta quarta mudanças no acesso de usuário a controle de privacidade na rede, em resposta ao escândalo provocado pela notícia de que a consultoria Cambridge Analytica teria usado dados de 50 milhões de pessoas para favorecer a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2016. Desde que a notícia veio à tona, em 17 de março, as ações do Facebook acumulam queda de 17,3%.

O Twitter subiu 1,35% nesta sessão, depois de recuar 12% no dia anterior ao ser apontada como a ação "mais vulnerável" às regulações de privacidade dos usuários.

"Começou esse movimento de correção de preços muito esticados", avalia Ivan Kraiser, gestor chefe da Garín Investimentos. "Alguns papéis começaram a ficar caros, e, num movimento de aversão a risco lá fora, com os investidores correndo para títulos americanos com vencimento em dez anos, muitos começaram a questionar se empresas como Facebook, Amazon e Google, que puxaram a alta lá fora, valem tudo isso."

BRASIL

A Bolsa brasileira acompanhou a instabilidade no exterior, mas a melhora dos papéis de bancos e da Vale fez o índice fechar no azul.

Março também foi marcado pela saída de investidores estrangeiros, depois de dois meses de fluxo positivo. "Essa saída de estrangeiro é o juro subindo nos Estados Unidos e caindo aqui. A relação de risco-retorno está piorando para eles", diz Lucas Marins, analista da Ativa Investimentos.

"A grande questão vai ser: se o cenário [eleitoral] virar, os juros compensam? Tem que ter um cenário de presidente reformista, que dê prosseguimento às reformas. Nessa última saída, já teve boa parte de investidor local compensando. Mas a grande dúvida é se os locais compensam saída dos estrangeiros."

Das 64 ações do Ibovespa, 37 caíram e 27 subiram.

As ações da Eletrobras lideraram as quedas do Ibovespa, em meio a dúvidas sobre o processo de privatização da estatal. O presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr., disse ver uma janela de novembro a janeiro de 2019 para a emissão de ações voltadas ao aumento de capital da elétrica. Os papéis ordinários caíram 4,78%, e os preferenciais perderam 4,56%.

A Marfrig liderou as altas, com avanço de 3,55%, mesmo após a empresa reportar prejuízo de R$ 7,5 milhões no quarto trimestre. A Klabin se valorizou 3,52%, e a Natura subiu 2,17%.

Fora do Ibovespa, a Light despencou 12,43%, em meio à proposta de aumento de capital, o que diluiria a participação de acionistas. A decisão também joga dúvidas sobre a venda da empresa pela Cemig. No quarto trimestre, a companhia reverteu prejuízos e lucrou R$ 91 milhões.

A Petrobras fechou em baixa, em dia de queda do petróleo no exterior. As ações preferenciais recuaram 1,12%, para R$ 21,20. Os papéis ordinários perderam 1,24%, para R$ 23,03.

A mineradora Vale subiu 1,66%, para R$ 41,54.

No setor financeiro, os papéis do Itaú Unibanco subiram 0,92%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 0,65%, e as ordinárias tiveram valorização de 0,97%. O Banco do Brasil recuou 0,32%, e as units –conjunto de ações– do Santander Brasil avançaram 1,62%.

CÂMBIO

O dólar perdeu força ante 26 das 31 principais moedas do mundo.

O Banco Central brasileiro vendeu 12,6 mil contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), e concluiu a rolagem dos contratos que vencem em abril, no total de US$ 9,029 bilhões.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) caiu 0,41%, para 167,8 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram resultados mistos. O DI para abril deste ano caiu de 6,392% para 6,391%. O DI para janeiro de 2019 ficou estável em 6,240%


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Quinta, 29/3/2018 6:40.

DANIELLE BRANT
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa brasileira fechou perto da estabilidade nesta quarta-feira (28), em sessão marcada por forte volatilidade no exterior e por uma nova venda de ações das principais empresas de tecnologia nos EUA que fez somente a Amazon perder US$ 32 bilhões em valor de mercado. O dólar encerrou a R$ 3,33.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, fechou em leve alta de 0,08%, para 83.874 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 9 bilhões, enquanto o giro médio diário de março está em R$ 11 bilhões.

O dólar comercial ficou estável em R$ 3,332, e o dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 0,39%, para R$ 3,342.

As ações das principais empresas de tecnologia caíram nesta sessão e arrastaram os índices americanos. O Dow Jones caiu 0,04%, o S&P 500 teve queda de 0,29% e a Nasdaq perdeu 0,85%.

A Amazon perdeu 4,38%, ou US$ 31,8 bilhões em valor de mercado, após notícias de que o presidente americano, Donald Trump, estuda mudar o tratamento fiscal da empresa por preocupação com a competição com pequenos varejistas locais.

A Alphabet, dona do Google, perdeu 0,17%. A fabricante de carros elétricos Tesla caiu 7,67%, a Netflix recuou 4,96% e a Nvidia, empresa de chips, teve baixa de 1,85%.

Na ponta contrária, os papéis do Facebook subiram 0,53%. A rede social anunciou nesta quarta mudanças no acesso de usuário a controle de privacidade na rede, em resposta ao escândalo provocado pela notícia de que a consultoria Cambridge Analytica teria usado dados de 50 milhões de pessoas para favorecer a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2016. Desde que a notícia veio à tona, em 17 de março, as ações do Facebook acumulam queda de 17,3%.

O Twitter subiu 1,35% nesta sessão, depois de recuar 12% no dia anterior ao ser apontada como a ação "mais vulnerável" às regulações de privacidade dos usuários.

"Começou esse movimento de correção de preços muito esticados", avalia Ivan Kraiser, gestor chefe da Garín Investimentos. "Alguns papéis começaram a ficar caros, e, num movimento de aversão a risco lá fora, com os investidores correndo para títulos americanos com vencimento em dez anos, muitos começaram a questionar se empresas como Facebook, Amazon e Google, que puxaram a alta lá fora, valem tudo isso."

BRASIL

A Bolsa brasileira acompanhou a instabilidade no exterior, mas a melhora dos papéis de bancos e da Vale fez o índice fechar no azul.

Março também foi marcado pela saída de investidores estrangeiros, depois de dois meses de fluxo positivo. "Essa saída de estrangeiro é o juro subindo nos Estados Unidos e caindo aqui. A relação de risco-retorno está piorando para eles", diz Lucas Marins, analista da Ativa Investimentos.

"A grande questão vai ser: se o cenário [eleitoral] virar, os juros compensam? Tem que ter um cenário de presidente reformista, que dê prosseguimento às reformas. Nessa última saída, já teve boa parte de investidor local compensando. Mas a grande dúvida é se os locais compensam saída dos estrangeiros."

Das 64 ações do Ibovespa, 37 caíram e 27 subiram.

As ações da Eletrobras lideraram as quedas do Ibovespa, em meio a dúvidas sobre o processo de privatização da estatal. O presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr., disse ver uma janela de novembro a janeiro de 2019 para a emissão de ações voltadas ao aumento de capital da elétrica. Os papéis ordinários caíram 4,78%, e os preferenciais perderam 4,56%.

A Marfrig liderou as altas, com avanço de 3,55%, mesmo após a empresa reportar prejuízo de R$ 7,5 milhões no quarto trimestre. A Klabin se valorizou 3,52%, e a Natura subiu 2,17%.

Fora do Ibovespa, a Light despencou 12,43%, em meio à proposta de aumento de capital, o que diluiria a participação de acionistas. A decisão também joga dúvidas sobre a venda da empresa pela Cemig. No quarto trimestre, a companhia reverteu prejuízos e lucrou R$ 91 milhões.

A Petrobras fechou em baixa, em dia de queda do petróleo no exterior. As ações preferenciais recuaram 1,12%, para R$ 21,20. Os papéis ordinários perderam 1,24%, para R$ 23,03.

A mineradora Vale subiu 1,66%, para R$ 41,54.

No setor financeiro, os papéis do Itaú Unibanco subiram 0,92%. As ações preferenciais do Bradesco subiram 0,65%, e as ordinárias tiveram valorização de 0,97%. O Banco do Brasil recuou 0,32%, e as units –conjunto de ações– do Santander Brasil avançaram 1,62%.

CÂMBIO

O dólar perdeu força ante 26 das 31 principais moedas do mundo.

O Banco Central brasileiro vendeu 12,6 mil contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), e concluiu a rolagem dos contratos que vencem em abril, no total de US$ 9,029 bilhões.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) caiu 0,41%, para 167,8 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram resultados mistos. O DI para abril deste ano caiu de 6,392% para 6,391%. O DI para janeiro de 2019 ficou estável em 6,240%


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