Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Economia
Dólar avança para R$ 3,60 em dia ruim para emergentes; Bolsa cai 0,75%

Sexta, 11/5/2018 18:43.

Publicidade

DANIELLE BRANT
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A preocupação dos investidores com um aumento adicional de juros nos Estados Unidos provocou alta de 2,2% do dólar nesta semana e levou a moeda americana a fechar cotada em R$ 3,60 nesta sexta-feira (11).

O cenário eleitoral também voltou a pesar, em meio à expectativa pela divulgação de novas pesquisas nos próximos dias, as primeiras após o ex-ministro Joaquim Barbosa desistir de concorrer à Presidência.

O dólar comercial subiu 1,52%, para R$ 3,600. É o maior nível desde 31 de maio de 2016, quando fechou a R$ 3,614. Na semana, a valorização foi de 2,16%, e nas três semanas em que as turbulências internacionais afetaram a moeda, a alta acumulada foi de 5,5%.

​O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 1,28%, para R$ 3,593 -alta de 2,1% na semana e de 5,4% em três semanas.

A Bolsa brasileira fechou em baixa de 0,75%, para 85.220 pontos. O volume financeiro de R$ 13,146 bilhões, ante média diária de R$ 12,4 bilhões em maio.

A semana do dólar foi balizada pela expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos, motivada pela valorização do petróleo no exterior após os Estados Unidos decidirem deixar o acordo nuclear com o Irã.

O barril do Brent, negociado em Londres e referência internacional, avançou 2,9% na semana, para US$ 77. O WTI, dos Estados Unidos, subiu 1,2%, para US$ 70,5.

Esse aumento elevou os rendimentos pagos pelos títulos de dívida americana com vencimento em dez anos, que bateram 3% ao ano. Os papéis, considerados praticamente livres de risco, atraem investidores com dinheiro aplicado em Bolsa e em países emergentes, o que contribui para a valorização do dólar.

Das 31 principais moedas do mundo, 18 perderam força em relação ao dólar na semana. A maior desvalorização foi do peso argentino, com queda de 8,7% -o país vizinho mergulhou numa crise cambial por uma combinação de perspectiva de aumento de juros nos EUA e vulnerabilidade econômica.

O real foi a segunda maior desvalorização, seguido pela lira turca (-1,89%) e pelo peso mexicano (-0,94%).

O temor foi, em termos, dissipado com dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos na quinta-feira. Mas, nesta sexta, o fator eleições voltou a pesar.

A expectativa da divulgação das primeiras pesquisas eleitorais após Joaquim Barbosa desistir de concorrer às eleições causou volatilidade no mercado nesta sessão, diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

"O investidor está mais receoso, está se protegendo como pode. Ele não vê uma aversão a risco-país, é risco-mundo", diz.

O Banco Central vendeu a oferta de até 8.900 contratos em swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Até agora, já rolou US$ 3,115 bilhões dos US$ 5,650 bilhões que vencem em junho.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) subiu 0,08%, para 184,9 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados subiram. O DI para julho deste ano avançou de 6,215% para 6,225%. O DI para janeiro de 2019 se manteve estável em 6,260%.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade


Publicidade














Página 3

Dólar avança para R$ 3,60 em dia ruim para emergentes; Bolsa cai 0,75%

Publicidade

Sexta, 11/5/2018 18:43.

DANIELLE BRANT
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A preocupação dos investidores com um aumento adicional de juros nos Estados Unidos provocou alta de 2,2% do dólar nesta semana e levou a moeda americana a fechar cotada em R$ 3,60 nesta sexta-feira (11).

O cenário eleitoral também voltou a pesar, em meio à expectativa pela divulgação de novas pesquisas nos próximos dias, as primeiras após o ex-ministro Joaquim Barbosa desistir de concorrer à Presidência.

O dólar comercial subiu 1,52%, para R$ 3,600. É o maior nível desde 31 de maio de 2016, quando fechou a R$ 3,614. Na semana, a valorização foi de 2,16%, e nas três semanas em que as turbulências internacionais afetaram a moeda, a alta acumulada foi de 5,5%.

​O dólar à vista, que fecha mais cedo, subiu 1,28%, para R$ 3,593 -alta de 2,1% na semana e de 5,4% em três semanas.

A Bolsa brasileira fechou em baixa de 0,75%, para 85.220 pontos. O volume financeiro de R$ 13,146 bilhões, ante média diária de R$ 12,4 bilhões em maio.

A semana do dólar foi balizada pela expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos, motivada pela valorização do petróleo no exterior após os Estados Unidos decidirem deixar o acordo nuclear com o Irã.

O barril do Brent, negociado em Londres e referência internacional, avançou 2,9% na semana, para US$ 77. O WTI, dos Estados Unidos, subiu 1,2%, para US$ 70,5.

Esse aumento elevou os rendimentos pagos pelos títulos de dívida americana com vencimento em dez anos, que bateram 3% ao ano. Os papéis, considerados praticamente livres de risco, atraem investidores com dinheiro aplicado em Bolsa e em países emergentes, o que contribui para a valorização do dólar.

Das 31 principais moedas do mundo, 18 perderam força em relação ao dólar na semana. A maior desvalorização foi do peso argentino, com queda de 8,7% -o país vizinho mergulhou numa crise cambial por uma combinação de perspectiva de aumento de juros nos EUA e vulnerabilidade econômica.

O real foi a segunda maior desvalorização, seguido pela lira turca (-1,89%) e pelo peso mexicano (-0,94%).

O temor foi, em termos, dissipado com dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos na quinta-feira. Mas, nesta sexta, o fator eleições voltou a pesar.

A expectativa da divulgação das primeiras pesquisas eleitorais após Joaquim Barbosa desistir de concorrer às eleições causou volatilidade no mercado nesta sessão, diz Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

"O investidor está mais receoso, está se protegendo como pode. Ele não vê uma aversão a risco-país, é risco-mundo", diz.

O Banco Central vendeu a oferta de até 8.900 contratos em swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Até agora, já rolou US$ 3,115 bilhões dos US$ 5,650 bilhões que vencem em junho.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) subiu 0,08%, para 184,9 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados subiram. O DI para julho deste ano avançou de 6,215% para 6,225%. O DI para janeiro de 2019 se manteve estável em 6,260%.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade