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PÁGINA 3 / Economia
Economia brasileira cresce 1% em 2017 e confirma recuperação

Quinta, 1/3/2018 11:57.
Arquivo Página 3.

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MARIANA CARNEIRO, NICOLA PAMPLONA E TAÍS HIRATA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A economia brasileira cresceu 1% no ano passado, informou nesta quinta-feira (1º) o IBGE. Em 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) totalizou R$ 6,559 trilhões.

No último trimestre do ano, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, dando sinais de que a recuperação da economia ganhou força após a saída da recessão, no início de 2017.

Ante o quarto trimestre de 2016, quando o país ainda estava em recessão, a alta no último período do ano foi de 2,1%.

Os números vieram um pouco abaixo do que esperavam analistas do mercado financeiro e o governo.

A projeção central de economistas consultados pela agência Bloomberg era de um crescimento de 1,1% em 2017 e de 0,4% no quarto trimestre do ano.

Os números da economia mostram que o país deixou a recessão -iniciada no segundo trimestre de 2014, segundo o Comitê de Datação de Ciclos, da FGV- no primeiro trimestre do ano passado.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE, apesar do crescimento de 1% no ano passado, a economia retrocedeu ao mesmo patamar do primeiro semestre de 2011. Ou seja, a recessão que derrubou o PIB em 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,5%) destruiu o crescimento de seis anos.

A recuperação começou pelo setor agropecuário e pelas exportações, que deram o primeiro empurrão à economia.

Nos meses seguintes, o consumo saiu do resultado negativo e também o investimento. A indústria voltou a produzir. Todos estimulados por um contexto de taxas de juros cadentes, inflação em declínio e maior circulação de dinheiro na economia com a liberação do FGTS e do FAT.

O quarto trimestre foi marcado pela consolidação da retomada, em praticamente todas as contas que compõem o PIB, principalmente às relacionadas a demanda doméstica.

Carro-chefe da economia brasileira, responsável por cerca de 70% do PIB, o consumo cresceu 0,1% ante o terceiro trimestre e, na média do ano, a alta foi de 1%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a expansão foi de 2,6%.

O investimento, que havia despencado 30% durante a recessão, cresceu 2% no quarto trimestre ante os três meses anteriores. Na comparação anual, pela primeira vez desde o início de 2014, o resultado também ficou no positivo: alta de 3,8%. Em 2017, porém, a média ainda ficou negativa em 1,8%.

Dessa forma, a taxa de investimentos (a proporção dos investimentos no PIB) ficou em 15,6%.

O Ministério da Fazenda também tinha essa expectativa, após revisão anunciada em dezembro, quando a Secretaria de Política Econômica elevou de 0,5% para 1,1% a previsão para o crescimento econômico neste ano.

O PIB per capita, divisão do produto pela população e uma métrica de qualidade de vida, ficou em R$ 31.587, com uma variação de 0,2% ante 2016.
Do lado da produção, a indústria voltou a registrar números positivos, pelo segundo trimestre seguido. O setor cresceu 0,5% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior e 2,7% frente ao mesmo trimestre de 2016. No ano, a indústria ficou estável.
O setor de serviços, muito conectado com o que acontece com o consumo e a massa salarial, também ficou positivo em 0,2% ante o terceiro trimestre, pelo quarto período seguido de alta. Na comparação com o último trimestre de 2016, a taxa ficou positiva em 1,7% e, no ano, registrou crescimento de 0,3%.
SENSAÇÃO TÉRMICA
Para o secretário de acompanhamento econômico, Mansueto Almeida, o resultado do PIB em 2017 ficou dentro da expectativa do governo e muito acima do esperado há um ano.
"Ficou muito acima do que analistas esperavam no início do ano passado, quando esperavam 0,2%, 0,3%. A estimativa oficial do governo era 0,5%. Então mostrou que todo mundo errou, e ainda bem que todo mundo errou."
Economistas observam, porém, que a retomada do PIB não melhorou a sensação térmica da população sobre a economia.
Silvia Matos, coordenadora do boletim Macro, da FGV, nota que os indicadores de confiança dos consumidores, embora em alta, têm apresentado desempenho inferior ao de empresários. O crédito também ainda não decolou.
"Houve uma desinflação importante. O que dificulta a melhora da sensação é o mercado de trabalho, a taxa de desemprego ainda está muito elevada", afirma.
Dados informados nesta quarta (28) pelo IBGE apontam que 12,2% da força de trabalho está procurando emprego e não teve sucesso em conseguir uma vaga em janeiro.
"Com a recuperação da economia era para a popularidade dos políticos ter aumentado, mas a população não responde", afirmou a economista.
"Entendo o mau humor, o governo federal está em meio a um ajuste fiscal e os Estados não têm investido em segurança e saúde."
O economista Marcelo Kfoury, da FGV-SP, observa que, apesar da recuperação do PIB, ainda há muito espaço a ser consumido na capacidade de produção de fábricas e aproveitamento de pessoal.
Em suas projeções, essa folga ainda levará tempo para ser consumida, o que deve ocorrer entre o fim de 2019 e início de 2020. Até lá, ele não descarta nova redução da taxa básica de juros (Selic).
A partir daí, observa ele, o gás gerado pela atual capacidade de crescimento da economia se esgota. E, com isso, será necessário avançar em reformas que ampliem o crescimento.
Em sua avaliação, o presidente Michel Temer tem poucas chances de surfar na atual onda da recuperação, uma vez que ainda deverá levar cerca de seis meses para que a sensação de retomada seja mais percebida no setor real e no mercado de trabalho.
REVISÕES
O crescimento da economia do Brasil foi ligeiramente melhor no terceiro trimestre de 2017 em relação ao segundo trimestre. O PIB cresceu 0,2%, contra estimativa anterior de 0,1%.
No segundo trimestre, o crescimento sofreu revisão para baixo: passou de 0,7% para 0,6%.
Taxa de investimento cai para 15,6%, a menor desde 1996
MARIANA CARNEIRO E NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A taxa de investimento recuou, em 2017, ao mais baixo patamar desde 1996, início da série histórica do IBGE, informou o instituto nesta quinta-feira (1º).
A proporção dos investimentos no PIB (Produto Interno Bruto) foi de 15,6%. Em 2016, a taxa havia sido a de 2016 (16,1%).
Os dados foram divulgados nesta quinta (1º) pelo IBGE, como parte do PIB, que fechou o ano em alta de 1%.
A queda no investimento é resultado do tombo na construção civil, que caiu 5% em 2017. Foi o quarto ano seguido de queda do setor.
"Uma parte importante da construção é pública e o investimento é uma das primeiras coisas que o governo corta", disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. "Construção é coisa cara, tem a ver com infraestrutura, então é normal que demore um pouco mais para recuperar."
No acumulado do ano, os investimentos fecharam em queda de 1,8%. A queda da construção foi compensada parcialmente por aumento na demanda por máquinas e equipamentos.
No quarto trimestre, o investimento cresceu 2% frente ao trimestre imediatamente anterior. Foi o segundo trimestre seguido de alta do indicador, que não apresentava resultado positivo. Neste período, a queda acumulada chegou a 30%.
A retomada tem sido impulsionada pelo crescimento da produção interna, que cresceu 3% no ano.
De acordo com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), porém, a recuperação ainda é restrita a investimentos em manutenção e modernização do parque industrial, que permanece com elevados índices de ociosidade.
"Mesmo com ociosidade, o empresário percebe que precisa investir para ganhar competitividade", comentou o presidente da entidade, José Velloso.
Ele espera que as vendas do setor cresçam pelo menos 5% em 2017, mas não vê ainda retomada forte dos investimentos no país.
"Com teto de gastos, o governo não pode investir. E as grandes empresas, que têm contribuição com o investimento, estão muito endividadas e desinvestindo", comenta Velloso.
A taxa de poupança ficou em 14,8%, acima da do ano passado (13,9%), com efeitos da liberação das contas inativas do FGTS. "Parte das pessoas foi gastar, o que influenciou o consumo das famílias, mas parte decidiu poupar", disse Palis.
INDÚSTRIA
A indústria registrou alta de 0,5% no trimestre e fechou o ano com estabilidade em relação ao ano anterior. Desde 2013, a indústria vem registrando quedas.
A indústria de transformação fechou o trimestre com crescimento de 1,5%, acumulando alta de 1,7% no ano, a primeira depois de três anos de queda. O resultado foi impactado pelas indústrias automobilística e de máquinas e equipamentos.
A indústria extrativa, que reúne as indústrias do petróleo e da mineração, recuou 1,2% no quarto trimestre, mas fechou o ano em alta de 4,3%, beneficiada pela alta dos preços das commodities.
"A extrativa foi um destaque positivo, puxada tanto pelo crescimento do setor de petróleo quanto pelo do minério de ferro", afirmou Palis.


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Economia brasileira cresce 1% em 2017 e confirma recuperação

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Quinta, 1/3/2018 11:57.

MARIANA CARNEIRO, NICOLA PAMPLONA E TAÍS HIRATA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A economia brasileira cresceu 1% no ano passado, informou nesta quinta-feira (1º) o IBGE. Em 2017, o PIB (Produto Interno Bruto) totalizou R$ 6,559 trilhões.

No último trimestre do ano, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, dando sinais de que a recuperação da economia ganhou força após a saída da recessão, no início de 2017.

Ante o quarto trimestre de 2016, quando o país ainda estava em recessão, a alta no último período do ano foi de 2,1%.

Os números vieram um pouco abaixo do que esperavam analistas do mercado financeiro e o governo.

A projeção central de economistas consultados pela agência Bloomberg era de um crescimento de 1,1% em 2017 e de 0,4% no quarto trimestre do ano.

Os números da economia mostram que o país deixou a recessão -iniciada no segundo trimestre de 2014, segundo o Comitê de Datação de Ciclos, da FGV- no primeiro trimestre do ano passado.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE, apesar do crescimento de 1% no ano passado, a economia retrocedeu ao mesmo patamar do primeiro semestre de 2011. Ou seja, a recessão que derrubou o PIB em 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,5%) destruiu o crescimento de seis anos.

A recuperação começou pelo setor agropecuário e pelas exportações, que deram o primeiro empurrão à economia.

Nos meses seguintes, o consumo saiu do resultado negativo e também o investimento. A indústria voltou a produzir. Todos estimulados por um contexto de taxas de juros cadentes, inflação em declínio e maior circulação de dinheiro na economia com a liberação do FGTS e do FAT.

O quarto trimestre foi marcado pela consolidação da retomada, em praticamente todas as contas que compõem o PIB, principalmente às relacionadas a demanda doméstica.

Carro-chefe da economia brasileira, responsável por cerca de 70% do PIB, o consumo cresceu 0,1% ante o terceiro trimestre e, na média do ano, a alta foi de 1%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a expansão foi de 2,6%.

O investimento, que havia despencado 30% durante a recessão, cresceu 2% no quarto trimestre ante os três meses anteriores. Na comparação anual, pela primeira vez desde o início de 2014, o resultado também ficou no positivo: alta de 3,8%. Em 2017, porém, a média ainda ficou negativa em 1,8%.

Dessa forma, a taxa de investimentos (a proporção dos investimentos no PIB) ficou em 15,6%.

O Ministério da Fazenda também tinha essa expectativa, após revisão anunciada em dezembro, quando a Secretaria de Política Econômica elevou de 0,5% para 1,1% a previsão para o crescimento econômico neste ano.

O PIB per capita, divisão do produto pela população e uma métrica de qualidade de vida, ficou em R$ 31.587, com uma variação de 0,2% ante 2016.
Do lado da produção, a indústria voltou a registrar números positivos, pelo segundo trimestre seguido. O setor cresceu 0,5% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior e 2,7% frente ao mesmo trimestre de 2016. No ano, a indústria ficou estável.
O setor de serviços, muito conectado com o que acontece com o consumo e a massa salarial, também ficou positivo em 0,2% ante o terceiro trimestre, pelo quarto período seguido de alta. Na comparação com o último trimestre de 2016, a taxa ficou positiva em 1,7% e, no ano, registrou crescimento de 0,3%.
SENSAÇÃO TÉRMICA
Para o secretário de acompanhamento econômico, Mansueto Almeida, o resultado do PIB em 2017 ficou dentro da expectativa do governo e muito acima do esperado há um ano.
"Ficou muito acima do que analistas esperavam no início do ano passado, quando esperavam 0,2%, 0,3%. A estimativa oficial do governo era 0,5%. Então mostrou que todo mundo errou, e ainda bem que todo mundo errou."
Economistas observam, porém, que a retomada do PIB não melhorou a sensação térmica da população sobre a economia.
Silvia Matos, coordenadora do boletim Macro, da FGV, nota que os indicadores de confiança dos consumidores, embora em alta, têm apresentado desempenho inferior ao de empresários. O crédito também ainda não decolou.
"Houve uma desinflação importante. O que dificulta a melhora da sensação é o mercado de trabalho, a taxa de desemprego ainda está muito elevada", afirma.
Dados informados nesta quarta (28) pelo IBGE apontam que 12,2% da força de trabalho está procurando emprego e não teve sucesso em conseguir uma vaga em janeiro.
"Com a recuperação da economia era para a popularidade dos políticos ter aumentado, mas a população não responde", afirmou a economista.
"Entendo o mau humor, o governo federal está em meio a um ajuste fiscal e os Estados não têm investido em segurança e saúde."
O economista Marcelo Kfoury, da FGV-SP, observa que, apesar da recuperação do PIB, ainda há muito espaço a ser consumido na capacidade de produção de fábricas e aproveitamento de pessoal.
Em suas projeções, essa folga ainda levará tempo para ser consumida, o que deve ocorrer entre o fim de 2019 e início de 2020. Até lá, ele não descarta nova redução da taxa básica de juros (Selic).
A partir daí, observa ele, o gás gerado pela atual capacidade de crescimento da economia se esgota. E, com isso, será necessário avançar em reformas que ampliem o crescimento.
Em sua avaliação, o presidente Michel Temer tem poucas chances de surfar na atual onda da recuperação, uma vez que ainda deverá levar cerca de seis meses para que a sensação de retomada seja mais percebida no setor real e no mercado de trabalho.
REVISÕES
O crescimento da economia do Brasil foi ligeiramente melhor no terceiro trimestre de 2017 em relação ao segundo trimestre. O PIB cresceu 0,2%, contra estimativa anterior de 0,1%.
No segundo trimestre, o crescimento sofreu revisão para baixo: passou de 0,7% para 0,6%.
Taxa de investimento cai para 15,6%, a menor desde 1996
MARIANA CARNEIRO E NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A taxa de investimento recuou, em 2017, ao mais baixo patamar desde 1996, início da série histórica do IBGE, informou o instituto nesta quinta-feira (1º).
A proporção dos investimentos no PIB (Produto Interno Bruto) foi de 15,6%. Em 2016, a taxa havia sido a de 2016 (16,1%).
Os dados foram divulgados nesta quinta (1º) pelo IBGE, como parte do PIB, que fechou o ano em alta de 1%.
A queda no investimento é resultado do tombo na construção civil, que caiu 5% em 2017. Foi o quarto ano seguido de queda do setor.
"Uma parte importante da construção é pública e o investimento é uma das primeiras coisas que o governo corta", disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. "Construção é coisa cara, tem a ver com infraestrutura, então é normal que demore um pouco mais para recuperar."
No acumulado do ano, os investimentos fecharam em queda de 1,8%. A queda da construção foi compensada parcialmente por aumento na demanda por máquinas e equipamentos.
No quarto trimestre, o investimento cresceu 2% frente ao trimestre imediatamente anterior. Foi o segundo trimestre seguido de alta do indicador, que não apresentava resultado positivo. Neste período, a queda acumulada chegou a 30%.
A retomada tem sido impulsionada pelo crescimento da produção interna, que cresceu 3% no ano.
De acordo com a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), porém, a recuperação ainda é restrita a investimentos em manutenção e modernização do parque industrial, que permanece com elevados índices de ociosidade.
"Mesmo com ociosidade, o empresário percebe que precisa investir para ganhar competitividade", comentou o presidente da entidade, José Velloso.
Ele espera que as vendas do setor cresçam pelo menos 5% em 2017, mas não vê ainda retomada forte dos investimentos no país.
"Com teto de gastos, o governo não pode investir. E as grandes empresas, que têm contribuição com o investimento, estão muito endividadas e desinvestindo", comenta Velloso.
A taxa de poupança ficou em 14,8%, acima da do ano passado (13,9%), com efeitos da liberação das contas inativas do FGTS. "Parte das pessoas foi gastar, o que influenciou o consumo das famílias, mas parte decidiu poupar", disse Palis.
INDÚSTRIA
A indústria registrou alta de 0,5% no trimestre e fechou o ano com estabilidade em relação ao ano anterior. Desde 2013, a indústria vem registrando quedas.
A indústria de transformação fechou o trimestre com crescimento de 1,5%, acumulando alta de 1,7% no ano, a primeira depois de três anos de queda. O resultado foi impactado pelas indústrias automobilística e de máquinas e equipamentos.
A indústria extrativa, que reúne as indústrias do petróleo e da mineração, recuou 1,2% no quarto trimestre, mas fechou o ano em alta de 4,3%, beneficiada pela alta dos preços das commodities.
"A extrativa foi um destaque positivo, puxada tanto pelo crescimento do setor de petróleo quanto pelo do minério de ferro", afirmou Palis.


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