Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Dólar vai a R$ 3,55, e após um ano BC volta a intervir no câmbio para conter alta

Quinta, 3/5/2018 6:48.

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DANIELLE BRANT E MAELI PRADO
SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O temor de uma alta adicional de juros nos Estados Unidos fez o dólar ganhar R$ 0,05 em uma única sessão e fechar a R$ 3,55 nesta quarta-feira (2). O Banco Central reagiu à escalada da moeda e anunciou que vai atuar no mercado para "suavizar" movimentos no câmbio.

No retorno dos negócios após o feriado do Dia do Trabalho, o dólar comercial subiu 1,28%, para R$ 3,550, o maior nível desde 2 de junho de 2016, quando fechou a R$ 3,588. No ano, a moeda acumula valorização de 7,1%.

Diante desse cenário, o Banco Central anunciou, ao fim da sessão, que vai oferecer, a partir desta quinta (3), contratos de swap cambial em uma quantidade maior do que os que aqueles que vencem em 1º de junho. Esses contratos equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro e podem ajudar a conter o avanço da moeda americana.

"Com objetivo de suavizar movimentos no mercado de câmbio, o Banco Central irá ofertar quantidade de contratos superior à necessária para a rolagem integral desse vencimento", afirmou a instituição em nota.

Atualmente, o estoque de contratos de swap cambial do Banco Central equivale a cerca de US$ 23,8 bilhões, dos quais US$ 5,65 bilhões vencem em 1º de junho.

A última vez em que o BC havia oferecido contratos novos no mercado de câmbio foi em maio de 2017, quando a polêmica da delação do empresário Joesley Batista fez o dólar subir de R$ 3,13 para R$ 3,39 em uma única sessão.

Os motivos por trás da alta da moeda americana nesta quarta são os mesmos que vêm provocado uma valorização do dólar em relação às principais divisas de países emergentes: a possibilidade de aumentos adicionais de juros nos Estados Unidos.

O temor ganhou força após o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manter a taxa de juros no país na faixa entre 1,5% e 1,75%, mas sinalizar que a inflação está se aproximando da meta de 2% ao ano.

O mercado, que estimava mais dois aumentos -em junho e em setembro-, passou a apostar em uma alta adicional em dezembro.

Com isso, o dólar ganhou força ante 30 das 31 principais divisas do mundo nesta quarta, pela perspectiva de que esses aumentos provoquem uma saída de recursos de países emergentes e também de dinheiro aplicado em Bolsa.

"Foi a principal notícia que pesou nos mercados de uma maneira geral, não foi um movimento exclusivo de Brasil. O dólar se valorizou principalmente em relação a emergentes com as apostas nesse aumento extra de dezembro", diz Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos.

"Esse comentário da inflação gerou preocupação, com a indicação de que está monitorando de perto o desenvolvimento da inflação no país, por causa da melhora também de indicadores da economia americana."

Além do Fed, a preocupação com uma guerra comercial entre Estados Unidos e China também contribuiu para a valorização do dólar. O presidente americano, Donald Trump, estaria considerando emitir um decreto que restringe companhias chinesas de venderem equipamentos de telecomunicações nos Estados Unidos.

Trump já ameaçou impor tarifas sobre até US$"150 bilhões sobre importações chinesas. Uma delegação do governo Trump deverá visitar Pequim nesta quinta e sexta-feira para negociar com autoridades chinesas.


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Página 3

Dólar vai a R$ 3,55, e após um ano BC volta a intervir no câmbio para conter alta

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Quinta, 3/5/2018 6:48.

DANIELLE BRANT E MAELI PRADO
SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O temor de uma alta adicional de juros nos Estados Unidos fez o dólar ganhar R$ 0,05 em uma única sessão e fechar a R$ 3,55 nesta quarta-feira (2). O Banco Central reagiu à escalada da moeda e anunciou que vai atuar no mercado para "suavizar" movimentos no câmbio.

No retorno dos negócios após o feriado do Dia do Trabalho, o dólar comercial subiu 1,28%, para R$ 3,550, o maior nível desde 2 de junho de 2016, quando fechou a R$ 3,588. No ano, a moeda acumula valorização de 7,1%.

Diante desse cenário, o Banco Central anunciou, ao fim da sessão, que vai oferecer, a partir desta quinta (3), contratos de swap cambial em uma quantidade maior do que os que aqueles que vencem em 1º de junho. Esses contratos equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro e podem ajudar a conter o avanço da moeda americana.

"Com objetivo de suavizar movimentos no mercado de câmbio, o Banco Central irá ofertar quantidade de contratos superior à necessária para a rolagem integral desse vencimento", afirmou a instituição em nota.

Atualmente, o estoque de contratos de swap cambial do Banco Central equivale a cerca de US$ 23,8 bilhões, dos quais US$ 5,65 bilhões vencem em 1º de junho.

A última vez em que o BC havia oferecido contratos novos no mercado de câmbio foi em maio de 2017, quando a polêmica da delação do empresário Joesley Batista fez o dólar subir de R$ 3,13 para R$ 3,39 em uma única sessão.

Os motivos por trás da alta da moeda americana nesta quarta são os mesmos que vêm provocado uma valorização do dólar em relação às principais divisas de países emergentes: a possibilidade de aumentos adicionais de juros nos Estados Unidos.

O temor ganhou força após o Federal Reserve (Fed, banco central americano) manter a taxa de juros no país na faixa entre 1,5% e 1,75%, mas sinalizar que a inflação está se aproximando da meta de 2% ao ano.

O mercado, que estimava mais dois aumentos -em junho e em setembro-, passou a apostar em uma alta adicional em dezembro.

Com isso, o dólar ganhou força ante 30 das 31 principais divisas do mundo nesta quarta, pela perspectiva de que esses aumentos provoquem uma saída de recursos de países emergentes e também de dinheiro aplicado em Bolsa.

"Foi a principal notícia que pesou nos mercados de uma maneira geral, não foi um movimento exclusivo de Brasil. O dólar se valorizou principalmente em relação a emergentes com as apostas nesse aumento extra de dezembro", diz Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos.

"Esse comentário da inflação gerou preocupação, com a indicação de que está monitorando de perto o desenvolvimento da inflação no país, por causa da melhora também de indicadores da economia americana."

Além do Fed, a preocupação com uma guerra comercial entre Estados Unidos e China também contribuiu para a valorização do dólar. O presidente americano, Donald Trump, estaria considerando emitir um decreto que restringe companhias chinesas de venderem equipamentos de telecomunicações nos Estados Unidos.

Trump já ameaçou impor tarifas sobre até US$"150 bilhões sobre importações chinesas. Uma delegação do governo Trump deverá visitar Pequim nesta quinta e sexta-feira para negociar com autoridades chinesas.


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