Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Greve começa a afetar reposição de carne e outros produtos em Balneário Camboriú

Quarta, 23/5/2018 17:09.
O Tempo/Folhapress
Protesto de caminhoneiros contra alta dos combustíveis inter

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Por causa da greve dos caminhoneiros iniciada na segunda-feira, o abastecimento de alimentos também é uma preocupação, principalmente quanto aos produtos mais perecíveis. Em Balneário Camboriú, vários estabelecimentos já estão começando a sentir os reflexos da paralisação.

Os sacolões consultados pela reportagem ainda estão trabalhando com estoque, mas o abastecimento de carnes é o que mais preocupa no momento.

O Supermercado De Angelina informou que o abastecimento de hortifruti é uma preocupação, porque são produtos que demandam rápida reposição e não há como estocar. Os demais produtos a empresa trabalha com o remanejamento do que tem armazenado, mas carnes como o frango estão começando a faltar nos fornecedores.

O mesmo acontece com as distribuidoras. A Rosar Alimentos, que trabalha com uma série de produtos alimentícios, também já sentiu as consequências da greve. Raulino Rosar explicou que a reposição de alguns itens está prejudicada e se a greve continuar até sexta-feira a situação ficará complicada porque não dá para trocar de fornecedores de uma hora para outra.

Ele lembra que Santa Catarina está rodeada de obstruções, tanto nos estados vizinhos, como na nossa região. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, há bloqueios de caminhoneiros na BR-470, BR-101 e 282, o que prejudica a chegada de insumos da indústria alimentícia ao litoral.

André Meschke, da rede de supermercados Meschke, disse que já existem algumas dificuldades para fornecedores do norte, devido a um bloqueio em Araquari e de produtos vindos da Ceasa em Florianópolis.

Ele não acredita em desabastecimento, imagina que governo e grevistas chegarão a um entendimento nos próximos dias.

No meio da tarde a Associação Catarinense de Supermercados divulgou a seguinte nota:

A Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) informa que empresas filiadas reportaram, a partir desta quarta-feira (23.05), problemas de abastecimento de produtos rotineiramente entregues pelos fornecedores como consequência de bloqueios rodoviários decorrentes da paralisação dos caminhoneiros. Todas as regiões de Santa Catarina pesquisadas relataram problemas sérios de abastecimento, em especial nas categorias:

- F​LV – Frutas, Legumes e Verduras
- Produtos Perecíveis
- Carnes in natura
- Demais categorias de produtos resfriados como laticínios e derivados de leite.

Tendo em vista que os supermercados são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 85% das demandas de consumidores por produtos de alimentação, higiene e limpeza, a ACATS espera que haja um acordo​, num curto espaço de tempo​, entre as autoridades e os representantes d​os caminhoneiros, a fim de que as lojas de supermercados catarinenses possam novamente ser abastecidas dentro da normalidade​.

A ACATS entende que o movimento é legítimo, mas alerta que uma solução demorada impactará sobremaneira no abastecimento e, como consequência, no atendimento das necessidades básicas dos consumidores e sociedade em geral.

Greve afeta abastecimento no Sul do país

(ANA LUIZA ALBUQUERQUE-CURITIBA, PR FOLHAPRESS/JP3) -A comercialização de produtos na Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Curitiba (PR), responsável pela venda de hortigranjeiros, pescados e outros perecíveis, caiu cerca de 70% nesta quarta-feira (23).

Em média, a Ceasa da capital costuma receber e comercializar 2.500 toneladas de alimentos por dia. Nesta quarta, segundo o técnico de mercado Evandro Pilati, esse número caiu para 30% (cerca de 750 toneladas).

Segundo Pilati, o movimento foi bem menor do que o usual -ao mesmo tempo que os compradores não compareceram, alguns produtos não chegaram. "Só houve compradores de Curitiba e municípios bem próximos. Dependemos muito de estados como São Paulo, Bahia, Santa Catarina, e a entrada praticamente foi zero. Só sobrou o que tínhamos nos estoques", disse.

A retenção na oferta pressionou o preço de alguns produtos. Na segunda (21), 50 kg de batata eram vendidos por R$ 80. Nesta quarta (23), estavam a R$ 150. Vinte quilos de cenoura, a R$ 32 na segunda, passaram a custar R$ 50. Vinte quilos de tomate foram de R$ 55 para R$ 65.

A Ceasa de Santa Catarina informou que o movimento nesta quarta-feira (23) caiu pela metade. O diretor técnico, Albanez Souza de Sá, afirmou que já há desabastecimento de itens como frutas. Segundo ele, mais de 50 caminhões que deveriam ter chegado às unidades ficaram retidos nas estradas. "Se continuar a paralisação, a partir de amanhã o desabastecimento começa a ser bem maior", disse.

A Ceasa do Rio Grande do Sul também emitiu nota informando que sua comercialização está sendo afetada em função da greve dos caminhoneiros. De acordo com a assessoria de imprensa, se a paralisação continuar a tendência é que o quadro se agrave e gere um problema de desabastecimento no Estado.

INDÚSTRIA

A cooperativa Aurora, uma das maiores do país, comunicou que irá paralisar as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, na quinta (24) e sexta-feira (25). Segundo a cooperativa, a paralisação representará R$ 50 milhões em prejuízo para toda a cadeia produtiva.

"A suspensão total das atividades tornou-se imperativa e inevitável em razão dos efeitos do movimento grevista que impede a passagem dos caminhões que transportam todos os insumos necessários ao funcionamento das indústrias", disse a cooperativa em comunicado.

As federações industriais da região Sul também têm se manifestado sobre os efeitos da greve. A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) enviou um ofício ao Ministério de Transportes afirmando que a paralisação "será mais um duro golpe na competitividade da indústria nacional e motivo de maior encolhimento da arrecadação tributária".

A Fiesc também alertou que haverá impacto no fluxo de produção, comprometendo a conservação de produtos perecíveis, o cumprimento de prazos contratuais internacionais e o atraso no abastecimento do mercado interno. No documento, a federação solicitou o estabelecimento de negociações para superar o impasse.

POSTOS

O Sulpetro (Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul) informou que seis cidades do Estado estão com problemas de abastecimento nos postos de gasolina. A situação ocorre em Osório, Uruguaiana, Bagé, Encantado, Pelotas e Canguçu.

A cidade de Santa Vitória do Palmar (RS), próxima à fronteira com o Uruguai, decretou estado de calamidade pública em função da falta generalizada de combustíveis nos postos. Alguns serviços serão suspensos temporariamente, como as aulas da rede municipal de ensino.

INTERDIÇÕES

No Paraná, há retenção de veículos de carga em 54 pontos de rodovias federais. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os manifestantes tentam abordar os motoristas de caminhão, causando lentidão.

De acordo com a PRF, transportadoras e empresas com frotas de caminhões estão evitando despachá-los, gerando uma redução no fluxo desses veículos desde o início da greve.

No Rio Grande do Sul, o tráfego de veículos de carga foi interrompido em 18 pontos de rodovias federais. Em Santa Catarina, há obstruções em 36 pontos.

Os caminhoneiros estão paralisados desde segunda-feira, em protesto contra o preço do diesel. Além de alimentos, a gasolina é outro item que já começa a faltar na região, leia mais aqui.


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Página 3
O Tempo/Folhapress
Protesto de caminhoneiros contra alta dos combustíveis inter
Protesto de caminhoneiros contra alta dos combustíveis inter

Greve começa a afetar reposição de carne e outros produtos em Balneário Camboriú

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Quarta, 23/5/2018 17:09.

Por causa da greve dos caminhoneiros iniciada na segunda-feira, o abastecimento de alimentos também é uma preocupação, principalmente quanto aos produtos mais perecíveis. Em Balneário Camboriú, vários estabelecimentos já estão começando a sentir os reflexos da paralisação.

Os sacolões consultados pela reportagem ainda estão trabalhando com estoque, mas o abastecimento de carnes é o que mais preocupa no momento.

O Supermercado De Angelina informou que o abastecimento de hortifruti é uma preocupação, porque são produtos que demandam rápida reposição e não há como estocar. Os demais produtos a empresa trabalha com o remanejamento do que tem armazenado, mas carnes como o frango estão começando a faltar nos fornecedores.

O mesmo acontece com as distribuidoras. A Rosar Alimentos, que trabalha com uma série de produtos alimentícios, também já sentiu as consequências da greve. Raulino Rosar explicou que a reposição de alguns itens está prejudicada e se a greve continuar até sexta-feira a situação ficará complicada porque não dá para trocar de fornecedores de uma hora para outra.

Ele lembra que Santa Catarina está rodeada de obstruções, tanto nos estados vizinhos, como na nossa região. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, há bloqueios de caminhoneiros na BR-470, BR-101 e 282, o que prejudica a chegada de insumos da indústria alimentícia ao litoral.

André Meschke, da rede de supermercados Meschke, disse que já existem algumas dificuldades para fornecedores do norte, devido a um bloqueio em Araquari e de produtos vindos da Ceasa em Florianópolis.

Ele não acredita em desabastecimento, imagina que governo e grevistas chegarão a um entendimento nos próximos dias.

No meio da tarde a Associação Catarinense de Supermercados divulgou a seguinte nota:

A Associação Catarinense de Supermercados (ACATS) informa que empresas filiadas reportaram, a partir desta quarta-feira (23.05), problemas de abastecimento de produtos rotineiramente entregues pelos fornecedores como consequência de bloqueios rodoviários decorrentes da paralisação dos caminhoneiros. Todas as regiões de Santa Catarina pesquisadas relataram problemas sérios de abastecimento, em especial nas categorias:

- F​LV – Frutas, Legumes e Verduras
- Produtos Perecíveis
- Carnes in natura
- Demais categorias de produtos resfriados como laticínios e derivados de leite.

Tendo em vista que os supermercados são responsáveis pelo abastecimento de cerca de 85% das demandas de consumidores por produtos de alimentação, higiene e limpeza, a ACATS espera que haja um acordo​, num curto espaço de tempo​, entre as autoridades e os representantes d​os caminhoneiros, a fim de que as lojas de supermercados catarinenses possam novamente ser abastecidas dentro da normalidade​.

A ACATS entende que o movimento é legítimo, mas alerta que uma solução demorada impactará sobremaneira no abastecimento e, como consequência, no atendimento das necessidades básicas dos consumidores e sociedade em geral.

Greve afeta abastecimento no Sul do país

(ANA LUIZA ALBUQUERQUE-CURITIBA, PR FOLHAPRESS/JP3) -A comercialização de produtos na Ceasa (Centrais de Abastecimento) de Curitiba (PR), responsável pela venda de hortigranjeiros, pescados e outros perecíveis, caiu cerca de 70% nesta quarta-feira (23).

Em média, a Ceasa da capital costuma receber e comercializar 2.500 toneladas de alimentos por dia. Nesta quarta, segundo o técnico de mercado Evandro Pilati, esse número caiu para 30% (cerca de 750 toneladas).

Segundo Pilati, o movimento foi bem menor do que o usual -ao mesmo tempo que os compradores não compareceram, alguns produtos não chegaram. "Só houve compradores de Curitiba e municípios bem próximos. Dependemos muito de estados como São Paulo, Bahia, Santa Catarina, e a entrada praticamente foi zero. Só sobrou o que tínhamos nos estoques", disse.

A retenção na oferta pressionou o preço de alguns produtos. Na segunda (21), 50 kg de batata eram vendidos por R$ 80. Nesta quarta (23), estavam a R$ 150. Vinte quilos de cenoura, a R$ 32 na segunda, passaram a custar R$ 50. Vinte quilos de tomate foram de R$ 55 para R$ 65.

A Ceasa de Santa Catarina informou que o movimento nesta quarta-feira (23) caiu pela metade. O diretor técnico, Albanez Souza de Sá, afirmou que já há desabastecimento de itens como frutas. Segundo ele, mais de 50 caminhões que deveriam ter chegado às unidades ficaram retidos nas estradas. "Se continuar a paralisação, a partir de amanhã o desabastecimento começa a ser bem maior", disse.

A Ceasa do Rio Grande do Sul também emitiu nota informando que sua comercialização está sendo afetada em função da greve dos caminhoneiros. De acordo com a assessoria de imprensa, se a paralisação continuar a tendência é que o quadro se agrave e gere um problema de desabastecimento no Estado.

INDÚSTRIA

A cooperativa Aurora, uma das maiores do país, comunicou que irá paralisar as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, na quinta (24) e sexta-feira (25). Segundo a cooperativa, a paralisação representará R$ 50 milhões em prejuízo para toda a cadeia produtiva.

"A suspensão total das atividades tornou-se imperativa e inevitável em razão dos efeitos do movimento grevista que impede a passagem dos caminhões que transportam todos os insumos necessários ao funcionamento das indústrias", disse a cooperativa em comunicado.

As federações industriais da região Sul também têm se manifestado sobre os efeitos da greve. A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) enviou um ofício ao Ministério de Transportes afirmando que a paralisação "será mais um duro golpe na competitividade da indústria nacional e motivo de maior encolhimento da arrecadação tributária".

A Fiesc também alertou que haverá impacto no fluxo de produção, comprometendo a conservação de produtos perecíveis, o cumprimento de prazos contratuais internacionais e o atraso no abastecimento do mercado interno. No documento, a federação solicitou o estabelecimento de negociações para superar o impasse.

POSTOS

O Sulpetro (Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul) informou que seis cidades do Estado estão com problemas de abastecimento nos postos de gasolina. A situação ocorre em Osório, Uruguaiana, Bagé, Encantado, Pelotas e Canguçu.

A cidade de Santa Vitória do Palmar (RS), próxima à fronteira com o Uruguai, decretou estado de calamidade pública em função da falta generalizada de combustíveis nos postos. Alguns serviços serão suspensos temporariamente, como as aulas da rede municipal de ensino.

INTERDIÇÕES

No Paraná, há retenção de veículos de carga em 54 pontos de rodovias federais. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), os manifestantes tentam abordar os motoristas de caminhão, causando lentidão.

De acordo com a PRF, transportadoras e empresas com frotas de caminhões estão evitando despachá-los, gerando uma redução no fluxo desses veículos desde o início da greve.

No Rio Grande do Sul, o tráfego de veículos de carga foi interrompido em 18 pontos de rodovias federais. Em Santa Catarina, há obstruções em 36 pontos.

Os caminhoneiros estão paralisados desde segunda-feira, em protesto contra o preço do diesel. Além de alimentos, a gasolina é outro item que já começa a faltar na região, leia mais aqui.


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